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0 em Brasil/ Viagem no dia 25.11.2016

Já conhecem o Dujuzé em São Paulo?

Oi leitoras e leitores do Futi!
Sou eu
Carol aqui de novo!
Olha, essa vida de correspondente tá muita chata! Rs…

Semana passada fomos convidadas a conhecer um bar, que não é novo, mas está sob nova direção, o Dujuzé! Um com um ambiente super agradável, em um dos bairros mais charmosos de São Paulo. O Dujuzé fica na esquina das ruas Minerva e Itapicuru em Perdizes. Geralmente com muito movimento às sextas e sábados (cheguem cedo pra não pegar fila!) e com movimento de happy hour durante a semana.

Um dos diferenciais do bar é a comida! O gerente de marketing Manuel e o dono Daniel me contaram que sentiam falta de um lugar que além das comidas de boteco tradicionais tivesse bons pratos para pode jantar, comer de verdade! Sabe quando todos os seus amigos te chamam pra beber e ai bate aquela fome… Mas não vontade de comer qualquer comida ou uma porção pra dividir com todo mundo. Então… o Dujuzé repaginou o cardápio com assinatura da chef Larissa Morales, que estava coordenando a cozinha no dia (olha que honra!!! ) e chamou o Futi pra experimentar!

Eu levei minha mãe junto, que estava de visita aqui em SP. Chegamos cedo e fomos vendo o bar encher! O ambiente é ocupado por vários tipos e faixas etárias. Turma de amigos, casais, vários casais e família formam um ambiente eclético super descontraído, até o Di Ferrero tava lá no dia rs! Uma coisa que eu reparo muito em bar é o som. E o Duzujé arrasa nisso também, tem até cliente pedindo pra divulgar a playlist no Spotify.

Vamos falar de comida?

Começamos com essa porção de coxinhas!!! Eu que AMO me joguei! Muito bem feitas, sequinhas e super saborosas.

Entrada número dois foi essa porção de Brusquetas!
Caprese -> Mussarela de búfala, tomate cereja e manjericão regadas com azeite.
Italiana -> Cubos de tomates, queijo parmesão e manjericão regadas com azeite.
Brie -> Queijo brie, presunto parma e rúcula regadas com mel, minha preferida!!!

Joana morre com os sabores + a foto!

 

Entrada número três!!!!!!!
Provoleta -> Cubos de provolone gratinado servidos com azeite de ervas, molho agridoce picante e torradas da casa. Um petisco delícia para acompanhar os drinks e o nosso bate papo no dia.

Nota da editora: Joana morre novamente e lembra que é por isso que nunca será blogueira fit!

E ai quando a gente achou que tinha acabado, veio o Risoto com iscas de filet mignon, cogumelos e redução de vinho do porto!!!!!! Esse é o ponto alto da casa, vá com fome e peça um dos pratos principais!

Além das comidas deliciosas outro ponto alto da casa/atração principal é o seu Chiquinho! Maitre e contador de histórias, ele já trabalhou em grandes hotéis e está no Dujuzé desde a inauguração do bar! Com seu carisma e histórias ele conquista todo mundo que passa por lá.

E agora, vamos falar dos drinks?

Para acompanhar tudo fui primeiro na incrível - sem exageros - caipirinha de jabuticaba e minha mãe na de lichia, muito boa também! Depois seguimos nos clássicos Dry Martini e Aperol Spritz!

Foi um programa delicioso, daqueles que você quer repetir sempre. Voltamos pra casa bem alegrinhas! Noite ótima com papo bom e lugar novo pra levar os amigos e o namorado! Sem dúvidas eu vou voltar.

Eu gostei tanto que precisei compartilhar a experiência no blog, não deu para deixar a dica solta no instagram. :)

- Bar Dujuzé - R. Itapicuru, 887 - Perdizes, São Paulo - SP, 05006-000, Brasil

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Quer seguir a Carol no insta? Vai lá: @carolinebarrionuevo

10 em Autoestima/ Convidadas no dia 24.11.2016

Autoestima: quando sua mãe planta erva daninha no seu jardim!

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Do Tumblr Friends Confessions

Incondicional?

Você está gorda.
Você está magra demais, parece doente.
Você é burra.
Você viu como Fulana emagreceu? Ela sim tem força de vontade.
Vê se come, parece um palito.
Para de desenhar, isso não vai te levar a lugar nenhum.
Deixa de ser burra.
Daqui a pouco até a Cicrana é mais magra que você.
Você poderia ser mais vaidosa.
Essa perna toda ralada, vai ficar horrível cheia de cicatrizes.
Barriga de fora, você nunca vai poder usar isso.
Você é largada.
Sobremesa? Para ela não.
Ela não consegue prender homem nenhum.
Você tem tudo na vida, por que não se esforça um pouco para emagrecer?
Você parece uma vaca.
Vai ficar solteira pra sempre se continuar desse jeito.

Nada disso foi ouvido na escola ou na faculdade. Na verdade, o colégio funcionava como um santuário, refúgio ou ponto de segurança emocional do cotidiano juntamente com as aulas de inglês, ballet, sapateado, jazz, street dance, teatro, surf, vôlei de praia e tudo mais que coubesse na agenda. A humilhação não vinha dos coleguinhas que não tinham a tesoura do Mickey, que gostavam do mesmo garoto ou que não tinham sido convidadas para uma festa. Também não era por conta da calça 42, da fase grunge de All Star preto só ouvindo Nirvana, da fase surfista de acordar às 5 da manhã para pegar onda, ou por ter o cabelo cacheado num império de cabelos lisos.

A encarregada pela humilhação era a pessoa que mais deveria te proteger do mundo: sua mãe.

Para você, leitor(a), pode causar estranheza e desconforto ler sobre a possibilidade de alguém estar escrevendo algo para falar “mal” daquela pessoa que só quer o seu bem. Causa desconforto ler sobre a existência de um bullying dentro de casa. Estranheza falar sobre a possibilidade dessa pessoa ferir alguém que ela ama de forma deliberada.

Para você leitor(a) que já passou por isso, com certeza causa conforto. Um pequeno momento de alívio ao ler isso aqui e pensar “ufa, não sou só eu”. Vem de dentro um grito de alegria por alguém reconhecer e ceder um espaço para falar sobre um assunto que sempre te atormentou, mas você nunca teve coragem de falar.

Você não esta sozinha(o). Milhares de pessoas se perguntam todos os dias, por que aquela pessoa que deveria te amar acima de tudo não te aceita como você é?

Não posso dizer aqui que conheço o por quê por trás das ações de humilhação familiares, pode ser trauma próprio de infância refletindo nos filhos; o desejo de reviver uma época através da vida dos filhos; a competição com a pessoa mais jovem em uma inveja típica de madrasta da Branca-de-Neve; em alguns casos pode ser simplesmente o não saber que o que é falado afeta o outro de uma forma inimaginável. Não tenho um diploma em psicologia ou psiquiatria, não tenho uma amostragem de pessoas. Só tenho a minha experiência.

O objetivo desse texto não é conseguir nenhuma explicação ou necessariamente compreender o por quê, é uma tentativa – ainda que pequena – de tentar fazer com que esse assunto deixe de ser um tabu.

Entender que feminismo e sororidade começam dentro de casa.

É tentar fazer você, que sofre nessa situação, entender que isso não é sua culpa e que você não está só. É entender que é possível desconstruir a imagem de que a sua mãe é perfeita e de que as opiniões dela sobre a sua vida são as mais importantes. Podem não ser.

É entender, que sua mãe é um ser humano, cheio de defeitos e qualidades como qualquer um de nós, mas que esses defeitos não podem ser ignorados simplesmente por ela ser mãe. Isso não dá a ela o direito de falar tudo que passar pela sua cabeça.

Existe uma diferença considerável entre uma preocupação e uma alfinetada para magoar. Ninguém vai obrigatoriamente deixar de amar e respeitar a mãe ao diferenciar essas intenções, mas vai se tornar mais fácil a convivência se for possível compreender o objetivo daquele comentário. Será mais fácil desconsiderá-lo se a mãe dentro de nós estiver desconstruída.

Se eu não acreditar nisso, não me fará mal, é quase um mantra a ser repetido quando falamos de pessoas tóxicas. Quando essa pessoa é a sua mãe isso se torna duas vezes mais importante.

Entender que aquilo que é dito “para o seu próprio bem” pode não ser na verdade dito para te jogar para baixo é um primeiro passo. É preciso compreender que uma “verdade” como essa pode ser só a reverberação de preconceitos de gerações anteriores, pré conceitos esse que podem te fazer muito mal e afetar sua autoestima, crescimento e desenvolvimento enquanto ser humano.

Mas acima de tudo, entender que outras pessoas – mesmo a sua mãe - não podem definir quem você é. Só você pode.

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