0 em Autoconhecimento/ consumo/ economia no dia 05.02.2018

O difícil caminho de largar as compras por impulso

Em muitos casos nossas frustrações nas mais diversas esferas da nossa vida são descontadas em algo. Alguns fumam, outros comem, outros bebem, outros compram, outros buscam diferentes vícios e formas de descontar isso - e alguns fazem tudo isso ao mesmo tempo.

Sou o tipo que se encaixa nas compras e na comida, mas como o assunto é consumismo mais voltado à moda, vamos nos atentar para essa primeira forma de descontar.

Estou aqui hoje para falar sobre essa dificuldade que já enfrentei em maior proporção mas que hoje, por mais que existam deslizes, está sob controle.

Tudo começou quando o primeiro salário pingou na conta e a possibilidade de gastar apareceu. Ok, esse gasto era controlado pois sempre economizei grana para objetivos maiores, como falei na coluna anterior. Nessa hora cheguei a gastar em tudo que queria, em 3 sapatos similares, em peças de roupa que nunca foram usadas, em itens que eram tendência naquele momento, mas eu nem achava tão bonito.

Depois que comecei o @Economoda passei a receber convites de lojas para conhecer novas coleções ( só o convite tá - sem vale compra haha), a visitar muito mais sites para divulgar as seguidoras e a fotografar meus looks todos os dias. Todo esse conjunto de fatores me levou a uma explosão (ainda que controlada) de gastos excessivos e peças inúteis no meu armário. E o pior, um eterno sentimento de que “falta algo para compor esse look” ou “preciso ter algo dessa marca X ou coleção especifica de loja de departamentos”.

E assim no auge do meu exagero, me peguei como uma louca em uma loja buscando uma sandália de uma determinada marca - e quando achei, dei um grito, sim um grito de alegria e satisfação como se estivesse encontrando algo que impactaria o mundo ou a vida de alguém. Obviamente comprei a sandália. Usei? Obviamente não, já que nada tinha a ver com o meu estilo ou com as peças que tinha em meu armário.

a tal sandália num post do @economoda

Esse acontecimento para mim foi uma virada de chave, e me acendeu um alerta de que algo estava errado. O que fazer? Seguir belas inspirações por aí, como Joanna Moura do Um ano sem Zara e bloquear minhas compras por 6 meses.

Foi um processo bacana de autocontrole e o mais importante ainda de autoconhecimento. Passei a conhecer o meu armário, o que eu gostava, o que eu valorizava e de qual estilo de vida eu queria compartilhar no Econo. Nesses 6 meses, vontades de determinados itens surgiram e desapareceram com a mesma velocidade, e tiveram vontades que perduraram por todo o período - e foram compradas quando o tempo acabou ( uma pantacourt preta, caso tenham curiosidade!)

A calça numa foto de 2014 que eu uso até hoje!

O apego à peças também passou, criei regras pra eu mesma como cada peça que entrasse em casa, no mínimo 2 sairiam do armário (normalmente saem mais). Hoje em dia vivo distribuindo peças e acessórios para amigos e conhecidos - e fico feliz da vida ao vê-los usando!

E esse processo de me sentir no controle dos meus gastos e das minhas vontades traz um prazer tão grande quanto ao que sentia quando comprava loucamente. Eu consegui perceber minha situação cedo, cuidar dela sozinha e adorei o resultado do meu processo. As peças que compro hoje são muito mais utilizadas, valorizadas e repensadas!

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