2 em Comportamento/ maternidade no dia 19.07.2016

#babynofuti: ele vai ser…

“Filho, você vai ser DJ, é?” - sempre que ele está mexendo em um brinquedo que faz sons. “Ih, acho que você vai ser cabeleireiro, hein…” - toda vez que ele pega nos cabelos para deixar todo mundo descabelado. “Do jeito que tá fazendo, vai ser ginasta!” - quando ele está fazendo umas poses esquisitas.

No dia que ele resolveu ser cabeleireiro

No dia que ele resolveu ser cabeleireiro - dinda Jo obviamente foi a cobaia

Eu nunca tinha notado como a gente, mesmo sem querer, sem intenção ou apenas na brincadeira, vai tentando estipular um futuro para nossos filhos ou para as crianças que vivem perto de nós. Até o momento que eu reparei que não era só a gente que fazia isso com o Arthur, já que todas as pessoas que tinham filhos em idades parecidas faziam a mesmíssima coisa.

Hmmm…acho que vai ser super herói, hein…toda a pose de Super Homem!

Acho engraçado porque eu sou daquela geração que toda criança queria ser astronauta/paquita/veterinária e todos os pais queriam que seus filhos virassem médicos, advogados ou engenheiros. Bem, meu pai é médico, e por muitos e muitos anos ele alimentou a esperança que eu fosse seguir seu caminho. Ninguém nunca me forçou a fazer escolhas que eu não queria, mas até eu jurava que ser médica era meu futuro. Com 8 anos eu tinha livro de anatomia para crianças e sabia o que era veia cava, tíbia, nervo femoral e outras palavras que uma criança não costuma se interessar. E eu jurava que seria pediatra até completar uns 17 anos e começar a pensar no vestibular, foi aí que meu lado criativo falava muito mais alto. Mentira, ter assistido aos 14 anos, sem querer, um vídeo de rinoplastia no canal de tv do hotel que estava disponível para os médicos que estavam no congresso me deu uma leve traumatizada. E meu medo de agulha falou mais alto que tudo também. E eu não ter muito jeito com bebês também me fez repensar a profissão. hehehe

Era ano de vestibular, eu precisava preencher os formulários com a minha decisão e, por incrível que pareça, avisar para ele que eu não seguiria seus passos foi uma das coisas mais difíceis que eu tive que fazer até hoje. Mais difícil, inclusive, do que contar sobre meu primeiro namorado. Claro que ele entendeu no final e me apoiou - como me apoia até hoje - mas nunca esqueço daquele dia que eu tive que avisar que eu não herdaria suas habilidades na medicina (no fim das contas foi até bom, porque hoje em dia algumas amigas minhas estão trabalhando com ele! rs).

Mesmo nunca tendo sido forçada a nada, eu fiquei com medo de decepcionar minha família. Acho que foi daí que eu botei na minha cabeça que quando tivesse filhos, iria conduzi-los para fora das roubadas, mas não iria impor nada. Por isso, achei muito curioso  me ver tentando encaixar o Arthur em padrões profissionais aos 4 meses de idade. Continuo fazendo isso e tenho certeza que vou dizer que ele vai ser pintor quando começar a brincar com lápis de cor, dançarino quando resolver dançar e por aí vai, até ele realmente ter idade para decidir o que quer ser de verdade.

Vocação atual: bagunceiro!

No fundo - que nem é tão fundo assim - eu só quero que ele seja realizado no que ele faça. Mas que eu fico morrendo de curiosidade para saber o que ele vai escolher, ah, eu fico. :)

Beijos

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2 Comentários

  • RESPONDER
    Eloisa
    20.07.2016 às 15:41

    Que texto lindo! Amei, amiga.

    Acho que por enquanto podemos nos contentar com a profissão atual do Arthur: trazer alegria e fofura pra nós.

    Muita saudade de vocês.

  • RESPONDER
    Fran
    30.07.2016 às 9:54

    Carla, amei esse texto! Também faço essa expectativa do que ele será no futuro, mas sempre me conscientizando de que quero que faça o que ame.

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