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6 em Estados Unidos/ Futi em NYC/ NYC no dia 02.11.2016

#futiemnyc: Um dia em Williamsburg

Apesar do DUMBO ser o lugar preferido de quem quer cruzar a ponte e conhecer o Brooklyn, Williamsburg também é bem cotado. Eu sou suspeita porque estou amando morar nessa área! Não é o lugar mais charmoso de NY mas é uma delícia e cheio de restaurantes, bares, lojas legais, feirinhas e o melhor, do lado de Manhattan mas sem toda a barulheira da ilha principal. E o melhor, está em expansão constante, toda hora tem alguma novidade abrindo por aqui!

Pensando nisso, pensei em separar algumas dicas para quem estiver pensando em tirar um dia - ou algumas horas - para conhecer o bairro!

Dá para chegar aqui tanto de metrô (linha L - Estação Bedford Av.) ou pela barca East River Ferry, que custa 4 dólares e dá para pegar tanto no Pier 11 quanto na 35th st. É só saltar em North Williamsburg e explorar a vizinhança!

Começando por comidas, Williamsburg tem a famosa feira gastronômica Smorgasburg. Ela funciona de abril até meados de outubro e conta com comidas de vários lugares do mundo e algumas tendências culinárias como, por exemplo, o tal hamburguer de miojo (sim, ao invés de pão temos miojo) e a batata frita trufada que a Jô e a Mandy mostraram nesse post. Lá também tem o ice cream sandwich que eu falei aqui e ainda não consegui provar, mas paciência, vai ficar pro ano que vem! rs

Se você não tem muita vontade de feira, por aqui também tem ótimos restaurantes italianos! Eu cito 3 que gosto bastante, em ordem de preferência: Antica Pesa, Aurora e D.O.C. Wine Bar. O Aurora já foi post e o Antica Pesa (Berry St - entre N7th e N8th) precisa aparecer por aqui em algum momento (como ele só funciona para jantar, nunca consegui tirar uma foto boa da comida) porque é delicioso - o spaghetti cacio & pepe é o melhor que eu já comi! Volta e meia o dono de lá, o Francesco Panella, posta uma foto com alguma celebridade que apareceu no restaurante daqui ou no de Roma. Eu ainda não dei essa sorte! O D.O.C. (esquina de N7th com Wythe St) também é de italianos e abre apenas para jantar, a comida é ótima e o ambiente é bem aconchegante.

williamsburg4

Se você preferir pizzas, duas dicas completamente diferentes: o Acqua Santa (N 7th entre Bedford Av e Driggs Av) tem pasta mas as pizzas me impressionaram, todas - absolutamente TODAS - são maravilhosas. Massa crocante e recheios super saborosos. A entrada que mais amo é a bruschetta de pizzeta, que nada mais é que uma bruschetta na massa crocante da pizza, DIVINA. A outra pizzaria famosa de lá é a Joe’s Pizza (Bedford Av. esquina com N4th), mas é esquema de pizza fast food, sem muitos recheios e fatias gigantes.

Rooftop charmoso do Juliette, ótimo para dias lindos! | Foto: @juliettebkny

 

Outras sugestões gastronômicas que são ótimas: Williamsburg Thai, tailandês honesto e saboroso (na Bedford Av entre N5th e N6th); Devocion, um café super charmoso cheio de doces maravilhosos (Grand St entre Kent Av. e Wythe Av.); sorveteria Van Leuween, depois que eu conheci essa sorveteria nunca mais quis outro sorvete, principalmente depois que eu experimentei o exótico sabor de Matcha Green Tea (esquina da Wythe Av. com N5th); Umami Burger, hamburgueria deliciosa (N4th entre a Bedford Av. e a Driggs Av); Sweetgreens para quem quer comer light, estilo monte sua salada e com opções muito gostosas. A Kale Ceaser Salad de lá é de comer rezando (do lado do Umami Burger); O Juliette é ótimo para brunch, ambiente aconchegante e comida super gostosa (N5th entre Berry St. e Bedford Av).

Vou parar por aqui porque senão vocês vão achar que só vale visitar Williamsburg para comer! haha E não, dá para comprar também!

Para começar, todo fim de semana fica aberto o Artists & Fleas (N7th entre Kent Av e Wythe Av), uma espécie de mercadinho onde marcas independentes expõem suas peças, e tem de tudo, desde joias até essências para casa e roupas para bebê. O A&F também tem uma filial no Chelsea Market que funciona todo dia, mas se eu não me engano o espaço é menor.

Fachada da Urban Outfitters

Fachada da Urban Outfitters

Quem quiser ver outras marcas legais, vale começar pela N6th e ir andando até a Bedford Avenue. É lá que tem a Urban Outfitters (sob o nome de Space Ninety 8, fica entre a Wythe Av. e a Berry St.), a Sandro, a Maje, a Madewell e a Meg, uma marca só de produtos feitos em NY e com várias peças lindas e super originais. A N4th é outra que também vale a pena ser explorada, tem Levi’s e uma loja chamada Scotch & Soda que vale conhecer (mesmo não sendo das mais baratas). Ah, e não posso esquecer da J.Crew, que fica na Wythe Av. entre a N4th e N3rd.

Red Pearl, uma loja cheia de presentes fofos!

Outra rua que precisa ser muito explorada é a Bedford Avenue. Cheia de lojas vintage e bares, também dá para encontrar muita coisa bacana por ali e pelos seus arredores. Se você está querendo ver semi joias fofas e delicadas, tem a NorBu (N4th com a Bedford Av.) e a Catbird (Bedford Av. entre N4th e N5th). Para presentinhos, uma que eu amo é a Red Pearl (Bedford Av. entre 5th e 6th). Ah, e não vamos esquecer da Apple Store - que costuma ser bem mais vazia que todas as outras que eu já visitei - que fica na Bedford Av. esquina com a N3rd.

De programas mais diferentes, sugiro dois: a Brooklyn Brewery, a fábrica da cerveja local onde você pode fazer tour e degustações e a Rough Trade, uma loja de discos e cd’s que tem espaço para shows, um café e é bem interessante de se conhecer.

E quem quiser terminar o dia vendo Manhattan, tem dois lugares ótimos: o Waterfront Piers (onde pega a barca) e o East River State Park, que tem uma “prainha” com vista incrível para o skyline.

Praia com vista no East River State Park

Praia com vista no East River State Park

Waterfront Piers

Waterfront Piers

Ufa! Acho que é isso! O mais engraçado é que na minha primeira semana em Williamsburg eu saía para explorar o bairro e fiz uma série de escolhas erradas que me levaram para lugares super residenciais, vazios e sem nada de interessante. Hoje eu penso e vejo como tem coisa para fazer se você entre nas ruas certas! rs

Tenho a impressão que ainda vou fazer um post 2 em algum momento, mas por enquanto essas são as minhas dicas de um super tour por Williamsburg! Isso porque eu não englobei Greenpoint, que é outro bairro que está crescendo muito e ficando cheio de coisas legais!

E se alguém tiver mais dicas para dividir, estou doida para anotar! :)

Beijos

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4 em Futi em NYC/ maternidade/ Trip tips no dia 21.09.2016

Experiências legais para bebês de todas as idades aqui em NY

Como vocês sabem, desde que cheguei aqui em Nova York tenho feito praticamente tudo com o Arthur. Como não tenho babá e só chamo babysitter em momentos muito específicos, o jeito foi adaptar nossa programação e estamos nos surpreendendo com a quantidade de experiências legais que estamos podendo proporcionar para o Arthur.

Resolvi fazer esse post não só para compartilhar com quem mora aqui e tem filhos, mas também para dar ideias em quem está pensando em vir para cá com bebês. Terão coisas óbvias e outras nem tanto, só sei que to aceitando mais dicas, viu?

Começando pelos museus, que NY tem muitos! MET, MoMA, Whitney, Guggenheim, História Natural, o que não falta aqui é cultura para absorver. Tem gente que acha que museu é um programa chato para criança, e acredito que talvez seja mesmo, principalmente para aquelas que estão em uma idade mais cheia de vontade, mas eu amei a experiência que tivemos com o Arthur.

Fomos no MET porque queríamos ver a exposição Manus vs. Machina e acabamos passando uma tarde toda lá, passeando pelas galerias e mostrando quadros e esculturas para o Arthur. Obviamente ele não entendeu nada, mas ficou encantado com certas cores e movimentos, foi super especial. O MET tem uma entrada diferente para cadeirantes e carrinhos do lado da escadaria principal, muitos elevadores e, o melhor, banheiros masculinos e femininos têm trocador!

Queremos muito ir no MoMA, no Museu de História Natural e também no Children’s Museum - quando for atualizo o post! :)

 

Ia falar de zoológicos, mas quando levamos o Arthur no Central Park Zoo eu fiquei mal real. Acho que eu tinha uns 10 anos a última vez que fui e não lembrava que ele era tão…pequeno. Fomos em um dia bem quente e eu me senti muito incomodada em ver os bichos presos em lugares com pouco espaço até para se esconder do sol. Não volto mais!

Em compensação, o Central Park tem milhares de áreas feitas para você deixar seu bebê solto e explorando o local. Paramos um dia no Sheep Meadow, que fica na altura da 67, e eu simplesmente AMEI. Estendi um tapetão e ficamos ali, aproveitando o dia delicioso e vendo o Arthur engatinhar, passar os pés e as mãos pela grama e interagir com outras crianças que estavam por lá também. O Heckscher Playground, que fica do lado do Sheep Meadow, é um espaço enorme e lotado de atividades para crianças maiores, mas também existem várias áreas espalhadas pelo parque com balanços, escorregas e outros brinquedos para os pequenos.

Se você preferir lugares mais vazios para seu filho brincar , praticamente todo parque de Nova York - não importa o tamanho - tem um espaço desses. Volta e meia estou andando com o Arthur e resolvo entrar em algum só para ele ficar um pouquinho no balanço!

Outro passeio muito legal foi o Jardim Botânico do Brooklyn, que fica no Prospect Park. O lugar é incrível e fica mais incrível ainda se você for na época certa. Eles têm uma parte só para cerejeiras e peônias, que florescem entre final de maio/começo de junho, onde é permitido sentar, deitar e relaxar. Fomos no final de agosto, fora da época boa, mas não deixou de ser super agradável ficar por ali no final da tarde.

Toda hora tem alguma exposição diferente por aqui e fim de semana passada rolou o 29 Rooms. Feita pelo site Refinery 29, a expo é de graça e dura apenas um final de semana, onde somos convidados a passar por 29 quartos com diferentes experiências sensoriais.

Foi um pouco de perrengue ficar na fila por 3 horas (mães com bebês/grávidas não têm preferência em praticamente nada aqui), mas valeu a pena. Tinha uma sala com piscina de bolinhas e pandas, outra que era toda de pelúcia com echarpes de pelo fake, outra que parecia um salão com perucas diferentes, o Arthur não sabia o que fazer nem para onde olhar primeiro! Foi uma fofura, inclusive quando ele apagou no meu colo enquanto estávamos na fila da piscina de bolinhas e acordou quando eu já estava lá dentro com ele.

Não sei se tem sempre expos como essa por aqui, mas acho que vale a pena ficar de olho no que está acontecendo na cidade!

Essa dica é mais voltada para quem mora por aqui com filhos, mas quem veio turistar também pode experimentar! Semana passada fui apresentada ao site Little Little, que reune todas as atividades para crianças que acontecem em Williamsburg e comecei a entrar no mundo das aulinhas. Em Manhattan acredito que o mais conhecido é o CourseHorse (me corrijam se existir outro melhor, mas foi o único que eu já ouvi falar).

Tem de tudo: aula de artes, teatro de fantoches, aula de DJ, aula de música, aula de dança. E detalhe: para todas as idades! Tem atividade de 0 a 12 meses, de 6 a 18 meses, de 11 meses a 4 anos,… E o mais legal é que a maioria te dá a opção de “drop in”, ou seja, você paga apenas uma aula para ver como é. Quarta feira passada eu fui em um teatro de fantoches e sábado numa aula de DJ.

O teatro foi bem a cara de Williamsburg. Hipster. Com personagens como Andy Warhol, Steve Jobs e Michael Jackson, nos intervalos de cada “ato” tinha bolinha de sabão, brincadeira com bolas, com fantasias, etc. O Arthur começou super confuso, sem saber para onde olhar ou o que fazer, mas depois de 20 minutos já estava se entrosando com outras crianças e interagindo com os fantoches e brincadeiras. Tinha desde bebês mais novos que o Arthur até outros de 1 ano e meio, 2 anos.

A aula de DJ foi bem interessante. Para começar, o lugar é o máximo! Chama-se Rough Trade e é uma loja de discos e CD’s que tem bar, mesas de ping pong e um espaço para shows incrível. As 11 da manhã de sábados eles abrem um espaço onde acontece a Baby DJ Class, onde bebês interagem com mesa de mixagem, fones de ouvidos, vitrola, discos de vinil e instrumentos musicais pequenos como maracas e pratinhos. Apesar de ser para crianças de 2 meses até 5 anos, no começo fiquei com medo da aula ser avançada demais para a idade do Arthur. Bobeira minha. Fiquei impressionada como ele curtiu a experiência!

Quase ia me esquecendo disso! Levamos o Arthur pela primeira vez no carrosselzinho do Bryant Park e ele ficou louco! Depois voltamos no Jane’s Carroussel, no DUMBO, e ele amou também. E confesso que adorei andar de novo em carrosséis rsrs. Taí um programa delícia que todo mundo curte!

Recebo principalmente no Snap (carlaparedesp) muitas dúvidas de mães que querem vir para Nova York com filho pequeno (leia-se menor de 2 anos) mas têm medo de ser uma cidade muito caótica e com pouca opção de diversão para as crianças. Concordo com o caótica e incluo aí o adjetivo barulhenta, mas opção é algo que não falta por aqui.

Pode ser que seu filho pequeno não vai entender nada quando for em um museu ou em uma exposição? Pode, claro. Mas pelas minhas experiências aqui, toda vez que levamos ao Arthur em algo novo, eu me pego agradecendo o privilégio de poder oferecer para ele vivências, olhares e atividades diferentes.

Ah, e durante o dia pelo menos, não tem isso de “programa de adulto”. Já fui em exposição, museu, restaurante, loja, cinema, e nunca ninguém me olhou torto ou fui mal recebida por estar com uma criança. Em outras palavras, tragam seus bebês e divirtam-se muito aqui em Nova York!

Beijos

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9 em Futi em NYC/ NYC no dia 14.09.2016

#futiemnyc: Then She Fell, outro teatro imersivo em Nova York!

Quando fiz o post do Sleep no More, recebi nos comentários a dica do Then She Fell (obrigada, Bruna!), outra proposta de teatro imersivo com Alice no País das Maravilhas como tema e encenada para grupos de, no máximo, 15 pessoas. Outra curiosidade é que a peça é proibida para menores de 21 pois eles servem bebidas alcoólicas durante a apresentação.

Fiquei bem curiosa a ponto de no mesmo dia procurar ingressos para comprar e - pasmem - só consegui para o dia 7 de setembro, 1 mês e meio depois! Isso porque a peça acontece todos os dias da semana, quase sempre em 2 horários, um às 19:30 e outro às 22:30. Uma dica: se quiser comprar, dá uma olhada nos preços de todos os dias que você estará na cidade porque eles variam muito. Tem vezes que o ingresso está custando US$150, outros que eles saem por US$135 e tem dias que custam US$95 (foi o que eu paguei).

Then She Fell acontece em um antigo hospital de 3 andares em East Williamsburg (linha L do metrô - estação Grand St). É recomendado chegar com 20 minutos de antecedência. Nós compramos a sessão de 22:30 e chegamos às 21h porque resolvemos jantar ali por perto, mas não aconselho seguir essa parte do nosso plano. Essa parte de Williamsburg é tranquila até demais e tem pouquíssimos lugares para comer. Fomos em um tailandês que estava em segundo lugar no Yelp, quando chegamos lá o restaurante tinha apenas 4 mesas e parecia um boteco. A comida estava deliciosa, mas chegamos cedo justamente porque queríamos ficar no restaurante até a hora de irmos para a peça e não foi isso que aconteceu, já que em menos de 40 minutos estávamos recebendo a conta na nossa mesa. Acabamos saindo do tailandês e indo para um bar ali perto mas nos arrependemos, era melhor ter jantado em algum lugar perto de casa (a parte mais agitada de Williamsburg) e chegado na peça na hora certa.

Quando chegamos na porta, levei um susto. Uma rua totalmente residencial, um pouco escura e bem deserta com uma igreja do lado. Não tinha ninguém do nosso grupo de 15 pessoas. Jurava que estávamos no lugar errado até subir as escadas do número 195 da Maujer St. e ver um pedacinho de papel colado do lado de fora da porta com o nome da peça. Exatamente as 22:10 abriram as portas, entramos e uma enfermeira com trajes do século XIX nos ofereceu um copo de alguma bebida estranha como se fosse um remédio e nos apresentou às regras da casa enquanto esperávamos o grupo chegar: podemos e devemos abrir todas as gavetas e armários mas não podemos abrir portas que estão fechadas, temos que ficar calados a não ser que sejamos convidados a falar e serão oferecidas frutas e álcool durante a peça. Ok, né.

Quando todas as 15 pessoas chegaram, enfermeiras e enfermeiros foram pegando cada pessoa separadamente e deixando em salas diferentes. A partir daí, você é guiada pelos personagens e apresentada a vários cenários, além de ser convidada a participar de algumas cenas. Se no Sleep No More os one-on-ones (encontros em que os atores pegam um dos espectadores e levam para uma sala ou quarto para uma cena individual) são raros e e você se considera uma pessoa sortuda se é chamada para um, em Then She Fell tem muitos. Comigo, se eu não me engano, foram uns 6 momentos desse. Em compensação, toda hora eu dividia cenas com um outro homem que estava no nosso grupo.

Quem estiver pensando em ir na peça e não quer saber o que esperar, pare de ler aqui. Vou soltar uns spoilers agora!

A temática é Alice mas não é bem no País das Maravilhas. Apesar da peça ter várias cenas e personagens que conhecemos desse primeiro livro, ela também traz muitas referências de Alice Através do Espelho, mas o pano de fundo de Then She Fell é o boato da possível relação entre Charles Lutwidge Dodgson (mais conhecido como Lewis Carroll) & Alice Liddell. A peça explora a paixão do escritor por sua “musa”, que tinha apenas 7 anos de idade quando inspirou o livro. Detalhe: Lewis Carroll tinha 30 anos na época. Quando eu descobri isso fiquei um pouco enojada, confesso, mas acho que interpretar Alice sob esse viés trouxe uma outra perspectiva às obras dele e acrescentou uma dramaticidade que funcionou na peça.

Durante as 2 horas da peça, acompanhamos Lewis, a Rainha Vermelha, a Rainha Branca, 2 Alices, o Coelho Branco e a Chapeleira Maluca encenando os mais diferentes tipos do verbo to fall (por isso o Fell no título, que não tem nada a ver com a queda no buraco do coelho como eu achava que seria): falling in love (apaixonar-se), falling out of love (desapaixonar-se), falling apart (desmoronar), falling through (fracassar), etc.

Ao contrário de Sleep no More, que você não precisa gastar seu inglês para entender as cenas, em Then She Fell é bom que você tenha um nível intermediário. No meu caso, por exemplo, entrei numa sala em que Lewis Caroll me entregou caneta e papel e me fez redigir uma carta que ele ditou, tive que escolher um chapéu com a Chapeleira Maluca, fui questionada por uma das Alices sobre amor e sobre estar apaixonada e tive que entender as instruções do jogo de poker que participei com a médica do hospital.

Alguns poemas e textos retirados de livros e escritos de Lewis Carroll e uma carta de recomendação do hospital permitindo que eu me encontre com a Rainha.

As diferenças entre Sleep No More e Then She Fell são muitas. A primeira é super produção, é mais intensa, mais livre, mais confusa e até mesmo mais cansativa (são 6 andares de idas e vindas na escada em 3 horas de peça, né? rs) a segunda é mais intimista, mais interativa e mais delicada. Ambas são experiências únicas e interessantíssimas.

Se eu não conhecesse nenhuma e tivesse que escolher, provavelmente escolheria a Sleep No More, mas quem for ver Then She Fell com certeza não vai se arrepender.

Alguém aqui já viu?

Beijos

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