Acho engraçado que todo mundo passou o último mês elogiando minhas botas, nenhuma delas é da coleção desse ano mas todas são da Cavage. Parece até que eu estava escondendo o jogo, mas para falar a verdade é o tempo do Rio que não me ajudou no último “inverno”.
Bom, verdade seja dita, assim como algumas cariocas, eu já tive umas 1.200 questões com botas antes de virar blogueira. Nunca fui de usar por aqui e as que tive na infância e adolescência eram da minha “versão vaqueira”, então rolou uma associação fashionística de um período onde meu estilo era muito mal resolvido.
Sim, para quem não sabe eu fui criada indo pra fazenda todo fim de semana, andando de galocha, subindo no cavalo, tirando leite da vaca, usando esporas quando necessário e ouvindo o CD Amigos. Sertanejo era uma paixão minha muito antes dessa moda do universitário. Ou seja, a contextualização serve pra eu dizer que além da minha cidade não ter muito a DEMANDA de botas, esse calçado sempre me fez lembrar da época que eu me vestia toda descombinada na roça.
O tempo passou, meu estilo ficou mal resolvido por outros motivos que eu ainda desconheço. Volta e meia eu montava looks caricatos de tão vintage tentando encontrar aquilo que comunicaria minha personalidade. Eu amo renda, amo peças românticas, modelagens femininas e um toque antigo, sim, mas descobri que acho tudo isso muito mais moderno, divertido e a ver comigo quando eu consigo dar um toque mais urbano ou rock and roll.

Ai voltamos às botas e chegamos no look de hoje.
Quando a Barbara, minha amiga do Ceará que é coordenadora de estilo de uma marca muito bacana de lá, me ajudou a resolver o problema que eu tinha com esse vestido.

Eu contei pra ela que adorava a peça, a modelagem, mas que tinha problemas de usar porque toda vez eu apostava numa bolsa delicada e um scarpin elegante. Fica ótimo, chique, mas ao mesmo tempo muito óbvio, não traz o outro lado da minha personalidade que eu tenho tentado trazer pro meu estilo, um toque mais moderninho.
Assim, ela sugeriu duas coisas: uma jaqueta de couro + uma bota bem moderna. Na hora lembrei que foi mesmo uma maravilha me livrar do preconceito com botas, porque elas realmente ajudam nesse tipo de proposta. Peguei minha bota envernizada com salto de madeira e coloquei pra jogo.

vestido Zara | jaqueta Naf Naf | bota Cavage (inverno 2016)
Não poso negar, eu AMEI a produção. O vestido perdeu o ar “boa moça” que eu queria tirar e trouxe um toque mais urbano, fashionista, que eu queria. Não é que tenha sido a descoberta da pólvora, mas foi o toque simples que fez a diferença. Se antes eu usaria esse look de sapatilha e blazer, em Curitiba aderi à ideia da Barbara e deixei tudo mais interessante.
Esse foi o look que usei para chegar em Curitiba e passear no Jardim Botânico.
O que vocês acharam?
Beijos
Jô






