1 em Comportamento/ entretenimento no dia 26.06.2016

Filmes da Sil: Invocação do Mal 2

Hoje é o primeiro de dois posts que eu não pensei que escreveria aqui. Esse foi encomendado, então não me culpem, risos! ;)

Filmes da Sil: Invocação do Mal 2

Imaginem vocês entrarem em um antigo cinema de rua e encontrarem um Padre tentando te exorcizar? Com direito à “agua benta” e tudo? E aí você sobe mais um lance de escadas e encontra sua “melhor amiga de escola”, uma freira do mal com olhos brancos que tenta te assustar? Para terminar, em um calor dos “infernos”, uma mesa onde dois médiuns tentam se comunicar com os espíritos? Esse era o clima da casa preparada para a o lançamento do filme “Invocação do Mal 2”, continuação de “Invocação do Mal” e também ligado à “Annabelle”, filmes esses que eu não assisti pois achava que filme de terror eram todos iguais e ruins. Na época desses primeiros lançamentos estava envolvidas em problemas complicados em casa e ainda não tinha começado a trabalhar com críticas, então os filmes passaram batidos. Mas, felizmente fui salva pela Warner e seu convite para “Invocação do Mal 2”.

Já devo começar dizendo que respeito o medo de todo mundo, afinal eu mesma tenho o meu. Mas se é uma coisa que eu não tenho medo, pelo contrário eu adoro, é um bom filme sobre demônios e possessões. Então se era para entrar com medo na casa, eu na verdade comecei foi a aterrorizar e me divertir. É óbvio que se não fosse tudo entretenimento, eu jamais faria piada com algo tão sério quanto religião, mas um ator fantasiado de padre - e bem gatinho, de acordo com os meus amigos - estava ali para assustar. Então por que eu não podia assustá-lo de volta? ;P Mas nota 9 - só tiro um ponto pelo calor que estava ali, mas nada que pudesse atrapalhar - para a ambientação do filme que começou inclusive em um cemitério.

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Se vocês viram os outros filmes, já conhecem o casal de “demonologistas”, Ed e Lorraine Warren. Mas se, como eu, nunca viram, não tem problema. Você vai conhecer o lado mais importante do casal: a confiança inabalável que um tem no outro. Aliás, uma pausa: quando eu me casei todas as músicas da Igreja (tirando a da benção) eram trilhas de filme, exceto a minha, que obviamente tocou em vários filmes mas nunca tinha sido a música principal. Até, é claro, “Invocação do Mal 2”, onde “Can’t Help Falling in Love” de Elvis Presley é a música tema. E não, não fiquei ofendida, pelo contrário, se você olhar para a relação de Ed e Lorraine você deseja ter uma parceria na vida como a dos dois. É, existe romance até nos filmes de terror mais bem feitos quando a gente quer…

Assim como os outros filmes da franquia - aliás se preparem que “Annabelle 2” volta em 2017 - aqui a história também é baseada em fatos reais e, aliás, para aqueles que se assustam mais fácil, eu sugiro sair antes dos créditos finais. Dessa vez a história se passa na Inglaterra de 1977 e não é apenas Margaret Thatcher e a violenta crise econômica, que assombra a vida da família Hodgson. Fatos estranhos começam a acontecer, testemunhados até por uma policial que confirmou ter visto uma cadeira voando. Mas é óbvio que com uma mãe abandonada pelo marido, sem emprego, e com 4 filhos, os eventos paranormais que acontecem na casa se tornam motivo de desconfiança: afinal, estaria a família mentindo para ganhar uma nova casa do governo? Ou os Hodgsons estariam realmente assombrados por algum espírito ou entidade que não pertence a esse mundo?

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A direção fica novamente à cargo de James Wan, que apesar de nascido na Malásia, ter nacionalidade Australiana e ser de ascendência Chinesa, parece buscar sua inspiração nos filmes de terror Japonês e também nos clássicos como “O Exorcista”, “Poltergeist”, “O Bebê de Rosemary” e “Damien”, por exemplo. Aliás, algumas cenas são homenagens perfeitas à tais filmes e o resto do filme é de uma simplicidade estética belíssima. O terror aqui está mais presente no suspense, na sutileza dos detalhes e não nas cenas feitas simplesmente para gritar. A trilha sonora é uma obra à parte, nunca mais irei ouvir algumas músicas de Natal do mesmo jeito.

O elenco é fantástico, Vera Farmiga está sensacional - a cena inicial dela para mim já mostra a que ela veio. Patrick Wilson, que até hoje eu não consigo acreditar que é o mesmo ator que faz o pedófilo de “Menina Má.com” quando o vejo em qualquer outro filme (acho que isso quer dizer muito). Madison Wolfe como Janet, a filha do meio, me lembrou Natalie Portman em sua primeira e melhor atuação “O Profissional”, e Frances O’Connor está idêntica à Peggy Hodgson original. Infelizmente, Maria Doyle Kennedy, de “Orphan Black”, uma das minhas séries favoritas,, aparece pouco como a vizinha Peggy Nottingham (mas quem assiste a série sabe o que Siobhan é capaz de fazer).

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Se o que vocês procuram é um bom filme de terror, estilo clássico, sem grandes monstros gigantes destruidores, esse é o filme para você. “Invocação do Mal 2” é um filme coeso e redondo, com começo, meio e fim mesmo sendo parte de uma grande franquia e não, você não precisa ter visto os anteriores para entender. Por enquanto, cada história ainda é independente da outra mas posso garantir que para quem curte o estilo, uma vez que se experimenta a “maçã”, eu aposto que vai querer conhecer os outros frutos dessa árvore… ;)

Beijos,

Sil

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1 Comentário

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    Irene
    03.07.2016 às 18:21

    Decididamente, apesar de curtir muito ler a crônica da Silvia, o filme não faz minha cabeça ….

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