5 em entretenimento no dia 24.06.2016

Filminho: O Começo da Vida

Desde que esse filme entrou no catálogo do Netflix, no dia 5 de Maio, muita gente estava me indicando e pedindo para que eu visse logo. Final de Maio eu já tinha visto e essa semana revi de novo, com o Bernardo. Como eu sei que tem muitas leitoras grávidas ou mães por aqui, achei que fazia sentido repassar a indicação!

O-Começo-da-Vida-1

O Começo da Vida é um documentário que fala sobre os primeiros 1000 dias de vida de crianças de diferentes lugares do mundo para mostrar como a importância da formação de cada pessoa nesses primeiros anos. A diretora Estela Renner filmou em oito países diferentes e reuniu entrevistas com vários educadores, psicólogos e diversos tipos de família, o que só ajudou a enriquecer ainda mais o debate sobre como educar uma criança.

Ele aborda os mais diversos tipos de assunto, desde incentivar brincadeiras e dar uma certa liberdade para os pequenos explorarem sua criatividade até discussões sobre licença maternidade/paternidade. Uma das partes que eu mais gostei foi sobre o papel do pai como responsável pelo filho. Apesar do Bernardo ajudar desde o início, uma frase de uma mãe entrevistada me marcou muito. Ela disse que quando precisava do marido para cuidar do filho, ela não o chamava pedindo ajuda pois o que ele está fazendo não é ajuda, é uma responsabilidade igual à da mãe.

Como eu estou passando uma fase de transição e adaptação por aqui, em que não estou mais com ajuda da babá (aliás, quem estiver precisando de babá em SP, me avisa que eu dou a indicação dela :) ) e decidi que provavelmente só vou colocá-lo em um day care ou algo do tipo quando ele tiver mais ou menos 1 ano e meio, achei que esse filme abriu minha cabeça em vários momentos.

https://youtu.be/9NtUHLktmGc

O único ponto que me incomodou um pouco é que em vários momentos eu senti que o foco foi naquela maternidade romantizada que a gente sempre tenta desconstruir, como se as pessoas mudassem completamente assim que virassem pais, e não é bem assim que acontece. Pelo menos aqui essa transição de pessoas para pai/mãe nem sempre foi tão fácil quanto sugerem no filme. Senti falta do depoimento de uma mãe que não se sentiu tão completa apenas exercendo a maternidade, da família que demorou para o pai se adaptar e encarar todas as suas responsabilidades como pai ou dos pais que não conseguiram ser tão lúdicos nas brincadeiras mas arranjaram uma saída para lidar com isso.

Tirando o isso, o filme vale muito a pena ser visto. Eu sou a louca dos documentários, brasileiros, gringos, tanto faz. O que me chamou atenção nesse é que Estela conseguiu criar um documentário internacional, que facilmente poderia vir de qualquer lugar do mundo. Quem tem Netflix, pode clicar em Play ainda hoje! :)

Beijos!

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5 Comentários

  • RESPONDER
    Sil
    24.06.2016 às 17:07

    E para quem não tem acesso à Netflix, o filme vai entrar em cartaz aqui em São Paulo, ou está passando em alguns dias já por conta de um Festival. Basta olhar no Ingresso.com para garantir o dia certo!

    Bjs

  • RESPONDER
    Rosana
    24.06.2016 às 21:04

    Eu assisti tb e gostei muito! Mas pra mim o que mais me marcou foi a frase da menina que cuidava dos 2 irmãos mais novos. Quando perguntada qual o seu maior sonho, a resposta dela foi: “Eu não tenho sonhos”. Isso pra mim foi uma facada no peito… Triste saber que existem crianças q simplesmente não tem esperanças de q dias melhores virão..

    • RESPONDER
      Carla
      24.06.2016 às 22:33

      Verdade, Ro! Aquilo foi muito triste mesmo! ;(

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    Mirelle Oshiro
    26.06.2016 às 18:39

    Ca, pode me passar o contato da babá?!

    Mto obrigada e adorei a dica do filme
    Mirelle

    • RESPONDER
      Carla
      26.06.2016 às 22:12

      Oi, Mirelle! Vou passar por email! :)

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