15 em Book do dia/ Comportamento no dia 27.02.2014

Book do dia: Como a Starbucks salvou minha vida, de Michael Gates Gill

Esse livro foi um empréstimo de uma amiga (hello, Sissi!) que, na verdade, queria emprestar para o meu marido, mas fiquei de olho grande. Aproveitei que o marido anda um pouco ocupado ultimamente para ler antes dele. Terminei em 2 dias (e ele continua ocupado).

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Como sou dessas que presume a história antes de ler a descrição, achava que o livro era sobre o fundador da Starbucks.

Me enganei, é bem melhor: Depois de perder tudo - o emprego, o status, a família, a saúde -, o futuro parecia sombrio para Michael Gates Gill, ex-diretor de criação de uma grande agência de publicidade.

Aos 63 anos, porém, ele teve o encontro que mudaria sua vida: Crystal Thompson, 28 anos e negra, gerente de uma loja da Starbucks, lhe ofereceu um emprego na cafeteria de um bairro bem distante de toda a sua realidade, o Harlem.

Como a Starbucks salvou minha vida é a história real de um homem que descobriu que a felicidade não está em quanto você ganha ou no cargo que ocupa, mas na capacidade de desenvolver relações verdadeiras e trabalhar com amor.

Eu não gosto de gente que só sabe se fazer de vítima, que não reconhece seus erros e que acha que reclamar do mundo é melhor do que tentar fazer alguma coisa para mudar. Sou da filosofia que dar a volta por cima sempre é a melhor solução e que viver relembrando o passado é perder um pouco do seu futuro. E Michael Gates é exatamente o oposto disso tudo.

Michael tinha tudo. Um emprego maravilhoso, uma família unida, uma vida pra lá de confortável, cheia de privilégios e contatos importantes. Quando ele é demitido, com 50 e poucos anos (e mais de 30 anos na agência em questão), parece que chegou no fundo do poço. Só que não, ele consegue cavar um buraco para chegar mais no fundo ainda: um filho fora do casamento. Ou seja, além de desunir a família (que estava ao seu lado), ele ainda arranja mais uma boca para alimentar. Acham que a história acabou por aí? Não, pra piorar mais ainda, ele descobre que tem um tumor raro no cérebro.

Um dia, ele entra numa Starbucks onde estava acontecendo recrutamento para novos funcionários. E lhe é oferecido um emprego. E ele aceita.

Claro que teve momentos que ficava me perguntando se o livro não era uma jogada de marketing da Starbucks (e como ele era publicitário, as dúvidas só aumentaram!), afinal, ele só tem elogios a fazer para a empresa e poucos são os momentos difíceis, mas realmente acredito que ele conseguiu encontrar a felicidade nas coisas simples. Aliás, essa frase é velha conhecida, né? E eu acredito nela! Mesmo se for de fato uma jogada da Starbucks, também não acho que esse fato vá prejudicar a história.

Momentos do passado e ensinamentos que a nova vida trouxe para a Michael se entrelaçam pela narrativa, e isso deixa bem claro o quanto ele foi aprendendo nesse percurso. Uma leitura leve, divertida, positiva e envolvente.

Eu meço meu grau de interesse em um livro analisando o quanto eu abdiquei dos seriados que eu vejo toda semana. Nesses 2 dias de leitura, eu simplesmente esqueci que existia série de tv. Acho que consegui mostrar o quanto eu curti, né?

Existiu uma possibilidade do livro virar filme e Michael ser interpretado por Tom Hanks (adoro como Tom Hanks consegue fazer todo tipo de personagem impactante e mesmo assim não ficar marcado por isso), mas, pelo o que eu li, isso não vai mais acontecer. Porém, a possibilidade de virar filme ainda continua grande!

Alguém já leu o Como a Starbucks Salvou Minha Vida? O que achou??

Beijos!

Carla

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15 Comentários

  • RESPONDER
    Danielle
    27.02.2014 às 9:54

    Não li ainda, mas, por causa do post, vou ter que ler… rs
    Quase todos os livros que tenho lido são indicações dessa tag. Eu amo! Acho que nosso gosto para leitura é muito parecido!
    Bjs

    • RESPONDER
      Joana
      27.02.2014 às 12:35

      Vou ter que ler tb! :)

    • RESPONDER
      Carla
      27.02.2014 às 12:56

      Q bom, Dani!! Eu fiquei encantada com o livre, amei mesmo!! Espero que goste (depois me conta!)

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    raiza
    27.02.2014 às 10:48

    carla contribuindo para minha lista de livros nunca mais acabar <3

    • RESPONDER
      Carla
      27.02.2014 às 12:57

      Assim que é bom, né? :)

    • RESPONDER
      Raiza
      06.03.2014 às 17:51

      Chateada que não acho em mais lugar nenhum pra comprar :(

  • RESPONDER
    Isabella
    27.02.2014 às 13:24

    Oi Carla!
    Adoro essa tag do blog! Ainda não li, mas já estou com vontade de sair correndo do trabalho hoje a noite e passer em uma livraria pra comprá-lo!
    Assim como você também não gusto de gente que faz papel de vítima e só reclama de todo e de todos, gosto mais do ‘o que não me mata me feortalece’ sabe?
    Vou ler esse livro pra frisar mais ainda isso dentro de mim =)
    Obrigada pela dica! Beijokas, Bella

    • RESPONDER
      Carla
      27.02.2014 às 14:05

      Exatamente! Mas esse livro acho que faz mais ainda do que essa frase que o que não mata fortalece.. Pq imagina o cara que era diretor de uma agencia, super importante, de repente se vê trabalhando na limpeza da Starbucks do Harlem, um bairro que ele nunca tinha pisado na vida pq é de uma classe muito inferior ao que ele sempre foi??

      Acho que é um livro que quebra preconceitos e te faz enxergar que as oportunidades podem aparecer de qualquer lugar, só que se você ficar julgando muito, pode ser que você perca essa oportunidade!! Pelo menos essa foi a lição que eu tirei…rsrs

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    Flavia Zelinda
    27.02.2014 às 13:53

    Li este livro a algum tempo e o tenho na cabeceira. É muito bom

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    Elisa
    27.02.2014 às 14:03

    Adorei o seu “medidor” de grau de interesse!! Como uma fanática por séries, te entendi perfeitamente!!

    • RESPONDER
      Carla
      27.02.2014 às 14:06

      hahahahahaha, entendedores entenderão, né?

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    Marcela
    27.02.2014 às 21:36

    Oi, Carla! Depois dessa sua resenha, eu vou ter que ler! Cheguei a ver o livro na livraria uma vez, mas também achei que era a história do fundador da Starbucks (alô, julguei o livro pela capa total!). E, se virar filme, super consigo imaginar Tom Hanks no papel. Aliás, sou só eu ou vc também que o Tom Hanks é tipo o Tony Ramos gringo? rsrsrs Beijos!

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    Sissi
    27.02.2014 às 22:02

    Carlinha, melhor do que livro bom é ter amiga com quem compartilho tanto a percepção. Me senti lendo eu mesma… Tive a mesma desconfiança, mas tb relembrei da importância das coisas simples e li ultra rápido sem lembrar do netflix nosso de cada dia.
    Adorei! Beijos

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    Ale Garattoni
    07.03.2014 às 1:43

    AMEI! O post, a mensagem anti-mimimi e o livro! Vou já comprar, obrigada pela dica ótima!!!

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    Rosemeiri Rondina
    01.11.2014 às 8:36

    Eu ganhei este livro em um sorteio que houve durante a semana da CIPAT da Infraero e comecei a lê-lo no fretado na volta para casa. Simplesmente não conseguia parar de ler. Adorei a história, a maneira como ela foi contada, a lição de vida e da descoberta das coisas que realmente tem valor na vida. Já emprestei para várias pessoas e todas também gostaram muito. Realmente vale a pena ler este livro.

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