5 em Book do dia/ Comportamento no dia 15.01.2014

Book do dia: Eu sou Malala, de Malala Yousafzai

Essa tag ficou meio parada porque eu resolvi ler dois livros ao mesmo tempo (pra mim isso nunca dá certo! E com vocês?). Um deles é o post de hoje!

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Vou começar com a sinopse: Quando o Talibã tomou controle do vale do Swat, uma menina levantou a voz. Malala Yousafzai recusou-se a permanecer em silêncio e lutou pelo seu direito à educação. Mas em 9 de outubro de 2012, uma terça-feira, ela quase pagou o preço com a vida. Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria. Mas a recuperação milagrosa de Malala a levou em uma viagem extraordinária de um vale remoto no norte do Paquistão para as salas das Nações Unidas em Nova York. Aos dezesseis anos, ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz. Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que valoriza filhos homens. O livro acompanha a infância da garota no Paquistão, os primeiros anos de vida escolar, as asperezas da vida numa região marcada pela desigualdade social, as belezas do deserto e as trevas da vida sob o Talibã. Escrito em parceria com a jornalista britânica Christina Lamb, este livro é uma janela para a singularidade poderosa de uma menina cheia de brio e talento, mas também para um universo religioso e cultural cheio de interdições e particularidades, muitas vezes incompreendido pelo Ocidente. “Sentar numa cadeira, ler meus livros rodeada pelos meus amigos é um direito meu”, ela diz numa das últimas passagens do livro. A história de Malala renova a crença na capacidade de uma pessoa de inspirar e modificar o mundo.

Sabe quando o livro é escrito de uma forma tão verdadeira que você se sente teletransportada para os locais e consegue visualizar tudo aquilo que é narrado? Foi mais ou menos isso que senti lendo esse livro. Ele é escrito de uma forma que é impossível não ter nenhuma empatia com Malala, sua cultura e sua educação.

Mesmo nunca tendo pisado no Paquistão, parece que eu pude “ver” o vale onde ela morava, o quarto, a escola, os hospitais…e também pude sentir o medo que ela sentiu quando o Talibã começou a ganhar força, depois dos atentados de 11 de setembro. O medo da escola ser bombardeada, o medo dos talibãs jogarem ácido no rosto dela (como eles fizeram com meninas que estavam indo para a escola no Afeganistão), o medo do pai dela (que era um crítico público do Talibã) nunca mais voltar pra casa…

Aliás, o pai de Malala merecia um capítulo à parte. Provavelmente ela não seria metade do que é hoje se não fosse o apoio dele. Questionador, pró-ativo, engajado, determinado, ele que começou a luta pela igualdade na educação na qual Malala entrou de cabeça. Também foi ele que incentivou a menina a falar em público e a gostar de assuntos políticos.

As atrocidades contadas no livro são muitas - e absurdas. A gente lê sobre os ataques do Talibã sempre nos jornais, mas em “Eu sou Malala” você passa a enxergar tudo de forma muito mais humanizada e real e só então, você consegue perceber a grandiosidade do que aconteceu com a menina.

Eu diria que Malala é um sopro de esperança, uma adolescente ainda bem infantil em certos aspectos, mas com uma maturidade absurda quando se trata em querer fazer do mundo um lugar mais justo, melhor. O que mais me impressionou é que, mesmo com pouca idade, ela conseguiu entender que a tentativa do Talibã de silenciá-la só fez com que ela o grito saísse mais alto e hoje, o mundo inteiro sabe os horrores que boa parte dos paquistaneses passam. Eu realmente estou torcendo para que ela consiga fazer a diferença em sua terra natal em um futuro não muito distante.

Alguém já leu o Eu sou Malala? O que achou?

Beijos!

Carla

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5 Comentários

  • RESPONDER
    mari (andpizzazz)
    15.01.2014 às 14:55

    Eu li aquele livro do empinador de pipas (algo assim, faz tempo) e fiquei super triste no modo que voce disse, a gente ve as noticias na tv e parece tudo distante, e quando vemos a descricao de uma pessoa a coisa parece mais real. Esse livro me parece super bom mesmo mas eu tenho a politica de nao ler mais de um livro de uma tragedia para nao me deprimir demais. Sei que isso e meio besta, mas enfim.

    bjs!

    • RESPONDER
      Carla
      15.01.2014 às 16:31

      Mari, o livro tem várias passagens tristes e/ou impactantes, mas ele não é um livro que deprime (Caçador de Pipas super me deprimiu!)! Ao contrário, vc fica muito maravilhada com a força da Malala!
      Acho que vale abrir uma exceçãozinha! rs

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    Paula
    15.01.2014 às 17:31

    Eu também li esse livro. Simplesmente maravilhoso e encantador. O mundo precisa de mais Malalas.

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    Giuli Castro
    15.01.2014 às 23:59

    To sofrendo do mesmo dilema, lendo 2 livros ao mesmo tempo e não consigo acabar nenhum… assim que acabar quero ler este!! Ja tava animada, fiquei mais ainda depois do seu post, Ca!! Depois te conto!
    Beijos

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    lorraine
    26.09.2015 às 16:11

    se eu publicar algumas perguntas vocês me ajudam
    pq eu li o livro e sabe não gostei muito
    vcs poderiam me ajudar

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