Vocês fazem um balanço realista do ano? É difícil pensar que está chegando a hora de me despedir desse ciclo em que realizamos sonhos que realmente estavam nos nossos planos. Realizamos até mesmo outros que eu nem sabia que tínhamos, mas conforme as oportunidades foram aparecendo, eles nasceram e corremos atrás de torná-los realidade.

No entanto, nem tudo são flores. Todo mundo pode olhar a quantidade de matérias de revista, tv e jornal em que saímos, eventos cheios, campanhas que fizemos, contratos novos que chegaram, antigos que renovaram e pensar que nossa vida é isso, feita de metas bem sucedidas ou só de coisas boas. Eu agradeço muito cada feito, mas sei que não bati todas as nossas metas que planejava - e não tenho problemas em admitir isso.
Minha vida tá longe de ser perfeita, eu to longe de ter conquistado tudo que gostaria nesses 31 anos de idade, mas me orgulho da trajetória pessoal e profissional desse ano, com ou sem metas batidas.
A verdade é que nunca me senti tão feliz e completa profissionalmente, conseguimos trabalhar com o que mais amamos, contornamos o cenário de crise e nos enxergamos numa crescente junto com vocês. Nossos patrocinadores fixos estão muito alinhados com nossa proposta e nos dão a liberdade de conteúdo para que façamos tudo da forma mais orgânica, verdadeira e transparente para vocês. São as marcas que têm toda qualidade e verdade que buscamos passar.
Não queremos ter um publieditorial aleatório que até acreditamos, queremos influenciar em coisas que vão ser positivas pra todas nós, mantendo a credibilidade. Seja deixando seu cabelo mais bonito e tratado, controlando a oleosidade da sua pele ou encontrando a lingerie ou biquini que vai abraçar seu corpo. Só é bacana quando é legal pra todo mundo, em eventos ou posts, e estou muito feliz que conseguimos chegar nesse cenário que eu sempre considerei o ideal.
Em compensação, não batemos a meta de 100.000 seguidores do instagram @futilidades. Sei que para muita gente pode parecer bobo ou até mesmo superficial. Nós vivemos falando que números não são tudo, só que é inegável que isso faz a diferença em alguns momentos cruciais, números ainda impressionam. Só que comprar ou usar aplicativos de troca de seguidores automáticos nunca foi uma opção, por isso preferimos abraçar a situação e agradecer, porque nosso engajamento finalmente está fazendo justiça com a nossa conversão e eventos do papo. Nós podemos não ter chegado no numero que importaria às agências, mas conseguimos mostrar resultados para as marcas que trabalham conosco e acreditam no nosso nicho. Se vocês notarem, todas as empresas que fizeram alguma ação com o futi em 2017 voltaram e as novas ficaram, todas as leitoras que foram em algum evento foram ou tentaram ir à outros. O número pode não ter atendido às expectativas, mas os encontros, comentários e trocas superaram. O melhor de tudo? Transformamos essa meta em 80k por sugestão de uma leitora, e só podemos agradecer a todas as amigas e seguidoras que nos estão nos ajudando a alcançar esse número ao compartilhar posts nossos e nos marcarem. Tá sendo amor em forma de incentivo, algo que nenhum programa automático ou fazenda de seguidores pode dar.
Nunca, nem no melhor dos meus sonhos, eu pensei que dividir nossas histórias com vocês nos levaria a um projeto que tem essa influência tantas vezes positiva na vida das pessoas. Recebemos emails, mensagens de agradecimento e desabafos, sem contar as quase 3.000 publicações no #paposobreautoestima contando sobre as mais variadas experiências, todo dia um aprendizado!
Há um ano posso dizer que é emocionante estar no nosso lugar, ler o que lemos e só posso agradecer por estar fazendo a diferença, ainda que para um número pequenos de mulheres que estão tentando se comparar menos, entrar menos no piloto automático e ter uma relação mais bacana consigo, de amorosidade e acolhimento de uma forma geral. Apesar de não ter batido a minha meta financeira para conseguir seguir meus planos de independência e morar sozinha, esse salário emocional que recebemos todos os dias é fantástico e não estava na lista de metas. Que coisa, não? O melhor eu não previ, e isso é ótimo.
Outra coisa que não bati também foi a minha vontade de conhecer pelo menos metade dos estados brasileiros. Outra meta que para muita gente não deve fazer nenhum sentido, mas que preencheria a minha alma viajante. E ok, não fiz isso, mas em compensação fui para tantos lugares por causa do #picnicdopapo, onde tive as experiências mais lindas e satisfatórias.
Nessa hora, ver que não batemos nossa meta de seguidores, a financeira ou a minha de estados do Brasil pra conhecer não foi um problema ou uma frustração. É curioso que esse ano foi o nosso ano de maiores realizações e foi justamente o ano que menos fizemos viagens internacionais à convite do blog, não cobrimos semana de moda ou fomos a tantos eventos famosos. Fizemos tudo mais personalizado, numa agenda bem própria do futi.
É preciso olhar o contexto todo para enxergar as belezas e dificuldades de um ano tão singular. Com ganhos impensáveis, mesmo que muita coisa “pensável” não tenha acontecido. Esse ano voltei a acreditar em coisas grandiosas, e a sonhar com outras mais grandiosas ainda.
Eu, que cheguei a acreditar que o Futilidades nunca conseguia ser bom o bastante para as campanhas do mercado (coisa que ficou nas entrelinhas várias vezes nesses 8 anos). nesse ano vi nascer uma campanha da Marcyn onde fomos pensadas como primeira opção. Foi o ano em que nos tornamos oficialmente embaixadoras da Bio Extratus e seguimos realizadas com isso, aguardando as conquistas de 2018. Os aprendizados e frustrações também, afinal, foram em alguns dos momentos mais difíceis que aprendemos mais sobre nós, sobre nos valorizar.

Transformação com BIO EXTRATUS COLOR
Me senti mais segura do que nunca, foi o ano em que me senti mais confortável na minha pele, confiante das minhas qualidades, da minha inteligência e “interessância”, por dentro e por fora. Essa segurança foi minha, foi da Carla e do futi. Por ela, preciso agradecer muito.
Pra nós, as metas foram uma bússola, que apontou para o norte do que nosso coração pulsou para conquistar, o que tinha pra acontecer, aconteceu.
Nesse balanço de metas pendentes, realizadas ou transformadas descobri que certas coisas têm um preço que não queremos pagar. O que vale é agradecer, a cada não ou sim que tivemos nesse ano, foram eles que nos trouxeram até aqui e eu não poderia ser mais grata.



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