Geralmente quando eu termino um livro, eu venho direto para o blog e aproveito que a história ainda está fresquinha para falar sobre ele. Dessa vez, eu enrolei alguns dias para começar, e o motivo é simples: fim de semana ele não me empolgou. E eu odeio falar sobre algo que eu não gostei tanto.
Como comprei esse livro no escuro (ou seja, não tive uma indicação), resolvi ler a sinopse: Com seu formato quase perfeito de pirâmide, o K2 – a segunda maior montanha do mundo, cerca de 240 metros mais baixa que o legendário Everest – seduz alpinistas há décadas. Em 2008, perto do fim de uma breve temporada de escalada, tornada ainda mais curta devido ao mau tempo, dez equipes internacionais – algumas experientes, outras menos preparadas – lotavam os declives perigosos da montanha com seus xerpas e carregadores esperando para subir. No dia 1º de agosto, um grupo de experientes alpinistas ergue os braços em comemoração. Tinha acabado de se juntar à elite que já conquistou a mais perigosa montanha do mundo. Enquanto comemoram, um imenso bloco de gelo cai logo abaixo deles e arrasta as cordas fixas. Ainda não sabem, mas serão obrigados a descer na escuridão e sem o apoio das cordas. Dos trinta que partiram, 11 jamais retornarão. Com um estilo emocionante, Graham Bowley narra toda a tensão e tragédia daquele dia fatídico – histórias de coragem humana, insensatez, sobrevivência e perda devastadora – e nos coloca no interior das mentes daqueles que estavam dispostos a arriscar tudo em busca de uma das realizações máximas do alpinismo. O que os levou a tentar conquistar esse pico? E o que deu errado? Baseado em exaustivas entrevistas com os alpinistas sobreviventes, xerpas, carregadores e familiares e amigos dos falecidos, Morte e vida no K2 é o incrível relato de um dos maiores desastres da história do montanhismo.
Pode parecer meio sombrio, eu sei, mas eu adoro essas histórias reais de situações que eu não me vejo passando, fico fascinada de verdade. Por isso, ao ler a descrição do livro eu me empolguei: história real? Check! Esporte que eu nunca faria na vida? Check! Perigo, aventura, tensão? Check! No fim das contas, eu achei que tinha tanta coisa positiva que nem pensei duas vezes na hora de dar ok na compra.
Não vou dizer que odiei, mas achei decepcionante. Acho que a sinopse estava tão eletrizante, que eu comecei o livro esperando mais. Pelo menos pra mim, o mais nunca veio.
Acho que o primeiro motivo que não me conectou muito com a história foi que o autor, que é jornalista, se prendeu muito aos fatos e às centenas de entrevistas e esqueceu de romancear um pouco mais a história e seus personagens. Ele até introduziu de forma muito passageira a vida de algumas pessoas, mas acho que esse aspecto deveria ser mais explorado. Teve gente que morreu, que sofreu acidente, que perdeu o irmão, e mesmo assim não cheguei a sofrer com eles. E eu juro que meu coração não é de gelo. rs Sabe em filmes, que antes da tensão acontecer você é exposto a vários fatos que te fazem simpatizar com o personagem? Eu senti isso apenas com as pessoas que tinham histórias com mais “testemunhas”, e consequentemente, mais aprofundadas.
Outro ponto que eu não chego a considerar negativo, mas atrapalhou no início, é a quantidade de termos técnicos. Piolet foi fácil de entender, mas palavras como serac, por exemplo, eu procurei no Google e mesmo assim não sei explicar para vocês o que é, e pior, não sei se conseguiria reconhecer ao vivo! rs No começo do livro tem um mapa, mas confesso que senti falta de fotos, afinal, eles falam dos acampamentos, do tal Gargalo da Garrafa, que é um ponto do K2 perto do pico, etc. Se eu não fosse procurar para tentar visualizar o que estava lendo, provavelmente imaginaria tudo errado!
Enfim, apesar da história ter potencial para ser boa, não achei esse livro memorável. É o tipo de leitura que daqui a 6 meses eu acredito que já terei esquecido até mesmo que li. Em compensação, acho que daria um ótimo filme!
Beijos
Carla




5 Comentários
Grazi
29.10.2014 às 17:50Rs…..estou te imaginando ao ler…
Leia o “Em busca da alma de meu pai” do Norgay e Coburn
;-)
Tenho mil indicações melhores! Inclusive polêmicas!
Montanhaaaaaaa!
Grazi
(Tua leitora escaladora e tricoteira…)
Carla
29.10.2014 às 18:17Opa, já anotei essa dica! Cadê as outras??? Pode soltar todas as mil indicações aí! Não guarda segredo não! rs
Carla
29.10.2014 às 18:18PS: Achei o máximo saber que tenho uma leitora escaladora! Muito diferente! hahahaha
Renata
03.11.2014 às 14:08Assisti um filme sobre esse mesmo assunto ontem no canal Off ,chama the summit!
Janice
13.11.2014 às 21:32Carla, também gosto desse tipo de leitura. Me prende até o final!
Uma dica é o livro “No Ar Rarefeito”, do escritor Jon Krakauer. Sobre a tragédia do Everest em 1996. O mais bacana é que o próprio autor estava lá no meio da confusão.
Ótima leitura!
Bjo!