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Autoconhecimento

4 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Destaque no dia 05.01.2017

Uma e-procrastinação saudável, por favor!

Outro dia passou um link pela minha timeline e eu cliquei. Enquanto eu lia fui ficando bem incomodada, mas por algum motivo que meu lado racional desconhece, ao invés de fechar a janela eu fui lendo mais. Vendo os comentários. Tweets. E depois procurando links relacionados.

Depois de umas 2 horas em que eu poderia estar botando o sono em dia mas estavam sendo usadas para pesquisar o desenrolar do link compartilhado, eu saí do feitiço e fiquei me perguntando por que eu gastei preciosos minutos da minha vida em um assunto que não tinha me feito bem desde o início.

O problema é que eu sou assim mesmo, não foi um caso isolado. Eu gasto preciosas horas enfeitiçada por assuntos que não me acrescentam nada, checando perfis de pessoas que eu não gosto ou que não fazem mais parte da minha vida, até mesmo entrando em conversas sobre coisas que não me interessam realmente. E o que eu faço para mudar esse quadro de procrastinação? NADA! Nada?? Pois é, se bem que agora to aqui, reclamando pra vocês disso. Já é um início! rs

Tem algo de irresistível em e-procrastinar e as redes sociais só ajudam nesse vício, vocês não acham? Hoje em dia é muito fácil stalkear o ex, fuçar o perfil daquela menina fitness sendo que você detesta salada e academia, passar horas falando mal da menina do trabalho no grupo do whats ou até mesmo entrar numa discussão acalorada de internet com gente que você nem conhece. Se bobear a gente faz isso todo dia, diversas vezes. Se existir um aplicativo que faça um relatório de horas que eu passo na internet fazendo algo que não é tão produtivo assim, eu acho que não vou querer saber o resultado.

E por que eu to falando isso tudo? Por que eu botei na minha cabeça que quero me policiar quanto a isso e parar de focar no que não me acrescenta. Não quero passar horas vendo a vida da mãe supostamente perfeita no instagram para depois olhar para a minha cara no espelho e me achar uma bagunça porque não to maquiada, penteada e brincando com o Arthur no tapete perfeitamente limpo vestindo um lindo vestido longo e fluido. Não quero seguir veículos que só produzem matérias falando mal dos outros ou gongando (ainda tenho dificuldades, confesso). Quero estar sempre conectada e atualizada mas não quero ficar horas me abastecendo de notícias ruins ou de desdobramentos dessas notícias. Não quero ficar hipnotizada por tretas nas redes sociais, tretas essas que na maior parte das vezes eu nem estou participando. Aliás, quero fugir de comentários de portal! Por que eu cismo em descer a página para ver se existem pessoas sensatas comentando ali? Nunca tem!

Quero procrastinar, sim, afinal é um hábito que além de gostoso pode ser um bom estimulante até mesmo para a criatividade. Mas quero me encher de referências saudáveis (e não no sentido fit), que me botem pra cima e me deixem feliz. Não pretendo ser perfeita, santa, parar de falar de amenidades ou ficar calada quando surge algum assunto polêmico entre as amigas, mas acho que se rodear de sentimentos, pessoas e inspirações legais também ajuda na criação de uma autoestima bem consolidada, não acham?

Quem quiser dividir lugares legais da internet para a gente se encontrar, to doida pra saber! :)

Beijos!

5 em Autoconhecimento/ Autoestima no dia 21.12.2016

Inspire-se para sentir, não para postar!

Quem nunca viu um turista tirando 200 fotos no lugar sem ao menos OLHAR para a vista que atire a primeira pedra. Capturar as primeiras cenas com as “câmeras da retina” parece óbvio quando pensamos em viajar e ver o mundo, mas as coisas nem sempre acontecem assim.

Não quero me colocar na posição de juíza de nada e nem de ninguém, mas fiquei com vontade de fazer uma reflexão após ver alguns comportamentos se repetindo nos mais variados lugares do planeta. Será que a gente está se inspirando pelo novo quando viaja? Ou pelo antigo que vemos da tela do celular e queremos reproduzir? Será que estamos nos conectando com o lugar ou somos reféns de fotos e expectativas previamente determinados para alimentar nosso instagram ou facebook?

Quando mais nova já me peguei pensando em ir a um destino porque queria fazer uma foto no lugar, ainda bem que chegando lá eu sempre esquecia disso e vivia o momento, sentia o clima e me entregava (ou não) a cultura local.

A verdade é que amo viajar para me inspirar, ver o mundo pra me ver de outra forma.

Não sei que tipo de vazio nós seres humanos temos que nos leva a eventualmente falar da vida alheia ou a fazer certas coisas só para postar, uma coisa bem de ego mesmo. Todo mundo em algum momento já fez isso, até da forma mais inconsciente do mundo. É normal, acontece, mas não podemos ser escravos disso no piloto automático.

Nos últimos anos eu venho evitando buscar preencher vazios inexistentes. Se sonho em conhecer algum lugar tento fazer isso para criar novas referências, descansar e fazer aquilo que eu amo e combina comigo, jamais para atender a expectativas alheias ou marcar um clichê na minha “check list”. Toda vez que fui num destino que não tem tanto a ver com a minha pessoa por recomendação alheia me frustrei de alguma forma.

Se você fosse minha melhor amiga eu te diria: não planeje uma viagem para clicar aquela foto mais curtida com sua gopro. Isso vale para tudo na verdade, esse é só um exemplo. Sinta antes de fotografar.

Se for meditar, inspire-se numa viagem de autoconhecimento não para pagar falsamente de espiritualizado. Se for para Miami fotografe o que te fez arrepiar, o que mexeu com você, olhe primeiro e clique depois. Provavelmente até sua foto vai ficar mais cheia de vida.

Como em tudo, busque aquilo que combina com você. Destinos que mexem com seu imaginário, com o que você sempre sonhou e que tem atrações que você ame e não apenas cenários para fotos clichês.

Inspire-se para se conhecer até quando o lugar não tiver conexão de internet, não puder levar câmera ou demande um segredo absoluto. O novo pode te encantar se você olhar com outros olhos.

Você embarcaria numa viagem se não pudesse contar pra ninguém? Se sua resposta for não, comece a se questionar por quem você tem feito as coisas! Okay, a minha resposta até poderia pensar em ser, mas por causa do blog e da necessidade de gerar conteúdo todos os dias, não por causa da Joana (pessoa física).

Sempre me pego preocupada em não alimentar demais uma persona “viajada” e “espiritualizada” porque uma coisa é você ser isso e compartilhar pelo tema ser algo do seu mundo, outra coisa é eu falar disso e não praticar nada no meu dia-a-dia. Não estudar, não ler e não buscar nada além das fotos nas redes sociais. O mesmo vale pro Yoga, Crossfit e qualquer outra coisa. A gente tem que viver e depois compartilhar, não o contrário.

Colecionar geolocalizações pode ser muito especial, mas porque a gente se permite conectar e aprender com elas. Se permite ter uma refeição emocionante, tomar um vinho delicioso, adorar um museu, curtir um jardim ou fazer um piquenique inesquecível num cenário único.

Depois de muitas viagens pelo mundo e pelo Brasil me preocupo muito com influenciadores de todos os nichos fazendo fotos perfeitas, que precisam ser altamente corrigidas. Quando você para e presta atenção, a pessoa nem viu o lugar, foi apenas refém da foto que vai alimentar um padrão de perfeição irreal.

Nessa hora ganho uma admiração enorme por quem divulga um destino, um hotel ou um lugar com sentimento. Com fotos que passam alegria, verdade e conexão com o lugar. Essas pessoas me influenciam de fato.

As fotos que ilustram esse post é sobre o caso da menina que copiava a conta da blogueira de viagens Lauren Bullen. A menina que copiava viajava para os mesmos lugares e usava as mesmas roupas para fazer as mesmas fotos da blogueira original.

Eu não quero inspirar sem sentimento, nem quero ser inspirada por posts vazios. Eu não quero postar sem sentimento e nem quero viver para conhecer lugares que todo mundo espera de mim. Eu quero ir onde meu coração SENTE, com quem faz ele bater de alegria e soma pra mim.

Então assim me vejo buscando não ser refém de uma imagem montada para a internet. Porque só uma pessoa bem de verdade inspira realmente. Com mais ou menos comentários, mais ou menos likes ou seguidores. Eu estou cada dia mais focada no conteúdo e na alegria que uma foto ou legenda passam. Só quem vive, brinca e se diverte tem o poder de te influenciar, te inspirar se você passar a ter um olhar mais crítico. O mesmo vale para o que a gente vive. Podemos escolher nos inspirar pelo que sentimos e não pelo que postamos.

O mesmo acontece com todo mundo. Inspire os outros com seus compartilhamentos, não seja a pessoa que só tira a foto para “fazer um protocolo”. Seja a pessoa que cria sua própria foto, que vive antes, respira antes, enxerga antes e depois busca o clique perfeito pra contar da SUA experiência como indivíduo!

Um destino é muito mais do que uma foto. Viva-o! O mesmo vale para qualquer compartilhamento.

Essa reflexão fez sentido pra vocês? Ou foi só maluquice da blogueira aqui?

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