Quando eu li o texto da Lu, do Chata de Galocha, falando que sobreviveu ao primeiro mês eu confesso que ri sozinha. No dia que o post dela foi ao ar, o Arthur tinha apenas 2 semanas, eu estava no auge do meu desespero e o verbo “sobreviver” estava fazendo mais sentido do que nunca para mim.
Todo mundo fala sobre a história do sono - a famigerada frase “durma tudo agora porque depois…”, lembram? - mas eu confesso que queria muito que todo mundo que me alertou sobre as horas sem dormir também me alertassem sobre todas as dificuldades desse início. É impressionante como todo mundo que eu comentava sobre essa fase de adaptação falava algo do tipo: “é, esses primeiros meses são complicados mesmo”. Onde eu estava que só sabia disso por alto?? Não me preparei, gente!
Arthur com 8 dias e eu com uma cara de pré choro. Minutos depois dessa foto eu estava me afogando em lágrimas. haha
Então, já que sempre fui muito sincera com vocês, vou ser sincerona dessa vez: complicado é apelido! A falta de sono me pareceu fichinha perto da quantidade de questões que surgiram misturadas com os hormônios loucos (isso porque eu não senti eles me afetarem por 9 meses!). O resultado dessa mistura? Muito choro, por qualquer motivo, que durou quase 3 semanas.
Chorei por medo de não conseguir dar conta. Chorei porque ele estava chorando e eu não conseguia decifrar (ainda não decifrei todos, isso é normal? haha). Chorei quando descobri que meu leite não estava sendo o suficiente. Chorei quando percebi o tamanho da responsabilidade que eu tinha nas mãos. Chorei quando me toquei que era para sempre. Chorei pela minha vida que mudou e pela rotina que parou de me pertencer - e chorei mais porque me senti muito egoísta por ter chorado por causa disso quando eu deveria estar super agradecida (eu estava - e estou - só que o choro mascarou hehe). Sim, é complexo desse jeito! rs
No sábado o Arthur completará 1 mês - não vai ter bolo de mêsversário, gente…aliás, quem inventou essa moda??? - e eu digo que ainda não está fácil, mas como todo mundo disse, vai melhorando com o tempo e isso é completamente perceptível. Acho meio injusto, sabe…dizem que a partir do 3o. mês tudo fica mais fácil, então é normal querer que esses primeiros meses passem logo para finalmente chegar numa fase em que a gente se entenderá melhor, ele interagirá mais, as vacinas já terão sido dadas e ele finalmente poderá sair com a gente e a relação passa a ser uma delícia. Ao mesmo tempo, todo mundo diz para aproveitar essa fase porque ela passa muito rápido. Entenderam o nó no cérebro que dá? O meu ficou bugadinho, bugadinho, querendo que passe, mas não passe. Aliás, quando eu percebi que ele em breve vai perder suas primeiras roupinhas, já bateu um mini pânico por achar que está passando rápido demais e eu não estou aproveitando. rs
E quanto ao Jack? Digamos que é uma relação que está melhorando e a apresentação não foi do jeito que eu imaginava. No dia que chegamos do hospital, botamos o bebê conforto no chão como eu disse que iria fazer, mas foi o Arthur mexer um pezinho para o Jack sair correndo. haha Hoje ele já entra no quarto, deita na caminha dele, fica perto quando estamos com o Arthur no colo, mas se a gente bota mais perto para ele cheirar, ele cheira de longe e vira a cara, não quer muita conversa, não! rs Um dia a relação acontece! #euespero Ah, e estamos fazendo de tudo para dar a mesma atenção de antes, brincar, fazer carinho, etc, principalmente porque tem vezes que a gente tá dando mais atenção para o Arthur e ele aparece com aquela cara de “e eu??” que me deixa cheia de culpa. Aliás, essa culpa maldita parece que quer virar uma espécie de encosto, né?? Socorro! hehehe
Espero não ter assustado ou desencorajado ninguém, até porque o clichê dos clichês é a mais pura verdade: é um amor inexplicável, o que torna qualquer dificuldade em uma experiência incrível (por mais desesperador que as vezes seja). Mas por favor, quem quiser me alertar para o que está por vir, o espaço é esse e a hora é agora! hehe
Beijos
Cá



18 Comentários
May
20.01.2016 às 18:16Você acabou de cuspir todos os medos que eu tenho, Cá. Esse medo da responsabilidade giga, de ser para sempre… mas como você disse, o amor deve ser tão absurdamente grande, que nada importa. Eu provavelmente vou chorar de desespero também, mas ai vou lembrar que você chorou e que eu não sou uma alien sem sentimentos, sou humana passando por uma nova fase da vida <3
Marília
20.01.2016 às 18:45Carla do céu! To no comecinho da gravidez e ja me vejo cheia desses medos!rs
Vai contando sua experiência pra eu ir me preparando rsrs
É uma outra coisa, adorei o carrinho! Parece ótimo! Faz um post contando sobre ele? :)
Beijos e o Arthur é um fofo
Tatiane
20.01.2016 às 19:26Depois que tive minha neném eu dizia que a gestação precisaria durar uns 5 anos para nos acostumarmos com a ideia!!! O comeco é muito punk mesmo, é um choque, mas passa e cada dia fica mais fácil! Logo a segurança de mãe vem à tona e você vai saber o que é melhor para o seu bebê e ponto!!! Ser mamãe é muito maravilhoso!
Christiana
20.01.2016 às 20:32Eu digo que passar do estado “não-mãe” para mãe é a experiência mais intensa emocionalmente que já vivi. Se o primeiro mês é punk, a primeira semana é punk ao cubo!!! E sabe por que ninguém te disse isso? Porque não adianta!!! Só sabe a intensidade de tudo isso quem já viveu…
No primeiro dia em casa, esqueci de por meu filho pra arrotar depois de amamentar, e ele se engasgou e ficou roxo.. No carrinho ao meu lado… Em milésimos de segundo peguei ele de barriga para baixo, com a cabeça mais baixa que o resto do corpo, bati de leve nas costas e ele voltou ao normal!!! Imagina o quanto eu chorei depois???
Depois disso eu não conseguia dormir a noite, ficava velando o sono dele com medo disso acontecer de novo… Ele dormia, eu não…
Nessa fase a gente está aprendendo a conhecer nossa pessoinha, como ele reage a determinados estímulos… O trabalho a gente tira de letra, mas a preocupação…
Hoje meu baby tem 4 anos, é a melhor coisa da minha vida!!
Olhando para trás vejo que tudo é fase, tudo passa, a gente aprende tudo. E quem vai te ensinar o que é melhor é o seu filho!!
Você vai até querer explicar para outra grávida de primeira viagem o quanto o início é difícil… Mas você vai perceber que é muito mais difícil colocar todos esses sentimentos em palavras!! Só que já é mãe vai realmente te entender!!
Fica calma, bola pra frente que tudo se ajeita!! Logo, logo você vai constatar que você conhece seu filho melhor do que ninguém!!
Rebeca
20.01.2016 às 20:56Vc disse tudo que todo mundo sente e não tem coragem de dizer !!! Vou te falar uma coisa melhorar melhora mas aí vem outros dilemas tipo vou P academia mas podia estar aproveitando esse tempo com meu filho ou quando começa a andar e cair vc fica louca de medo de bater a cabeça quebrar um dos poucos dentes … É por aí vai !!! Minha filha ficou na uti dois meses nasceis prematura então não sei muito desses primeiros meses em casa mas quando falam que depois que tem filho vc nunca mais descansa isso é verdade !!! Mas é bom d mais então bom que todo mundo sempre quer mais !!!!
Ingrid
20.01.2016 às 21:25Carla, querida, é isso aí. A maternidade tem um lado B e, sinto te dizer, sempre terá. De fato, esses primeiros meses são os piores. Não tem nada igual. Lembro de olhar meu filho no berço e pensar tudo ao mesmo tempo, aquele tanto de amor no coração, mas um desespero do tipo “meu Deus, o que eu fiz da minha vida?”. Mas passa, de verdade. A natureza é tão perfeita que, quando você estiver quase morrendo de exaustão física e emocional, seu filho vai começar a sorrir pra você (de verdade, não aqueles espasmos) e a interagir. E você vai morrer ainda mais de amor e ganhar forças pra continuar. E a vida volta ao normal, o filho passa a ser integrado à vida e fica bem mais gostoso. Mas nunca será fácil. Porque a gente ama os nossos filhos o tempo todo, mas a gente não ama ser mãe o tempo todo. Às vezes dá no saco. Mas por amor a gente segue em frente. Beijos e boa sorte.
Foli
21.01.2016 às 0:51Aii Cá !
Que maezona vc vai se tornar a cada dia! Certeza . Pq vc esta aberta a ser humana. Com medos, ansiedades, dúvidas. Quem sabe tudo, quem tem a bula de tudo não curte as delícias do aprendizado diário do inesperado. Nada te prepara tanto para ser uma pessoa bacana do que tudo aquilo vc vive sem premeditar, organizar, milimetrar. Nao estou falando que vc tem que fazer a #VidaLoka , mas crescer junto com seu filho criará um laço entre vcs único e duradouro. Qdo dizem sobre o quão especial é a relacao de uma mãe e seu filho … acho que é sobre esse laço aí que estao falando .
Mas vc pediu para ser avisada aqui e agora do que vai enfrentar. Nao tenho filhos, mas lí por aí que:
- eles ficam peludos , uns mais uns menos;
- regurgitam;
- se jogam no chão do shopping qdo vc não compra o boneco dos Tartarugas Ninjas;
- batem nos amiguinhos mesmo que o pai deles seja o Ghandi;
- crescem ;
- acabaram com a memória do seu celular com joguinhos cretinos;
- pegam seu carro;
- transam (!!!)
- transam e na maioria das vezes elas nem sabem o nome da futura provável sogra , aka VC. Uma falta de consideração !
- falam que suas músicas preferidas são caretas;
- depois de todo esse cuidado eles têm a pachorra de dizer que não querem mais morar com vc e com o papai;
- não querem mais viajar com vc, mas torcem para vc viajar toda hora .
Se eu lembrar de mais alguma coisa , te aviso !
Lyanna
21.01.2016 às 13:12Lindo horrores com o melhor comentário e adorando o melhor post!!!
Cá relax… vcs já são uma família demais!!!!
Nanci
21.01.2016 às 6:20Estamos juntas Cá! Estou aqui no segundo leitinho da madrugada e lendo sei texto. Minha bb faz exatamente dois meses hoje e já estou chorando bem menos. “Menos”, veja bem! Porque ainda choro!
O que tenho pensado é : um dia de cada vez!
Um beijo
Nanci
Nome (obrigatório) :Rafaela
21.01.2016 às 10:00Não há nada como o primeiro mês!! Minha filha tem 05 anos e fiquei como vc no primeiro mês, chorei muuiiitttoooo mesmo, junto com ela, no chuveiro sozinha, desabafando com meu marido, etc. Mas vai melhorando sim…. vem outras fases chatinhas como o começo da alimentação, quando a criança não quer comer direito, as febres e gripes que parecem que vem todo mês, as birras, mas nada, na minha opinião, é mais difícil que os primeiros dias! Vai passar!!! Um dia de cada vez! Eu sempre pensava: Alguém fez isso por mim um dia, agora Deus decidiu que era minha vez, então força! E esse amor dentro de vc só vai crescer a cada dia!!! Bjo
Marcia
21.01.2016 às 10:08Carla, a maternidade foi o que de fato me jogou na vida adulta. Tudo o que você descreveu é muito real - a culpa por se ressentir do trabalho, do cansaço, de achar que não está fazendo o “certo”, saudade da antiga vida perdida, ao mesmo tempo que tem o privilégio de ter um pequeno milagre diário em seus braços. Não tem volta, a vida nunca mais é a mesma, há coisas que transformam sua vida para melhor e outras que não são legais, especialmente por limitar o seu leque de opções na hora de decidir, já que você tem alguém que você ama loucamente e que depende de você. Essa fase de bebê é linda, mas exaustiva. Jamais me esquecerei da sensação no dia que meu filho completou 1 ano. Foi o dia mais feliz da minha vida. Senti que sobrevivemos - eu e ele. Que uma nova fase começaria. E assim foi. Não tive outro filho pois não tenho os recursos físicos, emocionais e financeiros para passar por tudo novamente. Mas não há um só dia que eu não deseje secretamente um milagre: que meu filho virasse bebê novamente por apenas 16h, para eu apertar, cheirar, matar saudades daquele pequeno milagre (só por 16h, para garantir a minha noite de sono… pois de acordar religiosamente todas as noites não sinto a menor saudades e minha rotina foi essa por 1 ano e meio). E por mais chavão que seja, acredito piamente que quando nasce um bebê nasce junto uma mãe. Por mais que falem antes, não temos a dimensão do que seja.
Um beijo em você e no Arthur
Anna
21.01.2016 às 11:16É tanta coisa! Mas a amigue de cima explicou bem: não adianta escrever as coisas, você vai passar e a sua intensidade vai ser diferente das demais!
Eu chorava, chorava e chorava! Amava e odiava aquela condição. Era agradecida demais pela benção, mas sentia falta até de coisas mínimas (tipo sentar no vaso e relaxar) e de coisas que eu nunca dei valor, tipo fazer as unhas. Me sentia presa. No bom e no mau sentido. Louco demais isso.
Vem mais dois meses de pura confusão pela frente! Eu tenho dois conselhos: 1- delegue. Principalmente ao pai da criança. Ele só não pode amamentar no peito, o resto ele pode e deve fazer. 2- esse é doido, mas é importante: saia de perto do Arthur, no sentido de retomar aos poucos (bem aos poucos) aquilo que é seu. Vá comprar pão ou lavar o cabelo no salão ou caminhar no play do prédio. Só pra ver o mundo girar e saber que tá tudo certo. É revigorante.
No mais…. parece que não, que tá todo mentido, mas é verdade: vai passar!
Priscila castro
21.01.2016 às 12:43Cá, vc está sendo realista e sincera, o que muitas mães não são!
Hoje meu filho tem 9 anos e acho que posso falar com alguma experiência…rs
Durante a minha gravidez todo mundo só falava das maravilhas da maternidade, quando aquele pequeno ser chegou, eu quase enlouqueci… a privação do sono, a responsabilidade, não saber o que significava cada choro, não nos entendemos na amamentação.. achei q fosse surtar!
No segundo mês, achei um pouco menos…rs..no terceiro…ah o 3º mês!! Já estávamos íntimos! Já tínhamos conseguido estabelecer uma rotina, nos entendíamos…
Dê tempo ao tempo…parece q tudo isso não vai passar, q vc não vai conseguir ter sua vida de volta..mas vai! Acalme se…vcs ainda estão se conhecendo…
Bjos
Isabella Da Cás
21.01.2016 às 12:54Oi Carla, Parabéns pelo baby, que ele tenha muita saúde e luz nessa vida! Que Deus o ilumine e proteja!
Bem, é tudo isso que você descreveu! Os primeiros dias parecem longos quando estamos passando por isso, -( e depois parece que tem 12 horas rs)-mesmo com minha mãe aqui ao meu lado por 1 mês, vivi tudo isso que você descreveu, não conseguia entender porque mesmo vivendo aquilo que tanto sonhei, não conseguia deixar de me sentir tão mal em alguns momentos, uma TPM ao cubo mas que tinha razão de ser, sabia cada coisa que me causava esses sentimentos! Uma coisa louca né?! e não sei porque ninguém te alerta sobre, só ouvia o quanto é maravilhoso a maternidade que eu viveria o melhor momento da minha vida e quanto finalmente estava vivendo não era bem assim… ;(
Dizem que a gente esquece tudo que viveu, por isso não contamos para as mães que vem depois, pode ser que sim, minha baby completou 7 meses essa semana e entrei em pânico por sentir o qto passou rápido, parece que passou uma semana sabe?! ainda não esqueci tudo que vivi nos primeiros meses, mas confesso que o hoje está tão, mas tão bom que acho que pode ser verdade mesmo, daqui a pouco não lembrarei desse passado próximo sabe?!
Sei que é clichê dizer, mas curta muito até esse momento difícil, dá uma saudaaaade!
(se quiser conversar, trocar idéias, meu email está aí e meu insta: @belladacas )
beijos <3
Mandinha
21.01.2016 às 17:19Parabéns pelo Arthur, ele é um fofo. Estou encantada com os olhinhos dele :)
Mas a realidade é esta mesmo Ca, pensei a mesma coisa: “porque ninguém me avisou?”
Na realidade eu achei bem punk os primeiros 3 meses, achei que não fosse conseguir voltar pro trabalho ao completar 4 meses, mas quem inventou a licença maternidade sabia o que estava fazendo e e não foi à toa!
Meu filho tá com 1 ano e 10 meses e eu grávida de 4 meses e meio (mais um muleque), na realidade até hoje não me sinto recuperada, mas optei por ter outro logo…assim passo pelo perrengue duma só vez!
Até hoje não recuperei meu peso….emagreci muito mais do que deveria, fiquei uma caveira, kkkk. Se prepare, muleques nos esgotam!!!!
Espero encarar o segundo nascimento com mais facilidade, pois já sei o que me espera.
Fique traanquila, vc não está sozinha nessa!!!!!!!!!
Sil
21.01.2016 às 20:23Achei que tinha deixado meu comentário…
Esse texto só prova o que eu já sei: que você é uma mãe melhor do que você mesma imagina! <3
Beijão na família toda!
Demess
21.01.2016 às 21:20Nossa, tudo que estou sentindo. Só posso te agradecer!
Juliana Hammes
26.01.2016 às 12:15Ahh… O primeiro mês… Acho que ninguém pode nos preparar para ele. Mas acho que as outras mães não nos alertam sobre ele porque a verdade é que a gente esquece mesmo, quer dizer, acho que as memórias das dificuldades são superadas de longe por todas as alegrias que os meses seguintes de desenvolvimento do bebê nos trazem e as memórias das dificuldades vão ficando cada vez mais longe. Hoje o Ben está com um aninho e ainda olho para ele e penso “caramba, como cresceu! era tão pequenininho!”.. E vem aquela memória feliz de lembrar do quanto ele se desenvolveu. Mas confesso que não sinto saudade do primeiro mês, não. Talvez porque tenha sido o primeiro e tenha vindo aquele turbilhão de insegurança, aprendizado, etc, junto. Acredito que o segundo deva ser mais fácil. Mas eu me lembro de falar que só queria ter um, que nunca mais queria ter filho porque ele era lindo e fofinho, mas eu queria dormir hahahaha falei com a minha mãe “vc sabia que privação de sono é método de tortura de prisioneiro de guerra?” hahhahahaha
Eu tive crise de choro, mas foi umas 3x na primeira semana e depois nunca mais. Meu marido ficou “mas por que vc tá chorando?”, sem entender nada, eu respondia que não sabia, tava feliz, meu filho nasceu saudável, tudo ótimo, mas me vinha a vontade de chorar. Ele ficou aliviado que ligou pro médico e ele disse que eram os hormônios, que passaria. Passou. Tudo que vc está sentindo é completamente normal. Lembro quando eu deixei ele na minha mãe para ir fazer unha, quando saí para jantar com meu marido sem ele… E foi um misto de felicidade de recuperar o meu papel como indivíduo, meu papel de esposa, etc, e de culpa também, por me questionar se eu estava sendo uma mãe pior por isso.
O que eu posso te dizer é que a cada dia os desafios serão diferentes, sabe? Até porque cada bebê é de um jeito, então não tenho como te alertar para quais serão exatamente os desafios que vc vai enfrentar. Mas, pelo menos para mim, a cada dia que passa esses desafios se tornam menores perto das alegrias que meus dias são. Que felicidade a cada coisinha que ele aprende, cada interação nova, o fato de ele preferir meu colo ao de qualquer pessoa, de cada dia demonstrar mais afeto! E para ver que toda essa loucura passa, com uns 2 meses já começamos a conversar sobre o segundo filho. Já decidimos que definitivamente vale a pena passar por esse primeiro mês todo de novo, agora só estamos ponderando quando vamos embarcar nessa aventura de novo, se por agora ou se é melhor esperarmos uns 2 anos. :)