Arquivo do mês: novembro 2016

30
nov
2016

Epifanias de alguém que espera ansiosamente pelo mês de dezembro!

Autoconhecimento

Pegando uma carona no texto da Mari eu parei para pensar. Eu já sabia que a felicidade também gosta de companhia, mas quis refletir sobre os anos, as fases, os astros e tudo que nos inclina a ter ciclos tão diferentes em alguns momentos da nossa vida.

Pra mim 2015 chegou cheio de simbolismo e curiosamente (talvez tenha uma explicação astrológica pra isso) foi o ano mais apedrejado da minha timeline do facebook, até 2016 mostrar a que veio. Também foi um ano difícil, cheio de mortes, rompimentos e acontecimentos marcantes. Um ano de questionamento e busca de desconstrução, num cenário micro e macro. Curioso isso, não? Pelo menos eu acho!

Pode ser clichê questionar um ano específico, falar do retorno de saturno, da crise dos 7 anos ou mesmo do marco da chegada dos 30. Minha vida tem sido colocar e recolocar tudo em perspectiva nos últimos dois anos, mas quando olho para o lado, parece que não é só comigo. Parece que não sou a única libriana doida passando essa fase.

Sabem qual é a parte mais doida de tudo isso? O que antes estava me paralisando de medo, agora me inspira a mudar, a melhorar e principalmente a agir. A mudança dos 29 para os 30 foi sensacional. Mal sabia no meu post de quase 30 que eu ia gostar tanto dessa virada de ciclo, mesmo não tendo navegado em mares calmos até então.

Ano passado eu quis me entregar para a dor das decisões complicadas que tomei, quis pirar de não saber como lidar com o fim dos antigos sonhos e ao mesmo tempo quis me ajoelhar e agradecer por cada nova oportunidade. E foram muitas novas oportunidades, tantas que fiquei literalmente confusa, sem saber que direção tomar.

Foi preciso uma boa junta de seres humanos para me dar suporte: teve terapia, professora, coaching, família e amigas (e amigos), todas me ajudaram a colocar todos os novos móveis numa nova ordem. Vi que eu precisava mesmo reorganizar todos os cômodos da minha vida. Eu escolhi certo, mesmo sem tanta certeza na hora!

O que me incomodou nesse processo? Uma certa inércia! Hoje eu acolho isso como parte do tempo que precisei e das experiências que demandei para que todas as fichas caíssem e eu retomasse minha preciosa proatividade. Espero não reviver muitas vezes essa sensação de paralisação e de falta de fé em mim mesma. Odiei a fase de novas descobertas em que me sentia um “talento desperdiçado”. Isso eu não quero nunca mais e foi embora ao longo do primeiro semestre de 2016.

<<< pausa para a gratidão, muitas de vocês, leitoras, me ajudaram a enxergar meus talentos ao longo dessa etapa complexa >>>

Aliás, 2016 foi muito melhor (por mais que tanta gente diga o contrário). Um ano de descobertas de novos caminhos profissionais, um ano de se reinventar, de fechar novos clientes, fazer novos amigos e sonhar novos sonhos. Foi um ano que começou estranho, me trouxe muitas dificuldades e obstáculos mas me propôs uma nova consciência, que eu ainda estou tentando ampliar com muita luta. Enquanto eu buscava romper certos padrões e descobrir mais sobre quem eu sou, acabei retomando antigos hábitos ruins e não quero isso.

A ideia é pegar todas as fichas que caíram e estão caindo durante esse ano e transformar em mudanças práticas no ano de 2017. Eu quero me preparar muito bem para um novo ciclo nesse último mês que vem chegando.

Claro que eu sei que os anos são apenas anos, que cada mês é apenas um mês e que cada dia pode ser o palco do verdadeiro recomeço. Não precisa ser segunda pra mudar a alimentação, não precisa ser um mês novo para mudar de comportamento ou mesmo não preciso - literalmente - de um novo ano para propor novos comportamentos, mas sinceramente?

Eu gosto de marcar claramente novos ciclos, por isso amanhã é um dia importante, é o começo de um novo mês que vai me preparar para um novo ano. Mesmo sabendo que o que importa são as fases que de fato mudam.

Com o passar da idade vamos ficando mais seguras e criamos novas chances. Recriamos novas oportunidades de sermos felizes, de novo. Se reinventar vira parte de um grande sonho.

Talvez os últimos dois anos tenham sido muito mais desafiadores do que eu gostaria inicialmente, mas eles me trouxeram até aqui. Alguns pedaços de mim se foram, outros se reconstruíram. O que importa é que eu voltei a acreditar plenamente nas infinitas possibilidades de transformar nossa realidade. Realizar nossos sonhos e alcançar os nossos objetivos, ainda que não da forma que planejamos, mas da maneira que o universo conspira para que aconteça.

Então vem logo dezembro! Vem me ajudar a por em prática esse monte de quebra de padrão de pensamento. Vem que eu estou focada em mim, em melhorar as coisas que limitam meu crescimento. Agora eu sou minha prioridade. Vem, vamos provar que o impossível é só uma questão de opinião!

Eu realmente espero ser a melhor versão de mim em 2017, mas isso é assunto de post para daqui a um mês.

Beijos

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30
nov
2016

feminismo: apoio, opinião e protagonismo

comportamento, feminismo, Juliana Ali
< A nossa amiga Ju Ali fez aquele texto sobre pessoas com medo de se dizerem feministas. Ela explicou com muito cuidado como a coisa funciona e hoje voltou aqui pra falar de um tema bem polêmico pra gente. Justamente por isso pedimos pra ela vir explicar pra nós (e pra vocês) como funcionam essas 3 palavras na atualidade. Vamos ver como ela define apoio, opinião e protagonismo? >>

Foi uma discussão muito produtiva com as duas criaturas maravilindas que criaram esse blog amado que me inspirou a escrever o texto a seguir para vocês, leitoras do Futi.

Eu e Jo, conversando, notamos que existe uma grande dúvida sobre os conceitos de APOIO, OPINIÃO e PROTAGONISMO rolando por aí. E não é pra menos, porque afinal são assuntos que tem sido discutidos pra caramba ultimamente nesse mundão. E são assuntos bacanas e importantíssimos.
Então bora falar a respeito? <3

O que iniciou tudo foi que eu disse que acho que quem não é mãe não pode OPINAR na minha maternidade. Sou mãe de dois filhos (lindos, claro ahaah). Afirmei categoricamente que não quero pitaco de quem não sabe o que é estar na minha pele. E ainda completei dizendo que acho que isso vale para boy falando de feminismo, para branco falando de negro, para hétero falando de LGBT, pra magro falando de gordo e assim por diante. Existe algo chamado lugar de fala (também conhecido como protagonismo) que deve ser respeitado, nunca roubado.

A princípio as meninas me acharam radical, “calma Ju, mas um conselho é bom e tals, não vamos excluir as amigas que não tem filhos”. E ainda, outro comentário que faz todo o sentido: “Mas Ju, eu apoio a luta dos negros, não posso expressar isso? Tenho que me calar e não dizer minha opinião?”. Foi aí que entrou a questão do apoio X opinião X protagonismo.

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Todo mundo quer APOIO, e qualquer um pode dar esse apoio. Apoio é completamente diferente de opinião e de protagonismo. O apoio é uma palavra amiga, é um incentivo, é aquela coisa “vai que vai, tamo junto, tô do seu lado, você é o máximo, força miga”. Isso qualquer um pode – e deve – expressar em prol de qualquer outro. E ninguém precisa pedir: faça isso quando sentir vontade. Quem não é mãe pode dar às mães, os manos podem dar às minas, os brancos podem dar aos negros, os héteros podem dar aos LGBTs. Apoiar é legal, sempre.

Aí vem a OPINIÃO, que é beeeem diferente. Porque opinião implica em juízo de valor. Opinião é aquela coisa “ai amiga, mas como teu filho é malcriado”. Ou aquele macho que diz “ai, mulé, mas você é muito radical com esse feminismo, até parece que existe cultura do estupro”. Sacou? Claro que a opinião também pode ser positiva, mas AINDA ASSIM é perigosa. Porque como você vai opinar sobre algo que não é de sua vivência? Como você pode saber? “Ah, mas eu vi minha mãe criar meu irmão mais novo”. “Ah, mas eu sou babá há 20 anos”. “Ah, mas meu irmão é gay”. Não importa. Observar não é vivenciar. É muito fácil falar quando não é com você. É aquele velho ditado ‘Falar de mim é fácil, difícil é ser eu’. Então, cuidado. Opinião tem uma regra básica: Só dar quando for solicitada. Ou, claro, quando você vive o que está falando.

Porque é aí que entra o tal do PROTAGONISMO. Veja, em geral, quem pede protagonismo (que nada mais é do que estar no papel principal) dentro de determinado assunto é justamente quem nunca o tem. Mulheres dificilmente conseguiram ser protagonistas na história delas mesmas. Mães, menos ainda. Negros, nem se fala. E LGBTs, deficientes, gordos… Não dá para tirarmos o protagonismo de quem não apenas nunca o teve, como ainda por cima SEMPRE FOI DONO DELE pra começar. Ou seja: deixe o negro falar pelo negro, a mãe falar pela mãe, a mulher falar pela mulher e assim vai. Escute. Preste atenção. Se coloque na posição de quem aprende. Acima de tudo, nunca julgue, nunca diga “no seu lugar eu faria…”. Porque, afinal, se você não é um deles, você não sabe, realmente, o que é ser eles e o que faria no lugar deles.

E não se sinta “abandonado”, “de lado”, “de fora”, “silenciado”, porque isso é uma bobagem. Você está dentro do que pode estar dentro, e fora do que tem que estar fora mesmo, e isso vale pra geral. Te garanto que o aprendizado que vem desse observar é maravilhoso. Pratico ele todo dia. Adoro. Recomendo. É rico, é feliz, é respeitoso e contribui para um mundo mais justo.

Beijo com amor, da Ju Ali <3

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A gente fica feliz que a Ju veio aqui contribuir no futi, temos bastante coisa em que pensar sobre o tema né?

29
nov
2016

Personagens que influenciam

entretenimento, séries

Eu vejo muitas séries. Hoje em dia bem menos do que gostaria, mas continuo acompanhando muitas religiosamente e agradeço todos os dias aos inventores do Netflix por me darem a possibilidade de rever séries antigas (tá faltando Dawson’s Creek, #fikdik) e me atualizar com as novas.

Aí outro dia, minha amiga Thais postou um texto dizendo como queria ser a Lorelai Gilmore (aliás, taí uma série que nunca vi e comecei essa semana! hahaha Mais uma vez, culpa do Netflix) e eu parei para pensar sobre isso. Quais personagens me marcaram, influenciaram ou até mesmo inspiraram?

Jen Lindley

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Eu tinha mais ou menos uns 15 anos quando comecei acompanhar Dawson’s Creek religiosamente. Por muito tempo eu me identifiquei com a Joey, personagem certinha, careta, tímida e eterna romântica apaixonada pelo Dawson. Mas Joey nunca me acrescentou nada por um simples motivo: eu era muito parecida com ela.

Já Jen era meu oposto. Livre, sem medo de falar o que pensa, rebelde mas com um coração enorme. Uma das personagens que mais amadureceram ao longo da série. Eu demorei para entender que Jen me inspirava, mas a verdade é que ela foi uma das poucas personagens da série que me fazia enxergar tudo por outro ângulo, então é merecido que ela encabece essa lista (mesmo não tendo ordem de preferência).

Piper Halliwell

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Você é uma das pessoas mais fortes e capazes que eu já vi. E não esqueça que eu estou por aí há bastante tempo.

Ainda nas séries antigas, assim como Dawson’s Creek, em Charmed eu sempre me identifiquei com a Piper. Sim, gente, eu sempre fui atraída pelas personagens mais certinhas, caretas e apaixonadas que vivem grandes amores.

Quando revi ano passado ela me inspirou novamente pois passei a enxergar a Piper como irmã preocupada, mãe zelosa, esposa dedicada mas que ainda conseguia arrumar tempo para ser dona da boate mais famosa de São Francisco. Mesmo sendo a mais quieta das 3 irmãs, ela foi a única que me deu esperanças que dá para dar conta de tudo, mesmo que as coisas saiam da ordem de vez em quando.

Joan Holloway

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As vezes quando as pessoas conseguem o que querem, elas percebem como seus objetivos eram limitados

Eu tinha esquecido dela até a Sil lembrar e eu recordar como Joan é uma personagem incrível, forte e ambiciosa. Nunca foi de levar desaforo pra casa e soube se impor no meio predominantemente masculino da publicidade nos anos 60 - que infelizmente nem é tão diferente do meio de hoje em dia. Aliás, raros foram os momentos que ela permitiu ser anulada por alguém, seja no trabalho ou no ambiente familiar, total dona do próprio nariz e poderosíssima por ter tanta consciência disso

Acho que toda mulher deveria levar Joan como inspiração, só vejo benefícios. Inclusive fiquei morrendo de vontade de rever Mad Men só para analisar melhor as cenas dela!

Callie Torres

Quando comecei a ver Grey’s Anatomy ela era apenas mais uma personagem. Mas Callie tem carisma, opinião, é bem resolvida e tem um coração gigante, me ganhou. Ela me inspira sempre a achar liberdade nas pequenas coisas e saber confiar no próprio taco.

A cena dela botando a Sofia para dormir e pegando o fone de ouvido para dançar é uma das mais inspiradoras da minha vida de seriadista (ficou mais significativa ainda pós Arthur haha)

Abby Whelan

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Eu AMO como essa personagem cresceu até o momento e tenho medo do que ela pode vir a se tornar, mas vamos conversar sobre Abby até agora.

No início da série ela era apenas uma mulher que vivia às sombras de Olivia Pope, que não sabia fazer nada sem o aval da amiga e parceira. E de repente ela deu uma reviravolta e virou outra mulher, passou a ser dona do próprio nariz e das próprias decisões. Mas a mudança não aconteceu do nada, ela não se empoderou de um dia para outro e de repente virou assessora do presidente. Ela foi indo aos poucos, com medo em alguns momentos, duvidando de si mesma em certas horas, mas foi aceitando os desafios e vendo no que ia dar até perceber que ela podia ir além.

Acho que recentemente Abby foi a personagem que mais me inspirou, mas veremos se ela vai se corromper muito nessa própria temporada (aliás, quem não se corrompe em Scandal, né?).

E vocês? Têm personagens inspiradoras? Quais são?

Beijos!

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