Arquivo do mês: janeiro 2014

31
jan
2014

Beleza: o vício dos esfoliantes!

Beleza, corpo, pele

“Oi, meu nome é Joana Cannabrava e eu sou viciada em esfoliantes.”

Já me contaram que no Rio vendem-se mais esfoliantes do que em alguns outros estados e essa informação não me espantou por nenhuma fração de segundo. Eu sou do time que tenho uns 5 ou 6 abertos ao mesmo tempo e apesar de parecer um absurdo, uso e termino todos, nenhum estraga.

Não sei o quanto o calor e o suor são os verdadeiros culpados pelo meu vício, as vezes acho que pode ser mania de limpeza ou o desejo de ter uma pele sempre mais lisinha, limpa e radiante, no fim, acho que é um pouco de tudo isso junto e misturado.

Sendo assim, resolvi fazer esse post e mostrar para vocês as minhas “categorias próprias” de esfoliantes. Cada um tem uma finalidade e um uso específico, e sim, eu alterno as marcas, cheiros e texturas. Eu diria que esse é o meu luxo.

Eu sou completamente apaixonada (dependente) por 5 deles. Como o da Caudalie acabou estou me concentrando em usar os outros antes de comprar outro pote.

Os mais levinhos:

Os dois mais leves que eu tenho são maravilhosos, não tenho como amar mais, ambos são sabonetes/esfoliantes. Se você acha que shampoo e condicionador 2 em 1 não combina, tudo bem, eu concordo, mas esse caso não se aplica nessa mistura. A dupla casa muito bem, perfeitamente, eu diria. As melhores opções para aqueles dias em que temos que tomar um banho mais corrido, mas queremos caprichar na limpeza.

1) Sanctuary Spa Body Scrub: Esse é o mais sutil de todos, tem a textura mais leve e menos intensa. O cheiro é refrescante e como ele mesmo se propõe, é perfeito para o uso diário! A pele fica super limpa, fina e radiante. Desde que experimentei pela 1a. vez, em Londres, esse é meu segundo.

2) Nativa SPA sabonete cremoso esfoliante revitalizante: Esse é mais grossinho que o primeiro, mas ainda bem mais leve que os demais. Ele faz bastante espuma e dá uma sensação de limpeza maravilhosa. Sabe aqueles dias que a sensação térmica é de 40 graus? Sem dúvida ele não falta no meu banho. Não é para uso diário, eles recomendam duas vezes na semana, eu acho que uso umas 3.

Os mais pesadinhos:

Esses eu só posso usar 2x na semana, oficialmente. Outro dia alguém me contou que não podemos usar esfoliantes mais de 2x na semana para não tirar uma camada protetora da pele, não sei se é verdade (nota mental: perguntar pra dra. Vanessa!), porque se for isso.. eu estou fazendo besteira. Confesso que no verão eu uso pelo menos um dia sim, um dia não (por isso, por favor, não repitam isso em casa antes de ter certeza se é seguro).

3) Flake Away da Soap & Glory: Ele tem um dois meus cheiros preferidos, a textura é mais grossinha, tem um toque mais oleoso e dá uma hidratada (só esse faz isso). No fim, acho até que dá uma luz na pele, se é que é possível! Amo, amo e amo!

4) Açúcar esfoliante exótico Nativa Spa - O Boticário: Esse é outro que não vivo mais sem. É perfeito para um banho de relaxamento. Os grãos são bastante intensos, um dos mais fortes que tenho e uma textura que você sente que está limpando até a alma. Esse é um pouco oleoso (menos que o Flake Away) . O cheiro do meu é Pitaya, eu amo!

Tentei dar nota para eles, diferenciar as descrições, mas o problema é que me peguei dando entre 9 e 9,5 para todos! Eu amo os 4, tenho outros que gosto, mas esses são os meus preferidos, com eles embarco no meu ritual do banho e cuido da minha pele. Como tenho a pele da perna bem seca, depois eu uso hidratante ou óleo com a pele ainda úmida.

Alguém mais se junta ao grupo de “viciadas em esfoliantes não anônimas?” Foi a primeira vez que me senti uma “doida consumista” aqui no blog! Me perdoem a birutice, mas não tinha como escolher apenas 1 dos 4.

Beijos

30
jan
2014

O estilo das rolezeiras (e a importância de lembrar que seu passado também foi duvidoso):

comportamento, Moda, Reflexões

Enquanto estávamos procurando o vídeo que postamos no DQF de segunda feira, vimos vários posts sacaneando as tais rolezeiras, mas durante os quase 3 minutos de vídeo, apenas uma frase ficou na nossa cabeça:

Ignoramos o tempo verbal (porque acabaríamos entrando no assunto de “rolezinho na escola que é bom ninguém quer” e por aí vai) e focamos mesmo na parte final: “shorts, tomara que caia e Melissa, que é o que tá na moda ultimamente”.

Muita gente ficou ~na zoeira~, achando o cúmulo do rídiculo essa “moda das rolezeiras”. Como assim andar de shorts, tomara que caia e Melissa, né? Como se por aqui, nesse mundo cheio de referências que vão da moda de rua das capitais mundiais às tendências vindas de passarelas internacionais, a moda atual do verão não fosse…. shorts com bodies (sim, é implicância nossa, não aguentamos! Desculpem! hahaha).

Como não resolvemos escrever esse post para gerar um embate de rolezeiras x blogueiras/ interessadas em moda, vamos apenas lembrar de como a gente se vestia com 13, 14 anos? Não sabemos vocês, mas nossas escolhas na época também poderiam soar questionáveis para pessoas mais velhas com alguma informação de moda que a gente não tinha (e, sinceramente, nem fazia questão de ter, leitura era Capricho e o legal era fazer testes na revista).

Usamos alças de silicone, tamancos, Melissa, gargantilhas-tatuagem, bolsinhas de cruzar indianas, Nike Shox, moletom da GAP e várias outras peças que hoje em dia podemos até considerar feias, mas algum dia foi moda e achamos bonitas. Já falamos sobre isso por aqui, enquanto muita gente acha que isso faz parte de um passado que condena, achamos que faz parte de um passado delicioso, onde nossa maior preocupação era se vestir igual a turma de amigas e ser feliz assim.

A maior diferença da nossa geração para essa atual é que o nosso estilo de vida (e nosso estilo em geral) não ia pro Youtube e não era compartilhado nas inúmeras redes sociais. Até existia o MIRC e depois o ICQ, só lá para 2004 que os fotologs começaram a se popularizar, mas ainda assim era coisa vista entre as pessoas da escola (salvo raras exceções). Olhando agora, apenas no nosso último ano de colégio que as coisas começaram a caminhar para esse formato. Esse pequeno fato muda muito a proporção das coisas.

Hoje, um vídeo (ou foto) compartilhado é suficiente para te fazer cair na boca do povo e virar alvo de pessoas de todos os lugares, que nunca te viram na vida, mas resolveram te julgar e criticar, vide vários casos envolvendo vídeos e fotos que viraram assunto no DQF.

E temos certeza que boa parte dessas pessoas que criticaram e fizeram piadinhas, esqueceu que também já teve uma adolescência repleta de gostos duvidosos, afinal, quem nunca?

30
jan
2014

Book do dia: A melhor história está por vir, de María Dueñas

Book do dia, comportamento

A Jô me deu esse livro de presente de Natal porque me viu tecendo altos elogios para a autora em um “book do dia” falando sobre O Tempo Entre Costuras, a outra publicação de Maria Dueñas.

Deixa eu ir direto para a sinopse que, aliás, está muito da mal escrita: Após o fim de seu casamento a professora Blanca Perea aceita um emprego que promete alguns meses de tédio, mas uma mudança bem-vinda na sua vida, indo para a Universidade de Santa Cecilia na Califórnia para estudar o material deixado por um hispanista esquecido. Ali conhece Daniel Carter, um atraente colega americano que não ocupa o lugar que deveria. Entre os testemunhos do passado de sua pesquisa , e a cumplicidade crescente com Carter, Blanca se verá num emaranhado de sentimentos confusos, intrigas e assuntos pendentes.

a-melhor-historia-esta-por-vir-maria-duenas

Várias pessoas já tinham me avisado que “A Melhor História…” não era tão legal quanto “O Tempo”, mas eu nunca ia imaginar que a diferença ia ser tão grande! É com grande pesar que eu falo isso, mas eu DETESTEI o livro.

Não é o tipo de livro que você larga no meio, mas ao mesmo tempo, é aquele tipo que o final não chega nunca e tem uma hora que você passa a achar que o livro é mágico e vai adicionando páginas a medida que você vai chegando perto do fim.

Não me cativei pela história, nem pela Blanca, a personagem principal. A dor de terminar um casamento e se ver longe dos filhos não me pareceu muito explorada, raros foram os momentos que eu consegui sentir alguma empatia (e todos eles foram quase no final do livro). Por incrível que pareça, senti mais pelos problemas de Rebecca, uma personagem suuuuper secundária. Em diversos momentos a narrativa muda de foco para contar a história de Daniel Carter, juro que fiquei com a impressão que os trechos que falam da vida do Daniel dariam um livro bem mais interessante!

Outro ponto que considerei mal explorado foi a história das missões feitas por padres espanhois na California. Essas passagens tinham tudo para tornar o livro muito interessante, mas ficou tão didático (a impressão que me deu foi que ela pediu para algum historiador ajudar e não soube florear, sabe?) que se tornou cansativo.

Outro problema que eu descobri depois é sobre o título. Acho que ele foi um dos principais fatores para a minha decepção. O original, em espanhol, se chama Mision Olvido (ou Missão Olvido), o que faria todo o sentido com o que acontece durante o livro. Quando mudaram para “a melhor história está por vir”, você já imagina uma mulher que acabou de se separar mas que consegue mudar a vida e dar a volta por cima. Só que são tantas tragédias paralelas, que não acontecem só com ela mas com os outros personagens, que a cada página você se pergunta aonde está a melhor história. E eu não vou falar mais senão daqui a pouco to contando o final! hahaha

Odeio quando eu não gosto de um livro (ainda mais quando ele foi presente pensado para aparecer aqui no book do dia! hahaha), mas isso é questão de gosto, né? Alguém aqui teve uma opinião diferente da minha? Queria muito ser convencida de que, no fundo, no fundo, o livro é bom! hahaha

Beijos

Carla

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