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2 em Autoestima/ Beleza/ corpo/ Destaque no dia 20.04.2020

Sutiã na quarentena: você está usando?

Tá ai um assunto que jamais achei que escreveria por aqui: o uso ou não do sutiã na quarentena. Até porque não havia parado pra pensar nisso por um minuto sequer. Usar sutiã é tão automático para mim que trazer essa decisão para consciência é algo que eu não me passou pela cabeça. Pelo menos não até dar de cara com uma ilustração no nosso grupo do facebook, o papo sobre autoestima.

Ilustradora: @tdathayde

Esse post pareceu meio aleatório para MIM. Mas logo nos primeiros minutos, percebi que ele fazia muito sentido para um COLETIVO. Muitas mulheres estavam contando sobre a liberdade que era não usar sutiã durante o período de isolamento social por conta da pandemia de Covid-19. Isso, por sua vez, me fez parar pra pensar….

Afinal, minha experiência pessoal tá na contramão do coletivo. Porque, por aqui, sigo escolhendo usar sutiã sempre que tiro o pijama.

Pra mim tá muito claro que nesse período (e cada vez mais na vida) eu escolho modelos sem arame ou bojo, sempre com tecidos leves e confortáveis. Daqueles que me dão sustentação, mas não ME apertam.

Esse exemplo pra mim é perfeito: lindo, confortável, sem nada para me prender.

Já tem alguns anos que eu desconstrui o uso do sutiã por obrigação ou pressão estética. Uso vários looks (como esse aqui) sem sutiã e não fico na neurose da demanda de um peito em pé, num mundo que chama peitos naturais de caídos (como já escrevi sobre aqui).

Ou seja, a parte estética do “usar ou não usar” sutiã não é uma questão presente pra mim. Mas isso não me impede de parar pra refletir sobre essa demanda. E até mesmo sobre “se” temos a verdadeira liberdade de não usar sutiãs livres de julgamento. A demanda por usar por tantas vezes chega de forma tão automática, que acho que precisamos conquistar a real liberdade de usar ou não, refletindo os ganhos e perdas dessa decisão para cada uma de nós.

Porque é muito fácil eu dizer que uso porque gosto, mas “gosto” foi construído socialmente. Nessa sociedade fui ensinada a considera-lá indispensável. Usando ou não, vale a pena pensar sobre isso. Agora vou me usar de exemplo: eu Joana, na prática, acho fisicamente mais confortável ter a sustentação de tecido segurando meu peito. No meu caso o suor debaixo dos seios me incomoda e a sensação do peito ser puxado pra baixo não é algo que levo bem. Por estar usando menos, uso inclusive mais creme para a pele que tá repuxando mais. Percebi isso justamente nesse momento em que, na teoria, não precisava estar usando nada.

Sempre defendi e defendo que a gente lembre que a estética dos peitos naturais existe e eles sentem a gravidade. Tá tudo certo o peito cair. Mas hoje, quando o assunto é sutiã, eu diria que escolho usar consciente de tudo que envolve essa decisão. Lembrando e repetindo que sei que parte dessa escolha se dá porque a sociedade nos educou a aprisionar os peitos femininos, a esconder mamilos de mulheres, a sexualizar essa parte natural de nossos corpos e criou um padrão estético em “pé”, que ou você usa sutiã ou entra numa de fazer uma cirurgia pra isso.

Por isso sou entusiasta da gente repensar o uso do sutiã coletivamente, mesmo eu escolhendo usar por conforto fisico. Cada vez mais vejo menos sentido em usarmos peças que não são confortáveis ou funcionais. Com ou sem isolamento social. Essa é uma hora pra gente repensar o que queremos consumir, vestir e apoiar.

Confesso que achei SENSACIONAL ver tantas mulheres no grupo e no instagram compartilhando como está sendo libertador não usar também. Aprendi que não tem tanto a ver com tamanho de peito e mais com o perfil da pessoa, do que ela sente. Afinal muitas mulheres com peitos grandes sentem muito conforto em não utilizar também, o que claramente não é o meu caso.

Por aqui não tem certo ou errado. Evitamos julgamentos sobre qualquer escolha: seja não usar sutiã, seja usar sempre ou até mesmo operar. Pouco importa.

E você, o que é mais confortável para você?
Usar ou não?

O que eu queria mesmo era abrir o DEBATE consciente sobre conforto.
Porque apesar de repensar, pra mim, ainda tá mais confortável usar, mas adorei ler tudo que tantas tinham pra falar!

Beijos

1 em Beleza/ corpo/ Destaque/ Patrocinador no dia 12.08.2019

CeraVe, a salvação para quem não é tão fã de hidratante

Ao longo desses quase 10 anos de blog, já falei dezenas de vezes o quanto eu tenho preguiça de hidratante corporal. To sendo até boazinha, pra ser sincera. A sensação de pele melequenta e grudenta foi algo que apavorou minha adolescência, e trouxe isso para a vida adulta. Ao menor sinal de qualquer uma dessas sensações, eu já nem tento de novo. Por isso, quando fiquei sabendo da chegada de CeraVe no Brasil, acompanhei desconfiada.

Aqui nos Estados Unidos, a linha CeraVe é tão grande que ocupa boa parte do corredor das farmácias. E eu nem chegava perto porque tinha certeza que a textura seria tudo aquilo que eu costumo evitar. Pois é, julguei sem nem saber.

Paguei minha língua no ano passado, quando a Jô veio para cá e fez esse post. Ela deixou a loção hidratante aqui em casa, e foi ali que tive meu primeiro contato com a marca. Falei com minha dermatologista sobre ele, e ela disse que eu podia usar sem problemas. Aliás, esse creme é desenvolvido com dermatologistas, por isso não à toa que é um dos queridinhos desses profissionais.

Passei o inverno todo com a loção hidratante CeraVe, e diria que ela passou pela maior prova de fogo.

Pode não parecer, mas é no inverno que nossa pele mais sofre. Tomamos banhos mais quentes, sentimos menos vontade de beber água e, por isso, ela é reposta em menor quantidade. E aí, quem paga o pato é nossa pele, que fica mais ressecada.

Algumas das coisas bem desagradáveis que acontecem com a minha pele no inverno daqui de NY: por causa da água quente constante, do banho à louça, as mãos ficam bem rachadas, principalmente entre os dedos. Elas ardem, ficam sensíveis e até mesmo sangram. Também por causa da água quente e do uso de mangas compridas e casacos, os cotovelos coçam muito, ficam vermelhos e ásperos. As vezes ficam machucados. Aliás, os cotovelos não precisam de um inverno muito pesado para sofrerem.

Tanto que quando estava no Rio, o pouco de inverno que passei lá (e por inverno, entenda por 20 graus) foi suficiente para deixar meus cotovelos sofrendo. Por isso, nem pensei duas vezes em fazer o tal Desafio CeraVe dias antes do Fim de Semana do Papo. Para quem não sabe, o desafio consiste em passar pelo menos 3 dias usando o produto. Os 2 primeiros servem mais para que a gente possa sentir a textura, a hidratação e a rápida absorção de CeraVe. A partir do 3o. é que começamos a notar os benefícios, isso é, uma pele macia, tratada, hidratada e restaurada. 

Print do vídeo que fiz na quinta feira pré FDS | Print do vídeo que fiz domingo no FDS!

Esse “milagre” em forma de tubo acontece por uma mistura bem potente de 3 ceramidas essenciais com ácido hialurônico. Tudo isso com uma tecnologia chamada MVE, que já vou contar.

As ceramidas servem para ajudar a pele a reter a hidratação. A presença do ácido hialurônico é ideal para que a pele absorva grandes quantidades de água. Essa combinação ajuda a restaurar a barreira de proteção natural da pele. Já a tecnologia patenteada MVE garante uma ação de hidratação por 24 horas. Tudo isso sem fragrância e hipoalergênico.

Sei o que que falei aqui é bem técnico, mas achei importante contar para vocês, porque de fato a hidratação é um fator muito relevante. Eu comecei o desafio na quinta feira pré Fim de Semana do Papo e foquei nos meus cotovelos, que estavam até com machucadinhos. Me comprometi e passei todos os dias, mas mesmo assim me surpreendi ao ver que, no domingo, os cotovelos já estavam sem machucados e super hidratados. 

Mas para mim, o que realmente impressionou na loção hidratante CeraVe é a textura muito suave, zero pegajosa e que absorve muito rápido na pele sem comprometer a potencia da hidratação. E sabem o melhor? Durante o fim de semana eu pude experimentar o creme, que estava na sacola de todas as meninas que ficaram no hotel, e tive a mesma grata surpresa. A textura da loção é mais leve que a do creme, mas a absorção rápida é característica de toda a linha CeraVe.

Se você está procurando um hidratante potente, eficaz e confortável de usar, nem pense duas vezes em experimentar. Seja em creme ou em loção. Mas é claro que, como todo produto para pele, fale sempre com sua dermatologista antes de usar.

< O #fimdesemanadopapo só é possível por causa das marcas que estão presentes com a gente nesse evento. CeraVe foi uma delas ;) >

0 em Autoconhecimento/ Autoestima/ corpo/ Destaque no dia 24.04.2019

Minha cirurgia plástica e o medo de parecer incoerente

Minha coluna desse mês não vai ser nada relacionado com o que eu costumo abordar aqui. Não vai ter nada a ver com moda, consultoria ou assuntos relacionados a vestir-se. Mas vai ser relacionado com autoestima, por isso mesmo pedi para as meninas esse espacinho. Hoje quis usar esse espaço falar de cirurgia plástica.

Parece loucura, mas um dos meus maiores medos ao passar por uma (recente) cirurgia plástica não foi a cirurgia em si. Nem a anestesia geral, nem o pós operatório, mas a possibilidade das pessoas me acharem incoerente.

Falo pra um monte de gente nas redes sociais que elas não precisam pertencer a padrões. Bato na tecla que elas não devem se preocupar com o que os outros acham ou deixam de achar. Repito exaustivamente que elas podem (e devem) estabelecer os seus próprios padrões de beleza.

Eu prego o body positive. E aí eu fui lá e decidi passar por uma cirurgia plástica.

Um ano separa essas duas fotos. Mas esse antes e depois não é para comparar resultados. Não só porque não é esse o ponto do post, mas porque eu não vejo necessidade de me comparar.

Na verdade, não foi tão simples assim, importante explicar. Foi um processo decisório longo. Fiquei uns bons 2 anos conversando com a médica que me operou. Desisti e voltei pro plano umas 3 ou 4 vezes ao longo desse período.

Boa parte dessa minha dificuldade em seguir com o plano foi por causa de tudo o que precisei colocar na balança. Grana para a cirurgia plástica e consultas médicas. Tempo sem trabalhar, tempo sem poder cuidar dos meus filhos… Isso sem contar todo o desconforto físico no pós operatório.

Enfim.

Uma coisa em que eu sempre acreditei, e que também falo muito, é que não tem problema nenhum em querer mudar algo no corpo ou na aparência em geral. De verdade. Mas eu também acredito que não dá pra condicionar a felicidade (ou o sucesso) a isso.

Eu realmente acredito que a gente tem que se curtir. Que não podemos deixar que eventuais insatisfações nos paralisem ou paralisem nossos planos e projetos.

Mas eu trabalho com consultoria de estilo voltada para mulheres. E diariamente ouço pedidos de clientes e seguidoras para ajudá-las a criar ilusões de ótica com as roupas. Seja para fazê-las parecerem mais altas, mais gostosas, mais isso, mais aquilo. Ou seja, é fato que quase todo mundo nessa nossa sociedade tem alguma insatisfação com a própria aparência.

>>>>>> Veja também: Parecer gorda em um look não deveria ser motivo de medo <<<<<<

E apesar de entender que isso é absolutamente normal, eu também entendo que muito disso não é, necessariamente, legítimo. Muitas vezes (quase sempre), o nosso desejo de parecer mais alta ou mais gostosa vem de uma construção cultural na qual o conceito de “beleza” é baseado em padrões praticamente inatingíveis. E, pra piorar esse contexto, quase sempre a beleza é colocada como mérito.

Ou seja: a gente aprendeu a acreditar que ser “mais alta” ou “mais gostosa” ou “mais [INSIRA AQUI QUALQUER COISA]” é o desejável, é o que é “””bonito”””, o “certo”.

E tá tudo bem. Desde que a gente SAIBA disso.

Desde que a gente saiba que a gente, como parte de uma sociedade, recebeu um monte de informações ao longo da vida nos dizendo isso de um jeito ou de outro.

Por isso, é fundamental ter consciência de que essas informações moldam, de alguma forma, nossos gostos e preferências. E isso explica porque os padrões de beleza na Ásia, por exemplo, são tão diferentes do que os padrões de beleza norte-americanos.

Mas voltando à minha cirurgia plástica…

Eu diminuí os seios e corrigi a diástase. Trocando em miúdos, levantei os peitos e tirei a barriga que “sobrou” das minhas gestações.

Eu sempre fui terminantemente contra qualquer intervenção cirúrgica meramente estética. Sempre achei um risco/gasto de tempo/dinheiro/energia desnecessários para algo tão bobo quanto a mera aparência física. Mas entre 2016 e 2018 passei a sentir um desconforto crescente em relação ao não pertencimento a esse padrão de beleza. Além disso, eu sofria com muitas dores nas costas por causa do tamanho dos seios e minha diástase era tão grande que o convênio cobriu parte da cirurgia

E, mesmo a minha cirurgia plástica não tendo sido meramente estética, eu mordi a língua. Afinal, eu poderia ter seguido a vida sem fazer nada disso. Mas optei por fazer. E passei a entender todo mundo que, um dia, consciente ou inconscientemente, eu julguei por topar o risco/gastar a grana/empenhar energia de passar por uma cirurgia plástica “meramente estética”.

Tomei uma bela lição de (não) empatia na cara. E passei a pensar nesse assunto com mais carinho. Afinal, eu não só conheci o outro lado da história como também passei a entender quem não consegue não se paralisar por causa de insatisfações com a própria aparência.

Passei a entender melhor quem busca estar dentro do padrão. Mesmo sabendo que esse padrão só existe pra diminuir o nosso foco em brigar e tomar o lugar que deveria ser nosso por direito.

E, apesar de entender que a autoestima não está necessária e diretamente ligada a aparência, posso dizer que hoje me sinto plena e tranquila com relação à decisão que tomei. Pois fiz isso com calma e planejamento, ciente dos riscos e escolhas que teria de fazer.

Ou seja, o aumento da minha autoestima não veio do fato do meu corpo hoje estar mais dentro dos padrões. E sim do fato de eu ter tomado uma decisão de forma serena, autônoma, isenta de auto julgamentos. E também cheia de acolhimento com minhas próprias angústias e desconfortos.

Por isso, depois de muito analisar e pensar o assunto, posso falar com toda a certeza do mundo que em um primeiro momento posso até parecer incoerente. Mas tenho muita tranquilidade em afirmar que eu não poderia ter sido mais coerente comigo mesma :-)