Para mim, tão bom quanto viajar, só planejar a viagem! Todo ano organizo minhas férias mais ou menos do mesmo jeito e é sempre uma etapa que eu amo participar ativamente!

Alguns recortes, memórias e diários de viagens que fiz de Paris. Gosto do exercício de anotar os principais detalhes para não deixar a cabeça esquecer de cada experiência separadamente. Paris pode até continuar a mesma, no entanto, a cada visita minha, eu era uma pessoa diferente!
Eu amo viajar e esse é um exercício que eu faço desde pequena, mas minha vida mudou quando eu fui para Nova York no ano 2000. De lá para cá, eu venho planejando as mais diferentes viagens e de 2007 em diante comecei a encará-las sozinha, sem mãe ou qualquer outro familiar. Aliás, foi em 2007 que eu passei praticamente o ano inteiro planejando como seriam meus 2 meses na Europa em 2008. Foi ali, naquela experiência, que aprendi tudo que eu precisei saber até hoje sobre planejar uma viagem.
Como eu não estava acostumada com a ideia de viajar de mochila, estudei e planejei (com as amigas que me acompanharam) albergues, passagens, hotéis, trens, ônibus e tudo mais que precisamos para viver aquela aventura. Lemos muitas resenhas, fóruns e críticas até escolher cada detalhe. Já contei um pouco como faço para lidar com os sites de passagem e de hospedagem aqui no blog, mas não é aí que minha viagem começa.
Um planejamento de viagem se inicia quando os passageiros definem o destino, o que não é uma tarefa fácil. Em geral, eu defino o local de acordo com a época do ano. Se eu só puder viajar em maio ou outubro, prefiro apostar em cidades mais urbanas do Hemisfério Norte. Agora, se os dias livres forem entre julho e setembro, eu fico entre os destinos de praia da Europa ou os hot spots de inverno da América do Sul. Quem quer viajar pelo Brasil encontra menos problemas, o clima é bom quase o ano todo, só vale ficar de olho para não pegar épocas de chuvas no destino escolhido.
Quando defino a época logo descarto para onde não é legal de ir durante a estação, assim fica mais fácil… Ai é só consultar o orçamento, a lista dos destinos dos sonhos e pronto, achar o ponto de encontro dessas duas informações.
Para definir o orçamento de uma viagem eu calculo: preço da passagem por pessoa + preço do hotel por pessoa + preço por dia por pessoa + (opcional) orçamento de compras. Tudo isso junto me ajuda a definir se eu conseguirei ou não ir para o destino escolhido. Sempre levei em conta quanto do meu salário eu juntaria até a data (sempre deu certo), mas agora como autônoma, não estou achando fácil fazer esse cálculo, mas isso é assunto para outro post!
Definido o destino eu começo a pesquisar as datas e preços das passagens, como contei aqui. Normalmente compro com 5 ou 6 meses de antecedência. Durante a pesquisa de voos, eu começo a espiar os hotéis para ver a média de preços e entender se a “conta fecha”. Fechando, está tudo certo!
Passagem comprada, eu começo a real pesquisa detalhada pelo hotel. Vejo blogs, ligo para as amigas que foram e leio tudo que é possível e imaginário sobre os 3 mais fortes candidatos. Já acertei muito e errei apenas uma vez, então sempre recomendo tentar de tudo para garantir que o hotel escolhido atenderá as suas expectativas. Também contei um pouco dos sites que uso para pesquisar e reservar aqui.
Esses são os passos mais importantes, nos quais os preços sobem muito, de um dia para o outro. A partir dessas definições, acredito que a pesquisa entra na zona de conforto (com menos adrenalina) e aos poucos os demais detalhes podem ir sendo definidos.
Claro que existem vários tipos de viajantes: aqueles que vão sem pesquisar e vão fazendo o que der na telha, os que planejam o máximo de coisas possíveis, e ainda tem aqueles que ficam entre um e outro: que vão com a pesquisa super bem feita, mas com espaço para mudar de ideia ou conhecer algo que não estava no plano.
Eu acho que já fiz todas as opções acima e, sem dúvida, a que mais me frustrou foi o “viajante sem pesquisa, totalmente perdido”. Fiz isso em Londres com o namorado no ano passado e nos divertimos muito, mas no fim não consegui mostrar 1/3 do que eu queria para ele. Foi bom? Claro! Mas confesso que gosto mais quando pesquiso muito e planejo bastante!
Se a viagem é de praia, eu coloco menos coisas na lista de programas. Deixo para perguntar “as boas” da temporada no hotel e relaxo mais. Se a viagem é de inverno ou mesmo outono, eu já faço listas com muitas opções de programações. Em qualquer um dos casos eu levo muitas opções de restaurantes (eu e o Gu amamos sair para comer, é um dos nossos programas favoritos)
Sempre consulto todas as minhas amigas, todos os blogs que gosto e em 80% dos casos, compro um livro (tipo lonely planet, para garantir). Nessa hora eu garanto que estamos sabendo o que temos de opções e elejo as nossas prioridades. Também adoro fazer pesquisa no Instagram, em perfis de pessoas que eu curto acompanhar o “estilo de vida”.
{ nota da blogueira: Cada grupo de pessoas tem suas prioridades, meu conselho é: alinhe expectativas com quem vai com você e escolha bem seus amigos. Eu já fiz muitos (bons) amigos viajando, mas já passei um perrengue tragicômico por fazer uma viagem com alguém que eu não conhecia bem}
Também separo um caderninho onde coloco os dados da viagem: seguro saúde, dados do voo, localizador, passaporte e infos do hotel. Depois de tudo isso anotado, eu começo as minhas listas:
Alimentação:
- Restaurantes maravilhosos ou badalados para jantar (nesse caso, sugiro melhor reservar com antecedência, de preferência já do Brasil!)
- Restaurantes legais para almoçar
- Opções boas, baratas e menos turísticas para ver se estarei por perto
- “fast foods” imperdíveis (tento fazer essa lista sempre curta)
Lugares para ir: Pontos turísticos ou qualquer outra coisa “tem que ir para dizer que esteve no lugar”, ruas que quero visitar, lojas, etc. Assim consigo definir passeios de acordo com a vizinhança. Acho que sempre é bom ver as exposições temporárias na cidade em questão, assim como temporadas de ópera, shows ou esportes, essas coisas que se você estiver no lugar certo, na hora certa, super compensa (também têm que ser comprados/reservados com antecedência).
{ nota da blogueira: Para mim, “todo esse esquema” dá muito certo para as primeiras vezes num lugar. Depois que você já conheço bem a cidade, relaxo mais! Por exemplo, em Paris, costumo repetir muitas programações clichês, mas misturo com algumas novidades. Muita gente me pergunta o motivo de inovar pouco e a resposta é: eu não consigo. Nesse caso só listo as novidades e o que eu sei que não posso perder, o resto deixo para decidir lá.
Na outra ponta do caderno vai minha lista de compras e/ou encomendas que não podem ficar para trás!
Ok, se você leu esse post até aqui, deve estar me achando uma viajante chata, mas eu juro que não sou. Mas prefiro ter sempre todas as opções na manga e escolher não fazer nada a querer fazer algo e não saber por onde começar!
Mas confesso que a partir dessa linha, eu acho que rola um certo exagero - e olha que eu nem sou virginiana!
Estou falando da minha base de looks, que eu faço para evitar levar coisa demais (nem sempre eu consigo, depois que virei blogueira piorou bem). E agora vem o pior de tudo - mas que me ajuda muito: eu anoto absolutamente tudo que eu vou levar. Looks e suas analises combinatórias, remédios, maquiagens, produtos de beleza e sapatos.
Minha política é ir com uma mala grande e levar também uma mala saco (que vai dobrada dentro da mala maior) para roupa suja ou eventuais excessos de bagagem e pronto, tudo certo para o check in. E sim, eu sou dessas que embala a mala no plástico (quem não conhece o caso da viagem de Vegas pode não entender o motivo de tanto cuidado, mas desde esse dia, sempre faço isso).
Chegando no destino, eu procuro um bom concierge no hotel e faço as reservas que faltam e busco saber tudo sobre o transporte público do local. Eu sou entusiasta do ônibus em lugares como Londres e Paris, no mais, fico no eixo metrô-taxi e normalmente dá certo. Quando eu fico em apartamento alugado eu busco essas informações com quem me entrega as chaves.
Outra dica de viagem que costuma me ajudar bastante é perguntar os pratos de maior sucesso nos restaurantes, mas não posso negar que o Foursquare nos ajuda bem nessa parte!
Não sei como tem gente que não curte pesquisar o que vai fazer na viagem, eu sou completamente apaixonada por isso. Sim, eu sei que deu pra ver. Como eu falei, não existem regras. Acho bom ter um planejamento mas acho fundamental seguir os instintos e o fluxo natural da viagem.
Por exemplo, ano passado na Grécia, seguimos duas dicas da Ca em Mykonos (hotel + restaurante), no mais mudamos todo o planejamento da lista na hora. Já em Santorini, fizemos tudo que estava escrito. Seguimos o coração nos dois casos e tudo deu certo.
Viajar é seguir suas emoções, instintos, abrir a cabeça e ver o mundo com outros olhos, é bom viver a experiência por inteiro!

Ah! Viajar também é realizar sonhos, como quando fui visitar a casa de Monet em Giverny | Julho 2012
Espero que o post tenha sido menos aleatório do que ele pareceu pra mim. ;)
Beijos
Jô






















