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22
jan
2015

Usar ou não usar Photoshop, eis a questão!

Lifestyle, Reflexões

Olá, meu nome é Carla, tenho 28 anos, sou alta, não me considero nem magra nem gorda e amo Photoshop. Não passo um dia sem usá-lo, acho que o Facetune é uma ótima alternativa para ajustes de última hora no celular, mas isso não quer dizer que eu fico milimetricamente me alterando para parecer que tenho um corpitcho estilo musas fitness.

Esse assunto já apareceu em tantos DQF’s que eu até já perdi as contas. Tanto eu quanto a Jô sempre concordamos com um ponto: se a pessoa photoshopada não arrancar braços, pernas, umbigos e outros membros no meio do processo, ou não distorcer tudo ao seu redor, não vemos mal nenhum em um Photoshop corretivo. Sem contar que esses programinhas mágicos não existem apenas para deixar as pessoas magras, eles também são ótimos para tirar uma mancha, ajustar luz, contraste, saturação, nitidez, etc. Vivemos em um mundo de imagens em que muitas das coisas que a gente vê não é 100% fiel à realidade. Poucas pessoas, principalmente da nossa geração, publica uma imagem bruta (quem nunca botou um filtro numa foto que já estava bonita que atire a primeira pedra) e nada mais natural que apps como Facetune, Perfect 365 e o próprio Photoshop façam tanto sucesso quanto outros aplicativos de edição de foto.

Achei que nem tinha mais o que falar sobre isso, até o dia que eu me deparei com a conta We Photoshopped What, que existe apenas para mostrar exageros photoshopísticos. Nele, você vê tantas distorções, que sinceramente, eu acho até engraçado.

photoshop5Mas o perfil também mostra casos como esse, onde a foto postada não condiz exatamente com a realidade:

photoshop4E nesse caso sempre vai correr o risco de estar muito diferente nas fotos das outras pessoas!

Foi aí que eu percebi que tinha mais coisa para falar sobre esse assunto, sim. É claro que existem poses emagrecedoras, ângulos que favorecem, posicionamento da câmera, a lente usada ou até mesmo a roupa escolhida (alô, consultoria de imagem) que ajudam na busca da silhueta perfeita. E também é óbvio, que nesse mundo onde tiramos fotos com o intuito de compartilhá-las, é mais do que natural que você queira postar aquelas em que você esteja mais bonita, mais magra ou com o melhor cabelo. Mesmo tendo noção disso, não pude deixar de ficar curiosa com o caso da menina que consegue diminuir 4 números de manequim de uma foto pra outra.

O mais curioso é que o tratamento é muito bem feito, tanto que ninguém desconfiaria se não visse uma foto da menina sem retoques. Só que eu fico me perguntando: qual é a graça de você postar uma foto sua que nem se parece com você? Qual é a necessidade disso? Por que enganar dessa forma? Por que SE enganar dessa forma? De que adianta aparecer com medidas de modelo da Victoria’s Secret na foto se elas não condizem com a realidade?

Foi pensando sobre esses assuntos que me bateu uma paranoia que eu achei que só ia resolver com terapia. Comecei a questionar se eu não estava me aceitando, se eu estava me enganando, ou pior, enganando vocês (pode parecer besteira, mas para uma blogueira que sempre foi elogiada pela credibilidade, entrei em um mini parafuso), enfim. Criei um drama quando me dei conta que eu poderia não ser tão diferente dessa menina que eu estava julgando, apesar de ter a consciência tranquila de que eu não estou tão longe da realidade caso alguém me veja na rua. rsrs

photoshop2De leve: Um pouco de nitidez e mudança de luz para destacar o que a foto original não conseguiu destacar.

Comecei analisando minha auto aceitação. O que eu não gostava em mim, eu já mudei com cirurgia plástica muito antes de eu saber mexer direito em Photoshop. Hoje em dia, o máximo que eu mudaria no meu corpo seria uns quilinhos a menos, mas tenho a consciência que só não perco tudo de uma vez porque não estão me incomodando a ponto de eu me esforçar mais para irem embora. Eu malho, eu tento me alimentar bem o máximo possível, mas se eu sair da linha, eu não fico super encanada.

Depois, resolvi ver algumas fotos que eu tratei e postei para tentar analisar o meu caso e entendi o motivo de nunca ter me preocupado com a questão do uso do Photoshop. Para mim, essas ajeitadinhas que eu dou equivalem à truques de maquiagem: uma solução pra disfarçar defeitinhos que incomodam, mas que provavelmente ninguém mais além de mim se incomodaria, ou então realçar aquilo que eu quero que seja destacado.

photoshop1Nível médio: mexidinha na luz, no constraste, nos dentes e no braço, porque eu estava achando que o da frente não estava tão legal quanto o de trás. A foto postada foi a modificada.

Não quero passar pra ninguém a imagem que eu sou 36, sendo que eu sou 42 (e já falei sobre isso e não tenho o mínimo problema de aceitar meu tamanho). Mas gosto de deixar minha foto harmônica e agradável aos meus olhos, seja ajeitando a cor, tirando gordurinhas do braço que não saem nem quando eu estou levando a malhação super a sério ou até mesmo deixando meu dente mais branco, já que o aparelho foi algo que realmente mexeu com a minha autoestima e esse retoque me faz sentir mais segura.

Para mim, o que define o limite do exagero do Photoshop é o bom senso, e essa é uma barreira muito pessoal. Enquanto eu acho ok quem corrige um defeitinho aqui outro ali, sei que vai ter gente que vai achar que eu me enquadro no mesmo caso da menina que fica irreconhecível. Eu tenho noção que ambos os casos são causados por insegurança e eu amo quando vejo uma foto que eu não sinto necessidade de retoques. Meu objetivo é chegar nesse ponto de segurança que eu não sinta mais vontade de fazer nada, mas sei que esse é um caminho longo para trilhar.

Sem contar que estou bem consciente de que o que podia ser uma ajuda em uma sobrinha no braço, se torna uma alteração de 100% do seu corpo e isso é um prato cheio para sermos vítimas dessa ditadura da magreza que existe hoje. Infelizmente, acredito que esse “regime de facetune” seja perigoso se olharmos a longo prazo. Hoje muita menina que mesmo sendo magra, busca mostrar um corpo seco nível modelo. Seja apenas na foto ou na realidade, isso acaba sendo um desejo muito perigoso. Principalmente quando a realidade já é boa.

IMG_2301Nível hard (proposital): Alterei essa foto em 5 minutinhos para mostrar toscamente que dá, sim, para tentar parecer dezenas de quilos mais magra do que você é. Claro que a foto postada foi a da esquerda.

No fim das contas, o que eu realmente pude concluir com essa reflexão/auto análise é que cada um sabe onde o calo aperta e não cabe a ninguém julgar. No fundo, todo mundo tem uma insegurança e tenta ultrapassá-la com os meios possíveis. Se usar Photoshop está melhorando a auto estima, que bom! Só acho que você tem que estar consciente dos seus atos, assim como tudo na vida.

E é claro, se você tiver uma amiga nessa situação, vale dar uma alertada caso ela esteja exagerando na falta de poros ou na cinturinha de pilão que você sabe que ela não tem.

O que vocês acham sobre esse assunto? Pensam que é enganação, insegurança ou que é um recurso que vale ser usado?

Beijos!

Carla

21
jan
2015

Book do dia: Surtando em Wall Street, Jared Dillian

Book do dia

Acho que contei aqui em um book do dia anterior que dia desses eu tive um surto onde acabei comprando vários livros aleatórios sem nem dar uma checada na minha lista de indicações, né? Comprei uns 4 livros nessa brincadeira, dois totalmente aleatórios mesmo e dois que já eram famosinhos, como o da Lena Dunham, por exemplo. Surtando em Wall Street foi um dos tiros no escuro, que eu comprei só porque eu curti a capa e o título.

book-do-dia-resenha-livro-surtando-em-wall-street

A sinopse, que dessa vez eu li antes de comprar: Com uma voz literária que surpreende pela segurança, agilidade e força da narrativa, Jared Dillian revela aqui os bastidores do Lehman Brothers e sua cultura corporativa alucinada e muitas vezes cômica. Dos escritórios do Lehman no World Trade Center, na época do 11 de Setembro de 2001, à sua derrocada financeira em 2008, acompanhamos o autor em sua trajetória ensandecida que chega ao limiar da loucura e volta à sanidade – dentro do banco e da cabeça do próprio autor

Juro que não sei onde eu estava com a cabeça, porque eu não entendo, não curto e nunca tive interesse no mercado financeiro. Quando eu comecei a ler e me deparei com termos super específicos, transações com nomes que pra mim pareciam grego, quase desanimei.

Persisti mais um pouco e acabei tendo uma grata surpresa. “Surtando” não é um livro apenas sobre o dia a dia no Lehman Brothers, é um livro sobre auto conhecimento e um passeio pela cabeça (bem doida, mas inteligente) de Jared Dillian.

A narrativa é rápida, ágil, engraçada e bem…digamos… inquieta. Jared realmente consegue passar o sentimento de confusão e loucura que deve ser a vida de um corretor que está à beira de um ataque de nervos. Ah, e o surtando do título não é figura de linguagem, não. O cara realmente surta, mas não vou contar mais porque senão perde a graça.

Não é o melhor livro do ano, mas eu diria que é uma experiência interessante. Se você tem alguém próximo que trabalha nesse ramo, vai ser mais interessante ainda, com certeza!

Alguém já leu?

Beijos!

Carla

 

19
jan
2015

Deu o que falar…

Deu o Que Falar, Lifestyle

1 - Menos segregação, mais respeito!

dqf

Semana passada lemos dois textos BIZARROS que incitam ódio e segregação social, algo tão retrógrado que foi até difícil de ler. O primeiro absurdo foi esse texto que a jornalista Silvia Pilz fez para o jornal O Globo. Leiam e nos digam se não é de se chocar. Passamos o texto torcendo para que, no fim, ela se redimisse ou explicaria mais ou menos o motivo de ter escrito essas linhas, mas não.

A falta de informação sobre a alimentação pode explicar muitas das doenças que atingem a sociedade, assim como todo mundo em qualquer classe social pode ser um pouco hipocondríaco. Seja lá o que for, a forma como ela colocou a questão foi muito infeliz.

hilde

Tão infeliz quanto esse texto da Hildegard Angel. Ao reclamar das praias cheias e arrastões - problemas reais de todo verão carioca - ela sugeriu, assim, como quem não quer nada, diminuir os meios de transportes públicos para as praias da Zona Sul. Ah, além disso, também resolveu criar a hipótese de se cobrar entrada na praia do Leme. Acreditamos que temos um problema, sim. As praias não estão limpas, nem muito menos policiadas, mas tirar o direito de um lazer gratuito do cidadão não é a solução.

Levando em conta esses dois textos, a gente fica se perguntando: onde foi parar a tolerância? E a noção? E as papas na língua?

2- Casamento de mentira?

Faz tempo que um clipe não dava o que falar como Sugar, do Maroon 5, onde Adam e sua turma invadem vários casamentos de surpresa. Bem, tecnicamente era surpresa, mas no dia seguinte da divulgação, várias provas de que alguns casórios eram encenados começaram a surgir.

Na verdade, a gente achava que todos eram falsos! Algumas reações estavam um pouco exageradas, e não imaginamos algumas cenas sendo espontâneas, mas nada disso nos impediu de achar o clipe fofo. A Revista Glamour publicou esse texto dizendo que o fato de terem dois casamentos falsos no meio dos verdadeiros foi decepcionante. A gente entende quem se decepcionou, afinal, as chances de ter Adam Levine invadindo seu casamento voltaram pra estaca zero, né? rs

Com casamentos verdadeiros e de mentira, a música continua sendo boa e a ideia legal. O único problema que a gente vê nessa história é que os integrantes do Maroon 5 seguem dando a entender que todos os casamentos eram reais. Se não é verdade é melhor não falar nada, não é mesmo? Tem vezes que é melhor ficar no mistério do que se passar por mentiroso, e esse é um desses casos. De qualquer forma, o video foi sucesso e já passa dos 40 milhões de views no Youtube!

E questionamentos à parte, que ótima forma de começar um casamento, né? Com a sua noiva desejando te trocar pelo Adam Levine! rsrs

3- Édipo na vida real?

foto-casalNós participamos de um grupo doFacebook (beijos, melhor grupo) que sempre traz assuntos meio polêmicos que dividem opiniões e geram os debates mais interessantes, mesmo quando as pessoas não concordam entre si. Só que essa semana surgiu um assunto que foi unânime: um texto que fala de uma menina que está noiva de seu pai biológico.

Tudo poderia ser uma mentira de um site que dá noticias falsas, mas infelizmente, foi publicado na Marie Claire, que adaptou a matéria da Ny Mag e que, por sua vez, parece que saiu pela primeira vez no famoso jornal inglês The Guardian (a matéria original aqui). Ao ler a versão gringa só conseguimos ter pena da menina, ela é muito nova e está cheia de questões que só um terapeuta pode nomear. Ela busca defender seu caso com seu pai, mas fica muito claro que ela tem seus valores muito distorcidos, pavor de abandono e questões complicadas com relação à figura masculina proveniente das más escolhas de sua mãe.

A história pode ser falsa, mas a credibilidade dos veículos que a divulgaram faz com que a coisa pareça séria. Para nós, essa menina é uma vítima de uma família disfuncional e precisa de ajuda nesse caso. De qualquer forma, uma das coisas mais chocantes e loucas, foi saber que é COMUM existir atração sexual entre pais e filhos que ficam muitos anos separados. Existe até um nome, Atração Sexual Genética(GSA - sigla em inglês). Mesmo assim, não conseguimos achar isso aceitável. Como foi colocado no grupo e todo mundo concordou, é ok uma menina de 18 anos, com um histórico problemático como o dessa do texto, se encontrar na dúvida, mas o pai não fazer nada pra impedí-la é complicado, né?

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