1 em Book do dia no dia 04.03.2015

Book do dia: Amon – meu avô teria me executado, por Jennifer Teege

Sabem o que é engraçado? Na época que eu tinha que estudar História e as guerras que aconteceram no mundo, eu realmente não dava bola para a época de Hitler e o Nazismo. Na verdade eu não dava bola para História em geral (mas era relativamente boa nessa matéria rs). Só que de uns tempos para cá, eu ando super interessada sobre o assunto! Desde O Menino do Pijama Listrado, eu ando devorando todo tipo de documentários, filmes e outros livros do tema (inclusive, o livro que estou lendo agora e que será o próximo book também vai ser sobre isso).

amon-jennifer-teege-resenha-de-livro

Eu sempre tive muito interesse em depoimentos (seja ele por escrito ou filmado) de pessoas que vivenciaram fatos históricos ou passaram por alguma experiência muito inusitada. Nesse caso, o título do livro é muito intrigante e me deixou curiosa. Fiquei cheia de perguntas e quando li a sinopse, sabia que tinha que ser minha próxima leitura: “Aos 38 anos de idade, a publicitária alemã Jennifer Teege fez uma descoberta que a deixou chocada: seu avô, que ela não chegou a conhecer, era o infame comandante Amon Göth, do campo de concentração de Plaszow, na Polônia, cujo sadismo se destacou até mesmo em meio à barbárie nazista. Com a ajuda do jornalista Nikola Sellmair, Jennifer começa uma profunda e dolorosa pesquisa sobre a história da sua família biológica. Passo a passo, a partir da chocante história da sua família, começa uma história de libertação.”

Jennifer é filha de uma alemã com um nigeriano, foi posta para adoção ainda bebê e passou a viver com sua nova família aos 3 anos. Ela chegou a ter contato com sua mãe e sua avó até os 7 anos de idade, quando foi adotada por uma família, mas nunca teve real noção sobre a história de sua família biológica.

A descoberta de parte do seu passado foi a coisa mais surreal do mundo: em uma biblioteca, quando se deparou com um livro que contava a história de sua mãe, filha de Amon Göth, um dos oficiais nazistas mais cruéis da época. Quem viu a Lista de Schindler provavelmente vai lembrar desse “personagem”.

Obviamente isso deu um nó na cabeça de Teege, que além de ser negra, fala hebraico e morou alguns anos em Israel. Muitos filhos de pessoas que cometeram atrocidades no período nazista levam a vida sentindo culpa e com medo de carregarem algum “gene do mal”, mas esse é um dos primeiros livros que mostram a relação da 3a. geração com esse fato histórico.

Em pouco mais de 200 páginas, a gente acompanha Jennifer em sua busca de aceitação dessa parte do seu passado até então desconhecida, com trechos escritos por ela que parecem diários, e trechos escritos pelo jornalista, que imprimem uma outra versão da mesma história. Achei bem interessante essa maneira de contar, fez o livro ficar mais dinâmico!

Para mim, o único problema é que eu não me conectei tanto quanto eu gostaria. Achei ela impulsiva e dramática demais, tanto que achei que ela meteu os pés pelas mãos em vários momentos.

Gostei do livro, mas algo me diz que a versão da mãe é melhor, infelizmente não achei o nome em português!

Alguém já leu? Quem tiver dicas de livros nesse estilo, pode dividir aqui! :)

Beijos

Carla

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1 Comentário

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    Sibeli
    16.03.2015 às 16:14

    Oi Carla
    Já leu “Aqueles que nos Salvaram”? Sobre a guerra, muito bonito.
    Estou gostando tbm dos livros da Lucinda Riley, são maravilhos. Lí “A garota do penhasco” e a “Casa das Orquídeas”, gostei muito. Estou lendo ” A rosa da meia noite” estou amando.
    Bjo Sibeli.

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