8 em Comportamento/ Deu o Que Falar no dia 10.03.2015

Deu o que falar…

1 – Dançando contra o bullying

Tem vezes que a gente ama e tem vezes que a gente odeia a internet. E muitas dessas vezes, esse sentimento muda de um minuto para o outro. Foi o caso do Dancing Man.

Para quem não sabe, tudo começou com uma montagem que foi postada na internet, que mostra um homem gordo dançando em uma foto, e na outra, ele aparece com cara de envergonhado por ter reparado que estavam rindo e tirando fotos dele:

dancing-man

E quem postou foi tão ridículo, que ainda fez questão de botar a seguinte legenda para acompanhar: “Vimos esse espécime tentando dançar na semana passada. Ele parou quando viu que estávamos rindo”.

A foto rodou a internet e quando chegou no Twitter, voltamos a ter um pouco de fé na humanidade. Uma menina chamada Cassandra Fairbanks ficou tão horrorizada com essa crueldade, que resolveu começar uma campanha para achar o homem que estava dançando, que ela apelidou de Dancing Man, claro!

dancing-man2

– em uma tradução muito rápida (se tiver algo errado, pode nos corrigir) – Dancing Man, nós não sabemos muito sobre você, mas uma foto na internet sugeriu que você queria dançar e sentiu que não podia. Nós queremos ver você dançar livremente e se você aceitar, nós iríamos amar dançar com você. Nós estamos preparadas para dar uma senhora festa só para você, se você quiser. Para ser clara, somos 1.727, e somos todas mulheres. Se não é muito atraente para você, nós estamos ok em aceitar um não como resposta, mas gostaríamos de saber – a oferta está de pé. 

O Dancing Man foi achado. Ele se chama Sean, mora em Londres e aceitou o convite das meninas, que fizeram uma vaquinha e arrecadaram dinheiro para levá-lo para a California. A ideia era ter 5 mil dólares para arcar com passagens e despesas. Já estão em quase 38 mil dólares (pelo menos até terminarmos esse post!)!!! E não é só isso. Pharrell foi um dos artistas que mostraram interesse em participar da festa, que ao que tudo indica, realmente vai ser uma senhora festa!

Esperamos de verdade que esse caso sirva de exemplo! Claro que em um mundo ideal, bullying não deveria existir, mas a gente acha que virar o jogo como aconteceu nessa história dá muito mais resultado e visibilidade à causa do que apenas tentar ensinar que bullying é errado.

2 – A mudança de Kim

A essa altura do campeonato, todo mundo sabe que Kim Kardashian é especialista em aparecer na mídia apenas sendo Kim Kardashian. Sinceramente, achamos um talento. Não deve ser fácil ter que inventar coisas diariamente só para virar notícia (sem nenhuma ironia nessa frase, a gente jura! rs).

A invenção da vez deixou o instagram em choque no minuto que ela divulgou a foto com o cabelo loiríssimo. Sim, ela já foi loira, mas nunca tão loira!

kim-kardashian-sexta

Essa foi a primeira foto e achamos estranha, mas depois fomos vendo outras e começamos a curtir esse novo visual! De qualquer forma, o bolão por aqui já começou! Quantos dias vocês dão para ela mudar de cor?

3 – Sobre tamanhos errados

DQF

Nós já falamos sobre o assunto do tamanho G. Mais magras ou não, sempre vestimos esse tamanho e não temos nenhum problema em “assumi-lo”. Somos altas, somos largas e não estamos preocupadas com o dígito que vem na nossa etiqueta.

O problema é que o G tem ficado cada vez menor e o padrão das marcas cada vez menos “padronizado” e/ou se tornado inatingível. Isso acontece por muitos lugares do Brasil, mas achamos que é mais grave no Rio de Janeiro e em algumas marcas de MG. Então, mesmo que esse assunto não esteja dando o que falar, a gente acha que merece atenção.

Poucas são as empresas que têm um 38 que não é 36 ou trabalham tamanhos até 44 que sejam mesmo um 44. Parece que elas não pesquisam o mercado externo e não se dão conta que nos Estados Unidos ou em grande parte da Europa, as mulheres são grandes e a grade de tamanho também é. Em Londres, a Topshop vai até 46 na grande maioria das peças, por exemplo.

Todas precisamos que os tamanhos sejam reais, até mesmo para não corroborar com uma possível distorção do corpo (coisa que infelizmente atinge boa parte das mulheres). Na prática, as musas fitness são apenas uma parcela das possíveis consumidoras disponíveis por aqui.

Nós só queremos sair do provador vestindo nosso próprio tamanho. Não parece nenhum absurdo, não é mesmo? Pensamos em tudo isso por causa desse texto reflexivo que a Marina Inbar do Petiscos escreveu.

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8 Comentários

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    Lele
    10.03.2015 às 12:03

    quase chorei com a foto do Dacing Man! Muito triste ver pessoas se divertindo fazendo os outros infelizes. Ainda bem que a humanidade ainda tem pessoas boas que tomam a iniciativa de virar o jogo. Festa de arromba pro Dancing Man!!

    quanto aos tamanhos, não só me irrita que todos diminuíram ao longo do tempo como tem lojas que produzem roupas completamente desproporcionais ao corpo da uma mulher real , apertam muito num ponto enquanto ficam enormes no outro, se vc tiver qualquer curva já pode desistir da peça pq não tem tamanho maior que vá vestir bem.

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      Marcela
      10.03.2015 às 22:24

      Também me cheteia muito ver uma foto como a do Dancing Man, totalmente cabisbaixo. Muito bacana a iniciativa que fizeram depois.

      Sobre tamanhos, também sou G, e muitas vezes o G não me serve. A Zara é um ótimo exemplo de um G que muitas vezes é na verdade um P, na verdade desisti da Zara, nem entro mais….

      É impressionante como as roupas vestem cada vez pior. Você pega na mão e na “teoria” acha interessante, mas aí vai pro provador e percebe a modelagem toda zuada!

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    Renata
    10.03.2015 às 12:38

    Engraçada essa história do G. Sempre sofria com isso quando era mais “gordinha”.
    Mas, acreditem se quiser, acho mais difícil encontrar roupas PP, 34 ou 36. Simplesmente não existe mais PP!
    Hoje tudo que eu compro precisa de acerto (em geral já embuto o preço de 50 reais, que é o que o ajuste normalmente cobra).
    O G tem ficado cada vez menor e o PP está sendo abduzido porque não existem mais mulheres mignons, só marombeiras siliconadas.
    Essa padronização está ficando exagerada. Cada corpo tem seus limites. Uma coisa é ser saudável, outra completamente diferente é ser noiada para entrar em roupas que simplesmente não combinam com seu biotipo.
    Beijos, meninas!

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    Renata Garcia
    10.03.2015 às 13:13

    Chorei com o caso do dancing man… Dá muita esperança ver que tem gente que se importa nesse mundo!

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    Mayra
    10.03.2015 às 13:38

    Não sabia da história do Dancing Man e adorei o final da história. Nos atualizem quando tiverem mais informações.

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    Paola Alves
    10.03.2015 às 15:16

    Dancing man vai ser muito feliz <3333 E os caras que zoaram ele, fico pensando como se sentiram, espero que mudem pra melhor e enxerguem o erro! Quanto ao tamanho das roupas é muito verdade! De 38 eu passei pra 44 de uma hora pra outra e olha que nem engordei, absurdo! http://simsemfrescura.blogspot.com.br/

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    gil
    10.03.2015 às 21:23

    oi joh e cah, eu amo pessoas felizes e que não ligam para o que as pessoas pensam, tenho bastante dificuldade quando o assunto é bullying, sofri ate na facul e tento ignorar esse tema mas sempre sinto que qualquer coisa que eu faça o mundo inteiro esta me observando kk :( sempre acho que estou sendo julgada, é como se eu pensasse que eu mesma sou inferior… a kim esta estranha ‘haha
    joh e cah me visitem também:
    Gilvaniaevans.com

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    Nana
    11.03.2015 às 8:17

    Não sou de comentar em geral… Mas tenho que admitir que o post de hoje me deixou dum jeito que nunca me vi ficar… Abri desprentenciosamente o link, para ver as novidades e logo que comecei a ler sobre a história do dancing man e vi a foto já tive de fechá-la, porque? Porque simplesmente comecei a chorar loucamente, feito uma criança que perde um doce, por causa da maldade alheia… Sabe aquele momento que vc para e começa a repensar sobre a atitude dos outros, e até que ponto que você não colabora pra maldade alheia, as vezes mesmo sem perceber… Não sei explicar o motivo, mas passei o dia pra baixo por conta da maldade alheia… Mas hoje juntei forças, fôlego e li a matéria, e fiquei tão feliz de saber que a humanidade ainda pode ter salvação….

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