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2
abr
2015

Novário 4: Habemus DIU de cobre

Lifestyle, Saúde

Vocês lembram que eu estava na dúvida se iria ou não por o DIU? Depois desse post tomei minha decisão final. Semana passada foi uma semana mega intensa, mas segunda-feira eu consegui horário para por meu DIU e cheguei na ginecologista com as pernas bambas, MUITO tensa e com muito medo, mesmo tendo sido relativamente bem acalmada.

Eu optei por colocar o DIU no consultório devido à minha agenda, já que não tinha como parar tudo para fazer sedação e afins. Combinamos que iríamos fazer no hospital se não desse mesmo para fazer, afinal, a saúde vem sempre em primeiro lugar.

Para ler os outros posts: Parte 1, Parte 2 e Parte 3.

Na hora que estava tudo encaminhado, o DIU que eu levei “entrava aberto” e por isso a Helena ficou preocupada. Eu já estava vendo o episódio cair por terra quando eu tive a ideia de perguntar se ela tinha o “T” de cobre tradicional, uma alternativa que já tinha sido conversada. Ela tinha um de tamanho compatível e só tive tempo de respirar e mandar um “vamos lá”. Se eu pensasse muito, provavelmente chegaria perto de desistir.

Ela anestesiou, organizou a entrada e para isso, tivemos uma primeira “dor”, depois chegou a hora de colocar oficialmente e pronto, a segunda “dor”. Na verdade ambas “dores” não foram oficialmente DORES, foram mais dois incômodos fortes, e eu aguentei bem até. Achei que seria muito pior, mas acho válido lembrar que eu sou bem tolerante para dores. Terminamos a consulta, fizemos uma ultra normal e vimos que aparentemente tudo estava perfeito.

Da hora que eu coloquei até a hora de dormir, eu senti muita cólica. Foi um dia inteirinho de desconforto, que só era aliviado por gotinhas de Buscopan Composto de tempos em tempos. Sempre respeitando todos os horários da medicação que a médica passou, claro. Não fiz nenhum movimento sem falar com ela.

Foram exatamente 24 horas de incômodo. Em nenhum momento a cólica foi mortal, mas foi chatinha. Bem chatinha. Eu tive que tomar o remédio exatamente de acordo com a posologia. Eu sabia que essa chatura poderia demorar 3 dias, mas para minha sorte, demorou apenas um dia intenso. Eu, que nunca tive cólica, não amei, mas aguentei bem.

Quanto ao sangramento, tive vários escapes, mas nada de outro mundo, um sangramento 100% sob controle.

Agora eu tenho que fazer a ultrassonografia transvaginal para ver se está tudo no lugar, se eu não expeli meu novo amigo (acredito que não) e por fim, poder começar a ver como vai ser.

Enquanto isso, sigo ansiosa para fazer a outra ultra, que deve ser mês que vem, para saber se a metformina está funcionando para o SOP, como contei na parte dois dessa novela dos ovários.

Como já contei aqui, minha pele não está sendo muito fácil, mas minha dermatologista está me ajudando muito com a LIP (luz pulsada) mais fraca de efeito antiinflamatório e com a limpeza de pele, fora tudo que estou usando em casa. Os ciclos estão se repetindo o tempo todo, começa com pele boa -> pele média -> pele ruim -> pele boa. Digamos que estamos cuidando de tudo de pertinho e vendo quais serão as próximas decisões para lidar com essa minha pele oleosa e em crise.

Vou atualizando vocês de tudo. Agora é torcer para o DIU estar no lugar.

Ah! Vale lembrar para quem acompanhou que eu fiquei doente semana passada que nada tinha a ver com o DIU. Tive apenas uma faringite e, pelo visto, uma pequena falta de sorte por tudo ter acontecido na mesma semana (o bom é que já passou e eu saí ilesa dessa! rs)

Qualquer novidade eu atualizo por aqui, mas seja o que Deus quiser. Tomara que eu me adapte a essa nova fase.

Beijos

19
mar
2015

Novário parte 3: DIU, aumento de fluxo e minha escolha de sofia!

Lifestyle, Reflexões, Saúde

Hoje, quinta feira, eu tenho que decidir se vou ou não colocar o DIU de cobre nos próximos dias. Eu sei que não deveria estar escrevendo esse post, o ideal seria contar tudo depois, falando de como foi a experiência mas como sempre, fui maluca e resolvi fazer a coisa de outro jeito. Vim aqui pedir ajuda na minha lista de prós e contras.

Sim, sou da escola Rory de fazer lista. Quem assistia Gilmore Girls, sabe do que estou falando. Faço listas de prós e contras ainda que as vezes elas sejam imaginárias.

Por que pedir ajuda? Porque eu adorei os comentários do primeiro post da novela do contraceptivo. De lá para cá muita coisa mudou e queria de novo a opinião daquelas que estão passando por aqui.

É uma decisão difícil experimentar ou não o DIU de cobre, no entanto, para mim os motivos para tal dificuldade são menos óbvios que os da maioria. Não estou muito preocupada com a adaptação ou mesmo com a dor para colocar. Eu estou tensa mesmo é com a história de aumentar o fluxo menstrual, consequência comum de quem usa esse dispositivo.

Alerta: é preciso ter prescrição médica para comprar | Desabafo: que imagem desconcertante não?

O meu DIU está comprado, para vocês verem que minha decisão estava mais do que tomada. Só que agora me bateu uma preocupação. Como se já não bastassem os dramas de pele relatados em “Novário: parte 2“, eu ainda preciso ficar matutanto se tenho ou não condições físicas e emocionais de segurar um fluxo mais intenso.

Meu psicológico vota a favor do DIU, já que ele quer tranquilidade para se sentir protegida contra a possibilidade de gravidez. Meu sonho dourado é que a Metformina consiga me ajudar com o SOP- e consequentemente regular a minha menstruação que está totalmente maluca - somar o DIU a um aplicativo para controlar o período fértil e me sentir próxima dos 100% de segurança. Esse ainda não é meu cenário ideal, mesmo assim continuo enfrentando de cabeça erguida as consequências pentelhas dessa história dos ovários policísticos.

Meu racional, por sua vez, está pensando em todas as possibilidades. Ele está extremamente preocupado. Eu sempre tive um fluxo intenso, mas nunca foi igual ao dessa semana. Depois de 40 dias sem menstruar, ontem me senti com 14 anos aprendendo a lidar com esse período pela primeira vez. Os primeiros dois dias estão MUITO intensos.

A coisa foi feia, não teve absorvente que desse jeito, e mesmo estando na rua aconteceu o tão temido vazamento. Acho que nada parecido me aconteceu desde os tempos do colégio e eu fiquei chocada. Também, né, imaginem como a pessoa aqui estava despreparada!

absorvente

Eu uso mais Intimus Gel (rosa/ azul) ou Always (amarelinho) , ambos “cobertura suave”. Não conheço nenhum Sempre Livre. Se quiserem podem indicar qualquer um que valha testar!

Passei numa farmácia, comprei os 2 modelos de absorventes que mais gosto + 1 novo para testar e pronto, cheguei em casa pronta para encarar essa situação. Eu quase não testo novidades no segmento, deveria né?

No meio de tudo isso, eu só conseguia pensar no meu DIU. Passei a mão no telefone umas 3 vezes para ligar para a minha médica, mas acabei desistindo porque não queria atrapalha-la “a toa”.

Hoje decidi que vou ligar para ela, sim, não tem ninguém mais apropriado para me dar uma opinião profissional sobre isso. Claro que estou perguntando aqui também, porque estou muito confusa, mas tenho plena consciência que nada disso pode ser decidido sem o envolvimento de um profissional muito responsável.

Queria bater um papo com outras mulheres que usam ou já usaram o dispositivo intra uterino de cobre, mas parece que essas são mais raras hoje em dia. A maioria usa o Mirena, que eu já expliquei aqui o motivo de não optar por ele.

Preciso tomar a decisão certa e como uma boa libriana, me sinto fazendo a escolha de Sofia (guardadas todas as devidas proporções, claro).

Antes que me perguntem, estou me relacionando bem melhor com a camisinha, em todos os sentidos (inclusive como contraceptivo). Estou confiando bem mais nela.

Ufa! falei demais…

Vocês arriscariam ver qual é desse fluxo aumentado e colocariam o DIU? (tirei o formulário pois não consegui fazer ele funcionar)

Hoje fiz a escola Jout Jout de vida. Falar de menstruação é normal, não mata, não morde e não deveria ser tabu, né? Confesso que to me sentindo bem mais leve expondo esse tipo de assunto por aqui!

Quem tiver um super absorvente para indicar ou mesmo experiências de fluxo intenso com o tal copinho coletor e quiser compartilhar, pode falar!

Beijos

26
fev
2015

Novário parte 2: fim do anticoncepcional e o diagnóstico de SOP

desafio de peso, Experiência, Lifestyle, Saúde, Variadas (f)utilidades

Resolvi dar uma pausa em Fashion Weeks, para voltar à programação normal (mas em breve farei mais posts de Londres! :) )

Em busca de um título para a novela de minha vida, minha amiga Gabi, brincando, me sugeriu o nome Novário, a novela do Ovário! Eu morri de rir, mas ri tanto, que implementei tal título para vocês. Hoje vamos falar da segunda parte da novela do Ovário, e pelo que senti não será a última!

ant

Um dos textos mais lidos do último ano foi o meu desabafo a respeito do fim do anticoncepcional e do susto que vivi quando achei que estava grávida. Eu contei direitinho no post os motivos de eu ter parado de tomar pílula. Desde então, estou vivendo novos desafios, provações e consequências, em sua maioria bem melhores do que piores.

Como a pílula vinha trazendo um risco especial para a minha saúde, eu tomei coragem e parei de tomá-la no fim de setembro. Comecei meus 28 anos dando cabo desses hormônios que vinham vivendo comigo desde os 19. Nos primeiros anos eu não entendia os riscos, os defeitos e demais agravantes do anti, tudo eram flores.

Ao longo do tempo fui usando os hormônios e vivendo “muito bem”. Nos últimos dois anos, porém, um fator começou a mudar essa relação: a enxaqueca. O que era um problema que me causava “apenas” dores acabou me colocando numa situação mais chata: descobri que estava em grupo de risco para ter AVC. A OMS já alerta que pessoas que tem enxaqueca com aura têm que conversar com seus médicos sobre tomar pílula, elas podem correr um risco maior de sofrer um acidente vascular cerebral. No meu caso, as mesmas eram 100% ligadas ao ciclo e eu preferi não pagar para ver. Nas últimas consultas, minhas conversas com a ginecologista foram ficando mais sérias e resolvemos tentar mudar o cenário. Ela mesma achou que eu devia parar e tentar outra coisa.

Aproveitei para fazer um check-up antes de começar a me envolver com outros métodos. Há anos a Dra. Helena diz para mim que acreditava que eu devia ter o quadro de Ovários Policísticos e eu resolvi esperar os 3 meses indicados sem hormônios para fazer os exames. Esse era o tempo recomendado para os efeitos da pílula saírem do meu organismo.

Ela sempre achou que eu tinha tal questão, mas sempre me disse que não conseguiríamos ver nada nos exames devido ao fato de que a pílula mascarava/controlava isso. Realmente nada aparecia nas ultras. A pílula não cura e nem “trata a questão em si”, ela controla o quadro enquanto a gente toma e em geral fica tudo bem. Ainda assim, ela via sintomas que poderiam estar alinhados aos “tais ovários” no meu corpo e no meu histórico.

sop

Para ilustrar uma ultra do Google ;)

Hoje olhando friamente, tenho 100% de certeza de que tudo que aconteceu na minha vida em 2004, quando eu engordei 20 kg, parei de menstruar por meses e tive acne até ficar deformada, foi causado por causa dos ovários policísticos que já estavam lá. Quando tomei o Roacutan, acredito que estava combatendo esse quadro, obviamente mais delicado devido à fase do corpo e da adolescência. A segunda vez que tomei o remédio foi muito melhor, já com o anticoncepcional. Na época, a pílula foi a melhor coisa que me aconteceu, e permaneceu assim durante muitos anos, até as dores aparecerem e aí, só quem tem enxaqueca sabe como é. A primeira vez que tive, fui ao hospital achando que ia morrer, foram as sensações mais bizarras que eu já tive.

Voltando ao presente, minha situação atual me levou a ficar 3 meses sem o anti e exatos 90 dias depois eu estava entrando na sala da ultra. Finalmente tínhamos o veredicto, lá estavam os tais Ovários Policísticos.

Nessa hora tudo fez sentido, a menstruação que atrasou as duas vezes (na segunda nem assustei), a oleosidade da pele estava pior, os pêlos do buço e meia perna (onde não faço laser) cresceram mais rápido e a briga com o peso continuava, só que um pouco pior. Não engordei, mas estava um pouco mais difícil emagrecer. Sem contar algumas mini espinhas nas costas, coisa que não tinha desde a adolescência.

No mesmo dia liguei para a minha médica e começamos o outro tratamento, com metformina. Ela já tinha me contando que hoje em dia muitas das suas pacientes têm vida normal e engravidam normalmente usando metformina para tratar os tais OP. Algumas inclusive combinam com a pílula. Ao que tudo indica, vai dar tudo certo, daqui a 3 meses vou repetir a ultra novamente e conto para vocês como ficou meu quadro.

A verdade é que mesmo com algumas pedras no meu caminho, continuo feliz de ter parado o anti. Estou mais tranquila sabendo que meus riscos de ter algum problema mais sério foram reduzidos, assim como estou totalmente mais feliz com minha libido. A celulite diminuiu, as enxaquecas me deixaram em paz (só tive uma mini tentativa nessses 3 meses, que não fez nem cosquinha) e minhas unhas estão quebrando menos.

Claro que o anti podia jogar a favor do meu quadro, isso era um fato, mas na verdade era apenas um curativo. O meu tratamento atual pode ajudar mesmo o meu corpo e minhas células a se comportarem de uma forma melhor na minha condição, muito comum aliás. Ele pode fazer com que certos hormônios se movimentem como têm que ser e os sintomas melhorem, vamos ver.

De qualquer forma vou fazer um super exame de sangue e até avaliar os riscos de trombose, caso eu precise em algum momento considerar voltar para a pílula. Em todo caso, estou fazendo de tudo para que isso não aconteça, eu me sinto muito mais aliviada e estável agora.

Claro que a pílula ainda é uma escolha boa, confortável e ideal para uma boa parte das mulheres, não nego isso e já foi o meu caso, mas pra mim é importante ressaltar que não é a única alternativa. Muitas meninas contaram de diferentes métodos, no meu caso, os ideais são os sem hormônio e por isso, tenho pensado com carinho no DIU de cobre (até já comprei o meu mini online, caso eu vá colocar mesmo). De qualquer forma isso vai ser papo para um próximo post.

diu

Estou pensando super positivo quanto aos sintomas, acho que tanto a pele quanto a balança vão me dar uma trégua. Está difícil de emagrecer, mas já perdi aproximadamente 5 kg. Nunca foi tão importante para minha saúde cuidar do peso e fazer exercícios físicos. A velocidade das coisas está mais devagar, mas estou focando e fazendo meu melhor. Quem sabe, logo, logo não volto a caber nas minhas roupas? Estou ansiosa por esse momento.

Estou tentando ser paciente com meu corpo, minha pele e seus novos limites. Estou otimista, acho que as mudanças que estou vivendo agora podem estar sendo definitivas, para melhorar em todos os aspectos.

Eu seguirei torcendo para dar tudo certo por aqui e continuo contando com o apoio de todas. Nunca pensei que os comentários do texto “Me desculpe, mas eu não sou o que você vê!” me fariam tão bem, foi incrível ler tudo que foi dito. Sinto que devagar eu vou conquistar tudo que precisa ser conquistado e vou virar o jogo na balança e no SOP.

Quem tiver boas experiências sobre o assunto pode compartilhar, eu vou adorar!

Beijos

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