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17
dez
2014

Book do dia: Os garotos corvos, de Maggie Stiefvater

Book do dia, Lifestyle

Já aconteceu de você ler um livro e se sentir velha? Comigo nunca tinha acontecido, mas esse dia chegou e eu me senti péssima! Desde Harry Potter, eu curto livros infanto juvenil e nunca tive vergonha de assumir isso - ok, que no primeiro livro de HP eu realmente era uma infanto juvenil, né? hahaha Se a história é boa e se eu já li ou ouvi críticas positivas, não importa para que público ela é destinada.

garotos-corvosFoi assim que eu descobri Os garotos corvos que, na verdade, é o primeiro livro de uma trilogia. Até li a sinopse antes de ler, e também fiquei interessada por ela: Todo ano, na véspera do Dia de São Marcos,­ Blue Sargent vai com sua mãe clarividente até uma igreja abandonada para ver os espíritos daqueles que vão morrer em breve. Blue nunca consegue vê-los — até este ano, quando um garoto emerge da escuridão e fala diretamente com ela. Seu nome é Gansey, e ela logo descobre que ele é um estudante rico da Academia Aglionby, a escola particular da cidade. Mas Blue se impôs uma regra: ficar longe dos garotos da Aglionby. Conhecidos como garotos corvos, eles só podem significar encrenca. Gansey tem tudo — dinheiro, boa aparência, amigos leais —, mas deseja muito mais. Ele está em uma missão com outros três garotos corvos: Adam, o aluno pobre que se ressente de toda a riqueza ao seu redor; Ronan, a alma perturbada que varia da raiva ao desespero; e Noah, o observador taciturno, que percebe muitas coisas, mas fala pouco. Desde que se entende por gente, as médiuns da família dizem a Blue que, se ela beijar seu verdadeiro amor, ele morrerá. Mas ela não acredita no amor, por isso nunca pensou que isso seria um problema. Agora, conforme sua vida se torna cada vez mais ligada ao estranho mundo dos garotos corvos, ela não tem mais tanta certeza. De Maggie Stiefvater, autora do aclamado A Corrida de Escorpião, esta é uma nova série fascinante,­ em que a inevitabilidade da morte e a natureza do amor nos levam a lugares nunca antes imaginados.

Eu senti potencial nessa sinopse, vocês não? Somei isso a todos os elogios que eu já tinha visto pela internet e obviamente minhas expectativas foram lá para o alto (nunca aprendo). Claro que não imaginei que fosse ser o livro do ano, mas achei que seria uma boa leitura de entretenimento.

O enredo em si é bem interessante, eu super curto essas histórias com toque sobrenatural e no primeiro capítulo eu já estava certa que iria falar bem sobre Os Garotos Corvos por aqui. Foi só engrenar mais um pouco na leitura para eu me decepcionar.

Achei a narrativa confusa, com alguns elementos previsíveis, muitas explicações desnecessárias e, o que deveria ser minimamente explicado, me deixou a ver navios - provavelmente porque ela vai explicar no próximo livro (que eu não vou ler), mas eu realmente nunca vi um tipo de trama que um elemento é acrescentado e você não tem ideia de onde ele surgiu nem para onde vai.

Imaginem o nó na minha cabeça quando eu lembrava de todas as críticas positivas, falando que a narrativa era maravilhosa, super diferente e instigante? Não só me senti velha, como me senti burra por não ter visto nada disso na minha leitura. Será que li outro livro com o mesmo título e não to sabendo? rs

Outra coisa que me incomodou muito foi o final, completamente repentino e até mesmo inesperado, mas não de uma boa forma. Adoro quando um autor consegue terminar o livro fechando um pensamento mas te deixando curiosa para o próximo, e odeio finais aleatórios, ainda mais em trilogias (obviamente fica parecendo que o autor quer te privar de informações para te levar logo para o próximo título).

Sou uma leitora nada exigente e bem fácil de agradar, por isso, sempre fico encucada quando eu não curto um livro que tanta gente está falando bem. Se tiver alguém aqui que tenha lido, curtido e queira me mostrar outros argumentos, estou aberta a discussões e adoraria mudar minha opinião!

Beijos

Carla

16
dez
2014

Paranoia de viajar e engordar? Não, obrigada!

Lifestyle, Reflexões

Toda vez que eu viajo, seja para algum destino aqui perto ou do outro lado do mundo, eu costumo relaxar completamente da minha rotina. Eu como mais, eu bebo mais e eu me exercito menos (dependendo do lugar, eu até ando muito, mas nem sei se compensa).

vacationNunca fui de me preocupar com isso porque sempre fui da filosofia que depois eu recuperaria o tempo perdido, mas levando em conta a minha reação de extrema felicidade - e alívio - depois que eu cheguei e vi que ainda estava com o mesmo peso de quando eu viajei (algumas gramas a menos, inclusive, não sei como), notei que esse era um assunto que eu poderia trazer aqui pro blog.

Temporada de férias está chegando para muita gente e eu tenho certeza que várias pessoas ficam apreensivas de relaxar e engordar nas viagens, né? Por isso, achei que valia a pena jogar o assunto na roda para trocarmos experiências sobre isso!

Eu não sou muito disciplinada quando estou longe de casa, mas estou tentando achar um equilíbrio para consumir um pouco de tudo sem exageros e não precisar me privar de nada.

vacation3Não consigo deixar algumas experiências gastronômicas de lado por causa de dieta. Para mim, o maior exemplo são as sobremesas. Eu quase não peço esse prato no meu dia a dia e são pouquíssimos restaurantes que eu faço questão de comer, mas se estou em lugares onde o doce é um dos carros chefe, como vou ignorar isso? Ah, eu também deixo a culpa de lado. Sou da teoria que se você dá uma escapadinha aqui e outra ali sem culpa, não engorda - ou engorda menos hahaha.

Só que estou notando que ultimamente eu estou naturalmente optando por pratos mais saudáveis para compensar. Café da manhã de hotel, que sempre tem as opções mais irresistíveis do mundo, eu ando preferindo pedir um omelete e pego um pão ao invés de vários. Juro que não tem grilo nenhum, tanto que até eu me surpreendi quando percebi que durante os 10 dias que eu fiquei fora, só comi massa (prefiro mais que doce) 2 vezes.

Em relação aos exercícios físicos, eu sinto falta e as vezes tenho a impressão que sem a esteira/transport/bicicleta diária, tudo que estou comendo não está indo embora. Mas também não consigo me imaginar botando roupas de ginástica na mala e acordando cedo para ir na academia do hotel. Em compensação, valorizo as caminhadas turísticas. Tudo que dá para fazer andando, com certeza eu faço, e não tem relação nenhuma com manter o peso, é só porque eu prefiro conhecer as cidades dessa forma!

vacation4Por último, as bebidas. Seria maravilhoso se gente vivesse em um mundo onde uma garrafa de vinho fosse que nem água - isso é, sem calorias - mas não é isso que acontece e obviamente, cada copo tomado vai pra somatória calórica do dia. Se eu me importo com isso? Não! hahaha Prefiro achar que só porque é líquido, não engorda. Minha teoria da culpa se aplica nesse quesito também, mas é claro que ela não é válida se rolar uma ressaca no dia seguinte (pelo menos comigo é difícil acontecer porque eu odeio perder um dia de viagem por causa de bebida).

Enfim, fiz esse texto quase sem pé nem cabeça é só para dizer que, pelo menos comigo, um pouco de bom senso parece ter surtido efeito em uma viagem de férias. Como eu falei antes, um pouco de tudo e muito de nada fizeram a diferença para mim, assim como a alternância entre pratos mais leves e outros mais calóricos. Esse equilíbrio que eu consegui estabelecer está sendo um bom caminho para não me deixar encucada em momentos que eu quero mais é relaxar.

Ninguém quer voltar pra casa com todos os quilos que foram perdidos de forma suada durante o ano, mas a não ser que você seja uma pessoa que realmente sinta prazer em fazer exercícios e se manter na dieta mesmo durante as férias, meu humilde conselho é: deixe os grilos em casa e vá curtir, já nos bastam as privações do dia-a-dia.

Acho que pior do que a calça que apertou é voltar pra casa com a sensação que não conseguiu aproveitar tudo que queria, não acham?

Beijos!

Carla

15
dez
2014

Deu o que falar…

Deu o Que Falar, Lifestyle

1- Beijinho, beijinho

A gente sabe que a Xuxa perdeu a mão não é de hoje. Fazia tempo que ela não conseguia voltar aos áureos tempos de Rainha dos Baixinhos (sdds do “aham, senta lá, Claudia”) e também não estava se conectando com a nova audiência que ela queria alcançar, tanto que a audiência de seus últimos programas só afundavam. Para piorar, Xuxa ainda teve um problema no pé no começo do ano que a afastou da TV.

Mesmo assim, a gente encarou em choque a notícia de que a Globo não iria renovar mais o seu contrato (em outras palavras, Boni mandou um “Xuxa, você está demitida). Claro que para a emissora, ela era um custo altíssimo e sem retorno, mas somos da geração que cresceu querendo ir ao programa dela e/ou ser paquita. Dá uma peninha ver esse desligamento, mesmo que ele seja simbólico.

Para terminar o post sem clima pesado, não poderíamos deixar de mostrar a montagem que o Morri de Sunga Branca postou! #nósrimos

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2 - Um (bom) passo para trás

Quem curte esse universo fitness que estourou pelo instagram, com certeza conhece a Bella Falconi. Assim como tantas outras, ela mostra sua vida de academia e seu corpo com músculos ultra definidos (com 9% de gordura!) nas redes sociais para incentivar os seguidores a levar uma vida focada nos exercícios e nas dietas super rígidas - tão rígidas a ponto dela admitir que levava batata doce para os restaurantes e enxugava o frango grelhado com o guardanapo antes de comer (!).

fdsafQuem a segue, deve ter reparado que o corpo dela estava mudando muito de uns tempos pra cá, e semana passada ela contou que parou com esses radicalismos porque seu corpo estava com deficiência de vitaminas a ponto dela ter parado de menstruar.

De certa forma, é um alívio essa declaração que ela deu. A sociedade julga tanto as pessoas acima do peso e seus hábitos alimentares que se esquece de ver que o outro extremo também pode ser considerado uma doença, que acaba sendo disfarçada por um corpo “perfeito” (entre aspas porque não acreditamos nisso).

Sem contar que vendo o antes e o depois, a gente achou que o corpo dela está infinitamente mais bonito agora, não acham? Tomara que ela escolha influenciar a galera fitness a levar uma vida mais para saudável e menos para radicalidade.

3- “Salve Iemanjá” ou “Salve, Iemanjá”?

farm

Algumas pessoas sabem que eu, Jô, tenho um caminho muito intenso e sério na espiritualidade. Hoje não levanto bandeira de nenhuma religião específica, mas há algum tempo comecei a estudar algumas religiões e cultos de origem afro-brasileira, e do pouco que sei sobre esse universo, já entendi que muitos mitos existem. Hoje vamos falar sobre um deles.

Iemanjá, mais conhecida como a rainha do mar, é super popular entre os pescadores e aqueles que vivem as religiões afro brasileiras. Pelo que estudei (me corrijam se eu estiver errada), para Orubá ela não teria uma forma, ela seria o mar. Sua forma humana teria ganhado forma através do sincretismo com os santos do catolicismo e a sereia da Umbanda. Por uma questão de bom senso, ela deveria ser representada por uma mulher negra, mas isso não é necessariamente uma verdade absoluta.

Semana passada, a Farm postou no Instagram uma foto de uma modelo branca vestida de Iemanjá para pular carnaval. Muitos se revoltaram falando em racismo e reclamando a ausência das modelos negras nas campanhas e lookbooks da marca, o que realmente é um problema dado que nosso país tem uma forte predominância da raça negra que pouco se representa no mundo fashion.

O que atenua um pouco a situação é que a marca tem como próxima coleção, já apresentada no atacado, uma homenagem à cultura negra. Esperamos ver essa coleção rica em estampas dar vida à fotos com lindas modelos negras, apesar de acharmos que elas já deveriam estar inclusas em outras coleções. Independente de certos e errados, nós duas achamos que essa confusão foi válida para lembrarmos de falar sobre racismo no Brasil, muitos dizem que ele não existe mais, mas cada dia que passa vemos que infelizmente não avançamos o tanto que deveríamos quanto a essa questão.

Ser humano independe de raça, cor, opção sexual ou crença. Somos todos iguais e somos todos humanos.

Antes de fechar esse ponto, podemos levantar uma polêmica à parte? Quase ninguém falou no tema e achamos ele tão delicado quanto qualquer outro. É polêmica a apropriação cultural do “look de iemanjá” para pular carnaval, uma festa tida como mundana para muitos daqueles que a tem como guia, que encaram nela uma representação de algo divino. Até onde vale a pena ir fazer zoeira vestida de santa, de Cristo ou qualquer outra representação divina? Achamos essa linha tênue, até onde você pode brincar com esses elementos religiosos de forma vazia ou oposta àquela crença em questão?

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