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8
mar
2016

Book do dia: Como eu era antes de você (versão Jô)

Book do dia, Lifestyle

Carla deve estar querendo me matar (beijo, amiga), mas a verdade é que não consegui ficar imune aos livros da Jojo Moeys. Li “Como eu era antes de você” em um fim de semana recluso. Para ser sincera, li ele quase inteiro em um dia e preciso enfatizar muito bem enfatizado que isso nunca aconteceu.

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Se você não quer ler minhas impressões profundas e não quer nenhum tipo de spoiler pare aqui e vá ao link da Carlinha. Ela fez a resenha desse livro de forma muito ética e profissional, como só ela sabe fazer.

A partir daqui não me responsabilizo por spoilers!

Eu sou intensa demais para não entregar os pontos. O livro tem 317 páginas e quando eu já estava lá pelas duzentas e muitas eu só tinha dado risadas, muitas risadas. Saquei na hora que isso era um problema. Todas as amigas e leitoras me mandaram ler perto de uma caixa de lenço… Como podia? Achei que a leitura seria pesada, sofrida e longa.

Não foi nada disso, foi rápida, leve, engraçada e com MUITA, mas MUITA identificação. Apesar de não ser nada parecida com a Lou em termos de aprisionamento físico, não tenho limites para minha vontade de conhecer o mundo e carrego muitas coisas dessa personagem na minha versão mais escondida de mim. Ela é forte, mas é frágil. Ela é única, mas tem medo. Ela é brilhante, mas não é comum. Ela se vê menos do que é e muitas de nós temos tendência a isso.

As vezes precisamos nos enxergar pelos olhos de terceiros para entender mais sobre nós mesmos, sobre nosso talento, nossa capacidade de mudar e se reinventar. Lou precisou de Will para tirar os véus do seu espelho. Precisou dessa relação tão dúbia e confusa para enxergar um pouquinho do seu potencial. Agora tudo que eu quero é ler o “Depois de você”, que eu já comprei junto quando fui na livraria.

Para quem não sabe: Lou foi contratada para fazer companhia e cuidar de Will, um tretaplégico difícil, sarcástico e teimoso, muito teimoso.

Tenho certeza ABSOLUTA que eu poderia me apaixonar pelo Will de corpo, alma e coração e foi por isso que fiquei meio indignada. Porque as coisas eram deliciosas, mas não saiam conforme eu queria. Me via no lugar de Lou criando coragem para colocar as cartas na mesa, fazer a coisa acontecer, mas não… As coisas não fluíam dessa forma.

Eu muito sou visceral, doida (feito ela) e tenho pavor de homem cabeça dura! Tá afim? Se joga, meu Deus! E ali tudo era tão mais complicado do que isso….O relógio corria contra o tempo e minha vontade de devorar aquelas páginas tão leves e gostosas só aumentava. Nunca na vida terminei um livro tão rápido.

trecho

Queria ter lido em inglês com o texto original, mas a verdade é que a minha busca por aumentar meu vocabulário na nossa lingua não me permitiu. Se bobear, antes do filme estrear, em junho, eu devo tentar ler de novo, dessa vez a versão gringa.

O final foi ficando mais óbvio a cada página, mas mesmo assim o livro não deixava de valer a pena, de jeito nenhum.

Continuo achando a história de “A garota que você deixou para trás” mais única, surpreendente e densa mas não posso negar que a leveza dessa leitura me ganhou também.

Quero muito ver esse livro no cinema, quero ver o quão diferente a telinha vai interpretar o que eu imaginei. Como minha mãe sempre diz, um livro te leva para viajar sem sair de casa. Foi EXATAMENTE isso que aconteceu nessa história. Agora espero que o cinema faça o mesmo e que Lou não me decepcione no “Depois de você”, que pra mim, vai me fazer revisitar Liv, personagem do primeiro livro que li da autora. Espero que ela se mantenha fiel à sua essência e que eu continue me identificando com ela.

Alguém mais ansiosa para ver a história nos cinemas? Não leu ainda? Corra, leia antes da estréia, acho que vai valer ter o livro em mente…

Vou deixar vocês com o gostinho:

Vi o trailer pela primeira vez e PRECISO dizer que muitas coisas foram exatamente como imaginei. :)

Não estou me aguentando para a estréia de “Como eu era antes de você” (Me before you) nos cinemas!

Beijos

Obs: acho que os 3 livros que li de Jojo até agora mereciam ir parar no cinema. Tenho dito!
2
mar
2016

Book do dia: A última carta de amor, de Jojo Moyes (versão Jô)

Book do dia, Lifestyle

Hoje vou imitar a Carla e fazer algo raro por aqui: fazer um book do dia de um livro já resenhado no blog. O primeiro e único episódio em que isso aconteceu foi sobre o livro Extraordinário, que eu resenhei e depois a Carla fez o post dela. Hoje vou falar o que achei do livro “A última carta de amor” também da Jojo Moyes

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Eu continuo gostando mais da história de “A garota que você deixou para trás“, que no final me arrancou algumas lágrimas, diferente desse. Contrariando a chamada na capa, ele não me fez chorar mas mexeu de verdade comigo em vários aspectos.

Se a A garota que você deixou para trás foi um livro cuja história foi entretenimento do início ao fim, “A última carta de amor” foi mais denso, mais difícil, cheio de pequenas lições e “re” aprendizados.

No outro livro que li de Jojo, as personagens Liv e Sophie me conquistaram de cara - a Sophie foi mais de cara que a Liv - neste não foi assim. A personagem Jenny, que viveu sua juventude nos anos 60, me ganhou, mas Ellie, cuja história se passa no início dos anos 2000,não. Nossa, como achei o universo da Ellie chato.

Achei tão chato que entendi que aquilo dizia algo sobre mim, sobre algumas coisas que penso e acredito. Quando vi estava fazendo fotos de trechos da história que falam de aprendizados que eu tive e quero levar comigo.

Ellie, cujo namorado é casado, me lembrou da importância do amor próprio, da autoestima e de ter consciência sobre as nossas relações. As vezes a gente cria histórias coloridas com lápis de cor, adereçadas com características que não são verdade para nos manter em situações que no fundo já sabemos que são nocivas. Todo processo da Ellie me ensinou sobre isso.

Ao mesmo tempo que a história da Jenny me lembrava da importância de ser verdadeira, de “bancar” o que sente e viver na prática aquilo que acredita. A história que começou nos anos 60 e segue durante as décadas subsequentes me lembrou da importância do ROMANTISMO, coisa que ultimamente não tenho visto e nem vivido, não de uma forma tão clara e inspiradora. Por isso achei uma delícia ler o livro, lembrar que existe esse tipo de amor, ainda que também existam as relações doentes e fantasiosas.

No fim, nós podemos escolher aquilo que desejamos viver, aquilo que estamos dispostas a passar. Esse livro, mesmo com personagens demais e alguns momentos menos incríveis que outros, me trouxe muitas coisas boas. Foi uma boa experiência e solidificou esse meu novo amor por Jojo Moyes.

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cada capítulo vinha com uma última mensagem de amor, seja essa carta, sms, email ou telegrama!

Esse livro não me fez chorar como o outro, não foi tão gostoso de ler como o outro, mas me trouxe sensações muito boas também. Li, absorvi e recomendei. Aqui em casa minha mãe está lendo todos que eu li, as impressões seguem bastante parecidas. Só meu pai que ainda está implicado com a Liv, personagem do outro livro (rs) - ele ainda não chegou na parte em que ela fica legal. :)

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algumas cartas e bilhetes de fins bem ilustres inclusive!

“A última carta de amor” me balançou, levei comigo muitas coisas e vou tentar transformar algumas dessas inspirações em posts de comportamento.

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Essa resenha é mais uma “impressão pessoal” do que um bom argumento para alguém ler o livro, mas como já disse, a versão da Carlinha está aqui e ela fala tudo que vocês podem querer saber.

Beijos

Obs: Será que vou conseguir manter a leitura de um livro por mês? 
Será um super desafio pra mim! :) 
25
fev
2016

Book do dia: Um brinde à isso, de Betty Halbreich

Book do dia

Um Brinde à Isso apareceu há um tempo atrás no instagram da editora Intrínseca e imediatamente eu printei para botar na minha listinha de livros para ler.

Betty, que estampa a capa que me ganhou imediatamente (antes mesmo de eu saber qual era a história do livro!), é uma dessas mulheres que você bate o olho e é impossível não achá-la interessante. A foto escolhida para vender o livro é especialmente elegante e sofisticada, totalmente de acordo com a história.

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Para quem não sabe, Betty é uma figura bem interessante e cheia de histórias para contar: Aos 86 anos, Betty Halbreich é uma figura única no mundo da moda. Há quase quarenta anos comanda o departamento de compras personalizadas – ou personal shopping, como Betty prefere não chamar – da loja Bergdorf Goodman, ícone do consumo de luxo na Quinta Avenida. Meticulosa, impecável e deliciosamente engraçada, Betty é conhecida por não ter medo de abrir o jogo com as clientes. Já vestiu da então primeira-dama dos Estados Unidos, mulher de Henry Ford, a personagens de séries como Sex and the City e Girls, além das próprias estilistas que alimentam suas araras.
Em Um brinde a isso Betty fala não só da tão atraente carreira, mas também do momento mais duro em que precisou se encarar no espelho: separada e com dois filhos, ela entrou em depressão e tentou o suicídio. Um emprego de vendedora na Bergdorf Goodman ajudou-a se reencontrar, porém seu talento para vestir os outros era inversamente proporcional à inclinação para as vendas. Realocada como personal shopper, Betty deu a volta por cima, e levou junto inúmeras clientes que também se reencontraram com seus conselhos e exemplo.
Combinando deliciosas memórias de compras, moda e celebridades fashion – sem citar nomes, claro – a capítulos intensos e tocantes sobre sua vida pessoal, Betty mostra que o verdadeiro estilo de uma mulher não está impresso nos cortes, tecidos e etiquetas que ela veste, mas na história que ela tem para contar. E a história de Betty é maravilhosamente inspiradora.

Eu AMO esse tipo de livro, com biografia de pessoas “normais” que são super interessantes e têm muita história para contar. Principalmente histórias como a de Betty, que foi criada para ser esposa e mãe em tempo integral e depois de chegar no fundo do poço, resolveu se reinventar e dar a volta por cima aos 40 anos de idade.

Junte isso com o fato de Betty ser uma pessoa muito sincera, verdadeira e realista e você tem um livro incrível. As partes que ela conta dos erros que cometeu, suas fraquezas, defeitos e incertezas são tão francos que impressionam. Na verdade, o que mais me impressionou foi a falta de deslumbre, o que nem sempre é fácil quando você tem uma carreira como a dela, recheada de riqueza, marcas de luxo, clientes importantes e momentos históricos.

A narrativa é bem ágil e vai variando entre momentos de sua vida pessoal cheia de altos e baixos e profissional, desde quando ela ajuda Patricia Field a escolher roupas para dar personalidade às personagens de Sex and the City até relatos de como ela age com suas clientes no seu dia a dia de personal shopper. Tudo isso em meio a ensinamentos despretensiosos e valiosos sobre estilo e sobre a vida também.

O resultado final é uma leitura deliciosa e muito rápida, principalmente para quem se interessa pelo mundo da moda! Quem quiser comprar - e ajudar a blogueira aqui hehehe - ele está à venda na Saraiva (e está com um preço bom na versão digital!)!

Alguém já leu?

Beijos!

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