5 em Book do dia/ Comportamento no dia 25.07.2016

Book do dia: A costureira de Dachau, de Mary Chamberlain

Comprei A Costureira de Dachau meio no escuro e sem muitas expectativas. Um belo dia, enquanto escolhia quais outros títulos comprar, ele apareceu como sugestão e mesmo sem saber qual era a história e achando a capa do livro bem desinteressante (a diagramação do título faz meu TOC de designer gritar toda vez que eu vejo rs), resolvi comprar. Acho que foi um daqueles casos do livro escolher a pessoa, sabe? rs

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Para quem gosta de saber o que tá comprando, a sinopse é essa (apesar de eu não curtir muito o resumo feito, vou botar o oficial): Londres, 1948. Ada Vaughn está encarcerada na prisão de Holloway, acusada de prostituição e assassinato. Quem é essa mulher? O que a levou a esse destino? Passado entre o glamour de Savoy e o desespero dos campos de concentração, A costureira de Dachau conta a história de uma mulher traída e abandonada que precisa sobreviver sozinha, contando apenas com a própria esperteza para sobreviver às tragédias da maior guerra que o mundo já enfrentou. Mas suas razões podem parecer suspeitas, e não há certeza de sua inocência… Será que uma simples costureira pode ter mais segredos do que se ousa imaginar?

Me surpreendi demais com “A Costureira de Dachau”. Quando contei que estava lendo no snap, muita gente veio me dizer que lembrava muito “O Tempo Entre Costuras“, outro livro que adorei.

De fato os dois têm temáticas muito parecidas, acontecem no mesmo período, e têm como personagens principais duas mulheres envolventes que contracenam com vários nomes que realmente existiram, mas acho que existem diferenças gritantes que faz com que eles não sejam super parecidos.

A diferença que mais me impactou é que Mary Chamberlain pegou uma história fictícia e tentou trazer o máximo de realidade possível de acordo com estudos da sociedade na época da Segunda Guerra Mundial. E se hoje em dia a coisa tá feia para as mulheres, imaginem naquela época?

O resultado dessa experiência é uma história que te prende do começo ao fim, mas apesar de instigante e que te prende, não é uma leitura leve. Ao contrário, Ada come a padaria inteira que o diabo amassou e quando você acha que já tá bom de sofrimento, a autora inclui mais alguma cena. Acho que Mary Chamberlain fez escola com Shonda Rhimes, só pode.

Adoro uma história real ou uma biografia, mas acho que o excesso de realidade nua e crua em uma ficção foi um pouco demais para mim. Nas considerações finais do livro, a autora explica que os casos estudados por ela sobre o período mostram uma sociedade extremamente misógina, e ela não economizou na misoginia. Eu curti muito o livro, mas terminei incomodada. De qualquer forma Quem está procurando um livro que você fecha feliz e sorrindo, esse não é o caso. Quem gosta de histórias com a Segunda Guerra Mundial como pano de fundo, vale investir, apesar de eu achar que vocês ficarão mais satisfeitas com O Tempo Entre Costuras. :)

Queria muito saber a opinião de quem também leu, alguém aqui??

Beijos!

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5 Comentários

  • RESPONDER
    Fabiola
    06.12.2016 às 15:15

    Estou lendo e amando, não consigo largar! Quero muito ler também “O tempo entre costuras”.

  • RESPONDER
    Rosa Barenbein Vedan
    19.02.2017 às 22:12

    Adorei O tempo entre costuras, muito bom, agora vou ler a Costureira de Dachau, então é um livro pesado ?
    Mas vou ler assim mesmo, me foi recomendado e muito recomendado.
    Bjos

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    Ana
    16.09.2017 às 17:52

    Esse livro me deixou no chão. Pesado demais, triste demais. Ainda estou assimilando.

  • RESPONDER
    neusa
    27.05.2018 às 21:26

    Comecei a ler hoje. Espero realmente gostar.

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    isabel valença
    26.02.2020 às 0:37

    Olá, li o livro em duas noites. Não consegui parar mas fiquei sem chão. Uma história muito triste, até agora me pergunto porq a escritora resolveu castigar tanto a personagem. Enfim, muito triste.

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