Um dos meus maiores grilos em relação à gravidez sempre foi um dos mais fúteis mas que eu sei que acontece com muitas mulheres: as mudanças no corpo.
Será que eu vou engordar muito? E se eu nunca mais voltar ao meu corpo de antes? Meu peito realmente vai cair? O quadril vai ficar mais largo a ponto de eu nunca mais entrar nos meus shorts e calças? Essas perguntas podem parecer bobas, mas tenho plena consciência que passam pela cabeça de 11 entre 10 mulheres e eu estava entre elas.
Conversando com pessoas próximas e amigas, vi muitas que voltaram ao corpo de antes rapidamente, outras que penaram um pouco mais, algumas que nunca mais voltaram e até hoje encontram dificuldades. Não existia um padrão e isso me deixava apavorada! A única coisa que eu sabia era que aquela história de barriga sarada depois de 1 ou 2 meses acontece com 1% de todas as mulheres do mundo, e visto que não tenho essa facilidade toda de emagrecer, tinha certeza que não fazia parte desse seleto grupinho privilegiado. Pelo menos era isso que eu pensava.
Em relação ao peso, para o meu espanto, fui privilegiada e com um mês (mesmo passando o tempo todo em casa, sem fazer exercícios e comendo saudável, mas sem me preocupar com qualquer tipo de dieta) descobri que já tinha perdido 8 dos 10 quilos que eu tinha engordado. Claro que o fato de eu ter permanecido ativa antes e durante toda a gravidez e o fato de eu cuidar da minha alimentação com certeza ajudou com que minha realidade acabasse sendo muito melhor do que minha expectativa mas mesmo assim, a mudança foi perceptível. Minha barriga não está como antes, ainda estou com uma parte bem inchadinha em cima da cicatriz (já to sabendo que vai continuar assim por mais alguns meses) e esse tempo que eu fiquei parada fez com que o corpo todo desse uma caidinha, assim como meu condicionamento físico que foi para o beleléu. Só que eu percebi - com alguma surpresa - que eu olhava para o espelho, via todas essas mudanças e não me importava tanto quanto achei que me importaria. Foi tudo muito mais natural do que eu imaginei.

1 mês depois do Arthur. A parte mais visivelmente inchada o short escondeu (ainda bem, né? ehehe), mas a barriga ainda está meio flácida, mas bem menos do que eu achava que estaria!
Uma das pessoas que mais me inspirou a não surtar com isso - por incrível que pareça, já que não a sigo mas acabei caindo no seu perfil mais ou menos na época que ela engravidou porque fui pesquisá-la para um DQF - foi a Bella Falconi. Ela, que era saradíssima antes de engravidar a ponto de ter feito loucuras para conseguir chegar no corpo perfeito, mostrou um pós parto bem realista e saudável, dando tempo ao corpo e respeitando cada fase. Toda semana eu dava uma passadinha no perfil dela para acompanhar e acho que foi assim que fui me preparando.
Claro que o fato da prioridade mudar faz toda a diferença na cabeça, mas acho que não querer se pautar nos exemplos raros - isso é, modelos, atrizes ou aquela sua amiga que no mês seguinte já está com um corpaço - tem toda a sua importância. É essencial fazer tudo focando na saúde da mãe e do bebê, jamais do tanquinho.
Assim como sabemos (mas nem sempre seguimos) que é melhor não focar em capas de revistas com mulheres que já têm um corpo bonito e ainda passam pelas mãozinhas do Photoshop, acho que tentar se espelhar em mães que são exceções também é roubada. É entrar numa onda que pode não ser a sua e que pode virar um desrespeito ao próprio corpo.

Eu amei a forma como a Bella lidou com o seu corpo pós parto! Hoje, 5 meses depois da Vicky nascer, ela já está com o corpo de antes, mas deu para ver claramente que ela não teve pressa nem neurose nenhuma para conseguir chegar nesse estágio de novo!
Também acho mais do que válido conversar com o máximo de amigas e conhecidas sobre o assunto e procurar exemplos com expectativas mais dentro da normalidade (como eu curti acompanhar a volta da Bella Falconi). Desmistificar o corpo pós gravidez foi de uma ajuda enorme para mim. Ter conversado com amigas e saber que todas estavam passando pelas mesmas estranhezas que eu em graus diferentes me deu um alívio e uma tranquilidade muito grande para encarar essa volta sem pressa e sem neurose.
Acho que por isso eu resolvi abrir esse assunto por aqui, afinal, a autoestima pode ficar um pouquinho abalada e quanto mais a gente descobre que está passando por algo normal, mais fácil a gente entende que está tudo bem. Só sei que descobri nessa experiência que não adianta se apavorar com o que pode acontecer. Seu corpo pode nunca mais ser o mesmo, mas quem disse que ele não pode mudar para melhor? :)
Como foi esse período para vocês que já tiveram filhos??
Beijos
Cá










