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15
fev
2016

#babynofuti: as mudanças no corpo

#babynofuti, Gravidez, Lifestyle, Reflexões

Um dos meus maiores grilos em relação à gravidez sempre foi um dos mais fúteis mas que eu sei que acontece com muitas mulheres: as mudanças no corpo.

Será que eu vou engordar muito? E se eu nunca mais voltar ao meu corpo de antes? Meu peito realmente vai cair? O quadril vai ficar mais largo a ponto de eu nunca mais entrar nos meus shorts e calças? Essas perguntas podem parecer bobas, mas tenho plena consciência que passam pela cabeça de 11 entre 10 mulheres e eu estava entre elas.

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Conversando com pessoas próximas e amigas, vi muitas que voltaram ao corpo de antes rapidamente, outras que penaram um pouco mais, algumas que nunca mais voltaram e até hoje encontram dificuldades. Não existia um padrão e isso me deixava apavorada! A única coisa que eu sabia era que aquela história de barriga sarada depois de 1 ou 2 meses acontece com 1% de todas as mulheres do mundo, e visto que não tenho essa facilidade toda de emagrecer, tinha certeza que não fazia parte desse seleto grupinho privilegiado. Pelo menos era isso que eu pensava.

Em relação ao peso, para o meu espanto, fui privilegiada e com um mês (mesmo passando o tempo todo em casa, sem fazer exercícios e comendo saudável, mas sem me preocupar com qualquer tipo de dieta) descobri que já tinha perdido 8 dos 10 quilos que eu tinha engordado. Claro que o fato de eu ter permanecido ativa antes e durante toda a gravidez e o fato de eu cuidar da minha alimentação com certeza ajudou com que minha realidade acabasse sendo muito melhor do que minha expectativa mas mesmo assim, a mudança foi perceptível. Minha barriga não está como antes, ainda estou com uma parte bem inchadinha em cima da cicatriz (já to sabendo que vai continuar assim por mais alguns meses) e esse tempo que eu fiquei parada fez com que o corpo todo desse uma caidinha, assim como meu condicionamento físico que foi para o beleléu. Só que eu percebi - com alguma surpresa - que eu olhava para o espelho, via todas essas mudanças e não me importava tanto quanto achei que me importaria. Foi tudo muito mais natural do que eu imaginei.

1 mês depois do Arthur. A parte mais visivelmente inchada o short escondeu (ainda bem, né? ehehe), mas a barriga ainda está meio flácida, mas bem menos do que eu achava que estaria!

1 mês depois do Arthur. A parte mais visivelmente inchada o short escondeu (ainda bem, né? ehehe), mas a barriga ainda está meio flácida, mas bem menos do que eu achava que estaria!

Uma das pessoas que mais me inspirou a não surtar com isso - por incrível que pareça, já que não a sigo mas acabei caindo no seu perfil mais ou menos na época que ela engravidou porque fui pesquisá-la para um DQF - foi a Bella Falconi. Ela, que era saradíssima antes de engravidar a ponto de ter feito loucuras para conseguir chegar no corpo perfeito, mostrou um pós parto bem realista e saudável, dando tempo ao corpo e respeitando cada fase. Toda semana eu dava uma passadinha no perfil dela para acompanhar e acho que foi assim que fui me preparando.

Claro que o fato da prioridade mudar faz toda a diferença na cabeça, mas acho que não querer se pautar nos exemplos raros - isso é, modelos, atrizes ou aquela sua amiga que no mês seguinte já está com um corpaço - tem toda a sua importância. É essencial fazer tudo focando na saúde da mãe e do bebê, jamais do tanquinho.

Assim como sabemos (mas nem sempre seguimos) que é melhor não focar em capas de revistas com mulheres que já têm um corpo bonito e ainda passam pelas mãozinhas do Photoshop, acho que tentar se espelhar em mães que são exceções também é roubada. É entrar numa onda que pode não ser a sua e que pode virar um desrespeito ao próprio corpo.

Eu amei a forma como a Bella lidou com o seu corpo pós parto! Hoje, 5 meses depois da Vicky nascer, ela já está  praticamente com o corpo de antes, mas deu para ver claramente que ela não teve pressa nem neurose nenhuma para conseguir esse corpo de novo!

Eu amei a forma como a Bella lidou com o seu corpo pós parto! Hoje, 5 meses depois da Vicky nascer, ela já está com o corpo de antes, mas deu para ver claramente que ela não teve pressa nem neurose nenhuma para conseguir chegar nesse estágio de novo!

Também acho mais do que válido conversar com o máximo de amigas e conhecidas sobre o assunto e procurar exemplos com expectativas mais dentro da normalidade (como eu curti acompanhar a volta da Bella Falconi). Desmistificar o corpo pós gravidez foi de uma ajuda enorme para mim. Ter conversado com amigas e saber que todas estavam passando pelas mesmas estranhezas que eu em graus diferentes me deu um alívio e uma tranquilidade muito grande para encarar essa volta sem pressa e sem neurose.

Acho que por isso eu resolvi abrir esse assunto por aqui, afinal, a autoestima pode ficar um pouquinho abalada e quanto mais a gente descobre que está passando por algo normal, mais fácil a gente entende que está tudo bem. Só sei que descobri nessa experiência que não adianta se apavorar com o que pode acontecer. Seu corpo pode nunca mais ser o mesmo, mas quem disse que ele não pode mudar para melhor? :)

Como foi esse período para vocês que já tiveram filhos??

Beijos

4
fev
2016

Relacionamento: As cinco importantes fases da fossa

Convidados, Lifestyle, Reflexões, Relacionamento
Hoje quem vai contar um pouco sobre fidelidade à própria essência é a Karla, do Hey Cute! Ela já participou de um outro post no futilidades, você pode ler ele aqui.

Quem nunca passou por um término de relacionamento e viveu aquela fossa que atire a primeira pedra. Se você nunca passou, pode ter certeza que vai passar. Vai ser ruim, você vai chorar muito, vai sofrer, mas, quando aceitar, vai ver que nem tudo é tão ruim assim. Assim como em qualquer perda, a gente passa por fases de sofrimento. Pode não ser perceptível enquanto você está passando por elas, mas, quando para pra pensar, é possível distinguir e entender todas elas.

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Primeiro vem a negação, em que você simplesmente não acredita que aquilo está acontecendo, que aquele relacionamento que você tanto amava acabou. Você fica incrédulo, sabe? Acha que é mentira, alguma pegadinha, que a pessoa que você ama vai aparecer na sua porta dizendo que tudo isso não passou de um mal entendido.

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Depois disso, vem aquela tristeza incondicional. Quem você ama não apareceu na sua porta e aí cai a ficha que acabou mesmo. Você fica triste, abatido, chora bastante… É ruim, muito ruim. Acredito que seja a pior parte porque, a todo momento, é possível sentir aquele vazio estranho no peito, como se faltasse algo.

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Quando você para de chorar, vem aquele sentimento que faz uma linha muito tênue com o amor: a raiva! Além de ficar enfurecido consigo mesmo por ter permitido que tantas lágrimas tivessem corrido pelo seu rosto, a fúria também é direcionada ao seu ex-companheiro por ele ter sido o motivo de tantas noites mal dormidas e olhos inchados de tanto chorar.

Passando raiva, vem a leveza da aceitação. Você vê que, realmente, acabou porque tinha que acabar, que você também, provavelmente, teve uma parcela de culpa no término e que tantas brigas, desentendimentos e desencontros já não iam levar mais aquele relacionamento a lugar algum.

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E é aí que a vida segue e entra na fase da superação, aquela que você, durante aquela tristeza toda, achou nunca ia chegar. Mas ela chega, ôh se chega. Pode demorar para alguns, ser bem rápido para outros, mas o importante é que ela aparece como se fosse uma luzinha no final do túnel.

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Depois disso tudo, você tá pronto para novos amores e dolorosos desamores. Pode ser que doa tudo de novo. E vai doer. E você vai achar que não vai aguentar, mas lembra-se sempre da luzinha da superação. Ah, e viva a fossa! Todas estas fases só acontecem se você deixá-las acontecer. Fingir que a fossa não existe só vai gerar um sofrimento acumulado que pode explodir de uma maneira muito errada dentro de você.

Tudo que começa um dia pode acabar. Independentemente do tamanho da fossa que o fim deixa, o que a gente não pode é ter medo de começar de novo!

karla lopes

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3
fev
2016

Balança, saúde e compulsão alimentar: colocando ordem na casa!

desafio de peso, Lifestyle, Reflexões, Saúde

2016 começou e com a sua chegada resolvi enfrentar de frente todas as minhas pendências, que vocês podem não acreditar, mas eram muitas. Como contei no post do balanço geral de 2015, em nome das mudanças emocionais que vivi no ano passado, claramente negligenciei minha saúde. Fiquei doente várias vezes - em sua maioria decorrente da minha alergia - não cuidei direito do meu SOP e também adquiri peso, ou melhor, perdi, ganhei e no fim mantive, o que nesse caso é tão problemático quanto engordar.

Era para ter sido muito frustrante terminar o ano com os mesmos 12 quilos a mais com que comecei, ainda mais que cheguei a perder metade disso no meio do caminho, mas com as muitas viagens, falta de rotina, de assiduidade na academia, dieta e juízo, tudo voltou pra mim. Pensei que contaria pra vocês que isso me deixou arrasada, me tirou o sono ou atrapalhou meus romances, mas a verdade é que nada disso aconteceu.

[ Nota da blogueira: obrigada, autoestima, pela graça alcançada!]

Além de ter levado a vida normalmente, em 2015 eu conquistei algo que passei os últimos anos tentando: controlar minha compulsão alimentar. Fiz muita terapia pra isso, troquei de terapeuta, enfrentei muitos fantasmas e mesmo que não tenha resolvido todos, me senti vitoriosa. Ainda que meus médicos estejam preocupados com meu sobrepeso atual, fiquei feliz. A verdade é que com a síndrome dos ovários policísticos não posso me dar a esse luxo e emagrecer em si é a parte mais importante do tratamento. Claro que não preciso ser seca ou sarada, mas preciso ser mais leve.

O ganho de controlar a compulsão é algo muito especial, só quem já teve algum distúrbio alimentar sabe como é maravilhoso não ter crise e/ou não distorcer a imagem no espelho. Olhar pra você e se ver exatamente como você é, sem se olhar direito ou ficar achando que está mais cheinha do que realmente está.

Infelizmente mais de 60% das mulheres jovens têm algum grau de distúrbio alimentar, é super comum ver uma menina bonita e com peso normal chorando por uma barriga que só ela enxerga. Não é meu caso atual, mas tenho consciência do tanto que isso é comum, um problema real que culmina em muitas questões e leva muitas meninas para a terapia.

Como eu descobri isso na prática? Olhando fotos de épocas que eu estava com o corpo dentro de todos os padrões que essa sociedade tenta nos impor e eu me achava gorda, achava que não namorava o cara que gostava por causa de uma micro dobra nas costas ou algo do tipo. Com alguns quilos a mais e algumas neuroses a menos tudo de melhor me acontecia, a autoestima vencia a balança.

A verdade é que, em geral, quem distorce o corpo ao olhar no espelho não consegue ver o que está acontecendo no momento. Normalmente é preciso uma amiga, familiar ou mesmo o boy para ajudar a enxergar que existe um problema ali. E esse problema fere a autoestima muito mais do que alguns quilos a mais.

Joana

Já de dieta, feliz, com bochechas. Claro que buscando um bom angulo pra selfie, né? ;)

Deixando o contexto social de lado, vou voltar a falar de mim… Olhando para tudo isso só consigo sentir um sabor de vitória, ainda que inicialmente pareça que houve uma derrota nesse aspecto. Acho que jamais teria conseguido isso sem os aprendizados da Escola Trilha dos Lobos, muita análise e vontade de encarar minhas questões, sem medo.

Nunca me senti tão poderosa e nem mesmo conquistei tantas coisas em termos de autoestima quanto nesse ano tão conturbado. Nunca os 78 kg foram tão generosos comigo com em boa parte de 2015. Posso ter começado 2016 na casa dos 80 kg, mas só eu sei o tamanho da felicidade de passar um ano todo sem distorcer o reflexo do espelho, de me ver como eu sou, com consciência de tudo que comi e que por sinal, comi por prazer, nada veio com tom de auto sabotagem. #quecontinueassim

Nesse contexto entrei nesse novo ano com novos desafios: perder peso, sim, mas sem ficar doida, sem neurose e com muito foco para não engordar tudo de novo. Prefiro perder pouco a brincar de sanfona. Se vim vencendo a compulsão alimentar, como poderia não tentar vencer esse efeito super chato de quem vive engordando e emagrecendo?

Por isso o título “ordem na casa” é tão importante. Dizem que a vida no Brasil começa depois do carnaval… Minha meta é estar com todos os meus exames feitos, resultados em mãos e começar o ano de verdade com o pé direito, mudando o que precisa ser mudado e focando no meu corpo e saúde, tão negligenciados nesse ano que passou.

Para fazer essa arrumação, marquei uma consulta com a minha ginecologista logo nos primeiros dias do ano. A Dra. Helena Guerra está comigo há 10 anos, e além de tudo, ela faz modulação hormonal bioidêntica e por isso investiga tudo, leia-se TU-DO (beijo Dra. Helena)! Depois de inúmeros exames - juro, passei duas semanas fazendo vários exames - o primeiro passo da minha maratona está encerrado.

Com os resultados prontos, o Arthur Alegre - meu personal, que graças a Deus não desiste de mim - vai junto comigo definir o foco do meu treino. Também pretendo me convencer a entrar numa academia, para garantir que eu faça exercícios sem ele. Hoje quase não malho sem personal e sei que isso precisa mudar.

As vezes as pequenas alterações fazem muita diferença: tenho tentado escolher pratos mais leves nos restaurantes (afinal, saio mais do que deveria) e em viagens de trabalho a missão será tentar fazer exercício e/ou manter a dieta total e sempre compensar os dias em que eu não malhar (isso será 100 vezes mais difícil do que qualquer dieta ou outro ponto em questão). Confesso que estou pensando em voltar pra nutricionista, só acho que vou tentar perder um pouco sozinha antes. Tenho meu último plano alimentar da Patricia Davidson em mãos, nunca aplicado, e sou boa de organizar minha pesagem em casa. Anoto tudo.

Sei que meu maior desafio no meio de tudo é não deixar qualquer perda de peso se transformar em obsessão. Tenho pavor de gente “cega”, que vive e se auto-alimenta de obsessão pelo seu próprio corpo. Isso facilmente pode levar para os transtornos alimentares e prefiro ficar como estou, levando bronca dos médicos por causa dos exames, a viver de novo uma angústia de compulsão alimentar ou qualquer outro distúrbio.

Pelo menos em todos esses anos de luta contra a balança já tive provas suficientes de que basta minha autoestima continuar boa que tudo vai fluir perfeitamente bem. É ela que me ajuda a conquistar tudo que antes eu poderia achar, muito equivocadamente, que dependia da minha magreza.

snapchat com bochecha, com curva e tudo mais que tiver, sem medo de ser feliz.

snapchat com bochecha, com curva e tudo mais que tiver, sem medo de ser feliz.

Hoje quero me manter com saúde, com uma boa rotina, para poder aproveitar os momentos de experiências gastronômicas que a vida me reserva, não sei se confio em quem não tem prazer comendo. rs

Então, assim, junto com a quarta-feira de cinzas chegará uma nova fase de cuidados pessoais, que espero honestamente que seja bastante rica em aprendizado, conquistas e “aproveitamento” de cada etapa, curtindo o melhor e o pior do meu corpo em cada mudancinha que acontecer.

Ah! E quem quiser acompanhar um pouco das minhas loucuras ou monotonias no snapchat, segue lá: BLOGFUTILIDADES

Beijos

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