Arquivo do mês: janeiro 2016

29
jan
2016

Autoestima: O dia em que me descobri fiel a mim mesma.

comportamento, Convidadas, Reflexões
Hoje quem vai contar um pouco sobre fidelidade à própria essência é a Karla, do Hey Cute! Ela já participou de um outro post no futilidades, você pode ler ele aqui.

Entender e ser fiel a si mesmo é como fazer um trabalho de reconhecimento de campo: a gente chega devagarzinho, vai entendendo aos poucos como funciona o local em que estamos, tenta perceber como próprio corpo vai se comportar naquele ambiente, começa a explorá-lo com cautela… Com o tempo, entendemos os prós e contras da relação corpo-espaço e passamos a conviver, muito bem, obrigada, com nós mesmos.

Lá na adolescência, quando estamos formando a nossa personalidade, temos aquela fase de ir na onda dos amigos apenas para se encaixar num certo grupo. Acredito que muita gente já tenha passado por isso (eu inclusa, é claro). Depois que passa, a gente, sem perceber muito bem, vai entrando numa onda muito própria e pessoal. E é aí que entra o reconhecimento de campo. Começamos, aos poucos, a entender como funcionamos por dentro, o que passamos para a fora, a nossa relação com o ambiente e o outro, os comportamentos que nos alegra e entristece e qual é, no fundo, a nossa essência.

Pode parece muita coisa para assimilar, pode ser que isso não aconteça de forma leve e natural, mas o importante é que acontece. Não sei exatamente em qual idade isso ocorre. Pode ser você descubra essa relação fiel consigo mesmo lá pelos trinta e poucos anos. Ou talvez, na adolescência mesmo. E é aí que começamos uma relação de fidelidade incondicional com nós mesmos. Passamos a ligar menos para a opinião do outro, para as modinhas do momento, para as pessoas que apontam o dedo na nossa cara com críticas e comentários insignificantes e vamos seguindo a nossa própria maré.

Alguns chamam de personalidade, mas prefiro falar em fidelidade mesmo. É tão bom começar um projeto novo, fazer algo de diferente na própria profissão ou mudar de ramo, partir para uma aventura sem depender daquela opinião carregada de crítica e negatividade de “amigos” que insistem em dizê-las mesmo quando foram solicitadas. A partir do momento em que a sua vontade não atrapalha o outro, por que não tentar? Porque não ser fiel ao seu íntimo e seguir aquilo que quer?

Talvez, aquela pessoa que insiste em criticar a tudo e a todos com opiniões agressivas disfarçadas de “sinceridade” ainda não tenha se encontrado e ainda seja mais fiel aos outros que a si mesmo. Como disse, essa relação demora, é preciso paciência… O que nos resta é torcer para que ela se encontre, se aceite e aceite os outros também. Por que, como dizem por aí, gente feliz não tem muito tempo para se preocupar com o que outros fazem ou deixam de fazer. Tocam a sua vida na calmaria, descobrem novos amores, novos sabores, novos desejos e tocam o barco.

menina

Ser fiel a si mesmo é isso: entender os pedido que a sua alma faz, atendê-lo dentro das suas possibilidades e para só e somente você mesmo. Isso entra também naquela liberdade gostosa de poder ser quem você é. Se olhar no espelho e entender que você está fazendo o melhor que pode para ser mais feliz a cada dia, para manter a calma, o equilíbrio e viver em harmonia por dentro e por fora.

karla lopes

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28
jan
2016

Book do dia: A garota que você deixou para trás!

Book do dia, comportamento

Hoje vou fazer algo diferente, algo que fiz poucas vezes antes (acho que foram apenas duas vezes)… um book do dia!

book-do-dia

Outro dia uma leitora fofa mandou um e-mail para a Carla indicando a leitura de mais um livro da Jojo Moyes. Eu abri o e-mail mesmo sabendo que não era para mim, e vi que ela contou um pouco sobre o livro. O pouco que ela falou foi o suficiente para eu correr na bagunça do meu quarto e achar uma sacola da Livraria da Travessa com um livro e uma nota fiscal esquecidas ali há meses.

Eu havia comprado esse livro para levar para o México, mas devido à agenda corrida eu não consegui pegar nele. Assim, visando ler mais em 2016, resolvi levar o livro como companhia para o Uruguai, uma espécie de escape dessa vida com tanto tempo gasto em aeroportos. A ideia era deixar o tempo passar sem sentir e foi exatamente isso que aconteceu.

A primeira parte do livro conta a história de Sophie, que se passa na França durante a guerra em 1916. Eu particularmente me apaixonei pela personagem, uma mulher forte, corajosa, passional e muito à frente do seu tempo. Sophie tinha em suas mãos um objeto, um quadro, e meu apreço pela história da arte me deixou curiosa ali.

Quando eu estava completamente apegada à primeira história, a autora me jogou de forma abrupta para a história de Liv, que se passa em Londres no ano de 2006. Outra mulher interessante, que havia vivido grandes perdas, mas inicialmente não tinha a força de Sophie.

Eu passei um tempo tentando linkar as duas histórias, tudo que eu pensava era falho. Eu não conseguia acertar que situação ligava as duas mulheres. Tinha que ter algum elo, eu só não conseguia entender qual era ele.

No momento em que minha curiosidade foi sanada eu fiquei em choque. Em seguida surgiram novos capítulos das duas histórias e quanto mais o livro seguia, mais presa à essas duas mulheres eu ficava. No final, cada capítulo trazia uma nova revelação, que me fazia colocar a mão na boca e fazer sons de susto em pleno aeroporto.

Eu li na viagem de Punta, li em casa, li nas férias, na piscina, no voo de volta, até que em Guarulhos eu encerrei esse “desafio”. Fiquei tão satisfeita que não sei se poderei gostar de outro livro da autora da mesma maneira. Eu me vi com os olhos marejados em plena Casa do Pão de Queijo.

Amei que as histórias de amor são panos de fundo (importantes) mas não são elas que guiam a narrativa. É a força dessas duas mulheres que te prende na trama, é impressionante. Elas tentam se salvar sem nunca terem se conhecido.

Se no início eu gostei mais de Sophie do que de Liv, no final eu já queria que a personagem contemporânea de fato existisse, adoraria conversar com ela, dar um abraço e tomar um café. rs

Muita gente me disse que se eu amei “A garota que você deixou para trás” não poderia deixar de ler “Como eu era antes de você”. Vou correr numa livraria ainda essa semana para comprar esse livro.

Se você gosta de guerra, mistério, boas tramas de mulheres fortes e de surpreender com histórias que se cruzam em diferentes tempos, pense com carinho em ler esse livro. Eu estou apaixonada, mal terminei e já me sinto órfã.

Tem gente que diz que esse é o livro mais fraco de Jojo, eu e meu gosto peculiar jamais poderíamos concordar com isso.

Beijos

PS da Carla: alguém vai ter que me emprestar esse livro, entendido, Joana? :)

28
jan
2016

Os melhores look com camisa branca e jeans

Inspire-se!, Looks, Moda

Faz tempo que não rola um post de moda por aqui, né? Como sou eu que estou acostumada a falar mais sobre esse assunto no blog e só agora estou conseguindo voltar aos pouquinhos, espero que consiga também voltar a fazer posts de moda com mais frequência!

E vou voltar com uma combinação que é a minha preferida da vida, apesar de eu achar que muita gente não dá a devida bola: camisa branca com jeans! Já perdi a conta de quantas vezes eu ouvi alguém dizer que esse combo é tão básico que só dá certo naquelas pessoas que conseguem ser elegantes vestidas com um saco de lixo, mas eu discordo…

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Eu tenho certa consciência de que nem sempre eu consigo segurar um look, por mais que eu tente e por mais fácil que ele pareça ser. Estou cansada de ver celebridade vestido short jeans com camiseta de banda de rock e ficar maravilhosa, e quando eu vou copiar…quen quen quen, fica parecendo que estou com roupa de ficar em casa. E nem vou entrar na desculpa de que elas são todas magras e é por isso que dá certo porque eu já consegui copiar looks que ficaram do jeitinho que eu pensava mesmo com uns 20kg a mais que a minha inspiração.

Enfim, falei tudo isso só para dizer que, pelo menos para mim, camisa branca e jeans é uma dessas combinações que podem até ser básicas mas sempre dá certo. Apesar de parecer tudo muito óbvio, eu vejo possibilidades de criar looks desde o mais basiquinho para o dia a dia até algo mais elegante para algum evento mais informal. Separei algumas ideias para ilustrar isso, olha só (prepara que lá vem ideia):

Uma coisa assim meio hippie mas um hippe elegante, achei chic! Também amei a bolsa caramelo (isso porque não sou a mais fã de bolsa nessa cor), deu um toque de cor clássico no resultado final e ficou interessante! Ah, e essa camisa branca larguinha, meu ponto fraco!

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Para quem está se achando muito simplona com essa combinação acessórios poderosos como uma sandália que se destaca e uma bolsa mais sofisticada ajudam muito no resultado final. Ainda tá se achando simples? Que tal apelar para o batonzão vermelho? Difícil errar!

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Sabe aquele dia de sol, fim de semana, que tudo o que você quer é conforto? Uma bolsa transpassada, uma sandália estilo flatform e uma camisa soltinha (<3 <3 <3) podem compor o look ideal. Nesse caso, nada de chic e muito de relax!

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Cinza e preto são cores que vão com praticamente tudo, junte os dois com a camisa branca e a calça jeans e pronto, não tem muito mais o que pensar! PS: amo essa sapatilha transpassada com calça jeans!

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Outro look com short jeans completamente diferente daquele mais confortável que eu mostrei ali em cima. Esse é fashion sem necessariamente ser ousado. O salto ajuda, mas acho que a cor da bolsa (e a forma de segurá-la) também ajudam nessa impressão!

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Opa, fez frio? Trench coat em cima e pronto, tá linda! Nesse caso, o sapato de oncinha foi o toque de ousadia que deu certo na medida exata. Como o verão de SP está com cara de outono, usaria ontem esse look todo!

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Um look que poderia ser bem invisível mas a calça jeans rasgadona trouxe a personalidade que a camisa branca pedia. Só não curti essa tira do sapato.

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Olivia Palermo mostrando que dá para usar camisa branca e jeans e ficar chic, elegante e com cara de rica. E mostrando para a gente como os acessórios certos são essenciais para ajudar nessa empreitada (tanto que eu arrisco dizer que nem precisava do casaco de pele para dar essa impressão).

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Pode parecer que não, mas essa inspiração é para quem gosta de ousar e acha que segura a ousadia. Como a combinação é básica, ela permite sapatos aparecidos ou acessórios pesados como essa coleira! Eu amei, mas acho que nunca conseguiria segurar esse look.

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Eu vi esse meio look e na hora pensei que era a cara do Rio (ou qualquer cidade onde a praia é o ponto alto)! Me vejo em um fim de tarde depois de um dia pegando sol, bebendo em um bar, relaxando e jogando conversa fora. <3

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Amei tanto o toque masculino que o oxford deu que nem vi necessidade no casaco p&b apesar de achá-lo lindo!

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Como eu falei, eu prefiro uma camisa mais larguinha e informal do que essas mais estruturadas e sociais, mas esse look me deixou de boca aberta! Acho que foi a bolsa que deu o toque elegante(érrimo) que me impressionou. Ok, o scarpin preto também foi providencial no conjunto da obra.

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Vou terminar minha seleção com esse look com camisa larguinha (já falei que amo loucamente?? Já, né?), calça dobrada e uma sandália com salto baixinho mas em uma cor que deixou tudo mais bonito! Tinha que ser da minha musa, Jules.

E vocês? Amam essa combinação ou acham que é básica demais?

Beijos!

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