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12
jul
2016

Mudança de hábitos!

desafio de peso, Lifestyle, Saúde

Já tinha ensaiado por aqui minha nova forma de ver a vida em relação a exercícios e tudo mais que me cerca. Contei sobre o novo tênis da Mizuno que estou usando e comecei a me planejar para voltar a ter uma vida ativa, 100% focada na saúde, na melhora dos exames, no meu bem estar, e na minha autoestima, é claro.

A verdade é que toda vez que quis emagrecer foi tentando me encaixar, pertencer. Acho que minha compulsão alimentar veio disso. Recentemente contei por aqui como minha relação com o transtorno alimentar tem melhorado e apesar de não mais comer para me sabotar, sei que ainda tenho um longo caminho para desconstruir minha relação com a comida. Agora tenho os motivos mais nobres do mundo para voltar a me cuidar: minha saúde e meu foco na longevidade. Quero poder viajar, caminhar, correr, fazer trilha mesmo quando estiver mais velha e, para isso, preciso começar a mudar meus hábitos já.

Essa coisa de pertencer é muito cruel. Quando era adolescente eu me achava gordinha. Hoje olho as fotos e vejo que eu era 100% normal, mas como minhas referências eram minhas amigas - sendo que todas tinham a barriga seca - eu não consiga entender isso. Acho que hoje posso dizer que não era fácil ser pré adolescente sem nenhum exemplo de representatividade. Eu não me via nas atrizes, modelos e amigas, fosse no cabelo, corpo ou altura e demorou muito até eu quebrar - quase - todos esses paradigmas.

Hoje eu sinto que não posso usar a desculpa do corpo fora do padrão para nada mais. Não preciso perder uma grama sequer para pertencer a nada, por mais que existam dias mais complicados ou momentos em que me sinto cobrada, principalmente nesse trabalho de blogueira que quase sempre dá preferência às meninas que vestem 38 para baixo. Agora já não me sinto alvo de preconceito e muito menos me sinto menor ou pior do que ninguém por questões de tamanho, cabelo, corpo ou beleza. Eu desconstruí essas ideias e provei pra mim mesma que consigo realizar todos os meus sonhos e desejos com esse corpo e decidi que estar fora do padrão não seria um empecilho para nada na minha vida.

No último ano o universo me deu milhares de oportunidades para que eu provasse isso para mim mesma. O que eu precisava não era perder peso, brigar com a balança ou mesmo me privar de comer e beber o que eu queria. Eu precisava me sentir bem comigo, me sentir bonita e cuidar da minha autoestima. Foi isso que permitiu que eu provasse tantas coisas pra mim mesma.

O tempo foi passando e eu entrei na zona de conforto. Foi aí, olhando meus exames e conversando com meus médicos que me dei conta que eu precisava mudar a fórmula do meu bolo. Por mais que eu esteja me garantindo na minha autoestima, chegou a hora do novo desafio: a busca pela saúde e por uma vida longa. Por causa do SOP é muito importante que eu perca peso, visando preservar minha fertilidade.

Foi nesse contexto que resolvi, com uma ajuda sobre a qual falarei no futuro, ajustar e alinhar minhas expectativas, acertar os pensamentos e focar no que importa: a mudança de hábitos.

O primeiro passo foi óbvio: liguei para o Arthur, meu personal, para voltarmos a treinar. Minhas metas? Fazer exercício para aguentar as trilhas que amo fazer, para melhorar meus exames, para me dar condicionamento físico e liberar endorfina. Por nenhum segundo mencionei a perda de peso como objetivo. Dessa vez isso vai ser consequência, sabe-se lá em que momento essa consequência virá, mas estou desconstruindo que isso não é meu objetivo principal.

A video posted by futilidades (@futilidades) on

Dessa vez resolvemos fazer algo diferente, nossas duas aulas por semana acontecerão na Lagoa, como sempre, com foco em: fortalecimento muscular e melhora da postura. Todo exercício aeróbico será feito por minha conta, coisa que não vemos desde os tempos da finada Estação do Corpo em 2009. Ou seja, minha primeira dificuldade foi entrar na academia. Como detesto minha relação com esse tipo de ambiente. fui tremendo, mas fui. Me senti vencendo um medo enorme enquanto preenchia os 3 cheques.

Não posso falar ainda sobre vitórias, só posso pedir a torcida de todas vocês para mandarem energias boas, afinal, quero muito engrenar nessa mudança de hábito. Ao longo das últimas semanas me vejo levando os exercícios à sério e isso é bastante animador, dado que eu estava em uma espiral de sedentarismo bem chata. Estou em fase de adaptação, ainda sinto dores no corpo e me sinto bastante tímida pra fazer alguma luta ou dança coletiva, mas o importante é que estou disposta a vencer tudo isso.

Quanto à alimentação, resolvi fazer uma mudança saudável por minha conta agora. Ainda não me sinto emocionalmente preparada para ir à uma nutricionista, não quero prestar conta quanto ao meu peso, não quero correr o risco de entrar em nenhuma neurose ou mesmo me sentir cobrada. Por ninguém. Eu não quero sentir nenhuma cobrança da parte da família, do Arthur (meu personal, não meu afilhado hehe), das seguidoras do insta, ou mesmo das leitoras do blog. Tudo isso já me ajudou muito, mas achei que valia a pena mudar a perspectiva.

Um lado meu deseja que eu não conte quantos quilos vou perder ou muito menos publique um antes e depois. Acredito que isso pode ser um desserviço a tudo que tenho pregado nos últimos tempos. Não quero alimentar nenhum pensamento como “ela ficou muito mais bonita mais magra”, “olha como ela está melhor agora” ou coisas dessa natureza. Eu nunca estive tão bem comigo quanto estou hoje, mesmo sabendo que provavelmente nunca estive tão pesada. Com ou sem mudanças no corpo ou no peso, eu serei a mesma garota que eu sou agora.

Nunca vou querer ser um exemplo de garota que conseguiu tudo porque perdeu peso. Quero ser exemplo pelo que sou hoje. Uma mulher fora do padrão de corpo imposto pela sociedade que não precisa atender as demandas externas pra sair com um cara legal, pra usar a saia curta que quiser, pra colocar uma roupa de praia na frente do boy, pra se sentir sexy, pra ficar com o cara mais bonito da festa ou fazer fotos de look do dia. Se antes eu achava que precisava ter 68 quilos pra isso, hoje eu já provei que dou conta de tudo isso com mais de 80.

Então eu estou aqui, compartilhando minha vontade da mudança de hábitos, de focar nos objetivos certos, desconstruindo a minha antiga necessidade de pertencer que nunca me fez bem, só foi uma erva daninha para minha autoestima na adolescência e em alguns períodos da vida de blogueira.

Foco e determinação, dessa vez eu vou correr atrás de vocês! Vamos torcer pra que eu consiga dar uma reviravolta na minha saúde, no meu SOP e no meu condicionamento físico. :) E quem quiser dar dicas, contar suas histórias ou até mesmo palavras de incentivo, estou aqui!

Beijos

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23
jun
2016

Vamos quebrar a ditadura da magreza?! Um bate papo com a Laila Coelho!

Beleza, corpo, Lifestyle, Saúde

Hoje queria compartilhar com vocês um video super simples e despretensioso, mas sobre um tema importante que eu gravei com a Laila Coelho.

[No caso precisaremos relevar meu olhinho inchado de alergia e a carinha de cansada. hehehe]

Você já PENSOU na importância de DESCONSTRUIR a DITADURA da MAGREZA?

Já falei antes e repeti com a Laila: não existe condicionar felicidade, acontecimentos e alcançar metas ao corpo perfeito. Isso não é real, não funciona dessa forma. Emagrecendo ou não, malhando ou não, o que muda as coisas a sua volta é sua relação com você mesma, com sua segurança, sua autoestima e autoconfiança.

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Quase sempre a ditadura da beleza é muito perigosa e por isso precisamos falar sobre ela. Sobre a importância de você ter um corpo saudável, que te faz feliz e não que traz aceitação perante a sociedade.

Quem tiver algo de legal pra acrescentar pode se soltar nos comentários! :)

Beijos

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16
jun
2016

Você julga o livro pela capa?

Camilla Estima, Convidados, Lifestyle, Saúde

Você admira alguém pelo que ela é ou pela forma como você a vê (e inconscientemente a julga)?

Hoje em dia, com a propagação rápida e exagerada de tantas imagens e mensagens na mídia e nas redes sociais, todos nós viramos críticos em potencial. TUDO se critica e nem sempre prestamos atenção no que estamos criticando. E mais, posso fazer uma aposta com você que está lendo esse post que na grande maioria das vezes a gente critica os outros pela forma que a pessoa é (ou está) fisicamente. Mas o que realmente conta, o que a pessoa representa ou a sua aparência?

13394145_1093233887417265_8788806818349459601_nAlguns exemplos para pensarmos. Esses dias a tenista russa Maria Sharapova foi foco da mídia “xerife do corpo” que deu mais destaque à presença de celulites em seu corpo do que o jogo que ela ganhou no torneio de Roland Garros. Ninguém percebe que as coisas estão de cabeça pra baixo? Essa atleta treina horas, dias, meses e anos seguidos para atuar em competições importantíssimas como esse famoso torneio, muitas vezes ela se lesiona, vivem para isso…. ganham a partida e o que sai na mídia? Suas celulites! Atire a primeira pedra que nunca teve ou não tem uma celulite. E mais, o que importa ela ter celulites?

Anos atrás, quando a cantora Adele apareceu para o mundo, o estilista da Chanel, Karl Lagerfeld, fez o infeliz comentário de que ela estava “um pouco gorda mas ela tem um rosto bonito e uma voz divina”. Qualquer mulher que já esteve (ou está) acima do peso sabe o quanto esse comentário “ela é gordinha mas tem um rosto lindo” incomoda. A resposta dela ao estilista? Ela disse que estava muito contente com as suas curvas e que “Não é sobre isso que a minha música se refere….eu não faço música para os olhos e sim para os ouvidos”. Ah, e nesse mesmo ano ela foi uma das maiores vencedoras de prêmios Grammy da história.

E vocês já devem ter lido inúmeras matérias na época do carnaval falando sobre o preparo que as rainhas de bateria fazem com seus corpos para “não fazer feio na avenida”. Na maioria das vezes pouco se fala do real samba no pé e só se comenta que a fulana estava com celulite, a beltrana com uma barriga estranha, a outra com um “corpaço”. Imagina a pressão em cima dessas moças para conseguir aprender o samba, ir a todos os ensaios, se preparar fisicamente para encarar uma avenida de quase 1 quilômetro em cima de um salto de 15 centímetros e fantasias que chegam a 30kg e ainda alcançar o corpo perfeito, sem gordura, celulite ou flacidez? Sendo que depois que tudo acaba, quase nada se fala do que realmente deveria importar, que é representar uma escola de samba na avenida e o verdadeiro samba no pé. Juro que tenho pena delas!

Agora nós, pessoas comuns. Vamos tentar nos colocar nos lugares dessas moças e transpor isso para a nossa vida, nosso dia a dia, nosso trabalho. Imagina o quanto você batalhou para chegar aonde chegou (estudou, fez cursos, especializações, pós graduações ou o que quer que seja) e no final as pessoas te julgam pelo seu corpo, seu cabelo ou pela sua aparência. O seu chefe ao invés de falar sobre a apresentação que ele pediu com urgência e você fez a tempo, prefere comentar numa reunião de equipe sobre o seu peso. Seus colegas de trabalho falam de sua aparência pelos corredores, nas redes sociais, na hora do almoço. Sentiu na pele? Não gostaria que te olhassem dessa forma?

Moral da história… vamos parar de julgar as pessoas pela sua aparência e nos ater ao que importa! É se a Adele está com peso normal, magérrima ou obesa ou é a música que ela faz? É se a madrinha de bateria está com celulites ou com uma perna invejável ou se ela arrasou sambando na avenida e representando a escola com coração? É a perna da Maria Sharapova ou sua performance no esporte?

O que realmente importa? Quem somos? As nossas conquistas? Os nossos sucessos? Ou o nosso corpo físico? Então da próxima vez que você for pensar e fazer qualquer comentário nesse sentido, pense no que realmente importa e vamos exercitar o foco no que de fato é relevante. Julgar o outro é um hábito quase automático que acontece com todos nós, mas por que não falar do que realmente está em jogo ao invés de usar primeiramente a aparência como argumento formador de opinião? Tirando as misses e fisiculturistas, ninguém vive ou trabalha para ter sua imagem julgada.

Talvez se a gente se habituasse a criticar ou elogiar primeiro o talento ou a competência das famosas ao invés de seus corpos ou seus procedimentos estéticos, nós não vivêssemos na ditadura de beleza que vivemos hoje em dia.

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Ela criou uma conta por lá: @camilla_estima_nutricionista

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