Hoje vou fazer uma reflexão boba, eu sei. E mais boba ainda para quem não trabalha com internet, ou mesmo para quem não curte redes sociais e afins, mas cá estou eu com vontade de dividir um incomodo virtual com vocês.
Nós fizemos o instagram do blog no ano de 2011, e 4.300 fotos depois, me sinto completamente à vontade para escrever sobre uma das coisas que mais me incomoda nesse tipo de espaço virtual: o uso indevido de hashtag (eu falei que era um assunto meio bobo! rs).
O que seria isso? Aquela pessoa que aproveita a hashtag de sucesso que alguém criou para postar algo completamente irrelevante para o “assunto” da mesma. Tipo uma lojinha online que coloca a foto de uma peça que acabou de chegar no site e usa alguma hashtag famosa, mesmo que ela não tenha nenhuma relação com o produto exposto, como #projetocarolbuffara, por exemplo.
Por que isso me incomoda? Simples, eu acredito que a Carol Buffara (ou qualquer outra blogueira fitness) criou a hashtag para reunir fotos referentes ao seu projeto, ao universo fitness, de treino, alimentação e por ai vai. Ela criou algo de sucesso, que movimentou a interação de milhares de pessoas e aí chega um perfil caçando likes, atirando para todos os lados e “se mete” em um assunto que claramente não foi chamado. E pelo o que eu percebo, nunca é uma hashtag isolada. Tem perfis sem noção que botam hashtag de fitness, de viagem, de #icebucketchallenge e todos os “joguinhos da velha” que estão em evidência no momento.
Sei que muita gente se incomoda com perfis que resolvem usar o espaço de comentários alheio para fazer auto propaganda, mas isso não me faz nem cosquinha se comparada ao nervoso que me dá ao navegar por alguma hashtag interessante e me deparar com fotos totalmente aleatórias. Não encontro palavras para expressar meu incomodo com tal fato, tão bobo - e acho que boa parte disso tem relação com o fato de que, se comentarem ou me marcarem, eu tenho como reverter a situação, mas não tenho controle do conteúdo com a hashtag.
O mais curioso de tudo é que essa minha falta de tolerância veio muito antes de sermos “atingidas”, até porque eu sempre me interessei pelo mundo das hashtags. Já peguei muitas dicas de lugares interessantes, de maquiagens e acho que só dei o exemplo da # de fitness porque é um dos lugares onde mais acho incentivo quando estou precisando. Fico horas navegando e curto mesmo essa história de poder dividir as fotos por temas que possam interessar a mais pessoas.
Eu entendo que quando bolamos determinadas hashtags, as criamos para o mundo, mas não seria muito mais rico para os interessados que os usuários da rede seguissem um “padrão de educação na internet”, que permitisse que essas hashtags fossem exploradas por pessoas que postassem fotos relacionadas ao tema?
Assim, no #projetofulanadetal teríamos tudo relacionado ao tema, no #futiindica só teriam indicações de perfis legais, no #fhitsnounique só teriam fotos relacionadas ao QG, no #rioeuteamo só teriam fotos do Rio e por aí vai… É muito achar que a rede seria muito melhor assim? Sem os oportunistas?
O que a pessoa quer com isso? Angariar clientes? Vender mais? Se auto propagar?
E isso funciona? Pra mim e minha experiência de alguns anos de marketing digital, a resposta é não. Na prática, me parece anti-marketing em 80% dos casos, mas adoraria ouvir o outro lado para saber se meu pensamento tem fundamento ou eu só encaro dessa forma porque realmente tenho um bode muito grande dessa prática.
Na verdade, esse comportamento não deixa de ser mais uma fatia da falta de etiqueta na internet, que merece estudos e teses para tentar compreender o motivo de tanta gente agir de uma forma no meio virtual e de outra completamente diferente no mundo real. Claro que não é nada que tire meu sono, mas confesso que volta e meia me pego chocada com certas atitudes que vejo online!
Eu amaria um mundo ideal em que todo mundo categoriza corretamente o que posta na web, acho que muito mais dicas chegariam a mais pessoas. É uma relação de ganha-ganha, mas para isso temos que aprender a usar a rede de uma forma mais interessante.
O que vocês acham sobre tudo isso?
Beijos
Jô












