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4
mar
2015

Precisamos falar sobre vazamentos…

Lifestyle, Reflexões

Por aqui está evidente que assuntos relacionados aos direitos das mulheres vem ganhando mais e mais espaço. Eles vêm deixando de ser assunto no DQF e se tornando pautas isoladas nas nossas reflexões. Na verdade, nós achamos que é uma coisa geral. Parece que agora, muitos blogs estão se unindo para falar além de moda e beleza, e introduzindo assuntos que precisam ser abordados sobre o universo feminino, ainda que eles não sejam fáceis.

Depois de toda repercussão de ontem com a Sabrina Sato, ficamos felizes em saber da iniciativa #JuntasContraVazamentos, para combater o vazamento de fotos, vídeos e qualquer conteúdo particular na internet.

É importante que todos nós criemos consciência do que podemos ou não redistribuir pela web. Se você recebeu uma foto de uma pessoa na sua intimidade não distribua sem o consentimento da mesma, esse pode ser o primeiro passo para mudarmos a atual situação.

Para dar voz ao tema, trouxemos um vídeo para dividir com vocês:

Quem já leu o post em que falamos do dia que conhecemos a Sabrina, sabe que a gente adora essa japa e hoje, mais uma vez, ela ganhou ainda mais o nosso respeito. Adoramos ver tudo isso que a Always fez junto com a Safernet, uma ONG que é a maior instituição do país sobre segurança de informação na internet.

Vocês sabiam, que das 224 vítimas que eles tiveram só em 2014, 81% eram mulheres e todas tiveram que lutar para manter a auto-estima no lugar? E não vamos esquecer que muitas acabam se sentindo culpadas por terem confiado no cara errado para dividir sua intimidade, quando na verdade, a pessoa que vazou a informação que deveria não conseguir dormir à noite, né?

Cada dia que passa mais fichas caem a respeito dessa temática. Por mais que o primeiro impulso seja criar um julgamento (inclusive nós já julgamos, e aprendemos muito com isso), acreditamos plenamente que precisamos não dar crédito a vazamentos feitos sem o consentimento do protagonista daquela mídia. Precisamos fazer com que esse ciclo seja interrompido e para mudar esse cenário, nada mais normal que falar sobre isso em casa, com os amigos ou em qualquer outro lugar.

Ninguém merece ter a intimidade vazada por maldade, vingança ou pura ingenuidade. Por aqui acreditamos que é preciso aderir a essa causa e dividir essa ideia com os namorados, maridos e amigos, afinal, se a gente para de passar para a frente esse conteúdo, ele perde a força. Todas nós e todos eles podemos ajudar nessa empreitada.

Se todo mundo se recusar a ver e compartilhar a privacidade dos outros, podemos começar a mudar a situação. Todo adolescente já viu um caso como esse (podem testar nas famílias de vocês), assim como vários namorados têm grupos de amigos no whatsapp que adoram trocar imagens desse nível. Por isso, acreditamos muito que precisamos melhorar essas questões de cidadania virtual, se é que esse termo existe.

Não podemos mudar o mundo inteiro de uma vez, mas podemos fazer a nossa parte e nos mostrarmos contra esse tipo de vazamento na web.

Amanhã pode ser você, uma amiga, ou até nós mesmas passando por isso. E a gente sempre foi ensinada que a regra de ouro de viver bem em uma sociedade é não fazer com os outros o que não queremos que façam com a gente. E isso se aplica, né?

4
mar
2015

Book do dia: Amon - meu avô teria me executado, por Jennifer Teege

Book do dia

Sabem o que é engraçado? Na época que eu tinha que estudar História e as guerras que aconteceram no mundo, eu realmente não dava bola para a época de Hitler e o Nazismo. Na verdade eu não dava bola para História em geral (mas era relativamente boa nessa matéria rs). Só que de uns tempos para cá, eu ando super interessada sobre o assunto! Desde O Menino do Pijama Listrado, eu ando devorando todo tipo de documentários, filmes e outros livros do tema (inclusive, o livro que estou lendo agora e que será o próximo book também vai ser sobre isso).

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Eu sempre tive muito interesse em depoimentos (seja ele por escrito ou filmado) de pessoas que vivenciaram fatos históricos ou passaram por alguma experiência muito inusitada. Nesse caso, o título do livro é muito intrigante e me deixou curiosa. Fiquei cheia de perguntas e quando li a sinopse, sabia que tinha que ser minha próxima leitura: “Aos 38 anos de idade, a publicitária alemã Jennifer Teege fez uma descoberta que a deixou chocada: seu avô, que ela não chegou a conhecer, era o infame comandante Amon Göth, do campo de concentração de Plaszow, na Polônia, cujo sadismo se destacou até mesmo em meio à barbárie nazista. Com a ajuda do jornalista Nikola Sellmair, Jennifer começa uma profunda e dolorosa pesquisa sobre a história da sua família biológica. Passo a passo, a partir da chocante história da sua família, começa uma história de libertação.”

Jennifer é filha de uma alemã com um nigeriano, foi posta para adoção ainda bebê e passou a viver com sua nova família aos 3 anos. Ela chegou a ter contato com sua mãe e sua avó até os 7 anos de idade, quando foi adotada por uma família, mas nunca teve real noção sobre a história de sua família biológica.

A descoberta de parte do seu passado foi a coisa mais surreal do mundo: em uma biblioteca, quando se deparou com um livro que contava a história de sua mãe, filha de Amon Göth, um dos oficiais nazistas mais cruéis da época. Quem viu a Lista de Schindler provavelmente vai lembrar desse “personagem”.

Obviamente isso deu um nó na cabeça de Teege, que além de ser negra, fala hebraico e morou alguns anos em Israel. Muitos filhos de pessoas que cometeram atrocidades no período nazista levam a vida sentindo culpa e com medo de carregarem algum “gene do mal”, mas esse é um dos primeiros livros que mostram a relação da 3a. geração com esse fato histórico.

Em pouco mais de 200 páginas, a gente acompanha Jennifer em sua busca de aceitação dessa parte do seu passado até então desconhecida, com trechos escritos por ela que parecem diários, e trechos escritos pelo jornalista, que imprimem uma outra versão da mesma história. Achei bem interessante essa maneira de contar, fez o livro ficar mais dinâmico!

Para mim, o único problema é que eu não me conectei tanto quanto eu gostaria. Achei ela impulsiva e dramática demais, tanto que achei que ela meteu os pés pelas mãos em vários momentos.

Gostei do livro, mas algo me diz que a versão da mãe é melhor, infelizmente não achei o nome em português!

Alguém já leu? Quem tiver dicas de livros nesse estilo, pode dividir aqui! :)

Beijos

Carla

2
mar
2015

Deu o que falar…

Deu o Que Falar

Recebemos uma mensagem pelo whatsapp que tivemos que rir. Pela primeira vez, podemos dizer que o deu o que falar de uma semana conseguiu se resumir em uma imagem:

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Não resumiu? hehehe

Então, vamos começar pelo primeiro:

1 - O Versace do casamento

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A gente sabe que Anitta não é a famosa mais amada do Brasil, aliás, parando para pensar, talvez ela só não seja mais criticada do que a Claudia Leitte.

Semana passada aconteceu o casamento da Fernanda Souza com o Thiaguinho, ela foi uma das convidadas e apareceu linda, com um vestido de decote diferente, justo e que ficou ótimo no corpo dela. “Da onde é, Anitta?” “- É da Versace”.

Claro que em dois segundos começaram a criticá-la pelo fato de ter escondido o fato que o modelo era da coleção para a Riachuelo e já poderia ser encontrado na remarcação por menos de 80 reais.

Bem, para a gente continua qualificado como um Versace, mas na nossa opinião, a Anitta perdeu a oportunidade de brilhar muito no casamento. Não sabemos se ela omitiu a loja de fast fashion para tentar ostentar ou se a ausência dessa informação foi esquecimento ou ingenuidade de achar que as pessoas não iriam reparar nesse “detalhe”. Foi um deslize enorme, ainda mais levando em conta que várias outras convidadas estavam com vestidos muito mais caros e não estavam tão bonitas.

A gente tem certeza que se ela tivesse aproveitado a oportunidade, as poucas unidades que ainda sobraram do vestido sumiriam das araras.

2 - Falando em vestido…

E a história do vestido azul e preto/branco e dourado? Caramba, do nada nosso whatsapp e instagram foram invadidos pela imagem mal tirada do vestido seguida de comentários intrigados de gente enxergando as duas cores e muito chocadas com a “mágica”.

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Na hora, disseram que a explicação para esse fenômeno era emocional. Quem estava vendo azul e preto estava triste e estressado e quem visse branco e dourado estava relaxado, calmo e feliz. Que nada.

A explicação é ciência pura. Nosso cérebro tenta compensar a falta de luz e de acordo com a percepção de cada pessoa, por isso acontecem as duas combinações diferentes. Está mais explicado nesse post!

Porém, polêmicas cromáticas à parte, vocês estão sabendo que a Roman Originals, marca do vestido, teve suas vendas alavancadas em 347%? E apesar de não existir a versão branca e dourada, eles estão pensando em fazer uma logo, logo.

3 - Pra quê dar ibope?

Mesmo com tantas polêmicas em uma semana, provavelmente a que nos chamou mais a atenção foi a entrevista que a Suzane Von Richthofen deu na estreia do programa do Gugu.

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É um pouco cúmulo do absurdo dar ibope para uma menina rica que matou os pais só porque ela vai casar com outra detenta, mas a audiência está aí para ser conquistada, e esse tipo de assunto dá o que falar, não tem como não ficar minimamente interessada no assunto, mesmo desprezando a pessoa. E olha que pelo o que lemos, a entrevista foi polêmica, com ela soltando frases como: “se minha mãe estivesse viva, ela iria me visitar”.

Foi uma sacada genial, mas não vamos transformar esse caso em uma versão abrasileirada de Orange is the new black, né? Não vemos problema nenhum em dar fama à pessoas estupidas, mas dar fama para assassinas? Poxa, Gugu, você precisava mesmo disso?

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