32 em Comportamento/ Reflexões/ Relacionamento no dia 22.05.2015

Raio X de um relacionamento aberto!

Hoje temos mais uma convidada muito especial pra nós duas, a Tay! Ela é uma mulher incrível e não poderíamos estar mais felizes da confiança que ela tem em nós, blogueiras  e leitoras do futi!

Eu estou com o Thi há dez anos e somos casados há quase sete. Temos um relacionamento super saudável, respeitoso e bem comum. Tirando o fato de que eu, desde sempre nunca acreditei que amor e monogamia são duas coisas que estão necessariamente atreladas. E por conta disto, temos um relacionamento aberto. Pois é… Sei que isso foge totalmente daquilo que a gente aprende em casa, que praticamente nos impõe um relacionamento heteroafetivo e monogâmico, por isso foi um processo longo de eu entender isso e ser algo ok pra mim mesma, para então apresentar isso aos meus namorados/parceiros. Tudo isso porque acredito naquela máxima de que “casado não é capado”. Pra mim, entendo que eu posso ter ficado a fim de alguém, até rolar algo, e nem por isso meu amor pelo Thi diminuir e vice-versa. Pelo contrário, cada vez tenho mais certeza de que é ele que eu amo e é ele quem eu quero que esteja sempre ao meu lado.

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Tenho essa ideia de relacionamento desde sempre, sempre falei a respeito com meus namorados anteriores e eles me achavam louca, torciam o nariz e falavam: ”ah, então eu vou sair pegando uma a cada esquina pra você ver se gosta disso”. Eu comecei a ter esse tipo de ideia por volta dos meus 17/18 anos, e uma vez, nessa época mesmo, conversando com o meu pai a respeito ele falou uma frase que nunca me esqueci: “o ser humano não é monogâmico por natureza, isso é imposição da sociedade”. E eu fiquei pensando nisso, refletindo a respeito. Vale um adendo: meus pais são casados há 39 anos e tem um relacionamento ótimo, muito sólido, sem brigas e sempre foram um super exemplo pra mim – mas minha mãe é super certinha quanto a esse tipo de coisa e tenho certeza que não concorda com um relacionamento como o meu. E antes do Thi, eu nunca consegui ter um relacionamento aberto, mas sempre abri meu ponto de vista a todos os meus namorados, mas a maioria não concordava. Só com o Thiago que passei a ter esse tipo de abertura.

A ideia deste tipo de relacionamento foi minha e a reação inicial, como usualmente acontece, foi de estranheza. Mas acho que ele começou a pensar melhor e viu que não tinha nada demais. Uma vez, no Carnaval de 2006, tinha uma menina que ele achava linda e eu disse: “vai lá e chega nela”. E ele me olhou com a maior cara de espanto – hahaha – e eu disse: ”quer que eu vá lá e chame ela aqui?”. Acho que depois desse dia ele passou a ver que minha postura não era só da boca pra fora, que eu acreditava mesmo que essas coisas poderiam acontecer sem abalar em nada o que sentimos um pelo outro.

E hoje temos isso muito claro entre nós. Temos essa liberdade e esse respeito um com o outro. Pra vocês terem ideia, uma vez eu mesma fui comprar passagem pra ele ir pra Florianópolis se encontrar com uma menina que conheceu pela internet. Ele ficou lá coisa de uma semana/10 dias e depois estava aqui comigo. Mas já me habituei com as pessoas olhando esse tipo de coisa com estranheza, consideram traição. Mas eu acho que traição é algo tão maior e mais profundo do que beijo e sexo. Até porque trair é quando fazemos algo que “não está no contrato”. E se pra gente tá tudo certo, tudo ok, é qualquer coisa, menos trair, né!

E aí que volto a bater na mesma tecla: eu acho que não é porque você está com alguém que você deixa de achar outras pessoas bonitas e atraentes, de sentir tesão por outras pessoas. E a verdade é que todo mundo sente isso, mas reprime, porque os outros não vêem com bons olhos. E em muitos casos ficam frustradas, fazendo tudo em pensamento, ou em outra hipótese se jogando em pornografia às escondidas, ou até mesmo, partindo pras vias de fato e traindo de fato o seu companheiro.

Sempre que alguém me questiona, quer me apontar o dedo, dizendo que esse tipo de relacionamento é absurdo, eu logo rebato perguntando quantas pessoas casadas ou comprometidas que traíram ou foram traídas ela conhece? E bingo, meu ponto está explicado. Porque vontade a imensa maioria tem: uma parte reprime a outra acaba traindo. No nosso caso, acho que a vantagem é sermos menos encanados com coisas que outros casais encanam, consequentemente levarmos uma vida mais leve.

Porém, isso não é uma coisa que a gente vá abrindo a qualquer um, exatamente porque é um assunto delicado, além de ser profundamente íntimo e só dizer respeito a nós dois. A gente até já deu algumas entrevistas falando a respeito, mas em contrapartida, poucos amigos sabem e sempre se espantam quando descobrem, acham que a gente tá de brincadeira… Já os familiares, a gente nunca tocou nesse assunto. Meu pai, eu acredito que lidaria numa boa, minha mãe já acho que não. E a família do Thi torceria o nariz, são meio conservadores e machistas, ainda mais a ideia tendo partido de mim…

Sobre perguntas que sempre nos fazem:

A mais comum de todas é: vocês contam tudo que fazem um para o outro? A Jô mesma me fez esta pergunta quando soube. :)

Então, a nossa regra é jogar limpo. Quando saio com alguém, ele fica sabendo que vou sair e vice-versa. Fora isso, não entramos em detalhes. Não é aquela coisa de: “ai, deixa eu te contar, fiquei com fulano, rolou isso, aquilo, aquilo outro e foi bom/médio/ruim”. Sabemos meio que por alto tudo que rola na vida um do outro, mas não me interesso em saber nada mais profundo – até pra me preservar – hehehe.

– Sempre perguntam coisas como “vale ficar com algum amigo dele?”, e a resposta é meio saindo pela tangente, mas é real. Porque isso de vale ou não vale é tão relativo, né! Nossa regra é jogar limpo, sempre, um com o outro. E aí que isso se aplica a tudo. Mas o que acontece mesmo é que a gente não fica com amigos um do outro, nem por nada nosso não, mas muito mais pelos amigos, que ficam meio cheio de dedos com a história. Por exemplo, teve uma vez que eu tava muito a fim de um amigo em comum e eu abri o jogo com o Thi, porque, caso viesse a rolar, ia ficar uma coisa meio estranha. Acabou que o amigo não entendeu a ideia, achou tudo muito bizarro e nem rolou nada – hehehe.

Outra coisa que perguntam é se a gente não fica triste e enciumado em algumas situações. E a resposta é que fica sim, somos humanos, estamos lidado com sentimentos, que são coisas complexas e não fazem parte de nenhuma ciência exata, logo, não tem fórmula mágica. Assim como tudo na vida, tem dia que a gente tá bem, tem dia que não tá, e bola pra frente.

Eu acho que o maior desafio é estar disposto a encarar o que vier. Teve uma vez eu não estava bem – tenho um quadro familiar super grave de depressão, e já tive algumas crises, numa delas, inclusive fui medicada durante mais de um ano até ter alta. Bem no princípio deste meu caso de depressão mais grave, rolou de o Thi estar se relacionando com outra pessoa naquele momento. Não sei se isso teve alguma influência, mas foi bem num ponto em que a doença se agravou e eu me vi sem saber como lidar bem com esse terceiro elemento entre nós. Ele compreendeu, deu um basta em tudo. Mas mesmo assim foi algo difícil. E é o tipo de coisa que estamos sujeitos a enfrentar. Casou de ser num momento ruim – afinal de contas, pra tudo na vida, nem sempre estamos bem e dispostos a encarar algo diferente. No trabalho mesmo, tem dia que a gente não tá pronto pra fazer algo fora da nossa zona de conforto e desaba. Eu acho que o desafio é esse. É ter que estar sempre pronto pra encarar o que vier de diferente. E nem sempre é fácil, isso é fato.

– Essa é outra das perguntas mais clichês que o pessoal questiona: o que é traição pra você então? Como já disse antes, eu acho que traição é tudo aquilo que não está no “contrato”. Por exemplo, um casal que tem um relacionamento tradicional, o cara conhece uma menina e se interessa por ela, mas como ele é compromissado não rola nada, mas eles trocam telefone, Facebook etc. e passam a se falar por whatsapp, inbox, se insinuar, fazer gracinha em webcam etc. Nunca rola nada físico, mas os dois estão se envolvendo um com o outro. Pra mim isso é muito mais traição do que se rolasse beijo e sexo por tesão. Porque eles estão escondendo, fingindo, sacaneando a outra ponta deste suposto triângulo. Às vezes rola aquele tesão de impulso, que você nem quer saber o nome do outro, foi só tesão mesmo, e isso nunca abalaria o que você sente pelo seu companheiro. Mas aí as pessoas reprimem e ficam fantasiando isso que não rolou, e no fim acabam alimentando uma paixão platônica. E isso sim, pra mim, é mais grave, e é traição.

Uma pergunta que sempre me fazem, mas que eu não tenho uma resposta satisfatória: sobre ficar mais tempo com uma pessoa, ir ficando, ficando, ficando, até virar quase um namorico, isso vale? De verdade, eu não sei – ahahaha – nunca falamos sobre isso, porque nunca aconteceu. Mas eu acho que sim, acredito que se rolar e não interferir em nada no nosso relacionamento como casal, não tem problema algum.

Enfim, essa é uma parte da nossa história como casal, e por ser uma assunto pouco habitual, acaba sempre despertando o interesse das pessoas, e por isso resolvi me abrir aqui com vocês leitoras do F-uti. Se tiverem alguma dúvida ou quiserem falar mais a respeito, é só comentar, que eu, junto com Jô e Carla, vou ter o maior prazer em bater um papo com vocês sobre o assunto.

Beijos

Tayra-Vasconcelos

Tay, obrigada por ter dividido algo tão íntimo conosco e com nossas leitoras.
O assunto é realmente algo fora do lugar comum.
Você pode achar a Tay no Teia de Renda

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32 Comentários

  • RESPONDER
    Flu Ferreira
    22.05.2015 às 16:08

    Post bacanudo! Confesso: não tenho maturidade para um relacionamento assim, mas sinceramente sigo o lema “ser feliz todo dia, um dia de cada vez”. Cada um é feliz à sua maneira! Parabéns por dividir essa experiência com a gente!

    • RESPONDER
      Tayra
      22.05.2015 às 20:29

      Mas é realmente algo muito difícil, até pra mim, foi um longo processo de amadurecimento da ideia. Pro Thi também foi, até que, cientes do que iríamos fazer virou uma coisa muito legal, honesta e sincera. :)

  • RESPONDER
    Rosa
    22.05.2015 às 17:07

    Parafraseando a Maria Ribeiro, relacionamento aberto pra mim é que nem Cuba. Na teoria é o máximo, na prática um desastre, tipo, socorro, me tira daqui :)

    Adorei o post e a coragem! E achei lindo o respeito que vocês tem um pelo outro como seres humanos na essencia mesmo, muito antes que de marido e mulher.

    bjs girls

    • RESPONDER
      Tayra
      22.05.2015 às 20:27

      Entende porque é difícil abrir uma coisa como essa? Porque sempre as pessoas já chegam a mim com esse tipo de julgamento.

      Posso te dizer que na prática é muito melhor e mais incrível que na teoria. ;)

    • RESPONDER
      Rosa
      25.05.2015 às 9:51

      Tay, concordo que deve ser super difícil sim. Mas veja que meu julgamento não foi a você, e sim ao relacionamento aberto (“para mim”). E digo de novo, o que achei mais legal do seu post foi a maneira como você falou do seu Thi. Tanto lá, quanto nos comemtários. A cumplicidade de vocês parece ser muito maior que qualquer rótulo (marido/mulher) ou “estilo” de relacionamento, e isso é lindo e dá uma segurança que transcede a monogomia ou falta dela. Mas tem gente que precisa da segurança monogâmica, e eu e meu marido somos (muito) felizes e mega parceiros assim ;)

  • RESPONDER
    isabella
    22.05.2015 às 17:10

    oi tay, muito legal a sua historia! Admiro muito que você tenha tido a consciência de quebrar esse padrao imposto de monogamia e seja feliz! desculpa se vou ser muito direta, mas é que tenho muitas dúvidas!
    pelo que eu entendi, esse “status” de relacionamento aberto é meio secreto, tanto as familias quanto amigos nao sabem. bem compreensivel… tento trazer isso pra minha vida e acho que minha familia ia pirar se descobrisse.
    o que eu quero entender é: com quem vc fica? já sei que pode ficar com amigos, pelo menos na teoria, mas existe uma restrição, em termos de preservação de intimidade mesmo, com relacao a essas pessoas? nao consigo entender como pode vc ser livre pra ficar com quem quiser e ainda assim manter o “segredo” da coisa. a fofoca nao corre naturalmente?
    levando em consideracao que a gente vive numa sociedade machista, como lidar com os comentarios venenosos a respeito do relacionamento?
    ja aconteceu de alguem vir contar que viu seu namorado ficando com outra, como se tivesse contando que ele te traiu pq nao sabia que o relacionamento era aberto? se sim, como reagir?
    e vice-versa? e se o burburinho comecar a rolar de que vc é uma puta que trai o namorado? simplesmente ignora, responde e esclarece?

    muito obrigada, desculpa o trilhão de perguntas!!! mt legal mesmo sua historia! beijos!

    • RESPONDER
      Tayra
      22.05.2015 às 20:25

      Então, na verdade não é segreeeeedo. Porém, ao mesmo tempo eu sei muito bem como as pessoas são preconceituosas, e eu acho que um relacionamento tem que ser bom para as partes envolvidas, não estou disposta a ouvir julgamentos desnecessários a respeito. Por isso não abro pra qualquer um, entende? :)

      É exatamente o ponto que você levantou, vivemos numa sociedade machista, que todo mundo sempre tá pronto pra apontar o dedo pra mulher. Se é o homem tá de boa, mas se é a mulher, já viu. Por isso que eu escolho pra quem eu abro a minha vida. Os meus amigos mais próximos sabem, quando eu trabalhava em agência de publicidade, uma boa parte dos meus colegas de trabalho sabia. :)

      E já, já aconteceu de virem me relatar uma “traição”, já aconteceram coisas bizarras neste sentido, mas enfim…

      Quanto a ficar com amigo, nunca foi uma regra imposta, mas nas poucas vezes que chegou perto de rolar, os amigos em si se sentiram desconfortáveis. Sobre com quem fico: eu sempre saí muito de balada, com e sem ele, então isso é uma coisa tranquila. Fora que, hoje em dia tem Tinder, né, gente. Hehehehe. =D

  • RESPONDER
    gil
    22.05.2015 às 18:41

    oi jô, oi cá e oi tay, então, nao verdade eu nao senti vontade de ler esse post porque nao quero isso para a minha vida, acho que respeito e fidelidade tem o mesmo significado, vc gosta e mantem seu relacionamento assim e nao te critico tay mas eu nunca cogitaria isso para a minha vida, se a pessoa q eu amo sente a necessidade de ter outras pessoas ele pode ficar a vontade mas eu nao aceito, nao conseguiria viver nem perdoar
    jô, cá e tay, me visitem também:
    http://www.gilvaniaevans.com

  • RESPONDER
    jo
    22.05.2015 às 18:52

    entao, vivendo e aprendendo…
    prá mim a melhor parte, foi que vc comprou passagem para seu marido (namorado) se encontrar com uma garota… ;)…confesso, parei e fiquei olhando para minha parede durante 1 minuto…
    sinceramente nao sei até onde um relacionamento aberto costuma dar certo, até onde um avança o sinal e o outro fica assistindo….realmente monogamia é algo dificil, mas nao é hipocrisia, existe, e para fazer valer tem que ter muita “raça”para se manter firme e forte…que bom que as “clausulas contratuais”entre vcs estao dando certo…
    de qualquer forma, parabens, por expor sua vida aqui e dividir sua experiencia….
    bj

  • RESPONDER
    Isabella Bastos
    22.05.2015 às 21:01

    Oi Tay, Jô e Cá.
    Primeiramente queria dizer que admiro a coragem da Tay em compartilhar essa intimidade dela e do marido com a gente.
    Na minha opinião eu não concordo com o pai da Tay que disse que o ser humano não é monogâmico e nem com a Tay quando ela fala que todos que estão em um relacionamento querem se relacionar com outras pessoas, só que uns reprimem e outros traem… eu digo isso por mim mesma, quando estou namorando, eu até acho outros caras gatos (não sou cega, rs) mas sinceramente, nunca quis ficar com outra pessoa estando já com uma… não por reprimir algo, mas no meu caso, não tenho essa vontade.
    Eu tenho uma pergunta pra Tay: Tay, você não tem medo de se apaixonar por outro cara e querer largar seu marido em uma dessas saídas? Ou pior, vc não tem medo que ele se apaixone por outra?
    Beijos meninas

    • RESPONDER
      Tayra
      22.05.2015 às 21:36

      Eu me apaixonar por outro ou vice-versa pode acontecer tanto num relacionamento aberto quanto num tradicional. Quantos relacionamentos acabam porque um dos dois se apaixona por outra pessoa? Isso é inerente do ser humano. :)

      Fora que também, nós dois ficamos longos períodos sem ficar com outros. A gente não tá aí pro abate, pegando e dando loucamente. A gente só tem essa abertura, pra quando rolar algo, sentir vontade de variar etc.

      Quanto à minha afirmação, digo isso por conta de uma longa observação, é algo empírico, porque conheço muito mais pessoas (muito mais mesmo) pessoas que já traíram ou foram traídas do que o contrário. Claro que nem 100% das pessoas é assim, mas chuto que mais de 90%. Fora que já tive essa conversa com muitas amigas compromissadas, que sentem saudade de paquerarem e serem paqueradas, daquele frisson, de troca de olhar etc. Minha afirmação é baseada em muita observação. :)

    • RESPONDER
      Patricia
      25.05.2015 às 16:10

      A diversidade e complexidade de temas está excelente! Parabéns, meninas!!!
      Quanto ao relacionamento da Tay, acho que cada um deve buscar sua felicidade e, desde que não machuque os outros ( de dentro e de fora do relacionamento!!!!), tá valendo. Para mim, não daria certo! Nunca senti vontade de estar com outra pessoa allém do meu marido. Eu namorava havia 2 anos. Estudávamos juntos na faculdade, mas nunca havíamos conversado além de coisas corriqueiras. Ele me chamou pra tomar sorvete, se declarou e eu só o ouvi calada. Acabei o namoro no dia seguinte. Foi difícil, mas cada célula minha só queria estar com ele. Namoramos 8 anos e estamos casados 10. Só de imaginar ele com mais alguém, que sorria do mesmo jeito, abrace, seja carinhoso… Já me bate uma tristeza! Se um dia ele quiser ir, tudo bem, mas prefiro sofrer uma única vez do que passar por essa angústia sempre que surgir outra pessoa.

  • RESPONDER
    Juliana
    22.05.2015 às 21:23

    Mais um tema “polêmico”!! Tô adorando!! E parabéns pela diversidade de pautas em relação aos outros blogs!!
    Sobre o relacionamento aberto, me sinto meio metida comentando da vida alheia (hehehe), mas, enfim, comentando de uma forma geral, eu acho que vai de cada casal, cada cabeça.
    Pelo o que entendi, o relacionamento aberto também é difícil (o que foi muito reiterado), também requer esforço, ou seja, não é uma coisa tãão natural e fluída assim. Então, eu acho que é uma questão de você estar disposta. Se você quiser um relacionamento aberto, você vai se esforçar para lidar com as suas dificuldades. Da mesma forma para um relacionamento monogâmico. Nos dois, cada pessoa vai ter que abdicar de alguma coisa, aí o que vai definir a sua preferência são as suas prioridades, quais valores/características são importantes para você (ou, até mesmo, irrenunciáveis).
    Confesso que, para mim, não daria nenhum um pouco certo um relacionamento aberto, talvez eu seja da turma monogâmica mesmo (kkkkkk).
    Mas, tenho uma dúvida, em relacionamentos abertos, você pode ficar mais de uma vez com a mesma pessoa??
    Na minha cabeça, isso muda tudo…ficar reiteradas vezes com a mesma pessoa dá a impressão de envolvimento não só físico, mas afetivo mesmo. A mesma coisa para ficar com amigos, porque o que muda de uma amizade para um namoro, em última instância, é basicamente isso, não é não? Enfim, muita subjetividade. Acho que não dá para defender um tipo de relacionamento ou outro. Simplesmente você procura o que tem mais a ver com você.

    Ficou enorme meu comentário, devaneio muito. heheheeh

    • RESPONDER
      Juliana
      22.05.2015 às 21:33

      Sobre a pergunta de ficar reiteradas vezes, acabei de reler o post e vi que não há resposta definitiva. (:

    • RESPONDER
      Tayra
      22.05.2015 às 21:41

      Juliana,

      não tem fórmula nem pro número de vezes, nem pra ficar com amigos. Mas acho que legal que você sacou bem como é, e é isso mesmo, não é fácil, é questão de estar disposta, e eu entendo que a maioria das pessoas estranhe. E bem como você falou, assim como é em um relacionamento monogâmico, a gente faz concessões, e isso faz parte de viver em sociedade, muito mais de viver ao lado de outra pessoa.

      Relacionamentos, em geral, são eternos aprendizados. Hoje, a nossa vida como casal, é muito mais plena e sinto ele como um companheiro no sentido mais pleno da palavra, é o homem que eu amo, o homem que eu admiro, o meu melhor amigo e meu maior conselheiro. Temos um grau de cumplicidade que me faz sentir estar no caminho certo. E acho que somos felizes assim. Então pra mim basta.

      Mas também nada disso é garantia de que vamos ficar juntos pra sempre, assim como num casamento monogâmico, né! A gente vai levando e sendo feliz enquanto tá valendo a pena. <3

  • RESPONDER
    Alice
    22.05.2015 às 21:51

    Assuntinho complexo esse… acho muito corajoso quem tem esse conceito de relacionamento e banca ele, vive o que quer viver, mas também assume as consequências e responsabilidades advindas. Na minha concepção, isso não daria certo para mim porque eu já acho um relacionamento “tradicional” (monogâmico) super complexo, cheio de meandros e fragilidades e imagino que adicionar outra(s) pessoa(s) nessa equação seria um fator de desequilíbrio muito grande. Inclusive influenciaria questões futuras no relacionamento como os filhos, etc. Acho somente que essa questão de desejar outras pessoas fora do relacionamento (no pensamento, imaginação) não deve ser usado para justificar a escolha de se relacionar abertamente. Isso é natural do ser humano, independentemente dele ser monogâmico ou não e não deve ser recriminado ou visto com maus olhos. Seria a mesma coisa que nos recriminar por aqueles pensamentos corriqueiros que temos de querer “matar” o chefe, ter inveja da “grama mais verde do viznho” e por aí vai… enfim, o que importa é vivermos nossa vida do jeito que nos faz feliz, logicamente sem prejudicar os outros. Se duas pessoas entram em acordo sobre qualquer tipo de relacionamento, tem mais é que vivê-lo mesmo, monogâmico, poligâmico, o que for.
    http://www.blogamorreal.com.br

  • RESPONDER
    Nome (obrigatório) :
    22.05.2015 às 22:57

    Sabe aquela música do Caetano…”Podemos ver o mundo juntos,
    Sermos dois e sermos muitos,
    Nos sabermos sós sem estarmos sós.
    Abrirmos a cabeça
    Para que afinal floresça
    O mais que humano em nós.” começei a cantar quando li seu texto rsrs…terminei um relacionamento por não me adequadar no padrão monogamico e eu não aguentava mais a falsidade da relação :( ainda vou achar o meu “thi” kkkkkk parabéns pela coragem de abrir a sua história e obrigada pelo texto. :D

  • RESPONDER
    Cristiano
    23.05.2015 às 10:28

    Bom dia gurias.

    Parabéns! Uma pessoa que de poucas admite nossa essência básica de existência, numa sociedade que restringe isto ao mesmo tempo que pratica o que desaprova mesmo em pensamento, haha.

    Verso que compus para este momento:

    Desejo e tesão não faz mal ao coração
    Somos aquilo que sentimos, é esta nossa tradição
    Solito ou acompanhado, o que vale é um sorriso extraviado
    Daqueles bueno de relincho bem alto

    Gauderiando nestes campos, seguimos assim
    Amizade ou namoro, vem logo pra mim
    Na volta do mate amargo, com a prenda linda do lado
    Me atiro neste baile pra ficar entreverado

    Bate forte sentimento no peito
    Gurizada buena é feliz de qualquer jeito
    Amando e respeitando, que mal há neste tento?
    Nas longínquas estâncias esbravejo pelo vento

    Vamos ser felizes, é este nosso tempo.

    Abraço! =D

  • RESPONDER
    Nathaly
    23.05.2015 às 11:02

    Olá! Senti vontade de deixar minha contribuição também.
    Acredito que os “limites” que tu citas no texto que estão presentes em relacionamentos monogâmicos, e que na tua opinião, só servem pra instigar mais a vontade de ceder à vontade “proibida”, na minha concepção, servem mais como suporte, salvação. Deixa eu explicar: já senti atração puramente carnal por outros homens, e estando em um relacionamento sério e duradouro com meu atual marido, esses limites monogâmicos foram o que me fizeram refletir e perceber que a atração puramente carnal que eu sentia, se fosse cedida, me levaria à decepção. Decepção ao me despir pra aquele cara “gostosão” e não sentir os olhos doces do meu marido. Decepção na falta do reconhecimento e da admiração que acompanham o olhar e o toque dele. Decepção ao sentir as mãos quentes daquele estranho e não a ternura e a paixão das mãos quentes do meu marido. Decepção ao sentir o corpo daquele cara que, antes era interessante, e que agora simplesmente “não é o meu marido”. E por fim, a decepção de acordar ao lado daquele estranho e me sentir meio que violada por um sexo sem amor. Foram estes os sentimentos que os “limites monogâmicos” que tu citastes no texto me trouxeram: conforto e felicidade ao ser fiel e ter o maior amor do mundo do meu lado, varrendo totalmente da minha mente aquela atração física que senti por outra pessoa há alguns momentos atrás.
    Obrigada por compartilhar tua experiência conosco, pra mim, serviu mais como reflexão de algo que definitivamente não quero pro meu relacionamento.

  • RESPONDER
    Silvia
    23.05.2015 às 16:49

    OI Tay, parabéns pela coragem! Aliás parabéns por inclusive assumir a depressão e o uso de remédios sem medo de ser julgada, eu sei que as pessoas julgam isso tanto qto o tipo de relacionamento que vocês levam.

    Bem, eu NUNCA conseguiria estar em um relacionamento assim. Acho que nasci pinguim sabe? E por acaso encontrei um outro pinguim no mundo. Nenhum relacionamento é perfeito e lógico que diversas vezes já me perguntei se ele estaria mais feliz com outra pessoa. Mas não existe espaço na nossa vida para isso. Concordo que nenhum de dois deixa de achar outras pessoas bonitas, mas para mim – que sou muito ligada na parte estética – eu posso achar uma pessoa linda e não ter o menor tesão nela.

    Enfim, que vocês continuem felizes e bem, enquanto estiver bom para os dois! E digo isso para todo o casal, viu? Pq essa história de que é para vida inteira para mim só é válida enquanto está bom, enquanto os dois querem ficar juntos.

    Beijos!

  • RESPONDER
    Gabi Andrade
    25.05.2015 às 1:01

    Adorei o assunto! Apesar de discordar um pouco (acredito e prático 100% a monogamia sem que isso seja um “pesar” ou obrigação para mim) respeito muito a opinião de cada um. Parabéns pela coragem e maturidade!
    Mas fiquei muito curiosa com uma coisa, quando vcs se envolvem com outras pessoas, vcs jogam limpo com a outra pessoa?! Tipo, ela ou ele sabem que vcs já tem um relacionamento é que não estão buscando nada duradouro?
    Por exemplo, a menina que o seu namorado/marido foi encontrar em Florianópolis, sabia da situação dele?! Pergunto porque a maior parte das pessoas que conheço quando se relacionam com alguém depositam ali talvez um desejo de algo mais profundo e duradouro, que pelo que entendi não é a proposta de vcs, então fiquei com essa dúvida, se a honestidade e transparência que vcs pregam entre si também vale para quem está de fora. bjs e mais uma vez Parabéns pela coragem.

  • RESPONDER
    Carolina
    25.05.2015 às 9:10

    Uau, que assunto interessante, Jô e Carla! Relato sensacional, Tay!
    Como a maioria, eu também acho que não aguentaria um relacionamento assim. Mas, diferente da maioria, acho que no meu caso é por falta de auto-estima mesmo, por achar que essa liberdade daria mais chances pro outro perceber que deveria estar com outra.
    Se bem que eu acho que a traição que você descreveu passa essa sensação de ser enganada e trocada também, eu concordo com ela.
    Enfim, post incrível, gente. Parabéns!

  • RESPONDER
    Heloisa Carvalho
    25.05.2015 às 10:15

    Pra mim tudo se resume ao “contrato”. Eu e meu marido sempre conversamos sobre isso, é traição aquilo que está fora do contrato, quando uma das partes está sendo enganada (em qualquer aspecto do relacionamento). Mesmo preferindo manter um relacionamento monogâmico, não vejo com estranheza a sua decisão pois tudo foi combinado entre os dois! Na verdade, acho que é isso que falta em alguns relacionamentos – combinar os termos do “contrato”. Ah, e ele pode ser revisado ao passar do tempo.

  • RESPONDER
    Marília
    25.05.2015 às 11:11

    Caramba!
    O blog tá cheio de pautas interessantes e diversas, vou comentar mais rs.
    Tenho uma pergunta: essas pessoas que vocês ficam e tal, sabem que vocês são casados e têm um relacionamento aberto?

    • RESPONDER
      Joana
      25.05.2015 às 11:12

      Marília vou pedir pra Tay responder! :)

      Nós aproveitamos os dias que tivemos de férias “ao mesmo tempo” para convidar gente muito legal para escrever por aqui. Que bom que você gostou! :)

  • RESPONDER
    Paola Alves
    25.05.2015 às 13:52

    Eu definitivamente não conseguiria entrar num relacionamento assim não ): Mas amei saber mais sobre e entender um pouco mais a visão de quem tem uma relação assim né? Sempre válido! Até porque, é tipo um tabu, rolam muitas dúvidas mesmo, ngm fala sobre! =) http://simsemfrescura.blogspot.com.br/

  • RESPONDER
    Nome (obrigatório) :
    31.05.2015 às 20:31

    Tay,
    Parabéns pela coragem!
    Fico indignada com a hipocrisia do ser humano.
    Talvez quem julgue e critique tanto, afirmando ser 100% monogâmico e nunca ter sentido tesão por alguém de fora da relação (oque duvido) não tenha e menor idéia de que seu par constantemente flerte, saia, beije e transe com outras pessoas.
    Depois de alguns anos de análise e experiência de campo, posso corroborar totalmente sua teoria de que todo mundo tem vontade de “trair” e que, em um relacionamento de longo prazo há algumas alternativas: uns vão e fazem, acabam traindo; outros se reprimem e procuram buscar prazer em outras coisas (seja no trabalho, em ser mãe, estudar, fazer um esporte, etc) e outros fingem que isso não existe, mas vivem com uma certa frustraçãozinha que às vezes não sabem nem definir o que é… Vontade de viver a sensação de conquistar, algo novo, apaixonar: o ser humano não é monogâmico!!!!!
    Tb quero um Thi para mim!
    :-)

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      Patricia
      02.06.2015 às 1:09

      Me permita discordar de vc Nome (obrigatório). Não li aqui críticas ao relacionamento aberto. Li depoimentos de pessoas que não se sentem preparadas ou simplesmente não querem dividir o parceiro (a). Não vejo como hipocrisia as pessoas dizerem que não sentem atração ou vontade de estar com alguém fora da relação. Por que, em pleno 2015, na era digital, em um blog aberto, que discute coisas legais de comportamento e basicamente ninguém se conhece, haveria necessidade de fingir algo que realmente não se sente? Da mesma forma não vejo importância quando você diz que os parceiros destas pessoas devem estar fazendo e acontecendo. Na verdade podem. E daí se tiverem? Ninguém está afirmando que o parceiro (a) não trai. As pessoas que expuseram suas opiniões falam de si, de não encarar o relacionamento aberto por insegurança, por medo, e sim, por não ter vontade, por que não??? Se os parceiros fazem, é outra questão. Cada um está falando de si e de seus sentimentos. O que você diz dá a ideia de que “se meu parceiro faz, também vou fazer” e aí fica realmente a questão se o relacionamento vale a pena. Acho que prá um relacionamento ser saudável as duas partes devem estar bem. Aceitar um relacionamento aberto por medo que o outro traia ou vá embora não é legal e ao longo do tempo só vai machucar. Prá ter um relacionamento assim, acredito que a pessoa deve ter isso como filosofia de vida (como acho que é o caso da Thay) e não se submeter por insegurança, pra não perder o parceiro. No meu ponto de vista, essa insegurança pode gerar relacionamentos abusivos.

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      Alice
      14.06.2015 às 13:27

      Perfeitas suas colocações, Patrícia. É engraçado que justamente as pessoas que mais reivindicam respeito e não-julgamentos, são, por vezes, as que mais julgam e não respeitam as opiniões e o modo de ser e de viver dos outros.

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    Kauana
    25.09.2015 às 16:00

    Apesar de fazer tempo da publicação, gostaria de comentar também.
    Levo meu relacionamento, mais ou menos parecido com o seu, somos um casal liberal! Somos casados !Relacionamento todo aberto, de eu sair com quem eu quero e ele tbm, ainda estamos conversando, mas eu sou bi-sexual, e ele adora isso! Já fizemos menage, frequentamos swing, que foi uma das melhores decisões a serem tomadas! Nunca negamos um pro outro que sentíamos tesão por outras pessoas, porém foi mais de 1 ano e meio amadurecendo a ideia, de observar todos os pontos, não é tão fácil quanto as pessoas pensam tomar uma decisão assim, porém a minha vista é 10x melhor que um relacionamento monogâmico, repetindo: A MINHA VISTA! Sempre fomos um casal tranquilo, sem brigas,sem crenças em divindades, sem ciumes exagerados, sempre fomos melhores amigos (literalmente me casei com meu melhor amigo), então sempre deu muito certo, talvez isso tenha influenciado. Eu entendo completamente o que você diz sobre preconceito, quase ninguém do nosso convívio sabe, pois quem fica sabendo, geralmente já aponta o dedo nos chamando de sem respeito/moral e etc, apesar que preconceito sempre fomos acostumados a sofrer devido ao ateismo! Mas concordo com você em levar a vida mais leve, depois que vc abre sua mente, vc desencana com várias coisas, nunca realmente liguei dele olhar pra outras, curtir fotos etc.. hoje além de eu fazer isso também (mexer com outras meninas) sei que isso não influencia no amor que sentimos, somos bem livres nesse quesito, e várias coisas melhoraram depois que passamos a ser swingers! E diferente do que muitos pensam, nós temos regras próprias internas. Porém para conseguir levar uma vida assim, os dois alem de muito maduros, tem que ter muito amor, respeito, confiança, comunicação e acima de tudo: amor próprio! De perceber que a pessoa não lhe pertence, ela esta com você enquanto quiser estar, enquanto se sentir bem assim! Isso nos ensina que não existem algemas nos relacionamentos!!! E sobre traição, acredito que seja quanto o outro se sentir enganado, algo que faça mal aos dois. Enfim, ficou grande o texto… adorei o seu modo de viver! ;)

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    Rafaela
    12.10.2015 às 16:34

    Eu to com um problema. Namorei um menino por quase três anos, ele foi passar três meses fora do Brasil e nós terminamos. Nesse meio tempo resolvemos ter um relacionamento aberto, em que tanto eu quanto ele ficaríamos com quem quiséssemos. Acabei ficando com um amigo em comum (mais amigo dele do que meu). Mas não foi nada premeditado, não era que eu estivesse a fim dele ou algo do tipo. Fui numa festa e acabei ficando. Quando eu contei que tinha ficado com esse amigo, ele pirou, terminou tudo comigo e nao quer me ver mais quando voltar pro Brasil. Espalhou pra todo mundo, pra familia dele. Eu to bem perdida e agora me sinto culpada, estraguei a amizade deles e o emu namoro. Eu gosto muito dele e não tenho o que fazer agora. Eu não imaginava que fosse estragar tudo dessa forma.

    Por favor, Tay, me dê algum conselho, to me sentindo muito mal e não to sabendo lidar com essa perda.

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    MARCOS
    18.10.2017 às 3:12

    Rafaela, uma pena ninguém ter dito ainda desde 2015 que seu ex-namorado foi um grande otário

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