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8
jan
2015

Nostalgia tecnológica: timeline do celular

Lifestyle, Variadas (f)utilidades

Vocês já esqueceram o celular em casa? Já ficaram alguns dias com ele no conserto ou ficaram sem 3G durante uma viagem? Se a luta pelo wi-fi pode nos deixar uma pilha de ansiedade, imaginem um dia sem nenhum tipo de conexão?

Ano passado fiz uma viagem de fim de semana que era como um retiro. Foram 2 dias para concluir a terceira parte de um curso e imaginem só, em um hotel onde não existia conexão de internet, a única conexão que salvava ali era a espiritual.

Foi a primeira vez desde junho de 2011 que eu fiquei 2 dias sem entrar no instagram, sem dar uma checadinha no e-mail ou ter o celular “apitando” constantemente por causa do whatsapp. Foi uma delícia, um detox, e ainda assim não aproveitei o episódio para voltar no tempo. Eu só “sobrevivi” os dois dias e voltei à vida conectada com a internet.

celulares

Esses dias, eu e a Cá estávamos conversando num grupo de whats e começamos a falar dos aparelhos que tivemos. Alguns dos celulares que marcaram a história da nossa pré-adolescência, juventude e tempos de colégio. De cara rimos muito por lembrarmos tanto dos nossos aparelhos, suas marcas e seus detalhes.

A gente começou com essa história de celular lá pelos anos 2000. Naquele tempo, o grande lance era ligar, jogar os joguinhos e agendar o telefone dos amigos. Os mais novos podem nem acreditar (e estamos nos sentindo idosas falando isso!), mas nossos primeiros aparelhos eram bicolores, contando apenas com o tom da luz da tela + o preto do cristal liquido.

jogo

Os celulares não tinham tela colorida mas já tinham cores, penduricalhos e adesivos. Quem não lembra daqueles chaveirinhos que vinham com sininho?

O hábito de mandar SMS surgiu e com ele muitas declarações de amizade, amor e brigas também apareceram. A mensagem tão comum que usamos várias vezes por dia nasceu e custava alguns centavos e só cabiam alguns caracteres. Quase um twitter, que, obviamente, veio muito tempo depois.

Pessoas prolixas - como eu - gastavam muitas mensagens, então, os pacotes de SMS vieram para salvar a conta no fim do mês. O tempo passou, os celulares ficaram coloridos e depois de algumas gerações, alguns tinham até câmeras. Fato é que quando fui para o Japão em 2004, meu celular ainda tinha luz azul e não sonhava em fotografar nada, mas foi em terras nipônicas eu vi alguns dos primeiros modelos desse tipo. Naquela época não falávamos em chip e sim em tecnologias CDMA, GSM e afins.

O tempo voou, correu e quando a gente menos esperava, nossos celulares já tinham internet, uma câmera horrorosa, sistema de mensagem gratuito (como BBM) e os grupos já existiam.

Teve uma época em que todo mundo saiu dos seus Samsung, Motorola e Nokia, e migraram para o Blackberry. Tinha chat, tinha email, tinha namoro e aí já tinha vício. A gente pulou de um aparelho para facilitar a comunicação para um computador de bordo, ainda que muito iniciante.

Mais um tempo passou, os BBMs foram ficando vazios e quando vimos, a bola da vez eram os smartphones. As câmeras foram ganhando espaço, as cores foram se tornando obrigatórias - assim como uma boa resolução - e a partir daí, quase todas as nossas memórias foram sendo guardadas naquela caixinha que a gente levava para baixo e para cima.

O Android e o IOS ganharam espaço e começaram a competir pela evolução. Essa competição fez com que naturalmente a gente fosse usando e precisando muito mais do celular. Graças a esse super avanço de tecnologia nos últimos 5 anos, a gente mudou de era, pelo menos na minha opinião.

Se antes a gente usava os aparelhos para se comunicar, hoje nós usamos para pagar conta, marcar encontro, fazer check-in, matar saudade, apagar incêndio no trabalho durante o fim de semana, falar por vídeo com quem mora longe, cuidar da agenda, evitar o computador, ouvir música, conhecer gente nova, postar nas redes sociais e muito mais.

Agora a gente usa essa caixinha para viver, as vezes viver melhor, as vezes viver pior. Claro que existe um paradoxo em tudo isso. Nosso vicio na conexão, seja wi-fi, 3G/4G, nos traz benefícios, economiza tempo e nos faz muito mais felizes, em contrapartida, a gente acaba perdendo alguns momentos da vida em carne osso gastando energia demais na vida por trás da tela.

Quem sou eu para julgar o que é bom ou ruim em tudo isso? Eu vivo o verdadeiro dilema entre a vida offline e a online, tenho uma realidade virtual e outra física e a verdade é que eu gosto de ser assim. O que pode ser um perigo para o futuro, eu sei.

Minha mãe sempre me dizia que as pessoas fumavam sem saber que fumar fazia mal, acho que me sinto assim com a internet. Eu sou viciada e não tenho nenhuma consciência do mal que isso pode me trazer para o futuro. Ainda que traga malefícios, eu sei que não vamos nos desconectar, no máximo vamos ter aulas de educação e comportamento na vida virtual.

Nunca imaginei que rever aparelhos antigos me fariam pensar tanta coisa. Me fez lembrar do passado, refletir sobre as mudanças de hábitos, sobre nossas necessidades e, por fim, ser muito grata por viver numa era tão tecnológica.

Rihanna andou usando esses celulares antigos para ficar um pouco mais offline

Rihanna andou usando esses celulares antigos para ficar um pouco mais offline

Também me fez querer fazer o exercício de ficar mais offline e aproveitar os momentos de conexão com o divino e com as pessoas que amo, daquelas que me fazem esquecer de postar qualquer coisa.

E vocês, sentiram a mudança de comportamento através da história dos telefones? Vocês lembram da linha do tempo dos aparelhos de vocês?

Beijos

7
jan
2015

Netflix: Orange is the new black!

Lifestyle, séries

E meu vício por seriados continuou durante meu recesso! Depois de terminar a segunda temporada de Mr. Selfridge eu precisava de algo bom para assistir enquanto não sai a terceira temporada. Por questões de custo benefício, queria assistir algo no Netflix e não no Apple TV, mal ou bem, acabei gastando vários créditos comprando essa outra temporada por lá e preferi tentar algo que já estivesse incluso no pacote!

OITNBFoi assim que eu fui parar na pseudo comédia Orange Is The New Black. Eu tinha ouvido falar tão bem que achava que era mais uma daquelas unanimidades do mundo dos seriados, o que já foi um ledo engano. Outro mal entendido foi a categoria. Apesar de ter ótimas tiradas, acredito que a mesma esteja mais para um drama muito do bem bolado, interessante e cheio de tensão do que comédia.
Muita gente que se decepcionou com OITNB disse que esperava algo mais leve e engraçado.

Não é um drama daqueles que vai te fazer chorar - em duas temporadas só senti as lágrimas virem uma vez. A história da infância de “Crazy eyes” mexeu pessoalmente comigo, fora isso todas me deixaram apenas muito curiosa. Passei ilesa pelos 26 capítulos, querendo assistir um atrás do outro. Me envolvi, me comovi, refleti sobre a vida e tudo que tenho de bom. Comecei a ver mais beleza nas pequenas coisas.

Orange-is-the-new-black-2Como nunca cometi nenhum ato criminoso, eu nunca tinha pensado em como seria estar presa e isso é que torna tudo tão diferente. Nunca havia pensado como comer, dormir, ir ao banheiro e como questões raciais poderiam ser dramáticas para quem está atrás das grades.

Quando terminei de assistir os primeiros capítulos fiz esse post no instagram e as opiniões foram MAIS DO QUE DIVIDIDAS. Foi aí que eu descobri que essa série não agrada gregos e troianos. Algumas pessoas amam, outras odeiam e mais uma vez consigo entender os dois lados, coisa de balança de libriana.

O que eu achei das duas primeiras temporadas? Eu viciei, eu amei, eu odiei e senti os mais diferentes tipos de sentimento. Por um lado, eu achei sensacional e por outro achei pesado, tenso, me fez pensar em muita coisa.

Do que se trata? Da história baseada em fatos reais de uma mulher de classe média alta que fez uma besteira 10 anos antes do tempo presente da série. Por mais que seu erro possa parecer sutil, pelo menos inicialmente, ela acaba presa numa penitenciaria para mulheres nos Estados Unidos.

O que a série tem de especial? Na série você não embarca apenas na história de Piper Chapman. Conforme vão surgindo as necessidades básicas da personagem, suas colegas de prisão também vão ganhando espaço e suas histórias também. Algumas fizeram coisas horríveis, outras fizeram pequenas besteiras e por conta de um sistema imperfeito, as sentenças variam de uma forma pouco clara.

Orange-is-the-new-black-Eu me impressionei com algumas coisas: com a corrupção do sistema prisional, que não é nível Brasil, mas existe. Também me choquei com a quantidade de mulheres que cumprem pena por terem ajudado maridos ou namorados no universo de tráfico de drogas, algumas estão ali por terem emprestado suas cozinhas para a prática do crime, outras estão mais diretamente envolvidas. Me comoveram muitas histórias de mulheres que simplesmente estavam ali porque aquilo é comum no universo em que foram criadas.

Por mais que eu não tenha vivido uma época de loucura como Piper, eu me identifico com a personagem. Ela é claramente um peixe fora d’água que está ali contrariando todas as expectativas da vida dela.

Acho que nenhuma série me fez mergulhar tanto no questionamento interno como essa. No meio do caos, dá para perceber que ela começa a se conhecer como nunca, ela vai notando que sua vida lá fora era muito feita do que os outros esperam, ali, no meio daquela experiência quase bizarra, ela começa a conhecer mais sobre sua verdadeira essência. Não acredito que essa nuance seja o que gera o interesse dos espectadores de uma forma geral, mas foi esse mergulho na verdade não óbvia que me impressionou tanto.

A história é muito bem bolada, gera muita curiosidade, mas tem um lado mais pesado. Inclusive ela não é para todas as idades, por exemplo, não acho que seja uma série para adolescentes. Ainda assim, acredito que ela traga muitas coisas para a vida de uma mulher adulta, principalmente para aquelas que, como eu, fica presa atrás das grades do condomínio e acaba tendo pouco contato com a realidade de uma parte significativa das pessoas.

Eu ando muito reflexiva, então vocês podem cortar o drama pela metade e pensar em dar uma chance para esse entretenimento tão diferente, que consegue ser tão profundo e ao mesmo tempo te fazer rir, te fazer sentir raiva e te fazer viajar para um mundo paralelo ao nosso.

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Estou aqui aguardando ansiosamente a terceira temporada, que pelo que já fiquei sabendo vem com todos os episódios de uma vez e eu vou amar assistir em forma de mini maratonas!

Quem viu, o que achou da série? Aliás, quem quiser pode me indicar mais séries, sempre é bom arrumar novos passatempos!

Beijos

7
jan
2015

Book do dia: Não sou uma dessas, de Lena Dunham

Book do dia

Assim que Lena Dunham lançou esse livro, vi que rolou uma pequena comoção nas redes sociais. Muita gente ama Girls, a série criada por Lena onde ela atua, produz, é roteirista e ainda por cima diretora.

Não é bem o meu caso, confesso. Eu vi todos os episódios até o momento, mas não é uma série que me cativou. Acho Lena Dunham inteligentíssima, interessante, segura e bem humorada, mas sempre achei Hannah, a sua personagem, o maior pé no saco de Girls. E algo me dizia que Lena não era muito diferente de sua criação (eu sei, é contraditório).

Por isso mesmo, não me interessei de imediato a comprar o livro. Até que um dia, num acesso de loucura que resultou em comprar vários títulos novos, ele veio na leva.

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Para quem não sabe do que se trata, a sinopse: Lena Dunham, apresenta uma coleção de relatos pessoais hilários, sábios e dolorosamente sinceros que a revelam como um dos jovens talentos mais originais da atualidade. Em Não sou uma dessas, Lena conta a história de sua vida e faz um balanço das escolhas e experiências que a conduziram à vida adulta.

Comparada a Salinger e a Woody Allen pelo New York Times como a voz de sua geração, Lena é conhecida pela polêmica que desperta e por sua forma única e excêntrica de se expressar e encarar a vida. Engajada, a autora revela suas opiniões sobre sexo, amor, solidão, carreira, dietas malucas e a luta para se impor num ambiente dominado por homens com o dobro da sua idade.

“Já estou prevendo a vergonha que sentirei por ter pensado que tinha algo a oferecer”, escreve Dunham. Mas “se eu puder pegar o que aprendi e tornar alguma labuta mais fácil para você ou evitar que você tenha o tipo de sexo em que sinta que deve continuar de tênis para o caso de querer sair correndo durante o ato, então cada passo em falso que dei valeu a pena.”

Dessa vez, minha expectativa estava super alinhada com o livro, mesmo tendo visto alguns comentários decepcionados no insta, achando que a narrativa era um pouco estranha (o que sinceramente eu já esperava, ainda mais vindo de quem vem rs). Ele é todo cheio de pequenas histórias e eu me senti passeando na cabeça (bem) tumultuada de Lena, que por sua vez, realmente é parecida com Hannah.

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Achei que iria acabar cansando do livro da mesma forma que eu canso da personagem, mas me surpreendi bem positivamente.

Os capítulos são divididos em relatos de suas experiências e pensamentos sobre sexo, corpo, amizade e trabalho. É um livro leve, rápido, delicioso, muitas vezes engraçado e com várias passagens fáceis de se identificar (ainda mais se você estiver na fase dos 20 e poucos - ou muitos - anos).

Só que estamos entrando na cabeça de Lena Dunham, que é bagunçada, prolixa, super verdadeira e direta, e de vez em quando bem confusa e um tanto egocêntrica, o que me irritou um pouco. Muita gente disse que o livro é gostoso porque parece que você está em um bate papo com uma amiga, mas sinceramente, a não ser que a amiga realmente esteja precisando, uma conversa lotada de “eu-eu-eu-eu-eu” não é a coisa mais agradável do mundo (pelo menos pra mim).

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Tem uma hora que cansa, e eu achei que isso fosse acontecer em diversas partes do livro. Acho que só acabou não acontecendo porque, de repente, vinha alguma passagem que eu super me identificava e fazia meu nível de tolerância voltar aos parâmetros normais! hehehe

No fim das contas, achei um livro agradável de se ler. Acho que não estará na lista dos melhores do ano, mas é uma boa leitura de entretenimento!

Alguém já leu? O que achou?

Beijos!

Carla

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