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14
nov
2013

Decor no (f)uti: O “boom” dos azulejos

Decor, Lifestyle

As semanas de moda acabaram, graças a Deus e o (f)uti começa a voltar para sua rotina de posts de sempre, um pouco menos de looks e um pouco mais de conteúdo! Vocês lembram que a Aninha está tocando uma coluna de decor por aqui? Se não lembra vem nesse post

Como começar a escrever sobre “azulejos” e não ser regionalista? A resposta é muito simples para mim; é impossível pensar nesse revestimento e não se lembrar de Athos Bulcão. Como artista, nascido no Rio de Janeiro, ele foi o responsável não só pelo grafismo dos azulejos em fachadas e empenas de construções históricas de Brasília, como, por exemplo, o Salão do Itamaraty e o Congresso Nacional, mas acima de tudo ele injetou cor e muita vida no “skyline” e no cenário urbano de muitas cidades brasileiras, principalmente da capital nacional.

Athos Bulcão foi fonte de inspiração para diversos estilistas, uma vez que tornou atemporal o seu rigor gráfico. Uma coleção incrível e super recente foi a última da estilista de sapatos e acessórios, Constança Bastos, tem no look da Jô aqui. A partir da escolha de uma padronagem bastante clássica e simples do artista, ela se concentrou em poucos tons de cores para abordar os grafismos que envolveram, de forma bastante atual, os mais diversos tipos de calçados que a sua coleção apresentou.

Para mim foi e ainda está sendo super interessante de acompanhar a ascensão, ou melhor, a volta do uso do “azulejo” no mundo... Sim a escala é exatamente essa… Principalmente os azulejos padrões de 15x15cm e os retangulares e finos assentados com juntas desencontradas “tipo tijolinho”. Para um revestimento que ficou por uns longos anos, praticamente renegado por uma grande parcela da sociedade, voltar com esse “sentimento cool” que ele está trazendo consigo, não é para qualquer um não!

Esse distanciamento do seu uso se deu muito por conta de ele ter se tornado um revestimento barato, portanto acessível, e figurinha certa em quase todas as áreas molhadas (banheiro, cozinha e áreas externas) de residências e espaços públicos.

Como tudo de um passado remoto que volta a ser usado, seja na moda ou na arquitetura, tende a ter dois caminhos: o rastro vintage porém “cool” que a peça possui, ou o ato de incorporar uma nova leitura, sendo assim contemporânea e super atual. Como não seria diferente com o nosso objeto de discussão da vez, o azulejo possui esses dois papéis no cenário do design de interiores.

Mais empolgante ainda é ver essa maneira de enxergar novos usos, novas formas reestruturadas e repaginadas para a composição espacial utilizando esse revestimento. Podemos observar o seu emprego da forma mais “fun” e “moderninha” possível em fachadas, interiores de lojas, em áreas secas de residências e de formas super interessantes e gráficas nos pisos.


Defendo acima de tudo o uso do azulejo como forma de revestimento menos tecnológico, simples, e quase “engraçado” nos ambientes. Utilizá-lo de forma inusitada, como em uma parede de “home office” na qual você pode fazer dele o seu quadro-negro (escreveu em cima dele com canetinha de lousa – é só usar um paninho úmido ou com detergente, que está limpo novamente) ou usar e abusar de rejuntes coloridos para o assentamento das peças (há uma paleta de cores com opções como o vermelho e o azul) que “graças ao Deus da civil” já vende em muitas lojas de material de construção e não possuem grandes ciências para a colocação.

Beijos

Aninha

3
out
2013

Decor no (f)uti: Home Offices & Workspaces

Decor, Lifestyle

Lembram desse post de apresentação da nova coluna quinzenal do blog? Então, hoje o assunto é sobre um tipo de espaço que está ficando cada vez mais comum nas casas e apartamentos: o home office ou, caso não tenha espaço suficiente, um workspace bem aconchegante. Fala, Aninha!

Em tempos de apartamentos cada vez menores - que geram a árdua tarefa de encontrar metragem quadrada para encaixar uma vida inteira - o jeito é otimizar os espaços de forma inteligente. Diga-se de passagem, essa é a máxima da vez no mundo da arquitetura.

Isso se aplica de forma muito clara nas pequenas porções de espaços que acabam quase sobrando em qualquer ambiente residencial. Com alguns detalhes, esses espaços podem virar estações de trabalho, home offices, “escritórios pocket” ou como queiram denominar esse espaço que pode mudar o humor de qualquer pessoa naquele momento de: “tive que trazer trabalho para casa neste fim de semana!”

Para os “workaholics” de plantão, nunca foi tão fácil trabalhar de casa. Se bem que nem precisamos chegar nesse patamar dos amantes por trabalho, basta começar a sonhar com a sua própria empresa e querer começá-la em um simples canto ou ambiente do seu apartamento, para entender que o espaço de estudo e trabalho deve ser organizado, gostoso, confortável, simples e, por que não, inspirador?

São soluções simples e objetivas que irão transformar ou simplesmente por em ordem aquele espaço que se tornará o ambiente onde, muitas vezes, você passará muitas horas. E são essas soluções que irão te inspirar, seja pela organização, seja pela cor, seja pelo mobiliário ou pela vista sensacional a qual você elegeu que teria ao trabalhar ali.

Posso dizer que muitas vezes as possibilidades são infinitas para a solução espacial de um ambiente, mas vou me focar em algumas, básicas e interessantes, com uma pegada repaginada-contemporânea: a dupla - prateleiras encaixadas em suportes verticais ou cremalheiras ou mão-francesa, conjugadas com mesa de tampo solto + cavaletes de apoio, pode deixar o seu espaço “eternamente atemporal”. Esse duo verticaliza e ao mesmo tempo horizontaliza a sua organização.

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Sabemos que nem todos os aparatos pessoais ou de trabalho são incríveis de se expor. Por isso use e abuse de caixas de tamanhos e cores diversas, nomeando-as com tags charmosos ou uma simples etiqueta.

Comentando sobre outra escala de trabalho, quando você compra aquela casinha ou aquele apartamento para virar um escritório ou ateliê, mas que é pequeno para comportar o número de pessoas e/ou funções destinadas para aquele espaço, não hesite em deixá-lo com circulações fluidas e ambientes setorizados de forma funcional e menos compartimentada, ou seja, com poucas paredes construídas. As imagens inspiradoras que separei mostram um escritório onde a solução arquitetônica foi a locação de uma “ilha” funcional, onde se encontram as instalações de copa/cozinha e banheiro, separando os ambientes de forma menos convencional e pesada. Os móveis do tipo “dupla face” são excelentes na divisão de espaços, seguindo o mesmo raciocínio da “ilha”.

APARTAMENTO-ESCRITORIO

A iluminação nesse tipo de ambiente é algo fundamental para a saúde humana (!!). Então, se o seu ambiente é desprovido de uma boa iluminação, caia de cabeça em luminárias de mesa, de altura média – elas te darão uma luz focada e intimista. Se o caso for outro, e uma “obrinha” não te fará mal, abuse da iluminação indireta; ela deixará a sua vista menos cansada lavando a parede onde a sua mesa se encontra. Já se a intenção for um móvel funcional, uma solução bastante corriqueira é a inserção de lâmpadas fluorescentes, no interior do fundo do primeiro nível de prateleira (a mais próxima à mesa) – ela iluminará o trecho atrás do monitor do computador sem refletir na tela.

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Nunca deixem que um espaço desorganize a criatividade e a sua concentração. Deixe que ele te inspire da forma mais simples que seja.

Beijos!

Aninha

11
set
2013

Arquitetura e decoração no (f)uti!

Colaboradores, Decor, Lifestyle, Moda

A Aninha é prima da Jô e já apareceu em vários posts por aqui, como esse e esse. Dessa vez, pedimos para que ela colaborasse de outra forma: com uma coluna quinzenal sobre arquitetura, decoração e moda (ainda não escolhemos um nome, sugestões?). Na pesquisa que fizemos em fevereiro, muitas leitoras sugeriram que a gente falasse mais sobre esse assunto. Como a Aninha é muito mais por dentro das tendências de decoração e arquitetura do que nós, achamos que seria o casamento perfeito! Mas vamos deixar ela se apresentar…

É difícil medir há quanto tempo a arquitetura está na minha vida. O que consigo passar para vocês nesse momento é que ela esta há quase nove anos, nos meus sonos e sonhos de forma arrebatadora. Me formei na PUC-rio, cuja escola de Arquitetura e Urbanismo me ensinou a entender a cidade, as espacialidades internas e externas e o mundo de forma muito mais orgânica do que eu poderia imaginar.

Não posso dizer que a arquitetura é minha única área de interesse, seja na estética ou na técnica. Acrescento a moda, ou o mundo da moda, como melhor queiram interpretar, como um dos pontos divisores de atenção sentimentais que me habitam. Me considero muito sortuda pois consegui, na minha vida profissional, unir esses dois mundos (que, na minha opinião sempre se complementarão) realizando projetos de arquitetura para espaços comercias, dentre eles lojas e restaurantes.

Dito isso, vivo em constante contato com a “máxima” de como a arquitetura influencia a moda e de como a moda faz o mesmo com a arquitetura. Para mim são duas coisas que andam de mãos dadas e contrato de união eterna assinado. Uma arquitetura que não se relaciona de forma orgânica e clara com a sua forma ( seja curva, reta, aguda ou obtusa), que não se relaciona de maneira gentil com o contexto em que se insere, que não usa e abusa de um cromatismo lindo de se ver e que, por fim, não estrutura de forma responsável o corpo ou a superfície que habita, para mim, não é arquitetura - e nem é moda. É qualquer coisa que tropeçou e caiu ali naquele corpo, naquele espaço.

Nessa nova coluna do blog, pretendo dividir imagens e conceitos inspiradores de espaços arquitetônicos, cujo intuito é nada mais, nada menos que compartilhar soluções espaciais incríveis e reais, sem pretensões ditatoriais. Acredito em uma arquitetura que aborda todo o seu sentido mais amplo, suas espacialidades de forma viva, seu estudo cromático que traduz personalidade e que, juntos, influenciam as nossas vidas dentro de um ambiente e é determinadora de personalidades, nunca totalmente correta, nunca totalmente errada.

Com isso, finalizo esse primeiro post com imagens da minha “papisa” do cromatismo harmônico, Olivia Gregory (diretora criativa e estilista inglesa). O que mais me fascina no seu trabalho é a não presença de rigor na escolha das cores que completam a paleta de cores dos seus espaços/cenários e a surpresa a cada móvel e objeto escolhido para cada ambiente e cada contexto em que se insere. Seus espaços e campanhas são sempre inspiradores. Arrisco dizer que ela sintetiza de forma simples e agradável o quanto a arquitetura influencia e cativa a moda, e o quanto a moda toca a arquitetura.

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