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14
ago
2013

Book do dia - Não conte a ninguém, de Harlan Coben

Book do dia, Cultura, Lifestyle

Esse livro foi indicação da dona do site Vovó Santa (acredito que seja a Naama, mas quando ela me deu a dica foi com o perfil do site, então não sei! rs). Ela sabia que eu gostava do estilo de Dan Brown e quando viu nesse post que eu fiquei super decepcionada com um livro, me indicou os títulos do Harlan Coben.

A sinopse é a seguinte: Há oito anos, enquanto comemoravam o aniversário de seu primeiro beijo, o Dr. David Beck e sua esposa, Elizabeth, sofreram um terrível ataque. Ele foi golpeado e caiu no lago, inconsciente. Ela foi raptada e brutalmente assassinada por um serial killer. O caso volta à tona quando a polícia encontra dois corpos enterrados perto do local do crime, junto com o taco de beisebol usado para nocautear David. Ao mesmo tempo, o médico recebe um misterioso e-mail, que, aparentemente, só pode ter siso enviado por sua esposa. Esses novos fatos fazem ressurgir inúmeras perguntas sem resposta: Como David conseguiu sair do lago? Elizabeth está viva? E, se estiver, de quem era o corpo enterrado oito anos antes? Por que ela demorou tanto para entrar em contato com o marido?

De fato, esse é o tipo de livro impossível de largar. Ele tem capítulos bem curtos e que sempre acabam de um jeito que te convence a ler o próximo. E o próximo. E o próximo. E foi nesse esquema de “só mais um capítulo e eu vou dormir” que eu terminei o livro em uns 5 dias (só não terminei em menos tempo porque eu realmente estou atolada de trabalho!).

O livro é ágil, cheio de ação, sem lenga-lenga. Só que Harlan peca pelo excesso de empolgação. Ele cria tantas situações a serem desvendadas que é impossível que tudo se explique nas poucas páginas que sobram. Não satisfeito com várias reviravoltas, Harlan Coben também gosta de criar reviravoltas das reviravoltas. Sem contar que tudo vai acontecendo tão rápido que inúmeras vezes eu senti que tinha perdido várias informações ao longo do livro (ou será que eu tava desatenta mesmo?).

Gostei, vou ficar de olho nos outros títulos desse autor, mas indico para quem estiver afim de uma leitura rápida e sem compromisso.

Alguém que já leu gostou?

Lembrando…indicações são sempre bem vindas por aqui, viu?

Beijos!

Carla

7
ago
2013

Book do dia: A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón

Book do dia, Cultura, Lifestyle

Em junho, a Lorena indicou esse livro aqui nos comentários (amo receber indicações, por favor, podem mandar!). Comprei e deixei ele na lista de espera porque ainda tinha outros 2 na frente. Comecei há uns 15 dias atrás e não demorou nem 5 páginas para o livro me fisgar por completo.

resenha-sombra-do-vento-carlos-ruiz-zafon

A sinopse é essa, curtinha mas que dá um bom gosto do que vem pela frente: ‘A sombra do vento’ é uma narrativa escrita em uma prosa ora poética, ora irônica. Tudo começa em Barcelona, em 1945. Daniel Sempere está completando 11 anos. Ao ver o filho triste por não conseguir mais se lembrar do rosto da mãe já morta, seu pai lhe dá um presente inesquecível - em uma madrugada fantasmagórica, leva-o a um misterioso lugar no coração do centro histórico da cidade, o Cemitério dos Livros Esquecidos. O lugar é uma biblioteca secreta e labiríntica que funciona como depósito para obras abandonadas pelo mundo, à espera de que alguém as descubra. É lá que Daniel encontra um exemplar de ‘A Sombra do Vento’, do também barcelonês Julián Carax. O livro desperta no jovem e sensível Daniel um enorme fascínio por aquele autor desconhecido e sua obra, que ele descobre ser vasta. Obcecado, Daniel começa então uma busca pelos outros livros de Carax e, para sua surpresa, descobre que alguém vem queimando sistematicamente todos os exemplares de todos os livros que o autor já escreveu.

Confesso que essa foi a primeira vez que eu senti falta de ter o livro físico. Como eu leio no Ipad, eu acabo não sabendo qual é a grossura do livro e agora, o Iba está com um layout novo que não diz em que página você está, diz quantos por cento você leu. Dessa vez, parecia que quanto mais eu lia, mais páginas surgiam. De certa forma foi até bom, porque eu realmente fico triste quando vejo que um livro que eu gosto está chegando ao fim. hahahaha

Bem, já deu pra ver que eu gostei do livro, né? Apesar de Zafón ser tudo menos sucinto, eu achei o livro uma delícia! Os personagens são bem definidos e a narração é feita de um jeito que dá pra imaginar perfeitamente os ambientes, as pessoas e suas reações e, de quebra, ainda dá pra sentir um pouco do ar de Barcelona, por mais que o livro se passe em 1945.

Sinceramente, não tenho muito mais o que falar além de indicar de olhos fechados. Aliás, botei a foto do livro outro dia no insta e me surpreendi com a quantidade de gente que comentou falando bem! Vou deixar os comentários aqui pra quem ainda estiver na dúvida:

sombra-do-vento-resenha

A boa notícia é que é uma trilogia, ou seja, não precisarei ficar com gostinho de quero mais!

Lorena, obrigada eternamente por ter me apresentado a esse livro! :)

E quem ler, depois me conta o que achou!

Beijos

Carla

31
jul
2013

Book do dia: Precisamos Falar Sobre o Kevin, de Lionel Shriver

Book do dia, Cultura, Lifestyle

Semana passada, quando falei de As Vantagens de Ser Invisível (aliás, vi o filme e achei tão melhor que o livro!), acabei citando Precisamos Falar Sobre o Kevin. E notei que teve gente interessada em saber mais sobre esse livro.

Na verdade, eu já li há um tempão - logo assim que saiu o filme - mas só não falei dele por aqui pois o livro está com a minha mãe, no Rio, e eu queria fotografá-lo. Mas como eu ainda estou longe de terminar o livro que eu estou lendo atualmente e não queria deixar uma semana sem essa tag (minha queridinha! <3), resolvi deixar minha frescura de lado e falar dele mesmo assim.

precisamos-falar-sobre-o-kevin-resenha-livro

A descrição do livro já te faz ter vontade de ler imediatamente: Lionel Shriver realiza uma espécie de genealogia do assassino ao criar na ficção uma chacina similar a tantas provocadas por jovens em escolas americanas. Aos 15 anos, o personagem Kevin mata 11 pessoas, entre colegas no colégio e familiares. Enquanto ele cumpre pena, a mãe Eva amarga a monstruosidade do filho. Entre culpa e solidão, ela apenas sobrevive. A vida normal se esvai no escândalo, no pagamento dos advogados, nos olhares sociais tortos.

Transposto o primeiro estágio da perplexidade, um ano e oito meses depois, ela dá início a uma correspondência com o marido, único interlocutor capaz de entender a tragédia, apesar de ausente. Cada carta é uma ode e uma desconstrução do amor. Não sobra uma só emoção inaudita no relato da mulher de ascendência armênia, até então uma bem-sucedida autora de guias de viagem.

Cada interstício do histórico familiar é flagrado: o casal se apaixona; ele quer filhos, ela não. Kevin é um menino entediado e cruel empenhado em aterrorizar babás e vizinhos. Eva tenta cumprir mecanicamente os ritos maternos, até que nasce uma filha realmente querida. A essa altura, as relações familiares já estão viciadas. Contudo, é à mãe que resta a tarefa de visitar o “sociopata inatingível” que ela gerou, numa casa de correção para menores. Orgulhoso da fama de bandido notório, ele não a recebe bem de início, mas ela insiste nos encontros quinzenais. Por meio de Eva, Lionel Shriver quebra o silêncio que costuma se impor após esse tipo de drama e expõe o indizível sobre as frágeis nuances das relações entre pais e filhos num romance irretocável.

Eu AMEI Precisamos Falar Sobre o Kevin, foi um livro que me impressionou bastante, muito bem escrito e muito bem amarrado, é um terror psicológico instigante. O fato de ser escrito como cartas para o marido só deixa a história mais real. Em diversas horas eu senti tanta realidade que achei impossível que não existisse uma Eva e um Kevin de fato.

Lionel Shriver consegue criar uma personagem muito densa, muito humana e verdadeira até demais (ela descrevendo o que sente enquanto está grávida de Kevin é assustador até para quem não planeja ter filhos!). Ela é uma mulher meio fria, um tanto egoísta e o contraste de Eva com o marido é tão grande que é impossível não achá-la uma bruxa em vários momentos. Mesmo assim, quando você entra na mente de Eva através das cartas, é impossível não sentir raiva, medo, pena, compaixão. Como eu li em uma resenha no Skoob: “’algo’ incorporou em Shriver para escrever este livro. E “isso” vai ficar em você.” É bem por aí o que eu senti lendo Precisamos Falar Sobre o Kevin.

Aliás, o que falar de Kevin? Ele é um monstro, tudo indica que é um psicopata nato e, ao mesmo tempo, com traços tão parecidos com os de Eva que você chega a ficar na dúvida se o que ele fez é fruto da relação com sua mãe ou se ele já nasceu desse jeito.

Quem não estiver com muito tempo ou paciência para ler o livro, o filme deixa muito pouco a desejar. As atuações de Tilda Swinton, Ezra Miller e John C. Reilly são impecáveis, apesar de eu achar que no livro a relação entre mãe e filho é um pouco mais aprofundada.

Alguém mais leu? O que achou?

Beijos!

Carla

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