12 em Book do dia/ Comportamento no dia 25.07.2013

Book do dia: As vantagens de ser invisível, de Stephen Chbosky

Ganhei esse livro de Natal da Jô e li na mesma semana. Passou o tempo, comecei essa tag e tinha esquecido desse livro até essa semana, quando me peguei sem livros novos para indicar aqui na tag Book do Dia (não é porque eu parei de ler, é porque eu ainda estou no meio de um livro!).

Aí lembrei que desde que eu vi o post da The falando sobre o filme fiquei interessada em alugar, o que planejo fazer esse fim de semana (sim, sou dessas que adiam tudo que pode ser adiado). Como eu esqueço as histórias dos filmes e livros que eu vejo e leio em menos de 1 mês, resolvi reler As Vantagens (e óbvio, já pensei aqui no Book do dia). Mesmo assim, me chamou atenção o fato de eu não lembrar nada sobre a primeira vez que eu li o livro. Não lembrava se tinha gostado, o que tinha acontecido, enfim, nada.

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A sinopse pra quem quiser saber do que se trata: Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, o livro reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe – a não ser pelo que ele conta ao amigo nessas correspondências –, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.
As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir “infinito” ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que não se sabe se real ou imaginário.
Íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, as cartas mostram um jovem em confronto com a sua própria história presente e futura, ora como um personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como o protagonista que tem que assumir seu papel no palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar do mundo.

Preciso adiantar que, pra mim, foi impossível não comparar esse título com “Precisamos Falar Sobre Kevin”. Os dois não são nada parecidos, mas ambos os livros têm a mesma estrutura narrativa – a história é contada através de cartas – e os dois filmes falam de garotos problemáticos. Coincidentemente, esses meninos são interpretados pelo mesmo ator o Ezra Miller, que faz o Kevin, também está em AVDSI.

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Voltando às Vantagens, eu ainda não sei o que acho do livro. É uma leitura muito rápida, fácil, mas não achei cativante. Não amei mas também não achei o livro ruim.

Um ponto que eu amei no livro é o fato de se passar em 1992. Sem internet, sem celular, relações não virtuais, cartas, fitas gravadas, enfim… As referências são ótimas, apesar de nenhuma ser dos anos 90 realmente. Beatles, the Smiths, Rocky Horror Picture Show, fiquei encantada!

Mas voltando ao personagem principal, Charlie é um menino esquisito mas fácil de se identificar, com problemas que toda pessoa de 15 anos já passou. As cartas destinadas ao “querido amigo” são um ótimo recurso para fazer com o que os leitores virem o remetente misterioso.

Ao mesmo tempo, é muito difícil entender o que se passa na cabeça dele. Ele é muito observador e, ao mesmo tempo, muito apático. Tão apático que ele deixa que todos façam o que quiserem com ele, sem questionar o motivo, sem ficar com raiva, sem nada.

Por causa disso, cheguei à conclusão que não existe vantagem em ser invisível. Ele observa demais, vive de menos e, quando resolve aproveitar a vida, vira uma “bengala” de vários amigos que não reconhecem e não retribuem a sua amizade, mas o exploram até o último fio de cabelo.

tumblr_mgifqqOejE1rmsf6lo1_500frases de efeito espalhadas do livro, perfeitas para reachearem tumblrs e pinterests!

Já fiquei sabendo que o filme é um pouco diferente e mais legal que o livro, o que seria uma exceção à regra de que todo livro é melhor que o filme, né? Alguém viu os dois? O que achou??

Beijos!

Carla

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12 Comentários

  • RESPONDER
    Thaynara
    25.07.2013 às 22:23

    Achei o livro beeem sem sal

  • RESPONDER
    Gabi
    25.07.2013 às 22:53

    Adorei o livro !! Mas é super triste, um retrato bem fiel de uma pessoa depressiva …
    Mas realmente o filme é muito melhor,chorei muito … Rs
    Ah, o Ezra Miller ( de Precisamos falar sobre kevin ) não interpreta o charlie no filme, e sim um amigo dele.
    Carla, vc já leu a trilogia dos Jogos vorazes ??
    É muito bom, passa longe dos livros tipicos de adolescente ( que eu adoro, não vou negar… Rs)

    Bjos e adoro estes posts sobre livros, ja li alguns que vc indicou !!

    SPOILER :

    você percebeu que o charlie sofreu abuso sexual da tia, por isso ele ficou depressivo ? Pq no filme isso é bem discreto, mas no livro o autor deixa isso mais claro.

    • RESPONDER
      Carla
      26.07.2013 às 0:44

      Gabi, já mudei lá, valeu por avisar! Acabei de ver que ele faz o Patrick, mas eu acho que o Ezra Miller é muito o que eu imaginava do Charlie, mas acho que isso tem a ver com a atuação dele como Kevin. hehehehe

      Já li sim, os 3! É muitoooo bom, é infanto juvenil mas não é bobo! O que está me deixando irritada ultimamente é que esses livros infanto juvenis estão seguindo uma fórmula meio boba, com frases de efeito e personagens tolos! Harry Potter nunca foi assim, por exemplo! E Jogos Vorazes também é perfeito! Ameeeeei!

      PS: Eu vi o que aconteceu com ele, sim, e achei desnecessário demais que isso tivesse acontecido pra ele ficar do jeito que ficou!

      Bjs e que bom que tá gostando!

  • RESPONDER
    Tati Marques
    26.07.2013 às 13:06

    Cá,

    eu só assisti o filme e amei, achei triste mas lindo lindo chorei feito uma panaca rsrs

    bjs,

    • RESPONDER
      Carla
      26.07.2013 às 14:06

      Quero muito ver o filme, Tati!

  • RESPONDER
    Silvia
    27.07.2013 às 6:03

    Eu vi o filme pq várias pessoas falaram que era fofo, emocionante e uma história de amizade. Me senti enganada! Os dois meninos são baita atores e mandaram muito bem, especialmente o “Kevin” – a Emma Watson meio q desaparece perto deles. Mas a história é pesada não é uma história que te deixe para cima, fiquei sentada no sofá com “raiva” de todas as pessoas que disseram que era um “feel good movie” pq a última coisa que eu me senti foi bem. Já que falaram o spoiler, na minha opinião de quem só viu o fime, o Charlie sempre teve depressão, ou melhor um grau forte de disforia. Essa doença provavelmente piorou com o sentimento de “culpa” que ele tem em relação a tia, pq ele acha q ela o ama e se sente culpado pela morte dela. Por ter sido abusado qdo pequeno – o que é uma coisa muito complicada pq nem sempre as crianças lembram e é complexo provar os traumas dessa experiência – ele “surta” qdo consegue lembrar e se tratar, mas ter sido continuamente abusado por ela deixou nele traumas q fez ele se fechar mais para o resto do mundo. Crianças abusadas são complicadas pq algumas não costumam apresentar sinais clássicos de abuso como no caso do Charlie, e o trauma fica sem tratamento por anos. No caso ele tb nunca poderá confrontar a pessoa que o abusou, parece que ele faz as pazes com isso, e aceita para si o papel de ex vítima de violência sexual. Então eu que esperava um filme água com açúcar me deparo com um filme sobre um menino abusado sexualmente qdo criança e deprimido. Isso está longe de ser “água com açúcar” no meu mundo e tirando o amigo dele q sofre com o problema da ser homossexual, ninguém entende ou tenta entender muito bem o Charlie. Os pais parecem preocupados e boas pessoas mas não conseguem distinguir até onde é um adolescente tímido e qdo começa o rapaz deprimido. Seus amigos estão ocupados olhando para os próprios problemas e se divertem com o menino que “topa tudo” e mesmo o “Kevin” acha (ou parece ter) problemas maiores que os de Charlie. Mas homossexualidade não é doençs, distopia/depressão é, e acho que é nisso que o filme falhou para mim parece q ele descobre o grande passado negro dele e então tudo se resolve magicamente e todos serão felizes para sempre, qdo a realidade é BEM diferente. Não sei se o autor tem algum tipo de doença no genero, se sofreu abuso ou se simplesmente achou q seria um tema diferente para um “drama” adolescente, mas acho que o filme falha em explicar essa apatia dele e o fato dele observar mais do que protagonizar.

    Acho que o filme vale pelas cenas dos dois meninos e pela apresentação de Rocky Horror Show! AMO Rocky Horror e sou louca para ver uma dessas apresentações onde o público canta junto. Adoraria que refilmassem, mas por enquanto me contento com meu BluRay e ouvir a trilha sonora original que consegui achar – pq a de Glee deixou MUITO a desejar.

    Sou louca para ler “Precisamos falar sobre Kevin”, amei o filme e minha amiga disse q o livro é muito melhor, mas o Ezra é assustador! Cheguei a pensar em nunca ter filhos depois daquele filme! Mas não foi a mesma sensação que tive com AVDSI. Então pelo menos para mim não é o filme q eu recomendo assistir naquele dia que você quer algo leve mesmo você já sabendo a história (mas de novo acho q sou a única pessoa q achei isso do filme).

    Ah! Achei o filme “Ensaio sobre a Cegueira” fantástico! Tão bom qto o livro, se não for melhor pq é mais ao ponto.

    Beijos!
    PS: “Falei” demais né? Mas tenho experiência com pessoas q sofrem de depressão, então sei como é bem de perto.

    • RESPONDER
      Letícia
      27.07.2013 às 15:36

      Não li nem vi as histórias de “As vantagens…”, mas li “Precisamos falar sobre Kevin”… E que livro!! Achei tão bom, tão angustiante, tão cativante, faz você nutris verdadeira compaixão pela personagem… Ainda não tive coragem de ver o filme, é bom??

      Desculpa desviar o foco, mas essa é uma dúvida cruel para mim rsrs

    • RESPONDER
      Silvia
      27.07.2013 às 21:55

      Oi Letícia,

      Eu não li o “Precisamos falar sobre Kevin” só vi o filme. Eu gostei muito, uma amiga que leu o livro não curtiu tanto e meu marido achou um tanto “artístico” demais. Mas independente de se o livro é melhor – o q deve ser – o filme vale pela interpretação da Tilda e do Ezra, pelo menos na minha opinião! Mas é complicado indicar um filme sem conhecer bem a pessoa – pelo menos para mim – então se você por acaso assistir depois me diz o que achou, tá? =)

      E sem problema de mudar o foco! Acho que pode ser sempre algo que acrescente, certo? ;)

      Beijos!

  • RESPONDER
    Caroline
    10.12.2013 às 2:59

    Não é querendo criticar, mas tenho que lhe dizer que não é desnecessário “só” o fato de ser abusado pela contribuir para a depressão dele. Você, e muitas pessoas, dizem isso porque não sabem a real importância que faz isso na vida da pessoa. Podemos ver reportagens de pessoas que não conseguiam falar, e vivem tremendo, não saem mais de casa por este motivo. Acredito que só quem passou sabe. Portanto, não é desnecessário. Tenha certeza de que após isso, toda a vida dele e sua concepção de mundo mudou.

    • RESPONDER
      Carla
      10.12.2013 às 10:14

      Oi, Caroline! Vc está certíssima, e eu não me expressei bem mesmo! Mil desculpas!

    • RESPONDER
      Silvia
      10.12.2013 às 17:59

      Oi Caroline, td bem?

      Eu não estou discordando de você, só quero entender se você está falando sobre o abuso ou sobre a depressão. Conheço pessoas que passaram por ambas as situações e sei que alguém pode ficar incapacitado pelas duas causas. Só não entendi mesmo se você quis dizer que ele não era deprimido só pq sofreu o abuso ou se o abuso é mais do que o suficiente para deprimir qq um. Curiosidade mesmo, ok?

      Beijinhos!

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