Esse livro foi um empréstimo de uma amiga (hello, Sissi!) que, na verdade, queria emprestar para o meu marido, mas fiquei de olho grande. Aproveitei que o marido anda um pouco ocupado ultimamente para ler antes dele. Terminei em 2 dias (e ele continua ocupado).
Como sou dessas que presume a história antes de ler a descrição, achava que o livro era sobre o fundador da Starbucks.
Me enganei, é bem melhor: Depois de perder tudo - o emprego, o status, a família, a saúde -, o futuro parecia sombrio para Michael Gates Gill, ex-diretor de criação de uma grande agência de publicidade.
Aos 63 anos, porém, ele teve o encontro que mudaria sua vida: Crystal Thompson, 28 anos e negra, gerente de uma loja da Starbucks, lhe ofereceu um emprego na cafeteria de um bairro bem distante de toda a sua realidade, o Harlem.
Como a Starbucks salvou minha vida é a história real de um homem que descobriu que a felicidade não está em quanto você ganha ou no cargo que ocupa, mas na capacidade de desenvolver relações verdadeiras e trabalhar com amor.
Eu não gosto de gente que só sabe se fazer de vítima, que não reconhece seus erros e que acha que reclamar do mundo é melhor do que tentar fazer alguma coisa para mudar. Sou da filosofia que dar a volta por cima sempre é a melhor solução e que viver relembrando o passado é perder um pouco do seu futuro. E Michael Gates é exatamente o oposto disso tudo.
Michael tinha tudo. Um emprego maravilhoso, uma família unida, uma vida pra lá de confortável, cheia de privilégios e contatos importantes. Quando ele é demitido, com 50 e poucos anos (e mais de 30 anos na agência em questão), parece que chegou no fundo do poço. Só que não, ele consegue cavar um buraco para chegar mais no fundo ainda: um filho fora do casamento. Ou seja, além de desunir a família (que estava ao seu lado), ele ainda arranja mais uma boca para alimentar. Acham que a história acabou por aí? Não, pra piorar mais ainda, ele descobre que tem um tumor raro no cérebro.
Um dia, ele entra numa Starbucks onde estava acontecendo recrutamento para novos funcionários. E lhe é oferecido um emprego. E ele aceita.
Claro que teve momentos que ficava me perguntando se o livro não era uma jogada de marketing da Starbucks (e como ele era publicitário, as dúvidas só aumentaram!), afinal, ele só tem elogios a fazer para a empresa e poucos são os momentos difíceis, mas realmente acredito que ele conseguiu encontrar a felicidade nas coisas simples. Aliás, essa frase é velha conhecida, né? E eu acredito nela! Mesmo se for de fato uma jogada da Starbucks, também não acho que esse fato vá prejudicar a história.
Momentos do passado e ensinamentos que a nova vida trouxe para a Michael se entrelaçam pela narrativa, e isso deixa bem claro o quanto ele foi aprendendo nesse percurso. Uma leitura leve, divertida, positiva e envolvente.
Eu meço meu grau de interesse em um livro analisando o quanto eu abdiquei dos seriados que eu vejo toda semana. Nesses 2 dias de leitura, eu simplesmente esqueci que existia série de tv. Acho que consegui mostrar o quanto eu curti, né?
Existiu uma possibilidade do livro virar filme e Michael ser interpretado por Tom Hanks (adoro como Tom Hanks consegue fazer todo tipo de personagem impactante e mesmo assim não ficar marcado por isso), mas, pelo o que eu li, isso não vai mais acontecer. Porém, a possibilidade de virar filme ainda continua grande!
Alguém já leu o Como a Starbucks Salvou Minha Vida? O que achou??
Beijos!
Carla






