5 em Comportamento/ Deu o Que Falar no dia 13.01.2014

Deu o que falar…

1 – Assalto no aeroporto

Claro que um dos assuntos mais compartilhados do fim de semana não poderia ficar de fora daqui. Desde que a Beta Whately escreveu no seu Facebook o fato bem bizarro (e fora da lei) que aconteceu com ela na alfândega do aeroporto de Guarulhos. Muita gente compartilhou, comentou e se indignou junto. O caso já apareceu no Estadão e na Veja e é claro que vai aparecer por aqui também. E sabem o que mais nos impressionou? Na nossa fanpage e no nosso face brotaram diversas historias similares, tanto com finais felizes e finais que nos deixaram espumando de raiva!

Resumindo a história, a Beta foi declarar os eletrônicos comprados na sua viagem quando uma fiscal chamada Fátima, resolveu fazer a limpa na mala da Beta (e só a dela, a do marido permaneceu intocada).Em meio a deboches e perguntas desnecessárias como em que hotel ela ficou e se o tempo no local de onde ela chegou estava bom (não, isso não é da conta dela), a fiscal foi perguntando de onde era cada coisa tirada da bagagem, de produtos de higiene pessoal a calcinhas (!!!). No fim, 4 coisas não escaparam das garras da tal sra. Fátima: uma bolsa Chanel (presente comprado em SP, no JK, mas que a nota já foi arranjada pela loja daqui), uma bolsa da Gucci com 10 anos de uso e dois sapatos (um deles com o solado de borracha, que não marca tanto). A brincadeira custou R$7.000, que a fiscal ainda queria que fosse tirado de um caixa eletrônico (!!!!!!!).

Ao mesmo tempo que a lei parece ser bem clara, rolam algumas nuances e eles se aproveitam do nosso conhecimento superficial para se darem bem em cima das pessoas que não estão totalmente preparadas. Por isso, temos que estar sempre a postos com a lei impressa ao nosso lado.

A Ale Garattoni  já fez esse post sobre o assunto e compartilhou vários links. Nós adoramos esse vídeo que está disponível no site da Receita. Através dele vocês podem conhecer os nossos direitos.

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Para deixar tudo MUITO claro: Máquina fotográfica, relógio e celular adquiridos nas férias mas usados na viagem, NÃO podem ser taxados. No entanto, Ipads, notebooks e filmadoras não são isentos em nenhuma hipótese, mesmo que usados na viagem. Se você já trouxe algum desses eletrônicos de fora e nunca declarou – não importa se foi na viagem em questão ou não – se trata de “mercadoria ilegal”, então, você correrá o risco de pagar essa taxa. Quando você declara eles te dão um documento que comprova que a taxa do aparelho já foi paga e, dessa forma, você pode entrar e sair sem problema.

Como vocês podem ver no vídeo, as leis das roupas, bolsas e sapatos não são muito diferentes do primeiro caso que citamos acima: se os produtos forem comprados para usar na viagem e forem utilizados (fotos podem comprovar) eles não podem ser taxados de forma alguma. Se não foram utilizados, tiverem etiqueta, forem presentes ou façam parte de um enxoval, eles se tornam produtos taxáveis. Sempre que compramos algo para nosso uso, tiramos as etiquetas e tentamos usar na viagem, assim, não corremos riscos. (na teoria, né…na prática sabemos que não funciona de forma 100% correta).

A sugestão é ver o vídeo, imprimir a lei da bagagem e levar consigo em toda viagem. Tire fotos usando seus produtos mais caros, tudo que usou na viagem, prove que era de uso pessoal e fique firme, eles não podem te taxar. Se ainda assim insistirem em taxar seu sapato ou sua bolsa, ou mesmo sua câmera ou Iphone, o jeito é procurar um advogado e entrar na justiça. É importante lutarmos contra o abuso – equivocado – na alfândega.

Se você ficou com alguma dúvida vale ler esse link do site da Receita. Ele informa que os fiscais podem nos questionar, mas nós devemos aproveitar nosso conhecimento para nos protegermos.

2 – Que tal um meio termo entre as modelos magérrimas e as plus size?

O 9Gag apontou a discussão, ela foi levada para o grupo do Modices lá no Facebook e achamos que poderíamos falar sobre esse assunto por aqui.

A fanpage da revista Cosmopolitan postou uma foto de um editorial com uma modelo plus size e, com certeza, a equipe de social media que cuida da página deve ter levado um susto com a quantidade de comentários questionando em que mundo Robyn Lawley (a modelo) é considerada plus size.

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De fato, Robyn é alta, com coxas normais (a gente se recusa a chamar de grossas, porque não são!), curvas e peitos. Pela descrição (mais do que pela foto) já dá pra ver que ela não se encaixa na mesma categoria das modelos mais conhecidas (tipo Gisele ou Alessandra Ambrosio), mas ao ver a foto você percebe que ela também não deveria se enquadrar na categoria plus size!

Assim como todo mundo que comentou na fanpage, também não concordamos com o termo, mas entendemos. E só entendemos porque na mesma semana apareceu uma matéria comentando que a maioria das marcas que trabalham com tamanhos maiores usam modelos plus size que vestem 44, 46 e, no máximo, 48. A própria Lawley usa 44.

Achamos o máximo que meninas com medidas mais próximas da realidade estejam emplacando trabalhos em revista e ganhando espaço no mundo da moda. Ao mesmo tempo, ficamos pensando como não faz sentido que essas modelos consideradas plus size mas que vestem tamanhos normais falem a um público que veste 50 pra cima. São proporções corporais diferentes. Entendemos que as marcas queiram vender o aspiracional, que queiram fazer a gente achar que ao usar suas peças seremos iguais as pessoas na fotografia da campanha, mas fica difícil acontecer uma conexão quando a modelo está mais para a Gisele Bundchen do que para a Queen Latifah, por exemplo.

A gente acha que tem espaço no mercado para 3 tipos de modelos diferentes, mas talvez seja polianismo demais da nossa cabeça. O que vocês acham?

3 – Como você se define?

Antes de tudo, assistam ao video. São 15 minutos, em inglês (quem quiser a legenda é só clicar no video aqui embaixo e ir pra página do Youtube, lá tem o discurso todo transcrito). Vale cada segundo:

Vimos esse video na semana passada no Borboletando e na hora ficamos sabendo que, mesmo se não desse o que falar, a gente ajudaria a compartilhá-lo. Porque é um video muito incrível para não ser passado pra frente. Lizzy é uma menina com uma síndrome muito rara que não permite que seu corpo absorva gordura e, ainda por cima, ela tem problemas na visão. Por mais que ela já tenha ido ao inferno quando botaram um video – sem seu conhecimento ou consentimento – no Youtube (os comentários foram os mais absurdos, no estilo “faça um favor ao mundo e se mate”) ela deu a volta por cima de forma magistral.

Uma lição de vida, um aprendizado de que podemos pegar tudo de ruim que acontece e transformar em algo maravilhoso e que os sonhos só são impossíveis se você não levanta a cabeça do travesseiro. Dos 15 minutos, o que mais nos tocou mesmo foi a mensagem de que podemos não ser perfeitas, mas temos a capacidade de aperfeiçoar ainda mais as nossas qualidades para que as características que não gostamos muito sejam eclipsdas.

Enfim, para não falarmos demais, só dizemos mais uma coisa: uma palestra e tanto, vale o clique!

Gostou? Você pode gostar também desses!

5 Comentários

  • RESPONDER
    Cristiano
    13.01.2014 às 22:30

    Boa noite meninas.

    Sobre as modelos meio termo entre as magérrimas e plus size:

    Particularmente para mim a beleza de modelo está nas mulheres do dia a dia, aquelas que vemos a qualquer momento como andando na rua ou qualquer outro lugar, e pensamos “Que pessoa linda!”. São estas que fazem boa parte da moda girar mesmo que fora dos holofotes, pena que o mercado ainda se deixe levar muito pela ditadura da magreza, ou esteja também na onda do plus size, mais do que outros gêneros. Ainda vai demorar para as grandes modelos terem seu espaço, aquelas que realmente representam o contexto que estamos inseridos, nossas modelos de todos os dias.

    Agora sim entrando no seu comentário: Acredito que há espaço para todos os tipos de modelos, (magérrimas, magras, um pouco magras, normais, fortinhas, cheinhas, fofinhas, plus size, super plus size) ainda mais no Brasil, essa mistura linda de etnias. Espero não ter saído do contexto neste comentário, foi o que veio na cabeça no primeiro estalo e me pareceu bom para comentar, hehe.

    Abraço! =D

  • RESPONDER
    Ricardo Allexxandhry
    13.01.2014 às 22:44

    Realmente existem três tipos de corpos femininos: magra, MULHERÃO e gordinha. Portanto, o meio termo é o tipo mulherão. Aliás, eu já escrevi sobre esse assunto em um blog: http://tinyurl.com/kshwyzx

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    Juliana Santos
    14.01.2014 às 11:44

    Meninas,
    Preciso dizer que eu AMEI o vídeo!! Inclusive já passei pra várias pessoas aqui no trabalho.
    Vai bem ao encontro de uma das minhas metas pra 2014 que é ficar bem comigo mesma, e isso inclui de uma certa forma excluir o olhar e a expectativa de outros. Vou favoritar esse vídeo e assistir sempre que estiver pra baixo!
    Bjao!!

    • RESPONDER
      Joana
      14.01.2014 às 12:42

      Ju,
      Que bom que gostou!!!! :)
      Concordamos contigo total.

      E se quiser perde um tempinho no canal dela, tem vários videos e a evolução da coisa toda.

      Beijossssss

  • RESPONDER
    Flavia
    17.01.2014 às 15:40

    Sobre o Assalto no aeroporto, sempre me pergunto aonde vamos parar, e acredito que só vai piorar com a quantidade de pessoas trazendo produtos para revenda no Brasil sem as devidas taxas a receita vai pegar apenas “alguns casos” para servir de exemplo ai vai ser na sorte, por isso fica tão dificil a credibilidade no nosso país, muita gente se aproveitando pra ganhar dinheiro com artigos made Usa de um lado e quem não tem nada com isso…
    E sobre o corpo, com certeza cada um precisa aprender desde cedo seu real valor, o que é muito dificil em um mundo onde cada vez mais o ter e o que ditam as midias é imensamente valorizado

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