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12
fev
2014

Book do dia: Extraordinário, de R.J. Palacio

Book do dia, Lifestyle

Saindo um pouco do assunto NY, queria muito falar de um livro que eu terminei no dia da viagem e, por isso, não consegui fazer post antes.

Na verdade, esse livro já apareceu por aqui antes, em uma das raras participações da Jô no book do dia (todo mundo na torcida para ela fazer mais books do dia por aqui!!). Cheguei a ficar na dúvida se falava ou não sobre o mesmo livro, mas no fim, acho que uma opinião não interfere na outra, mesmo que elas sejam bem parecidas, né?

resenha-livro-extraordinario

A sinopse, para quem ainda não sabe: August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade… até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.

Narrado da perspectiva de Auggie e também de seus familiares e amigos, com momentos comoventes e outros descontraídos, Extraordinário consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos, família, amigos e comunidade - um impacto forte, comovente e, sem dúvida nenhuma, extraordinariamente positivo, que vai tocar todo tipo de leitor.

Antes de dar a minha opinião, preciso compartilhar que achei essa história muito parecida com a do Corcunda de Notre Dame. Como se fosse um Quasimodo com 10 anos de idade. Mas isso não tira os méritos do primeiro livro de R.J. Palacio.

É um livro de leitura fácil, capítulos curtos e com outros narradores além do Auggie, cada um contando o seu lado da história de como é conviver com uma pessoa que tem uma deficiência tão difícil quanto a dele. Dessa forma, é muito mais fácil se identificar e se envolver, o que acaba gerando uma história de superação não apenas do personagem principal e sim de todo mundo, personagens e leitores.

frase-extraordinario

Acredito que crianças/pré adolescentes consigam tirar mais proveito desse livro do que nós adultos. Não sei se isso aconteceu com quem leu, mas várias horas o meu “eu descrente do mundo” lia e pensava: “ah, mas isso é porque é no livro, na vida real isso não costuma acontecer”. Depois eu parava pra pensar e lembrava de casos como o da Lizzie Velasquez, e aí voltava a me convencer que existe, sim, gente que consegue atravessar lindamente as adversidades.

Quem estiver procurando uma leitura leve, rápida, gostosa e emocionante (chorei em váááários momentos! #manteigaderretida) com certeza vai amar! Quem já leu, o que achou???

Beijos!

Carla

30
jan
2014

Book do dia: A melhor história está por vir, de María Dueñas

Book do dia, Lifestyle

A Jô me deu esse livro de presente de Natal porque me viu tecendo altos elogios para a autora em um “book do dia” falando sobre O Tempo Entre Costuras, a outra publicação de Maria Dueñas.

Deixa eu ir direto para a sinopse que, aliás, está muito da mal escrita: Após o fim de seu casamento a professora Blanca Perea aceita um emprego que promete alguns meses de tédio, mas uma mudança bem-vinda na sua vida, indo para a Universidade de Santa Cecilia na Califórnia para estudar o material deixado por um hispanista esquecido. Ali conhece Daniel Carter, um atraente colega americano que não ocupa o lugar que deveria. Entre os testemunhos do passado de sua pesquisa , e a cumplicidade crescente com Carter, Blanca se verá num emaranhado de sentimentos confusos, intrigas e assuntos pendentes.

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Várias pessoas já tinham me avisado que “A Melhor História…” não era tão legal quanto “O Tempo”, mas eu nunca ia imaginar que a diferença ia ser tão grande! É com grande pesar que eu falo isso, mas eu DETESTEI o livro.

Não é o tipo de livro que você larga no meio, mas ao mesmo tempo, é aquele tipo que o final não chega nunca e tem uma hora que você passa a achar que o livro é mágico e vai adicionando páginas a medida que você vai chegando perto do fim.

Não me cativei pela história, nem pela Blanca, a personagem principal. A dor de terminar um casamento e se ver longe dos filhos não me pareceu muito explorada, raros foram os momentos que eu consegui sentir alguma empatia (e todos eles foram quase no final do livro). Por incrível que pareça, senti mais pelos problemas de Rebecca, uma personagem suuuuper secundária. Em diversos momentos a narrativa muda de foco para contar a história de Daniel Carter, juro que fiquei com a impressão que os trechos que falam da vida do Daniel dariam um livro bem mais interessante!

Outro ponto que considerei mal explorado foi a história das missões feitas por padres espanhois na California. Essas passagens tinham tudo para tornar o livro muito interessante, mas ficou tão didático (a impressão que me deu foi que ela pediu para algum historiador ajudar e não soube florear, sabe?) que se tornou cansativo.

Outro problema que eu descobri depois é sobre o título. Acho que ele foi um dos principais fatores para a minha decepção. O original, em espanhol, se chama Mision Olvido (ou Missão Olvido), o que faria todo o sentido com o que acontece durante o livro. Quando mudaram para “a melhor história está por vir”, você já imagina uma mulher que acabou de se separar mas que consegue mudar a vida e dar a volta por cima. Só que são tantas tragédias paralelas, que não acontecem só com ela mas com os outros personagens, que a cada página você se pergunta aonde está a melhor história. E eu não vou falar mais senão daqui a pouco to contando o final! hahaha

Odeio quando eu não gosto de um livro (ainda mais quando ele foi presente pensado para aparecer aqui no book do dia! hahaha), mas isso é questão de gosto, né? Alguém aqui teve uma opinião diferente da minha? Queria muito ser convencida de que, no fundo, no fundo, o livro é bom! hahaha

Beijos

Carla

15
jan
2014

Book do dia: Eu sou Malala, de Malala Yousafzai

Book do dia, Lifestyle

Essa tag ficou meio parada porque eu resolvi ler dois livros ao mesmo tempo (pra mim isso nunca dá certo! E com vocês?). Um deles é o post de hoje!

eu-sou-malala

Vou começar com a sinopse: Quando o Talibã tomou controle do vale do Swat, uma menina levantou a voz. Malala Yousafzai recusou-se a permanecer em silêncio e lutou pelo seu direito à educação. Mas em 9 de outubro de 2012, uma terça-feira, ela quase pagou o preço com a vida. Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria. Mas a recuperação milagrosa de Malala a levou em uma viagem extraordinária de um vale remoto no norte do Paquistão para as salas das Nações Unidas em Nova York. Aos dezesseis anos, ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz. Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que valoriza filhos homens. O livro acompanha a infância da garota no Paquistão, os primeiros anos de vida escolar, as asperezas da vida numa região marcada pela desigualdade social, as belezas do deserto e as trevas da vida sob o Talibã. Escrito em parceria com a jornalista britânica Christina Lamb, este livro é uma janela para a singularidade poderosa de uma menina cheia de brio e talento, mas também para um universo religioso e cultural cheio de interdições e particularidades, muitas vezes incompreendido pelo Ocidente. “Sentar numa cadeira, ler meus livros rodeada pelos meus amigos é um direito meu”, ela diz numa das últimas passagens do livro. A história de Malala renova a crença na capacidade de uma pessoa de inspirar e modificar o mundo.

Sabe quando o livro é escrito de uma forma tão verdadeira que você se sente teletransportada para os locais e consegue visualizar tudo aquilo que é narrado? Foi mais ou menos isso que senti lendo esse livro. Ele é escrito de uma forma que é impossível não ter nenhuma empatia com Malala, sua cultura e sua educação.

Mesmo nunca tendo pisado no Paquistão, parece que eu pude “ver” o vale onde ela morava, o quarto, a escola, os hospitais…e também pude sentir o medo que ela sentiu quando o Talibã começou a ganhar força, depois dos atentados de 11 de setembro. O medo da escola ser bombardeada, o medo dos talibãs jogarem ácido no rosto dela (como eles fizeram com meninas que estavam indo para a escola no Afeganistão), o medo do pai dela (que era um crítico público do Talibã) nunca mais voltar pra casa…

Aliás, o pai de Malala merecia um capítulo à parte. Provavelmente ela não seria metade do que é hoje se não fosse o apoio dele. Questionador, pró-ativo, engajado, determinado, ele que começou a luta pela igualdade na educação na qual Malala entrou de cabeça. Também foi ele que incentivou a menina a falar em público e a gostar de assuntos políticos.

As atrocidades contadas no livro são muitas - e absurdas. A gente lê sobre os ataques do Talibã sempre nos jornais, mas em “Eu sou Malala” você passa a enxergar tudo de forma muito mais humanizada e real e só então, você consegue perceber a grandiosidade do que aconteceu com a menina.

Eu diria que Malala é um sopro de esperança, uma adolescente ainda bem infantil em certos aspectos, mas com uma maturidade absurda quando se trata em querer fazer do mundo um lugar mais justo, melhor. O que mais me impressionou é que, mesmo com pouca idade, ela conseguiu entender que a tentativa do Talibã de silenciá-la só fez com que ela o grito saísse mais alto e hoje, o mundo inteiro sabe os horrores que boa parte dos paquistaneses passam. Eu realmente estou torcendo para que ela consiga fazer a diferença em sua terra natal em um futuro não muito distante.

Alguém já leu o Eu sou Malala? O que achou?

Beijos!

Carla

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