Você está navegando na categoria: "Book do dia"

5
dez
2013

Book do dia: O tempo entre costuras, de María Dueñas

Book do dia, Lifestyle

Faz tempo que essa categoria não aparece por aqui, né? Fiquei tentada a levar o Ipad para a viagem, até porque eu estava com mais ou menos 70% desse livro lido, mas acabei desistindo em cima da hora porque achei que não teria muito tempo para ler e o tablet acabaria virando um peso morto no meio das minhas tralhas tecnológicas que eu já levo normalmente.

Minha sogra já havia me contado desse livro há meses atrás mas na época eu tinha comprado vários títulos ao mesmo tempo, achei melhor esperar a fila diminuir….Quando comecei a ler a sinopse do Iba e vi que a autora estava sendo comparada a Carlos Ruiz Zafón (ainda falta comprar os outros livros, mas é que não quero ficar monotemática aqui no blog! rs), nem terminei de saber sobre o que era a história e cliquei em comprar já sabendo que eu ia gostar!

resenha-livro-tempo-entre-costuras-maria-duenas

A sinopse: A escritora María Dueñas é um verdadeiro fenômeno. Quando ela lançou este maravilhoso O tempo entre costuras, em 2009, não esperava a repercussão que alcançou. Hoje, disputada pelas maiores editoras do mundo, María Dueñas é comparada a Carlos Ruiz Zafón por sua prosa hipnotizadora e a forma cheia de imaginação e delicadeza com que combina fatos e personagens reais com ficcionais. A verdade é que depois que se conhece Sira Quiroga, a encantadora costureira que protagoniza esta aventura, é impossível esquecê-la. O cuidado de María Dueñas com as palavras faz o leitor ouvir a respiração daquela frágil e pobre trabalhadora que um dia se apaixona loucamente, parte de Madri para o romântico Marrocos, meses antes da Guerra Civil Espanhola (1936-1939), para ter sua inocência triturada pelos caminhos da vida. Até que se transforma uma vez mais para mergulhar, durante a Segunda Guerra Mundial, em um novo mundo, agora repleto de espiões, impostores e fugitivos.

De fato, não me enganei! Eu amei o livro! E sim, é impossível não compará-la a Carlos Ruiz Zafón. A narrativa ultra detalhista e muitas vezes quase poética de Maria Dueñas é super envolvente, mas para mim, o trunfo da história é a protagonista.

Impossível mesmo é não se envolver com Sira Quiroga. Sabe aquela frase que diz que você nunca sabe a força que tem, até o momento onde sua única alternativa é ser forte? Então, acho que ela resume bastante o livro, mas a característica que a fez se tornar tão irresistível para mim foi o amadurecimento de Sira ao longo das páginas. Ela começa como uma menina inocente, boba e que não sabe nada do mundo e termina como uma mulher forte, determinada, inteligente e sagaz.

Nas primeiras páginas eu não dei muita coisa pela personagem, cheguei a questionar se teria assunto para preencher tanto espaço (são 480 pg, eu acho!), mas depois que a reviravolta aconteceu, simplesmente apaixonei.

De quebra, María Dueñas ainda conseguiu criar uma história onde personagens e fatos reais (Serrano Suñer, Rosalinda Fox, Coronel Juan Luis Beigbeder, a Segunda Guerra Mundial, o protetorado em Marrocos, etc) interagem com personagens fictícios de forma tão natural que as vezes é difícil não achar que é tudo fruto da imaginação da autora. E não vou falar mais porque não quero soltar nenhum spoiler! hehe

Para todas as meninas que falaram sobre o Carlos Ruiz Zafón, essa é a minha dica de agradecimento. Acho que quem ainda não conhece, vai gostar de María Dueñas!

Para quem gosta de histórias que envolvem romance, mistério, espionagem e História, também indico muito!

Depois me contem o que acharam??

Beijos!

Carla

24
out
2013

Book do dia - 1808, de Laurentino Gomes

Book do dia, Cultura, Lifestyle

Estou fazendo resenha de livro que li há quase um ano atrás só porque agora eu estou lendo um MARAVILHOSO, mas um pouco grande. Espero que semana que vem eu consiga terminar a tempo de mais um book do dia!

Na verdade, só pensei em falar desse livro porque meu marido se interessou, resolveu comprar semana passada e em vários sites ele estava esgotado! Provavelmente pelo fato de Laurentino Gomes ter lançado há pouco tempo o 1889, seu terceiro livro depois de 1808 e 1822. Aí, quando ele me perguntou sobre o primeiro de todos, eu comecei a me empolgar e achei que valia virar post!

RESENHA-LIVRO-1808-LAURENTINO-GOMES

O subtítulo do livro já instiga a ponto de nem querer ler a sinopse: “Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil”.

Mesmo com essa explicação breve porém genial, lembro que demorei muito pra comprar. Toda vez que ia na livraria (porque na época que ele foi lançado eu nem pensava em ler pelo Ipad) eu pegava, olhava a capa, folheava e botava de volta na pilha. Não sei nem explicar muito bem o motivo.

Apesar da minha memória fraquíssima para datas, acontecimentos e afins, eu gosto de História. Na época de colégio era uma das matérias que eu mais gostava, mesmo tendo que apelar pra decoreba na hora da prova (decoreba esta que era esquecida no momento que eu saía da sala). Mas achei que não ia gostar muito desse livro por pensar que não ia ser muito diferente do que eu passei anos estudando, decorando e redecorando.

Ledo engano.

Laurentino Gomes é jornalista e conseguiu narrar a História do Brasil de uma forma muito clara, agradável e em diversos momentos, divertida. São 400 e poucas páginas de fatos, casos e relatos retirados de cartas escritas por cidadãos dos dois países que viveram na época da vinda da Família Real Portuguesa veio para o Brasil. Apesar de parecer grande, a fonte é relativamente grande e a diagramação é um pouco mais espaçada, o que faz a leitura ser bem mais rápida do que você imagina vendo o livro por fora.

Não é um livro didático, muito menos acadêmico e, apesar de muita gente ter achado uma leitura rasa, eu não concordo. Claro, ele não serve para pesquisa nem para estudo, mas consegue fazer até quem dormia nas aulas se interessar pela História do Brasil.

Aliás, acho que esse foi o maior trunfo do autor, afinal, não é fácil fazer com que um assunto que não costuma ser dos mais atrativos tenha atraído tantos leitores a ponto de ter feito 1808 um best seller.

Também não sei porque eu ainda não comprei 1822, mas é algo que devo fazer em breve. De qualquer forma, já li por aí que 1889 - o livro que fala sobre Dom Pedro II - é um dos melhores da série!

Vocês já leram? O que acharam???

Beijos!

Carla

10
out
2013

Book do dia: A menina que roubava livros de Markus Zusak

Book do dia, Lifestyle

Antes de começar, acho digno mencionar que sou eu, Jô, que vou fazer o post dessa semana e mereço um desconto por não ter a mesma intimidade que a Carla nesta categoria. Até hoje só contei para vocês do amor que senti pela leitura de Wonder, agora chegou a vez de falar de uma outra velha leitura que fez meu coração bater mais forte.

Quando eu estava na faculdade, meu professor, João Leite, dava uma aula em que analisávamos e compreendíamos com exemplos práticos vários conceitos de design. Por sorte uma das peças que passou pela aula de livros foi a capa e a contra capa do A Menina Que Roubava Livros. Não foi a imagem que me prendeu, foi o Slogan…

a-menina-que-roubava-livros

“Quando a morte conta uma história você deve parar para ler”

Aquilo ficou na minha cabeça e assim como todas as outras vezes que quis ler um livro na vida, a estante (mini biblioteca) dos meus pais continha o livro. As vezes a genética é engraçada, meus pais lêem dezenas de livros por ano e eu e meu irmão temos a maior dificuldade. Sei que tem relação com a dislexia, mas mais disléxica que minha mãe (aqui em casa) não tem. Ainda assim, ela é fera na leitura, lê muitos livros por mês, tipo a Ca.

Voltando ao fio da meada, não, eu não consigo não contextualizar as coisas, me desculpem. Na mesma hora que peguei o livro não parei, foram vários dias intensos de leitura apaixonada. Primeiro porque nunca tinha visto a morte como narradora e, segundo, porque me apaixonei por duas coisas na história: pela genialidade daquela menina tão criança Liesel Meminger, a “roubadora” de livros e também pela surpresa de aprender um pouco mais sobre os alemães que viviam na Alemanha entre 1939-1943, e não concordavam com o nazismo ou na superioridade da raça ariana.

Para mim, o livro se trata de uma família capaz de se arriscar para proteger alguém que não era dos seus, de uma menina, filha de mãe comunista, que roubava livros em uma situação muito peculiar e da morte contando tudo isso. Desde o início ela descreve os 3 encontros que ela teve com a menina, o que obviamente nos deixa curiosas para terminar a história. E mostra um ponto que eu não conhecia durante a Segunda Guerra, um ponto que nos arranca lágrimas, obviamente.

Além de ter sido um dos livros que mais gostei de ler na vida, também tem outro motivo para estar falando dele. Esse sucesso do australiano Markus Zusak vai virar filme, no dia 31 de janeiro de 2014 e eu serei uma das pessoas a ir aos cinemas acompanhar de perto essa história, que provavelmente me fará chorar novamente, anos depois.

Trailler do filme:

Ao revisitar essa história para escrever o BOOK DO DIA descobri que quero reler o livro, que até pode ter coisas tristes, mas para mim é brilhante antes de qualquer coisa.

Beijos

Página 12 de 19« Primeira...1011121314...Última »