Vocês lembram da Lorena? Ela deu dicas muito especiais de NYC e agora ela está de volta para falar de sua viagem para Fernando de Noronha, impossível não morrer de vontade de conhecer a ilha! Vale comentar que esse é o segundo post de Noronha, o primeiro tem outras dicas e eles se complementam.
Passei este último feriado de novembro (de 2012) com meu namorado em Noronha, foi minha segunda vez na ilha. A primeira foi há 10 anos com minha mãe e muita coisa mudou por lá. Nossa! A mais recente mudança foi implantada no dia 22 de setembro, uma nova taxa para os turistas. Além de pagarmos a taxa de preservação ambiental (aquela que é proporcional aos dias que vamos passar na ilha) agora é preciso pagar para ter acesso à área do Parque Nacional Marinho (que representa 70% da ilha). A taxa atualmente é de 65 reais para brasileiros e 130 para estrangeiros e vale para 10 dias de visitação.
Com esta nova taxa algumas mudanças já foram feitas. A trilha para a praia do Sancho agora é feita por uma espécie de ponte sobre a antiga trilha de terra, bem como a trilha para o mirante dos golfinhos. E também colocaram um chuveiro e uma lanchonete no começo da trilha, o que é ótimo, pois depois daquela escadaria e trilha para voltar da praia do Sancho nada como uma ducha e um lanchinho. E o meio ambiente agradece, apesar de toda estrutura parecer ser feita de madeira, é plástico reciclado.
Os melhores meses para ir ao paraíso, segundo os locais, são setembro e outubro, quando o mar de dentro ainda está calmo e não é época de chuvas. Minha primeira vez na ilha foi em julho e choveu alguns dias, mas não deixei de fazer NADA. E tive o privilégio de ver uma cachoeira que se forma escondidinha na praia do Sancho. Teoricamente novembro ainda é uma época calma, mas tive a “sorte” de estar lá quando estava entrando um sweel, o que fez o mar de dentro ficar com bastante onda. Por outro lado me deparei com Cauã Reymond na Praia da Cacimba do Padre, prontinho para surfar. =)))
Na trilha & no mirante da Baia dos Porcos
Como já teve outro post aqui no blog vou abordar temas diferentes. Vamos começar por onde ficar. Na primeira vez fiquei numa pousada chamada Solar dos Ventos, muito boa! E dessa vez fiquei numa outra chamada Pousada do Vale.
A Pousada do Vale é localizada na Vila dos Remédios e conta com café da manhã, chá da tarde e toda quinta eles fazem uma peixada para seus hóspedes. Tudo incluso na diária. Este chá da tarde fez toda diferença na nossa viagem, pois é servido diariamente das 17:00 às 19:30 e muitas vezes acaba substituindo o jantar. Depois de acordarmos cedo e passarmos o dia na praia, muitas vezes ficávamos com tanta preguiça que não saíamos pra jantar.
Infelizmente Noronha é bem caro. Em alta temporada a diária dessa pousada pode chegar a ter tarifa mínima de 700 reais. E apesar da hospitalidade ser incrível a pousada não é luxuosa, por estes valores encontramos hotéis maravilhosos aqui no continente, no entanto todos os valores na ilha são fora do padrão.
Para quem procura algo mais em conta existem as pousadas domiciliares, várias pessoas da minha família já se hospedaram numa pousadinha chamada Leão Marinho e pelo que conversei com o pessoal de lá é umas das tops desse padrão, com média de 350 reais a diária. Como eu disse, não esperem luxo, ela é bem básica apesar do preço.
Luxo é algo difícil na ilha, o lugar é paradisíaco, mas sinceramente cheguei a conclusão que a vida não é nada fácil para os moradores. Na pousada os funcionários sentavam-se à mesa e batiam papo com a gente (hospitalidade incrível) e numa dessas conversas a funcionária me contou que legumes e frutas são luxo na mesa dos moradores e que não é sempre que é possível ter. Por lá o quilo do tomate sai por 8 reais . Em Noronha não existe fonte de água, toda água para cozinhar e beber tem que ser mineral vinda do continente. Já a água para o banho é salobra, vinda da dessalinização da água do mar e dos poços da ilha, o que deixa nossos cabelos um pouquinho duros contribuindo com efeitos normais da praia. Hehehe. Além disso, eles não têm maternidade, as grávidas precisam fazer pré-natal e tudo mais no continente. Isso porque existe uma lei local que diz que quem nasce na ilha tem direito a um pedaço de terra para construir sua casa – Tá explicado o porquê de não ter mais maternidade, né?!
A comida por lá também não é diferente. Em média eu e meu namorado gastávamos 120 reais por refeição, sem álcool e sem sobremesa. E, em minha opinião, a comida não é das melhores. Por estes valores comemos em restaurantes muito bons aqui no Rio, lá os valores não são condizentes com a comida. Claro que tem uns restaurantes melhorzinhos, mas não esperem muito.
O bugre ou Buggy, como eles chamam, é fundamental para sua maior comodidade. Com ele você terá toda liberdade de circular pela ilha. Existe um transporte público, um ônibus que só passa a cada meia hora e apenas pela BR 363 – a menor do Brasil, com 7km de extensão. O valor varia de 130 a 180 reais a diária, vai depender da época e do estado do carrinho.
Eu recomendo no primeiro dia fazer o ilha tour, pois o guia te leva para conhecer tudo, explica um monte de coisas sobre a ilha, dá várias dicas e te leva em ótimos pontos para mergulho livre. Nos outros dias você volta nos lugares que mais gostou com calma. O passeio começa as 9 da manhã e vai até o sol se pôr. Você pode optar pelo ilha tour coletivo ou privativo. Nós escolhemos o privativo que saiu por 350,00 reais e podem ir até 4 pessoas. Não sei o valor do coletivo, mas deve ser mais barato porque o grupo é bem maior.
Outra dica - essa para quem é fascinada por tubarões como eu - é no fim de tarde, por volta da 18:00 hs ir para uma parte de pedras da Praia Porto ver os tubarões nadando no raso. Pelo que me contaram os pescadores costumavam jogar restos de peixes por ali todo dia a esta hora e por isso os tubarões se habituaram a ir pra lá, agora foi proibido. Eu tenho um fascínio/pânico por tubarão que não sei nem explicar e fiquei ali observando durante 1 hora dois enormes nadando bem no rasinho. Meu Deus. Haha Também tive o desprazer de estar fazendo apneia e me deparar com um tubarão limão na praia do sueste, entrei em pânico e saí da água na velocidade da luz. Isso foi no dia do Ilha Tour e o guia ficou me sacaneando dizendo que eu fiz praticamente como Jesus e saí andando por cima da água.
Falando da praia do Sueste, lá é incrível para quem quer ver a vida marinha. Vi arraia, tubarão e um grupo com umas dez tartarugas gigantes. O local de mergulho é bem raso - cerca de 60 cm de profundidade - e cheio de corais que não podem ser pisados, por isso, o uso de coletes salva vidas é obrigatório.
Recomendo também o passeio de barco que fizemos para ver golfinhos, ele vai de uma ponta a outra do arquipélago pelo Mar de Dentro, fazendo uma parada de 40 minutos na praia do Sancho para mergulho. Com alguma sorte, muitos golfinhos poderão acompanhar o barco por todo passeio. Este passeio custa R$100 por pessoa e dura mais ou menos 3 horas.
Eu poderia escrever muuuito mais sobre Noronha, mas para não ficar muito extenso vamos às últimas dicas: não deixem de levar chapéu, protetor solar, um kitzinho básico de remédios e Off para os mosquitos. A ilha tem bastante mosquito, lagartixa (Mabuya, a espécie que só tem lá) , pererecas e sapos, preparem-se.
Espero que tenham gostado, qualquer outra dúvida que eu possa esclarecer é só perguntar aqui que as meninas me passam!
Beijinhoss
Lorena














