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26
jan
2015

O que fazer quando o bichinho dos óculos de sol te morde?

Acessórios

Gente, SO-COR-RO! Minha relação com óculos de sol se resume a: comprei meu primeiro par “mais caro” (um Ray Ban, achava caríssimo rsrs) com o dinheiro do meu primeiro trabalho e fiquei um tempão com ele. Meu segundo modelo foi um Vuarnet que roubei do meu pai. Usei, usei, usei até o dia que eu perdi, e até hoje fico chateada com isso, amava aqueles óculos! Em 2011 comprei um Chanel e devo ter ficado uns 2 anos satisfeitíssima com ele. Nesse meio tempo até ganhei vários, mas sempre gostei de gastar dinheiro nessa categoria, a diferença é que sempre encarava como um item mais de necessidade do que de moda mesmo.

Bem, de 2013 pra cá, não sei o que me aconteceu que eu fiquei completamente viciada, to até preocupada! Eu compro um já de olho no próximo modelo e as vezes até encuco que um look pode perder muito com a escolha dos óculos. To ficando louca?

Agora em Novembro comprei um da Gucci que eu estava namorando há tempos e estava crente que ele ia me fazer ficar mais quietinha. Mas foi só dar uma olhadinha nas lojas e nos sites das marcas que eu estou curtindo para ver que não, o vício não foi embora.

oculos0O óculos da Gucci, que eu amei e fiz minha mãe amar também! hehehe Ah, ele é masculino!

Resolvi dividir com vocês minhas novas paixões - que não sei ainda se continuarão platônicas ou não, porque no fim das contas, eu sou viciada, mas sou um pouquinho consciente! rs

oculos-2015-1Apesar do modelo da vez ser o Iridia, eu estou de olho mesmo é no Fendi Metropolis, exatamente nessa combinação de cores. Eu descobri esse modelo enquanto estava procurando o Gucci, e eu já estava certa que se não achasse a minha primeira opção, ele seria a segunda sem remorsos ou arrependimentos! Não levei ele pra casa em Novembro, mas voltei a encontrá-lo agora, na viagem do ano novo. Como o dinheiro estava mais contado, achei que seria irresponsável da minha parte.

Entretanto, já estou aqui fazendo minhas economias para a viagem de março! Acho que em breve ele estará por aqui! hehehehe

oculos2Será que o Dior Technologic será a mesma febre do So Real? Não sei, só sei que apesar de todo mundo ter o SR, eu realmente fiquei #chatiada que ele não ficou legal no meu rosto. Só curti o todo preto, mas ele é impossível de achar, e olha que eu procurei, hein…

Esse tem o mesmo estilo de armação diferente, mas achei o formato das lentes mais normal. Vi muito potencial, só não afirmo que vou ficar louca com ele porque todos os óculos da Dior parecem lindos na teoria, mas poucos funcionam no meu rosto!

oculos3Esse modelo Panama da Tory Burch foi amor à primeira vista. É mais basicão, mas achei o modelo preto em cima e bege embaixo UMA COISA. Achei chic e clássico, daqueles que dá pra ter uma vida inteira sem enjoar!

oculos4Estou numa fase bem apaixonada por óculos de sol com um quê de diferentes, já perceberam? Pra fechar essa “wishlist”, um modelo brasileiro, da Ventura! Achei esse design peculiar, original, curioso, que não passa despercebido, mas ao mesmo tempo tem um quê de clássico que dá para usar tranquilamente.

E vocês? Também estão com esse desejo incontrolável por óculos de sol? Quais os modelos são os seus preferidos?

Beijos!

Carla

 

22
jan
2015

Usar ou não usar Photoshop, eis a questão!

Lifestyle, Reflexões

Olá, meu nome é Carla, tenho 28 anos, sou alta, não me considero nem magra nem gorda e amo Photoshop. Não passo um dia sem usá-lo, acho que o Facetune é uma ótima alternativa para ajustes de última hora no celular, mas isso não quer dizer que eu fico milimetricamente me alterando para parecer que tenho um corpitcho estilo musas fitness.

Esse assunto já apareceu em tantos DQF’s que eu até já perdi as contas. Tanto eu quanto a Jô sempre concordamos com um ponto: se a pessoa photoshopada não arrancar braços, pernas, umbigos e outros membros no meio do processo, ou não distorcer tudo ao seu redor, não vemos mal nenhum em um Photoshop corretivo. Sem contar que esses programinhas mágicos não existem apenas para deixar as pessoas magras, eles também são ótimos para tirar uma mancha, ajustar luz, contraste, saturação, nitidez, etc. Vivemos em um mundo de imagens em que muitas das coisas que a gente vê não é 100% fiel à realidade. Poucas pessoas, principalmente da nossa geração, publica uma imagem bruta (quem nunca botou um filtro numa foto que já estava bonita que atire a primeira pedra) e nada mais natural que apps como Facetune, Perfect 365 e o próprio Photoshop façam tanto sucesso quanto outros aplicativos de edição de foto.

Achei que nem tinha mais o que falar sobre isso, até o dia que eu me deparei com a conta We Photoshopped What, que existe apenas para mostrar exageros photoshopísticos. Nele, você vê tantas distorções, que sinceramente, eu acho até engraçado.

photoshop5Mas o perfil também mostra casos como esse, onde a foto postada não condiz exatamente com a realidade:

photoshop4E nesse caso sempre vai correr o risco de estar muito diferente nas fotos das outras pessoas!

Foi aí que eu percebi que tinha mais coisa para falar sobre esse assunto, sim. É claro que existem poses emagrecedoras, ângulos que favorecem, posicionamento da câmera, a lente usada ou até mesmo a roupa escolhida (alô, consultoria de imagem) que ajudam na busca da silhueta perfeita. E também é óbvio, que nesse mundo onde tiramos fotos com o intuito de compartilhá-las, é mais do que natural que você queira postar aquelas em que você esteja mais bonita, mais magra ou com o melhor cabelo. Mesmo tendo noção disso, não pude deixar de ficar curiosa com o caso da menina que consegue diminuir 4 números de manequim de uma foto pra outra.

O mais curioso é que o tratamento é muito bem feito, tanto que ninguém desconfiaria se não visse uma foto da menina sem retoques. Só que eu fico me perguntando: qual é a graça de você postar uma foto sua que nem se parece com você? Qual é a necessidade disso? Por que enganar dessa forma? Por que SE enganar dessa forma? De que adianta aparecer com medidas de modelo da Victoria’s Secret na foto se elas não condizem com a realidade?

Foi pensando sobre esses assuntos que me bateu uma paranoia que eu achei que só ia resolver com terapia. Comecei a questionar se eu não estava me aceitando, se eu estava me enganando, ou pior, enganando vocês (pode parecer besteira, mas para uma blogueira que sempre foi elogiada pela credibilidade, entrei em um mini parafuso), enfim. Criei um drama quando me dei conta que eu poderia não ser tão diferente dessa menina que eu estava julgando, apesar de ter a consciência tranquila de que eu não estou tão longe da realidade caso alguém me veja na rua. rsrs

photoshop2De leve: Um pouco de nitidez e mudança de luz para destacar o que a foto original não conseguiu destacar.

Comecei analisando minha auto aceitação. O que eu não gostava em mim, eu já mudei com cirurgia plástica muito antes de eu saber mexer direito em Photoshop. Hoje em dia, o máximo que eu mudaria no meu corpo seria uns quilinhos a menos, mas tenho a consciência que só não perco tudo de uma vez porque não estão me incomodando a ponto de eu me esforçar mais para irem embora. Eu malho, eu tento me alimentar bem o máximo possível, mas se eu sair da linha, eu não fico super encanada.

Depois, resolvi ver algumas fotos que eu tratei e postei para tentar analisar o meu caso e entendi o motivo de nunca ter me preocupado com a questão do uso do Photoshop. Para mim, essas ajeitadinhas que eu dou equivalem à truques de maquiagem: uma solução pra disfarçar defeitinhos que incomodam, mas que provavelmente ninguém mais além de mim se incomodaria, ou então realçar aquilo que eu quero que seja destacado.

photoshop1Nível médio: mexidinha na luz, no constraste, nos dentes e no braço, porque eu estava achando que o da frente não estava tão legal quanto o de trás. A foto postada foi a modificada.

Não quero passar pra ninguém a imagem que eu sou 36, sendo que eu sou 42 (e já falei sobre isso e não tenho o mínimo problema de aceitar meu tamanho). Mas gosto de deixar minha foto harmônica e agradável aos meus olhos, seja ajeitando a cor, tirando gordurinhas do braço que não saem nem quando eu estou levando a malhação super a sério ou até mesmo deixando meu dente mais branco, já que o aparelho foi algo que realmente mexeu com a minha autoestima e esse retoque me faz sentir mais segura.

Para mim, o que define o limite do exagero do Photoshop é o bom senso, e essa é uma barreira muito pessoal. Enquanto eu acho ok quem corrige um defeitinho aqui outro ali, sei que vai ter gente que vai achar que eu me enquadro no mesmo caso da menina que fica irreconhecível. Eu tenho noção que ambos os casos são causados por insegurança e eu amo quando vejo uma foto que eu não sinto necessidade de retoques. Meu objetivo é chegar nesse ponto de segurança que eu não sinta mais vontade de fazer nada, mas sei que esse é um caminho longo para trilhar.

Sem contar que estou bem consciente de que o que podia ser uma ajuda em uma sobrinha no braço, se torna uma alteração de 100% do seu corpo e isso é um prato cheio para sermos vítimas dessa ditadura da magreza que existe hoje. Infelizmente, acredito que esse “regime de facetune” seja perigoso se olharmos a longo prazo. Hoje muita menina que mesmo sendo magra, busca mostrar um corpo seco nível modelo. Seja apenas na foto ou na realidade, isso acaba sendo um desejo muito perigoso. Principalmente quando a realidade já é boa.

IMG_2301Nível hard (proposital): Alterei essa foto em 5 minutinhos para mostrar toscamente que dá, sim, para tentar parecer dezenas de quilos mais magra do que você é. Claro que a foto postada foi a da esquerda.

No fim das contas, o que eu realmente pude concluir com essa reflexão/auto análise é que cada um sabe onde o calo aperta e não cabe a ninguém julgar. No fundo, todo mundo tem uma insegurança e tenta ultrapassá-la com os meios possíveis. Se usar Photoshop está melhorando a auto estima, que bom! Só acho que você tem que estar consciente dos seus atos, assim como tudo na vida.

E é claro, se você tiver uma amiga nessa situação, vale dar uma alertada caso ela esteja exagerando na falta de poros ou na cinturinha de pilão que você sabe que ela não tem.

O que vocês acham sobre esse assunto? Pensam que é enganação, insegurança ou que é um recurso que vale ser usado?

Beijos!

Carla

22
jan
2015

Look (perdido) do dia: simplificando

Looks, Moda

Passeando pelo meu computador dei de cara com um look perdido, uma produção que usei e fotografei durante um dos compromissos da semana de moda de SP e não postei aqui. Como a tag andou meio parada nesse início de ano, resolvi publicá-lo, mesmo ele sendo super “normalzinho”. A ideia é aproveitar o post de hoje para aquecer os motores e engrenar no ritmo dos looks semanais! rs

Essa mistura é um “feijão com arroz” para mim, aquela composição que não demora nada para ficar pronta e fica bem dentro da zona de conforto. Usei esse look para um bate papo, uma programação mais simples que não demandava uma super produção.

look-do-dia-da-jo-1-2015

Detalhe-do-lookdetalhe-2scarpin

vestido Pathisa Casual | blazer Zara | bolsa Gucci | colar J. Crew | sapato Miezko

Assim como as melhores coisas não acontecem dentro da nossa zona de conforto, os melhores looks também não nascem das misturas mais seguras. No fim, essa produção ficou bem básica, rotineira e que qualquer pessoa poderia usar, mas ok, ter blog não significa só postar looks incríveis, certos e perfeitos, né? O básico também está presente na vida de qualquer mulher.

A mistura de vestido + blazer funciona bem, nesse caso não dá para dizer que o blazer é a terceira peça, ele faz parte da composição básica e não traz a “interessância” esperada pelo terceiro elemento. Para mim, a terceira peça dessa história é o colar da J. Crew, que comprei numa liquidação maravilhosa em NYC.

De tudo que está aí, o que mais se destaca pra mim é o sapato. Esse modelo teria tudo para ser um scarpin preto simples, mas o recorte orgânico misturado à textura do material tornam ele único. Estou usando bastante esse modelo, confesso que me arrependi de não ter escolhido o dourado (que a Carla postou aqui) também. Acabei de ver que ele está na promoção no site da marca.

É isso gente, comecei os meus looks do ano por aqui com uma mistura simples e prática, pelo menos para mim.

Beijos

fotos: Leo Faria
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