Hoje vou fazer algo diferente, algo que fiz poucas vezes antes (acho que foram apenas duas vezes)… um book do dia!
Outro dia uma leitora fofa mandou um e-mail para a Carla indicando a leitura de mais um livro da Jojo Moyes. Eu abri o e-mail mesmo sabendo que não era para mim, e vi que ela contou um pouco sobre o livro. O pouco que ela falou foi o suficiente para eu correr na bagunça do meu quarto e achar uma sacola da Livraria da Travessa com um livro e uma nota fiscal esquecidas ali há meses.
Eu havia comprado esse livro para levar para o México, mas devido à agenda corrida eu não consegui pegar nele. Assim, visando ler mais em 2016, resolvi levar o livro como companhia para o Uruguai, uma espécie de escape dessa vida com tanto tempo gasto em aeroportos. A ideia era deixar o tempo passar sem sentir e foi exatamente isso que aconteceu.
A primeira parte do livro conta a história de Sophie, que se passa na França durante a guerra em 1916. Eu particularmente me apaixonei pela personagem, uma mulher forte, corajosa, passional e muito à frente do seu tempo. Sophie tinha em suas mãos um objeto, um quadro, e meu apreço pela história da arte me deixou curiosa ali.
Quando eu estava completamente apegada à primeira história, a autora me jogou de forma abrupta para a história de Liv, que se passa em Londres no ano de 2006. Outra mulher interessante, que havia vivido grandes perdas, mas inicialmente não tinha a força de Sophie.
Eu passei um tempo tentando linkar as duas histórias, tudo que eu pensava era falho. Eu não conseguia acertar que situação ligava as duas mulheres. Tinha que ter algum elo, eu só não conseguia entender qual era ele.
No momento em que minha curiosidade foi sanada eu fiquei em choque. Em seguida surgiram novos capítulos das duas histórias e quanto mais o livro seguia, mais presa à essas duas mulheres eu ficava. No final, cada capítulo trazia uma nova revelação, que me fazia colocar a mão na boca e fazer sons de susto em pleno aeroporto.
Eu li na viagem de Punta, li em casa, li nas férias, na piscina, no voo de volta, até que em Guarulhos eu encerrei esse “desafio”. Fiquei tão satisfeita que não sei se poderei gostar de outro livro da autora da mesma maneira. Eu me vi com os olhos marejados em plena Casa do Pão de Queijo.
Amei que as histórias de amor são panos de fundo (importantes) mas não são elas que guiam a narrativa. É a força dessas duas mulheres que te prende na trama, é impressionante. Elas tentam se salvar sem nunca terem se conhecido.
Se no início eu gostei mais de Sophie do que de Liv, no final eu já queria que a personagem contemporânea de fato existisse, adoraria conversar com ela, dar um abraço e tomar um café. rs
Muita gente me disse que se eu amei “A garota que você deixou para trás” não poderia deixar de ler “Como eu era antes de você”. Vou correr numa livraria ainda essa semana para comprar esse livro.
Se você gosta de guerra, mistério, boas tramas de mulheres fortes e de surpreender com histórias que se cruzam em diferentes tempos, pense com carinho em ler esse livro. Eu estou apaixonada, mal terminei e já me sinto órfã.
Tem gente que diz que esse é o livro mais fraco de Jojo, eu e meu gosto peculiar jamais poderíamos concordar com isso.
Beijos
Jô
PS da Carla: alguém vai ter que me emprestar esse livro, entendido, Joana? :)




