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28
jan
2016

Book do dia: A garota que você deixou para trás!

Book do dia, Lifestyle

Hoje vou fazer algo diferente, algo que fiz poucas vezes antes (acho que foram apenas duas vezes)… um book do dia!

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Outro dia uma leitora fofa mandou um e-mail para a Carla indicando a leitura de mais um livro da Jojo Moyes. Eu abri o e-mail mesmo sabendo que não era para mim, e vi que ela contou um pouco sobre o livro. O pouco que ela falou foi o suficiente para eu correr na bagunça do meu quarto e achar uma sacola da Livraria da Travessa com um livro e uma nota fiscal esquecidas ali há meses.

Eu havia comprado esse livro para levar para o México, mas devido à agenda corrida eu não consegui pegar nele. Assim, visando ler mais em 2016, resolvi levar o livro como companhia para o Uruguai, uma espécie de escape dessa vida com tanto tempo gasto em aeroportos. A ideia era deixar o tempo passar sem sentir e foi exatamente isso que aconteceu.

A primeira parte do livro conta a história de Sophie, que se passa na França durante a guerra em 1916. Eu particularmente me apaixonei pela personagem, uma mulher forte, corajosa, passional e muito à frente do seu tempo. Sophie tinha em suas mãos um objeto, um quadro, e meu apreço pela história da arte me deixou curiosa ali.

Quando eu estava completamente apegada à primeira história, a autora me jogou de forma abrupta para a história de Liv, que se passa em Londres no ano de 2006. Outra mulher interessante, que havia vivido grandes perdas, mas inicialmente não tinha a força de Sophie.

Eu passei um tempo tentando linkar as duas histórias, tudo que eu pensava era falho. Eu não conseguia acertar que situação ligava as duas mulheres. Tinha que ter algum elo, eu só não conseguia entender qual era ele.

No momento em que minha curiosidade foi sanada eu fiquei em choque. Em seguida surgiram novos capítulos das duas histórias e quanto mais o livro seguia, mais presa à essas duas mulheres eu ficava. No final, cada capítulo trazia uma nova revelação, que me fazia colocar a mão na boca e fazer sons de susto em pleno aeroporto.

Eu li na viagem de Punta, li em casa, li nas férias, na piscina, no voo de volta, até que em Guarulhos eu encerrei esse “desafio”. Fiquei tão satisfeita que não sei se poderei gostar de outro livro da autora da mesma maneira. Eu me vi com os olhos marejados em plena Casa do Pão de Queijo.

Amei que as histórias de amor são panos de fundo (importantes) mas não são elas que guiam a narrativa. É a força dessas duas mulheres que te prende na trama, é impressionante. Elas tentam se salvar sem nunca terem se conhecido.

Se no início eu gostei mais de Sophie do que de Liv, no final eu já queria que a personagem contemporânea de fato existisse, adoraria conversar com ela, dar um abraço e tomar um café. rs

Muita gente me disse que se eu amei “A garota que você deixou para trás” não poderia deixar de ler “Como eu era antes de você”. Vou correr numa livraria ainda essa semana para comprar esse livro.

Se você gosta de guerra, mistério, boas tramas de mulheres fortes e de surpreender com histórias que se cruzam em diferentes tempos, pense com carinho em ler esse livro. Eu estou apaixonada, mal terminei e já me sinto órfã.

Tem gente que diz que esse é o livro mais fraco de Jojo, eu e meu gosto peculiar jamais poderíamos concordar com isso.

Beijos

PS da Carla: alguém vai ter que me emprestar esse livro, entendido, Joana? :)

21
jan
2016

Book do dia: Falsiane, de Jo Piazza e Lucy Sykes

Book do dia

Ganhei esse livro da editora Agir mais ou menos em outubro ou novembro do ano passado, mas como tinha mais alguns livros na fila de leitura e nesse meio tempo chegou o Arthur, só consegui terminar agora.

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Na verdade, assim que ganhei esse livro fiquei morrendo de vontade de largar todos os outros que eu tava lendo porque ele é exatamente o que eu amo, olhem só a sinopse: O que fazer quando a geração mais nova — mais descolada, mais ambiciosa, mais antenada — está de olho no seu cargo? É o que Imogen Tate, editora de uma grande revista de moda nova iorquina, está prestes a enfrentar. Após uma licença médica de seis meses, ela está de volta à redação, mas as coisas estão bem diferentes… Sua assistente de vinte e poucos anos aproveitou sua ausência para tentar derrubá-la do seu pedestal, roubar seu emprego e transformar a famosa revista Glossy em um aplicativo de celular! Avessa às tecnologias e sem sequer saber usar direito um iPhone, Imogen vai ter que correr atrás do prejuízo para desbravar o mundo virtual e provar que a experiência ainda vale muito — custe o que custar.

Eu adoro livros que falam sobre o universo do mundo da moda e desde O Diabo Veste Prada eu tenho sentido falta de outros títulos no mesmo estilo (se tem outros que eu não lembro agora, me falem!).

Estou há exatos 6 anos nesse ambiente da moda e já vi, vivi e ouvi coisas que, até então, jurava que só aconteciam na ficção. Sei que é um mundo competitivo, que pode mexer com a sua auto estima sem você nem perceber, meio cruel, e Falsiane trata disso tudo com um viés que eu achei bem interessante: o de uma mulher de 40 e poucos anos que, de repente, se vê ultrapassada em um mundo que está ficando cada vez mais virtual, onde sucesso se mede através de hashtags, likes e métricas do Analytics.

Tiveram alguns personagens e cenas que eu achei caricatos demais (vários você sabe exatamente quem é a inspiração! rs) e também achei que o tempo que Imogen ficou fora (6 meses) foi muito curto para tamanha revolução, mas no fim das contas acredito que nada disso influenciou na qualidade da história. Na verdade, foi só depois de terminar a leitura que eu finalmente parei para pensar sobre a discussão de jornalistas x blogueiras de moda que surgiu há mais ou menos uns 5 anos e até então, obviamente eu tinha uma visão mais voltada para as bloggers.

Apesar de ser um ponto de vista fictício, o medo de estar ultrapassada e de não acompanhar a nova geração me pareceu bem realista (até porque Lucy Sykes viveu esse mundo por ter sido editora da Marie Claire), por isso eu achei interessante abrir os olhos para esse outro lado - apesar de achar que ainda tem muita gente do mundo da moda brasileiro preferiu manter um discurso meio prepotente e nariz em pé que me incomoda. De qualquer forma, durante a leitura também passei a admirar ainda mais alguns exemplos mais “próximos” como Costanza Pascolato, que sempre soube se reinventar e se manter relevante nesse segmento.

#Falsiane é um livro atual desde o título, que eu achei a tradução maravilhosa demais para não ser elogiada. Geralmente os títulos originais fazem mais sentido, mas não dessa vez. O nome dele em inglês é The Knockoff, que até faz sentido, mas #Falsiane faz muuuuuuuito mais. Ele também é muito atual por causa do assunto abordado. Eu sempre me incomodo que na maioria desses livros de chick lit as redes sociais, quando aparecem, são meras coadjuvantes, sendo que na “vida real” elas fazem parte do nosso dia a dia. Finalmente li um livro que deu a devida importância a Instagram, Facebook e companhia!

Enfim, eu amei e indico muito! Alguém já leu? O que achou?

Beijos!

 

 

 

29
dez
2015

Melhores de 2015 (Cá) - Top 5 Books do Dia

Book do dia

Esse ano foi meio ruim de livro. Não sei se eu que estou ficando mais chata ou realmente fiz escolhas erradas, só sei que quando fui dar uma olhada em tudo que postei nessa categoria durante 2015, me assustei com tantos que eu não curti tanto assim. E se eu não curti tanto assim, não fazia sentido botá-los no top 5, né?

Bem, os que restaram foram esses:

No 5o. lugar está Bringing Home the Birkin (ou Como Entrei na Lista Negra da Hermès), que conta com muito bom humor a saga do homem que descobriu como comprar a famosa bolsa da Hermés sem precisar entrar na tal fila de espera de 2 anos.

Em 4o. resolvi deixar Girlboss, o livro da fundadora da Nasty Gal que é completamente fora da caixinha. Para inspirar quem ainda não sabe o que quer da vida, mas sabe que tem potencial para alguma coisa! A resenha completa está aqui!

Desde o ano passado Jojo Moyes vem ganhando cada vez mais espaço no meu coração. Quando soube do lançamento de Um mais Um fiquei super feliz de ter mais um livro dela na minha coleção, e para variar, amei, 3a. posição mais do que merecida! Para ver o post, é só clicar!

Quem viu minha resenha vai entender o motivo desse livro estar em 2o. lugar (foi difícil decidir se ele ficava em 3o. ou 2o. rs). Sophia Kinsella mudando um pouco de estilo, mas ficando melhor do que nunca! À Procura de Audrey é delicado e fofo mesmo abordando um assunto tão sério quanto depressão.

A Sorte do Agora mereceu o 1o. lugar porque foi realmente memorável. Um livro surpreendente, envolvente, triste e feliz ao mesmo tempo mas que te faz chegar na última página com um sorriso no rosto. Quem não leu o que eu escrevi sobre ele, é só chegar!

E vocês? Quais foram seus 5 melhores livros (vai que eu pego algumas dicas para o ano que vem, né? rs)?

Beijos!

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