3 em Book do dia no dia 21.01.2016

Book do dia: Falsiane, de Jo Piazza e Lucy Sykes

Ganhei esse livro da editora Agir mais ou menos em outubro ou novembro do ano passado, mas como tinha mais alguns livros na fila de leitura e nesse meio tempo chegou o Arthur, só consegui terminar agora.

falsiane-livro-resenha

Na verdade, assim que ganhei esse livro fiquei morrendo de vontade de largar todos os outros que eu tava lendo porque ele é exatamente o que eu amo, olhem só a sinopse: O que fazer quando a geração mais nova — mais descolada, mais ambiciosa, mais antenada — está de olho no seu cargo? É o que Imogen Tate, editora de uma grande revista de moda nova iorquina, está prestes a enfrentar. Após uma licença médica de seis meses, ela está de volta à redação, mas as coisas estão bem diferentes… Sua assistente de vinte e poucos anos aproveitou sua ausência para tentar derrubá-la do seu pedestal, roubar seu emprego e transformar a famosa revista Glossy em um aplicativo de celular! Avessa às tecnologias e sem sequer saber usar direito um iPhone, Imogen vai ter que correr atrás do prejuízo para desbravar o mundo virtual e provar que a experiência ainda vale muito — custe o que custar.

Eu adoro livros que falam sobre o universo do mundo da moda e desde O Diabo Veste Prada eu tenho sentido falta de outros títulos no mesmo estilo (se tem outros que eu não lembro agora, me falem!).

Estou há exatos 6 anos nesse ambiente da moda e já vi, vivi e ouvi coisas que, até então, jurava que só aconteciam na ficção. Sei que é um mundo competitivo, que pode mexer com a sua auto estima sem você nem perceber, meio cruel, e Falsiane trata disso tudo com um viés que eu achei bem interessante: o de uma mulher de 40 e poucos anos que, de repente, se vê ultrapassada em um mundo que está ficando cada vez mais virtual, onde sucesso se mede através de hashtags, likes e métricas do Analytics.

Tiveram alguns personagens e cenas que eu achei caricatos demais (vários você sabe exatamente quem é a inspiração! rs) e também achei que o tempo que Imogen ficou fora (6 meses) foi muito curto para tamanha revolução, mas no fim das contas acredito que nada disso influenciou na qualidade da história. Na verdade, foi só depois de terminar a leitura que eu finalmente parei para pensar sobre a discussão de jornalistas x blogueiras de moda que surgiu há mais ou menos uns 5 anos e até então, obviamente eu tinha uma visão mais voltada para as bloggers.

Apesar de ser um ponto de vista fictício, o medo de estar ultrapassada e de não acompanhar a nova geração me pareceu bem realista (até porque Lucy Sykes viveu esse mundo por ter sido editora da Marie Claire), por isso eu achei interessante abrir os olhos para esse outro lado – apesar de achar que ainda tem muita gente do mundo da moda brasileiro preferiu manter um discurso meio prepotente e nariz em pé que me incomoda. De qualquer forma, durante a leitura também passei a admirar ainda mais alguns exemplos mais “próximos” como Costanza Pascolato, que sempre soube se reinventar e se manter relevante nesse segmento.

#Falsiane é um livro atual desde o título, que eu achei a tradução maravilhosa demais para não ser elogiada. Geralmente os títulos originais fazem mais sentido, mas não dessa vez. O nome dele em inglês é The Knockoff, que até faz sentido, mas #Falsiane faz muuuuuuuito mais. Ele também é muito atual por causa do assunto abordado. Eu sempre me incomodo que na maioria desses livros de chick lit as redes sociais, quando aparecem, são meras coadjuvantes, sendo que na “vida real” elas fazem parte do nosso dia a dia. Finalmente li um livro que deu a devida importância a Instagram, Facebook e companhia!

Enfim, eu amei e indico muito! Alguém já leu? O que achou?

Beijos!

 

 

 

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3 Comentários

  • RESPONDER
    Helena
    21.01.2016 às 18:39

    Ca, eu li, ou melhor, eu devorei este livro(pelo fato de ter lido mais rápido q o normal) e amei!!! Vale a pena. Leiam. Abs. Helena.

  • RESPONDER
    Sil
    22.01.2016 às 1:10

    Fiquei com vontade agora…

    bjs!

  • RESPONDER
    Gabi
    22.01.2016 às 10:02

    Uau! Fiquei muito curiosa! Sou jornalista (e blogueira hahahah) e essa mudança que a internet trouxe para as redações está mexendo com toda a estrutura do mercado, de política a moda e entretenimento. O que estamos assistindo, ao menos aqui no Rio, é corte de custos, jornalistas com décadas de experiência (e “””altos””” salários) sendo demitidos e jornais colocando mão de obra barata (estagiários e treinees) para suprir o viés “multimídia” da coisa. Os jornalistas que têm lá seus 40, 50 anos, se vêem sem saída por não ter mais espaço para aquilo que fizeram a vida inteira. Tá bem complicado o mercado. Mas tudo é adaptação! O problema é que enquanto os blogs e vlogs arranjaram um ótimo jeito de ganhar dinheiro com a internet, os jornais começaram a correr atrás do prejuízo por agora. Paparam mosca por tempo demais. Vou atrás desse livro :) obrigada pela dica, Cá.

    http://gabivasconcellos.com.br/

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