A Aninha é prima da Jô e já apareceu em vários posts por aqui, como esse e esse. Dessa vez, pedimos para que ela colaborasse de outra forma: com uma coluna quinzenal sobre arquitetura, decoração e moda (ainda não escolhemos um nome, sugestões?). Na pesquisa que fizemos em fevereiro, muitas leitoras sugeriram que a gente falasse mais sobre esse assunto. Como a Aninha é muito mais por dentro das tendências de decoração e arquitetura do que nós, achamos que seria o casamento perfeito! Mas vamos deixar ela se apresentar…
É difícil medir há quanto tempo a arquitetura está na minha vida. O que consigo passar para vocês nesse momento é que ela esta há quase nove anos, nos meus sonos e sonhos de forma arrebatadora. Me formei na PUC-rio, cuja escola de Arquitetura e Urbanismo me ensinou a entender a cidade, as espacialidades internas e externas e o mundo de forma muito mais orgânica do que eu poderia imaginar.
Não posso dizer que a arquitetura é minha única área de interesse, seja na estética ou na técnica. Acrescento a moda, ou o mundo da moda, como melhor queiram interpretar, como um dos pontos divisores de atenção sentimentais que me habitam. Me considero muito sortuda pois consegui, na minha vida profissional, unir esses dois mundos (que, na minha opinião sempre se complementarão) realizando projetos de arquitetura para espaços comercias, dentre eles lojas e restaurantes.
Dito isso, vivo em constante contato com a “máxima” de como a arquitetura influencia a moda e de como a moda faz o mesmo com a arquitetura. Para mim são duas coisas que andam de mãos dadas e contrato de união eterna assinado. Uma arquitetura que não se relaciona de forma orgânica e clara com a sua forma ( seja curva, reta, aguda ou obtusa), que não se relaciona de maneira gentil com o contexto em que se insere, que não usa e abusa de um cromatismo lindo de se ver e que, por fim, não estrutura de forma responsável o corpo ou a superfície que habita, para mim, não é arquitetura - e nem é moda. É qualquer coisa que tropeçou e caiu ali naquele corpo, naquele espaço.
Nessa nova coluna do blog, pretendo dividir imagens e conceitos inspiradores de espaços arquitetônicos, cujo intuito é nada mais, nada menos que compartilhar soluções espaciais incríveis e reais, sem pretensões ditatoriais. Acredito em uma arquitetura que aborda todo o seu sentido mais amplo, suas espacialidades de forma viva, seu estudo cromático que traduz personalidade e que, juntos, influenciam as nossas vidas dentro de um ambiente e é determinadora de personalidades, nunca totalmente correta, nunca totalmente errada.
Com isso, finalizo esse primeiro post com imagens da minha “papisa” do cromatismo harmônico, Olivia Gregory (diretora criativa e estilista inglesa). O que mais me fascina no seu trabalho é a não presença de rigor na escolha das cores que completam a paleta de cores dos seus espaços/cenários e a surpresa a cada móvel e objeto escolhido para cada ambiente e cada contexto em que se insere. Seus espaços e campanhas são sempre inspiradores. Arrisco dizer que ela sintetiza de forma simples e agradável o quanto a arquitetura influencia e cativa a moda, e o quanto a moda toca a arquitetura.






