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Colaboradores

1 em Colaboradores no dia 04.12.2010

(f)utilidades, Louboutin Girls e a História da Moda:

Mais uma vez a Coluna da Bel Sant’Anna está no ar!Para quem quiser segui-la o twitter dela é esse aqui e o blog dela tá aqui ó Louboutin Girl:

Yves Saint Laurent

Essa semana estreiou no Brasil o filme-documnetário O Louco Amor de Yves Saint Laurent que conta sua história com Pierre Bergé, seu companheiro por 50 anos. Aproveitando então, eu fui pesquisar um pouquinho sobre a vida e a obra de um dos maiores da moda mundial…
Yves nasceu em 1936, na Argélia (nessa época o país era território francês). Com apenas 17 anos ele deixou a casa dos pais para trabalhar como assistente de Christian Dior. Quatro anos depois, com a morte de Dior, ele assume o controle da maison que estava à beira da falência. Em 1958, ele criou o vestido trapézio, que se tornará um dos maiores símbolos da próxima década.
No meio disso tudo, ele ainda foi convocado pelo exército pra lutar na Guerra da Independência da Argélia. Mas Saint Laurent ficou apenas 20 dias em batalha sendo internado em um hospital psiquiátrico logo depois.
Voltando para a moda, em seu retorno abriu a própria maison com nome homônimo, na década de 60. Yves foi um estilista que promeveu a praticidade para as mulheres. Tudo com muita elegância e sofisticação. Estão entre as suas criações japonas, batas de jérsei, o smoking feminino, entre outras peças que facilitaram e muito a vida feminina.

Criativo e muito ousado, ele foi o primeiro grande estilista a colocar modelos negras em seu desfile e investiu em preços mais acessíveis para suas coleções. Também foi um dos que mais buscou inspiração em culturas étnicas como o safári e os ballets russos.

Se despediu das passarelas em 2002 com uma das mais belas homenagens feitas a um grande mestre (Suas eternas musas estavam lá como Catherine Deneuve e Loulou de la Falaise). Morreu em 2008, diagnosticado com um câncer cerebral.

Nada é mais belo do que um corpo nu. A roupa mais bela que pode vestir uma mulher são os braços do homem que ela ama. Mas, para aquelas que não tiveram a sorte de encontrar esta felicidade, eu estou lá.
Yves St. Laurent

4 em Colaboradores no dia 28.11.2010

Dica Masculina: O efeito do placebo!

A coluna do Lucas Pinheiro normalmente rola no Domingo, mas devido aos posts diferentes que rolaram no fim de semana deixamos para segunda-feira o post de Dica Masculina da semana! Esperamos que vocês gostem:


Na coluna de hoje resolvi me dedicar a um assunto que não só interessa às mulheres, mas sim a TODOS. Então, queridas leitoras, podem chamar os namorados porque muitos deles são usuários dos produtos que eu vou falar aqui! hahaha Tão nervosos né?! Calma gente, vamos pelo início!

O efeito placebo já é um fenômeno com eficácia comprovada, muitos conhecem pelo caso clássico dos “comprimidos de farinha” que mostraram o quanto nossa ‘psiquê’ exerce influência sobre os aspectos da nossa saúde!

Mas aí, com a nova era de divulgação rápida, celebridades e moda ditando a vida das pessoas, a nova queridinha da população são AS PULSEIRAS DO EQUILÍBRIO!!  Hoje mais um dos meus queridinhos amigos veio com o papo: “ai Luquinhas, tu que é todo entendido, essas coisinhas funcionam mesmo?! Minha resposta? “Eu sou jornalista não cientista!” kkk Mas como todo bom jornalista é curioso, eu fui atrás e resolvi acabar com isso de uma vez por todas!

Os vendedores dizem que as “pulseiras do equilíbro funcionam pois contém dois hologramas ‘QUÂNTICOS’ de mylar embutidos e estes são programados com frequências que interagem naturalmente com o campo eletromagnético do corpo humano e blá, blá, blá. Não sei quem inventou isso, mas o que quer que seja que ele tá fumando, deve tá mofado kkk

Eu consegui encontrar um estudo que foi feito com 79 voluntários da Faculdade de Ciências de Atividade Física da Universidade politécnica de Madri, na Espanha (não me perguntem como eu encontrei… kkk segredinhos de jornalismo, mas eu consegui!), que demonstrou que as tais pulseiras NÃÃÃÃÃO têm QUALQUER efeito sobre o nosso equilíbrio. O que quer dizer que nem sempre basta isso de efeito placebo!

O teste foi um “estudo duplo cego”, que nem quem participou dos testes, nem quem organizou os testes saberiam quem estaria usando as pulseiras com os “hologramas quânticos”. Isso só foi descoberto depois que os testes acabaram e os pacientes que eram alunos do curso, foram submetidos à uma bateria de exames para testar o euqilibrio e os resultados indicaram absolutamente nenhum efeito!!! E em quase todos os países em que se está sendo vendida as benditas, os médicos e cientistas opinam claramente que as fulaninhas (éé, ainda tem uma marca concorrente, mas não irei citar nomes! kkk) não funcionam!!!

Saltos altos e desafiadores? Pisos escorregadios? Não! Tá faltando a pulseirinha do equilíbrio!

Mas aí vamos à parte que interessa. Como explicar então o sucesso absurdo dessas pulseiras se elas não funcionam??

De acordo com os teóricos da comunicação, estaríamos sofrendo lavagem cerebral da mídia!!! #Tenso, né?! Enfim, o marketing e muito dinheiro são a chave para entender isso! Diversas personalidades como Shaquille O’Neal, Cristiano Ronaldo, estrelas de Hollywood e até mesmo brasileiros como Rubens Barrichello, e famosos da TV usam e promovem a dita cuja, provavelmente em contratos de publicidade ou por simples modismo infundado mesmo!

O curioso é que eu fiz uma pesquisa e a média de preço dessas coisinhas é de mais ou menos R$ 80. Isso no preço de revenda de pulseiras que não são nada mais que plástico com pequenos adesivos holográficos fabricados na china que custam nada mais nada menos que R$ 2 !!! Acredita!?

Enfim, isso dá para fazer a gente pensar, né não?! O quanto não nos vendemos pelo modismo barato?! Eu sou um grande defensor do mercado da moda, da mídia usada para promoção e investimentos loucos em propaganda, pois sei o trabalho que dá para fazê-lo!

Mas se queremos usar roupas da moda, cortes de cabelo ou até pulseiras que têm algum valor terapêutico, isso deve ser feito de forma consciente e não como está sendo feito com esse produto….

Enfim, espero assim ter respondido algumas perguntinhas e ter aberto os olhos de algumas leitoras sobre como somos empurrados para muitos produtos como esse… Da próxima vez, olho aberto, né?! kkkkk

Como sempre #fikadika!, tô amando o feedback que tenho toda semana que a coluna entra no ar! E pra quem não sabe a Jo tá vindo passar o fim de ano aqui em Fortaleza e eu não vejo a hora da minha linda chegar aqui!!!
um beijo a todas e até a próxima semana!!!


0 em Colaboradores no dia 28.11.2010

(f)utilidades, Louboutin Girls e a História da Moda:

Mais uma vez (ao invés de sábado no Domigo) a Coluna da Bel Sant’Anna está no ar! Para quem quiser segui-la o twitter dela é esse aqui e o blog dela tá aqui ó Louboutin Girl:

A Roupa e seu Comprimento ao longo da História

Li esse mês uma frase muito interessante na Vogue que resolvi pesquisar mais afundo:comprimentos estão intimamente ligados ao contexto social. Acabei constatando que sim, essa é uma das curiosidades mais verdadeiras na moda. O que se tornou um assunto muito bacana para a nossa coluna sobre história da moda…

Vocês sabiam que foi apenas na década de 20 que a muher passou a mostrar os tornozelos? Essa era uma ousadia para a época!

As mulheres dos anos 20 queriam dançar, sair, se movimentar e quebraram paradigmas. A roupa do momento possui a cintura na altura do quadril e as saias até quase a altura do joelho. Esse “uniforme” durou anos até a Grande Crise de 29 onde a moda voltou a ser mais conservadora.

Na Segunda Guerra ocorre um racionamento de tecido e novamente o comprimento das saias diminui. Surge a saia-calça que era mais confortável e se adequava a nova realidade das mulheres (que precisaram trabalhar pesado enquanto os homens iam para o front).


Até que Christian Dior surge com o New Look e, as mulheres cansadas dos anos negros da guerra se jogam num modelito onde a saia era ampla (e aí, gasta-se tecido), a cintura fina e o top ajustado.


Nos anos 60 surge a minissaia pela mão de dois estilistas: Mary Quant e André Courrèges.

O comprimento longo se destaca em toda a década de 70 primeiro com os Hippies depois com as Halstonetes do Studio 54.


Vinte anos depois, o mídi se tornou o que era mais chique no momento. Os anos eram os noventa e o ícone do momento era Carolyn Basset.

Assistimos recentemente uma década cheia de curtos e justos. A moda refletiu nas mínis todo um comportamento novo das mulheres que desejavam se sentir mais jovens, transgressoras e sexies.


Começmos a viver um novo momento, uma nova década surge e em seu início é certo que a elegância e a feminilidade irão retornar com força total. Novamente, o mídi e o longo se tornarão foco da nossa atenção e desejo.


E mais uma vez, os comprimentos estarão ligados ao contexto social!