No texto do dia 31 de dezembro contamos um pouco do que esperávamos para este ano, nossa máxima preferida para 2014 é: Se você quer obter resultados diferentes, você precisa sair da zona de conforto e fazer as coisas de outra forma. E sim, isso pode parecer fácil, mas não é tão simples assim.
Nesse clima de obter novos resultados eu comecei janeiro com a meta de “organizar minha vida”, parar de deixar as coisas para amanhã quando elas podem ser resolvidas hoje. A primeira meta: minhas pequenas varizes!

Já não é de hoje que várias pessoas - muito queridas e com a devida intimidade - me deram o toque de ir ao “médico especializado em varizes”, o angiologista.
Nessa hora você se pergunta “Como assim, Joana?! Você está sempre de pernas de fora por aqui”. Muito simples, todos me falaram disso por causa de uma única feiosa na coxa esquerda, ela parece uma mancha (mas mais feia do que uma) e já vive comigo há no mínimo uns 8 ou 10 anos.
E se você está achando que esse texto vai ser um #oversharing descabido eu explico aqui o motivo dele: A maioria das mulheres FOGE igual O DIABO DA CRUZ do angiologista. Os motivos são diversos, mas em geral se tratam de mitos, que reúnem frases como “vai doer”, “tenho medo de ter que operar” e por aí vai… Se posso dividir coisas tão delicadas como meu peso ou minha história com o Roacutan, sem dúvida posso compartilhar o quanto foi “simples” resolver essa questão que me acompanhava há tantos anos.
Quem me levou a marcar a consulta foi a Dra Vanessa Metz, minha dermatologista que livrou meu rosto dos “vasinhos” que eu tinha com a luz pulsada. Ela me indicou o Dr. Guilherme D’Utra, me disse que ele era muito competente e de confiança. Eu marquei a consulta (na cara e na coragem, sem nem saber o preço) e no fim das contas descobrimos que ele tinha meu plano de saúde (#sortuda).
Cheguei lá contando a história (trágica) da minha mãe e sua ETERNA luta contra as varizes. De cara já cheguei dizendo que eu não achava necessário operar no meu caso (#aloka). Ele me deixou balbuciar à vontade e quanto terminei, muito calmamente ele começou a me explicar algumas coisas. Em seguida ele fez um exame clínico (médicos que fazem isso sempre ganham ponto comigo) e olhou com cuidado para todos os vasos. Só aí que os mitos começaram a cair.
Descobertas importantes:
- Não, eu não terei necessariamente o mesmo destino que a minha mãe.
- Não, eu não vou ter que operar agora, mas se tivesse não teria nenhum tipo de problema. É uma mini cirurgia, que sim, tem que acontecer no centro cirúrgico, mas é feita de forma muito simples, nada que demandaria passar anos fugindo de uma consulta.
- Sim, o procedimento de secagem - escleroterapia - feito em consultório daria cabo da mais feiosa de todas as varizes do meu corpo e ainda de outras mini feiurinhas.
- Sim, depois de engravidar tudo pode piorar e, se isso acontecer, a cirurgia estará aí pra isso. Hoje em dia a mesma é feita através de uma agulha que parece de crochê e “retira a varize” através desse furinho (ou seja, apesar da palavra cirurgia assustar, não tem nada demais no procedimento).
A única coisa que eu não “esperava”:
As varizes que tenho atrás do joelho (não sabia que eram varizes, achava que eram veias grandes) só irão embora com cirurgia, mas no meu caso a mesma só teria indicação estética, só faria sentido tirar se me incomodasse. Como sou branquinha o Dr. Guilherme mesmo disse que não acha que precisa tirar agora.
Como minha família tem super questões com o assunto eu me senti aliviada de começar a me consultar com um médico sério, que poderá acompanhar meu caso daqui em diante. Nota da blogueira: Vale lembrar que não vale a pena deixar a bola de neve aumentar, quanto antes você procurar o médico, melhor é o seu resultado em qualquer um dos 2 tratamentos.
Eu já estava tão animada que quando ele me perguntou quando eu queria fazer a aplicação, eu só conseguir falar: Pode ser agora?
Como a resposta foi sim, fizemos a primeira aplicação para secar a mais feia e suas primas mini-feiurinhas (que não viraram foto, desculpem, só dava pra ver muito de perto). Ele me contou que estava fazendo uma aplicação mais leve (menos agressiva) para sentir como eu reagiria, assim na semana seguinte ele veria como eu estava e aplicaria mais onde fosse necessário (sim, foi o caso da mais feia de todas). O número de sessões pode variar de acordo com a quantidade e com a sensibilidade de cada paciente. Eu precisei de 3, por causa da tal problemática.
E a dor? Esse foi o momento onde me senti a mais “mamona” de todas. Sério que eu vivi anos com aquela “meleca” na perna por causa disso? A picada não doeu quase nada e isso já foi ótimo (eu fiz acupuntura por mais de 7 anos e tenho hipotireoidismo desde os 14, não posso ter muito medo de picada de agulha, mas sou humana). O líquido não pesou ao entrar, a aplicação só ardeu um pouco. Assim como no caso da luz pulsada e o vaso do rosto, eu me senti uma boba de não ter feito isso antes. Em alguns minutos estava tudo bem. Ele colocou adesivinhos e pronto.
O único porém é que tive/tenho que evitar o sol até a cicatrização total, protetor 70 a prova d’água foi meu melhor amigo. Eu voltei lá algumas vezes para acompanhar, agora vou mostrar a minha cicatrização na próxima consulta.
E se você tá pensando que eu sou a única presa a mitos no que diz respeito a varizes, muito se engana. Quando botei uma foto dos curativinhos no insta, muitas seguidoras e leitoras contaram suas mais diferentes histórias, inclusive algumas relataram dor…. Nesse caso acho que tive duas vantagens: o Dr. Guilherme tem uma mão muito levee suporto bem as “dores” quando o assunto é saúde. Agora vou acompanhar com ele de tempos em tempos, pra ver se elas voltam ou pioram.
Espero ajudar a encorajar quem precisa se livrar do mal das varizes, melhor fazer isso de uma vez não é mesmo?
Beijos
Jô
Às interessadas: O consultório do Dr. Guilherme d’Utra onde eu fui é junto com o da Vanessa no Fórum de Ipanema, na sala 620. O telefone de lá é 2521-0772 |25133068.
Às curiosas: Esse link do Dr. Drauzio Varella condiz muito com o que o Dr. Guilherme me falou. Claro que isso não muda o fato que todas devem ter sua própria consulta, mas é legal entender um pouco mais do que estamos falando aqui.