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26
jun
2013

Book do dia: Tóquio Proibida

Book do dia, Cultura, Lifestyle

Achei esse livro no Iba por acaso, enquanto estava procurando obras de outro autor. Não achei nada além de uma crítica positiva que o autor procurado fez sobre esse livro.

Li a descrição, gostei, baixei: Quando se mudou para o Japão, aos dezenove anos, Jake Adelstein buscava tranquilidade em um templo budista. Seu destino foi outro: repórter inexperiente que mal dominava o idioma do país, acabou sendo o primeiro jornalista estrangeiro contratado por um grande jornal japonês. No caderno de polícia, ganhou acesso a um mundo desconhecido do Ocidente e até dos próprios japoneses.
Em Tóquio proibida, Adelstein narra em ritmo de thriller os doze anos que passou no jornal, investigando casos de sequestro, pornografia infantil, extorsão e tráfico de órgãos. Por trás de tudo, paira a sombra da yakuza, a poderosa máfia japonesa.
Explorando as relações da yakuza com o governo, Adelstein depara com uma história de repercussões internacionais, envolvendo um chefão poderoso - o que lhe rende uma ameaça de morte e o faz mergulhar num jogo de corrupção, intrigas e mistérios, digno dos grandes romances policiais.

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Gostei tanto do resumo que nem vi o nome do autor. Guarde essa informação.

Sabe leitura que flui? Então, é isso que se encontra nesse livro. Fui entrando no mundo de jornalista workaholic de Jake e quando vi, já estava com ele no submundo de Tóquio, intrigada com a indústria do sexo, tráfico de mulheres (não tem pornografia infantil nem tráfico de orgãos como diz a sinopse), yakuzas e o modo como os policiais japoneses lidam com tudo isso.

Várias vezes me perguntei se tudo aquilo ali que estava escrito de fato existia. Porque as descrições dos lugares e da cultura japonesa são muito detalhadas e até os textos jornalísticos de algumas matérias que Jake escreveu é bem realista. Mas até então estava certa de que se tratava de um autor incrível que soube como manter os pés no chão sem exagerar nas doses de heroísmo do personagem principal. Até que o livro acabou. E eu descobri o nome do autor: Jake Adelstein.

Sim, sou idiota. Não é uma história inventada, tudo aquilo de fato aconteceu com ele. Pra mim foi ótimo só ter descoberto isso no fim, fez eu ficar muito mais impressionada com o livro!

Agora que já estraguei a surpresa de outros possíveis leitores desatentos que nem eu, digo que mesmo sem o meu “fator uau”, VALE MUITO A PENA LER. Muito. Posso dizer com segurança que esse foi um dos melhores livros do gênero que li atualmente.

Alguém já leu? Quem for ler, depois quero saber o feedback!

Beijos

Carla

19
jun
2013

Book do dia: A Livraria 24h do Mr. Penumbra

Book do dia, Cultura, Lifestyle

book do dia: Resenha: Livraria 24h do Mr. Penumbra

Enquanto estava esperando Inferno lançar, acabei descobrindo esse livro: “A Livraria 24h do Mr. Penumbra”, de Robin Sloan. A capa já me chamou a atenção, achei linda! Depois, a promessa de mistério, códigos secretos e conspirações envolvendo pessoas que realmente existiram. Ou seja, estava escrito, praticamente em letras garrafais “Carla, me leia!!!”

A sinopse é essa: A recessão econômica obriga Clay Jannon, um web-designer desempregado, a aceitar trabalho em uma livraria 24 horas. A livraria do Mr. Penumbra — um homenzinho estranho com cara de gnomo.
Tão singular quanto seu proprietário é a livraria onde só um pequeno grupo de clientes aparece. E sempre que aparece é para se enfurnar, junto do proprietário, nos cantos mais obscuros da loja, e apreciar um misterioso conjunto de livros a que Clay Jannon foi proibido de ler.
Mas Jannon é curioso…

Clay, o personagem principal, é muito carismático e muito real, do tipo que todo mundo conhece alguém parecido ou já se viu em situações parecidas. É esforçado, entra de cabeça em tudo que faz, é irônico e tem tiradas engraçadas. Como a história é contada por ele, a leitura é bem gostosa e bastante dinâmica. Em certos momentos, os detalhes são tão grandes que dá pra imaginar perfeitamente o local descrito. Adoro isso!

Mas o que mais me encantou (e desencantou também, depois explico), é que a história é toda baseada na história dos livros, passado, presente e futuro. Desde a primeira impressão de Gutenberg, passando por alguns personagens responsáveis pela evolução tipográfica, até chegarmos no Google e sua máquina de digitalizar livros. Inclua nisso uma sociedade secreta com códigos e mistérios e tudo indica que você terá algo no estilo Dan Brown.

E foi isso que me decepcionou um pouco. Quando você espera mergulhar de cabeça na parte histórica, o máximo que acontece é você entrar na piscina de escadinha. E ficar no raso. Outro ponto negativo, pra mim, é que a história é bem linear, não tem reviravoltas. Não é daquelas que faz você se convencer a ler “só mais um capítulo”. Já deu pra perceber que eu estava com esperanças de ser algo no estilo Dan Brown, né?

Se você já começar a ler sabendo que não é, tenho certeza que vai gostar da leitura. A história é boa, todos os personagens são cativantes e te deixam com vontade de saber mais sobre eles e o final é ok. Não é O livro, aquele que você vai sentir vontade de ler várias vezes, ou ficar triste porque acabou, mas vale a pena.

Alguém já leu?

Aliás, alguém me dá indicações de próximos livros? rs

Beijos!

Carla

12
jun
2013

Book do dia - Fiquei com seu número

Book do dia, Cultura, Lifestyle

Seu nome é Madeleine Sophie Wickham, mas ficou famosa mesmo como Sophie Kinsella. Desde o primeiro livro estrelando Becky Bloom, eu já sabia que ela seria uma autora que eu ficaria de olho nos próximos lançamentos. E assim tem sido desde então. Sim, eu tenho um fraco por livros de menininha.

Confesso que acho ela o Dan Brown da chick lit, que já tem a fórmula pronta para seus livros e só vai mudando as situações. Menina atrapalhada entra em apuros, conhece seu futuro amor, se estranha com seu futuro amor para, no final, eles se apaixonarem para sempre. Mas essa é a base de praticamente todas as histórias de comédia romântica, né? Bridget Jones taí para comprovar.

Eu já confio tanto na Sophie Kinsella que compro o livro sem nem saber a história. Mas quem quiser saber, a sinopse é essa (eu sugiro que nem leiam..rs): “A jovem Poppy Wyatt está prestes a se casar com o homem perfeito e não podia estar mais feliz… Até que, numa bela tarde, ela não só perde o anel de noivado (que está na família do noivo há três gerações) como também seu celular. Mas ela acaba encontrando um telefone perdido no hotel em que está hospedada. Perfeito! Agora os funcionários podem ligar para ela quando encontrarem seu anel. Quem não gosta nada da história é o dono do celular, o executivo Sam Roxton, que não suporta a ideia de ter alguém bisbilhotando suas mensagens e sua vida pessoal. Mas, depois de alguns torpedos, Poppy e Sam acabam ficando cada vez mais próximos e ela percebe que a maior surpresa da sua vida ainda está por vir.”

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O livro é bobinho, mas divertido. Poppy é tão impulsiva (doidinha do bem, sabem? rs) que na página 10 você já está completamente envolvida na história. Mesmo tendo certeza do final - o que para muita gente é brochante - você quer ler cada linha para saber como eles vão chegar lá. Pelo menos eu me senti assim.

Aliás, um dos pontos mais positivos da Sophie Kinsella é a construção das protagonistas de seus livros. Seja Becky, Poppy, Emma, Lara, elas são tão cativantes que, por mim, todas poderiam ter continuações. Por enquanto só Becky teve esse privilégio, vamos ver…

É um livro bobo, porém delicioso. Quem estiver à procura de uma leitura leve e sem muitos compromissos, pode se jogar! Aliás, leitura bem fofinha para o Dia dos Namorados! rs

Beijos!

Carla

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