Achei esse livro no Iba por acaso, enquanto estava procurando obras de outro autor. Não achei nada além de uma crítica positiva que o autor procurado fez sobre esse livro.
Li a descrição, gostei, baixei: Quando se mudou para o Japão, aos dezenove anos, Jake Adelstein buscava tranquilidade em um templo budista. Seu destino foi outro: repórter inexperiente que mal dominava o idioma do país, acabou sendo o primeiro jornalista estrangeiro contratado por um grande jornal japonês. No caderno de polícia, ganhou acesso a um mundo desconhecido do Ocidente e até dos próprios japoneses.
Em Tóquio proibida, Adelstein narra em ritmo de thriller os doze anos que passou no jornal, investigando casos de sequestro, pornografia infantil, extorsão e tráfico de órgãos. Por trás de tudo, paira a sombra da yakuza, a poderosa máfia japonesa.
Explorando as relações da yakuza com o governo, Adelstein depara com uma história de repercussões internacionais, envolvendo um chefão poderoso - o que lhe rende uma ameaça de morte e o faz mergulhar num jogo de corrupção, intrigas e mistérios, digno dos grandes romances policiais.
Gostei tanto do resumo que nem vi o nome do autor. Guarde essa informação.
Sabe leitura que flui? Então, é isso que se encontra nesse livro. Fui entrando no mundo de jornalista workaholic de Jake e quando vi, já estava com ele no submundo de Tóquio, intrigada com a indústria do sexo, tráfico de mulheres (não tem pornografia infantil nem tráfico de orgãos como diz a sinopse), yakuzas e o modo como os policiais japoneses lidam com tudo isso.
Várias vezes me perguntei se tudo aquilo ali que estava escrito de fato existia. Porque as descrições dos lugares e da cultura japonesa são muito detalhadas e até os textos jornalísticos de algumas matérias que Jake escreveu é bem realista. Mas até então estava certa de que se tratava de um autor incrível que soube como manter os pés no chão sem exagerar nas doses de heroísmo do personagem principal. Até que o livro acabou. E eu descobri o nome do autor: Jake Adelstein.
Sim, sou idiota. Não é uma história inventada, tudo aquilo de fato aconteceu com ele. Pra mim foi ótimo só ter descoberto isso no fim, fez eu ficar muito mais impressionada com o livro!
Agora que já estraguei a surpresa de outros possíveis leitores desatentos que nem eu, digo que mesmo sem o meu “fator uau”, VALE MUITO A PENA LER. Muito. Posso dizer com segurança que esse foi um dos melhores livros do gênero que li atualmente.
Alguém já leu? Quem for ler, depois quero saber o feedback!
Beijos
Carla








