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4
jul
2013

Book do dia: Sete Dias Sem Fim

Book do dia, Cultura, Lifestyle

Comprei esse livro sem muitas expectativas.

Nunca tinha ouvido falar no autor, Jonathan Trooper, mas vi a sinopse e, mesmo mal escrita (não tá??), achei que a história poderia ser boa: Judd Foxman pode reclamar de tudo na vida, menos de tédio. Em questão de dias, ele descobriu que a esposa o traía com seu chefe, viu seu casamento ruir e perdeu o emprego. Para completar, seu pai teve a brilhante ideia de morrer.
Embora essa seja uma notícia triste, terrível mesmo é seu último desejo: que a família se reúna e cumpra sete dias de luto, seguindo os preceitos da religião judaica. Então os quatro irmãos, que moram em diversos cantos do país, se juntam à mãe na casa onde cresceram para se submeter a essa cruel tortura. Para quem aprendeu a vida inteira a reprimir as emoções, um convívio tão longo pode ser enlouquecedor.

O bom de não ter expectativa nenhuma sobre algo é que não precisa de muita coisa para você se surpreender. E eu me surpreendi muito!

A história é contada de maneira ágil e, mesmo com traição, fim de casamento, desemprego e morte do pai, o livro é muito leve e com tiradas ótimas. Faz tempo que eu não me pego rindo alto no meio de uma leitura, e isso aconteceu justamente quando ele pega a mulher com o chefe na cama.

Outro ponto positivo é que mesmo tendo esse background caótico e com muito a ser explorado, o autor não se prende apenas nesses 4 principais fatos. Toda hora acontece uma reviravolta. O único problema é que tem horas que o autor se empolga e mete os personagens em várias situações desnecessárias. Sabe quando você sente que ele se empolgou demais e perdeu a mão? Então, é bem isso, mas não chega a prejudicar o andamento da história.

Balanço final? Eu adorei o autor! Já fiquei sabendo que ele tem outros títulos e não vejo a hora de lê-los. Mas por enquanto, eu indico Sete Dias Sem Fim!

Beijos

Carla

PS: Meninas que me indicaram vários títulos interessantes, estou terminando de ler o último livro de uma leva que comprei há um tempo atrás e em breve comprarei os que vocês falaram! :)

26
jun
2013

Book do dia: Tóquio Proibida

Book do dia, Cultura, Lifestyle

Achei esse livro no Iba por acaso, enquanto estava procurando obras de outro autor. Não achei nada além de uma crítica positiva que o autor procurado fez sobre esse livro.

Li a descrição, gostei, baixei: Quando se mudou para o Japão, aos dezenove anos, Jake Adelstein buscava tranquilidade em um templo budista. Seu destino foi outro: repórter inexperiente que mal dominava o idioma do país, acabou sendo o primeiro jornalista estrangeiro contratado por um grande jornal japonês. No caderno de polícia, ganhou acesso a um mundo desconhecido do Ocidente e até dos próprios japoneses.
Em Tóquio proibida, Adelstein narra em ritmo de thriller os doze anos que passou no jornal, investigando casos de sequestro, pornografia infantil, extorsão e tráfico de órgãos. Por trás de tudo, paira a sombra da yakuza, a poderosa máfia japonesa.
Explorando as relações da yakuza com o governo, Adelstein depara com uma história de repercussões internacionais, envolvendo um chefão poderoso - o que lhe rende uma ameaça de morte e o faz mergulhar num jogo de corrupção, intrigas e mistérios, digno dos grandes romances policiais.

resenha-livro-toquio-proibida-jake-adelstein-book-do-dia

Gostei tanto do resumo que nem vi o nome do autor. Guarde essa informação.

Sabe leitura que flui? Então, é isso que se encontra nesse livro. Fui entrando no mundo de jornalista workaholic de Jake e quando vi, já estava com ele no submundo de Tóquio, intrigada com a indústria do sexo, tráfico de mulheres (não tem pornografia infantil nem tráfico de orgãos como diz a sinopse), yakuzas e o modo como os policiais japoneses lidam com tudo isso.

Várias vezes me perguntei se tudo aquilo ali que estava escrito de fato existia. Porque as descrições dos lugares e da cultura japonesa são muito detalhadas e até os textos jornalísticos de algumas matérias que Jake escreveu é bem realista. Mas até então estava certa de que se tratava de um autor incrível que soube como manter os pés no chão sem exagerar nas doses de heroísmo do personagem principal. Até que o livro acabou. E eu descobri o nome do autor: Jake Adelstein.

Sim, sou idiota. Não é uma história inventada, tudo aquilo de fato aconteceu com ele. Pra mim foi ótimo só ter descoberto isso no fim, fez eu ficar muito mais impressionada com o livro!

Agora que já estraguei a surpresa de outros possíveis leitores desatentos que nem eu, digo que mesmo sem o meu “fator uau”, VALE MUITO A PENA LER. Muito. Posso dizer com segurança que esse foi um dos melhores livros do gênero que li atualmente.

Alguém já leu? Quem for ler, depois quero saber o feedback!

Beijos

Carla

19
jun
2013

Book do dia: A Livraria 24h do Mr. Penumbra

Book do dia, Cultura, Lifestyle

book do dia: Resenha: Livraria 24h do Mr. Penumbra

Enquanto estava esperando Inferno lançar, acabei descobrindo esse livro: “A Livraria 24h do Mr. Penumbra”, de Robin Sloan. A capa já me chamou a atenção, achei linda! Depois, a promessa de mistério, códigos secretos e conspirações envolvendo pessoas que realmente existiram. Ou seja, estava escrito, praticamente em letras garrafais “Carla, me leia!!!”

A sinopse é essa: A recessão econômica obriga Clay Jannon, um web-designer desempregado, a aceitar trabalho em uma livraria 24 horas. A livraria do Mr. Penumbra — um homenzinho estranho com cara de gnomo.
Tão singular quanto seu proprietário é a livraria onde só um pequeno grupo de clientes aparece. E sempre que aparece é para se enfurnar, junto do proprietário, nos cantos mais obscuros da loja, e apreciar um misterioso conjunto de livros a que Clay Jannon foi proibido de ler.
Mas Jannon é curioso…

Clay, o personagem principal, é muito carismático e muito real, do tipo que todo mundo conhece alguém parecido ou já se viu em situações parecidas. É esforçado, entra de cabeça em tudo que faz, é irônico e tem tiradas engraçadas. Como a história é contada por ele, a leitura é bem gostosa e bastante dinâmica. Em certos momentos, os detalhes são tão grandes que dá pra imaginar perfeitamente o local descrito. Adoro isso!

Mas o que mais me encantou (e desencantou também, depois explico), é que a história é toda baseada na história dos livros, passado, presente e futuro. Desde a primeira impressão de Gutenberg, passando por alguns personagens responsáveis pela evolução tipográfica, até chegarmos no Google e sua máquina de digitalizar livros. Inclua nisso uma sociedade secreta com códigos e mistérios e tudo indica que você terá algo no estilo Dan Brown.

E foi isso que me decepcionou um pouco. Quando você espera mergulhar de cabeça na parte histórica, o máximo que acontece é você entrar na piscina de escadinha. E ficar no raso. Outro ponto negativo, pra mim, é que a história é bem linear, não tem reviravoltas. Não é daquelas que faz você se convencer a ler “só mais um capítulo”. Já deu pra perceber que eu estava com esperanças de ser algo no estilo Dan Brown, né?

Se você já começar a ler sabendo que não é, tenho certeza que vai gostar da leitura. A história é boa, todos os personagens são cativantes e te deixam com vontade de saber mais sobre eles e o final é ok. Não é O livro, aquele que você vai sentir vontade de ler várias vezes, ou ficar triste porque acabou, mas vale a pena.

Alguém já leu?

Aliás, alguém me dá indicações de próximos livros? rs

Beijos!

Carla

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