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1
nov
2013

Trip Tips: Qatar

Ásia, Trip tips, Viagem

Qatar? Se A é de amor, B de baixinho e C de coração, nossa titia Xuxa nunca diria que Q é de Qatar. Pelo menos não até hoje. Para nós, brasileiros, esse país - que já está entre os 3 mais ricos do mundo e irá sediar a Copa do Mundo de 2022 - ainda é uma incógnita. Eu sempre achei que o maior investimento que um ser humano pode fazer é viajar, mas nunca havia pensado nesse país como destino de viagem. Mas ele havia pensado em mim e no final de setembro embarquei a trabalho para lá.

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A primeira coisa que reparei quando cheguei foi nas mulheres. Carla, não fica com ciúmes, hein? Reparei no sentido antropológico do termo. Ao invés de se chamarem Carla, Letícia, Roberta, Juliana elas se chamam Chanel, Prada, Hermès, Louis Vuitton. Sim, todas usam burcas cobrindo o corpo todo, mas carregam bolsas das mais diferentes marcas para se destacarem e se diferenciarem.

Apesar da preocupação em não atrair os olhares dos homens alheios, seus olhos estão sempre pintados, os pés calçados com os sapatos mais caros e altos do mundo e os smartphones chamando mais atenção que blogueira da Capricho em porta de balada.

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Aliás, se Tom Jobim tivesse nascido por lá, a garota de Ipanema seria linda, cheia de graça, seria ela menina que vem e que passa no doce balanço a caminho do shopping center. Pois é, as mulheres no Qatar não vão à praia nem piscina. Ficam suando bicas esperando seus maridos e filhos se deliciarem nas águas mornas do deserto. Mas essas e outras questões relacionadas a como se vestem e se comportam estão diretamente ligadas a religião. Até o fato de que, salvos nos hotéis 5 estrelas, não se pode beber álcool. Aliás, a regra lá é tão levada a sério que até os carros respeitam. Bebem só gasolina. Pasmem, R$0,30 o litro.

Graças ao bom Alah, eu estava hospedado no St. Regis, um hotel 5 estrelas muito bonito, bem localizado e com muito álcool. Além de uma piscina maravilhosa, SPA, praia particular, café da manhã incrível e um quarto com televisão na jacuzzi, o hotel abriga o terceiro melhor restaurante do país segundo o trip advisor: o Gordon Ramsey at St. Regis Doha.

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Jantei lá em minha primeira noite. Como fui o primeiro a chegar, sentei sozinho em uma mesa no canto do restaurante. Logo uma garçonete muito simpática e o gerente vieram puxar papo para quebrar o gelo. Por falar em gelo, todo lugar que você entra no Qatar tem ar condicionado. Agora é inverno por lá e a temperatura está 35ºC, no verão pode chegar a 55ºC. Mas voltando ao restaurante, tinha a opção de pedir à la carte ou menu degustação. Como quem está na chuva é pra se molhar, ou no meu caso, quem está no deserto é pra suar, escolhi o menu degustação com harmonização de vinhos. Sensacional. A conta sai por volta de U$320 por pessoa, mas vale cada centavo.

No dia seguinte eu e um grupo de pessoas vindas de vários países mas que trabalham na mesma multinacional que eu, começamos nosso tour pelo país e foi surpreendente. Andei de camelo, fiz surf na areia, 4X4 nas Dunas do deserto, mergulhei com arraias no mar, assisti a uma preparação de corrida de camelos (cada camelo de corrida custa em media U$10 milhões), visitei um hospital de falcões (caçar com falcões é um passatempo típico da região e cada um desses animais custa em media U$15 mil), visitei o museu de arte islâmica (imperdível), fui ver iates chiques sendo construídos e ainda assisti a um companheiro da Nova Zelândia que esqueceu de passar protetor solar nas costas fazer caretas engraçadas de dor. Comi kafta, tomei Coca Cola (light) numa lata esquisita, ouvi quatro vezes num dia as rezas serem entoadas através de alto-falantes gigantes espalhados pela cidade, vi pintinhos coloridos artificialmente no Souq Waqif (uma espécie de mercadão de lá), vi camelos no deserto (até então só tinha visto camelôs na 25), vi um centro de treinamento para cavalos árabes com jacuzzis para os animais (sem tv na jacuzzi, #chupacavalo), vi um hotel em forma de tocha olímpica e muito mais no Qatar.

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O fato é que é um país cheio de contrastes. Modernidade versus tradição, religião versus materialismo, riqueza versus pobreza, areia versus mar e tantas outras. Mas também é isso tudo que o torna tão interessante, tão único. Vale a pena passar uma semaninha por lá. E ainda mais se for de Qatar Airways. Minha empresa me mandou de executiva, que no 777 equivale a 1ª classe, e as 14 horas de voo direto de São Paulo a Doha passaram, literalmente, voando. Não é à toa que foi eleita a melhor classe executiva do mundo. Pensei até em mudar meu endereço do instagram de @bernardoromero pra @bernardoReiNero. A poltrona reclina totalmente virando uma cama com direito a jogo de cama e pijama. Todo o kit disponível no voo é assinado pela Ferragamo, os bombons são Godiva (que não pude aproveitar, infelizmente) e o menu assinado por chefs internacionais. Aliás, você não precisa obedecer a um cronograma de horários de refeições. A cozinha funciona como num restaurante e o menu está inteiramente disponível pra você pedir o que quiser e na hora que quiser, e tudo é servido em pratos, talheres e copos de restaurante. Os vinhos são um capítulo à parte, títulos sensacionais de diversas regiões e para todo gosto (tomei um Brunello de Montalcino 2003 cujo preço em qualquer restaurante de SP está na media de R$1000 a garrafa).

Enfim, encerro com um humilde pedido à rainha dos baixinhos: na música do abecedário, dá uma chance pra Q de Qatar. Muito mais original do que G de gente e H de humano, não acham?

25
out
2013

Trip tips: + restaurantes de Londres, com algumas dicas de melhor custo benefício

Europa, Londres, tt, Viagem

Se você se lembra de ter lido um post sobre alguns restaurantes de Londres recentemente, mais precisamente em agosto, não está enganada, não, muito menos confusa. Nesse post falei sobre os lugares em que fui nas férias com o namorado, mas em tal ocasião organizei uma boa verba para as experiências gastronômicas. Nós dois amamos jantar, almoçar ou tomar café, talvez seja uma das coisas que mais gostamos. Assim, fizemos uma vasta pesquisa antes de irmos a lugares como Hakkasan, Zuma, Balthazar e por aí vai!

Nessa última viagem da semana de moda eu dei uma esticadinha com a Gabi e fiquei na casa da minha amiga inglesa Victoria, e tive diferentes oportunidades de conhecer restaurantes muito GOSTOSOS, menos famosos e com preço bom. Posso dizer que foram super experiências com um custo benefício maravilhoso.

Nos 9 dias na cidade eu só repeti três coisas que tinha feito antes: Hakkasan (pra mim ele é melhor que a fama dele), Jamie’s Italian e Carluccio’s. No mais, foi tudo novidade!

Quer saber por onde andei e o que experimentei por lá? Vem comigo:

Chá da tarde no THE PARK LANE HOTEL

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No primeiro dia encontrei a Tia Helena (uma amiga da família) e a Jackie para almoçar, passear e tomar chá. Depois de visitarmos a London Eye (aproveitamos que não estava com a névoa de todo dia na cidade), aproveitamos para tomar chá das cinco no tradicional The Park Lane Hotel. Foi uma delícia, escolhi chá verde (para desinchar do voo), um doce sensacional de morango e uns biscoitos deliciosos. Não tenho ideia do preço pois foi um convite.

MOTCOMBS

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Estava tão cansada que não tirei foto do prato, então, vamos com o ambiente.

Ainda nesse dia aproveitei a cia da minha amiga Victoria e seu respectivo, que me levaram para conhecer um restaurante que eles adoram, pertinho/colado em Knightsbridge, bairro onde eles moram. Esse fica pertinho do Amaya, que citei no outro post.

O Motcombs é DEFINITIVAMENTE o mais inglês que já fui. Ele fica em Belgravia, dá para ir a pé da Harrods. Chegando na rua Motcomb, 26 você desce as escadas e um ambiente antigo surge com dezenas de pinturas penduradas nas paredes. Apesar de ter um ar muito tradicional, gente fazendo negócios, o clima lá é de alegria. A Vic me apresentou uma brasileira e vários portugueses, gente muito boa, aquela simpatia que só a galera que já pegou o espírito londrino tem. Escolhi o risoto de lagosta e amamos. Nota da consumidora - tinha bastante lagosta no prato, coisa rara nos risottos daqui.

Eu vi o preço do prato e achei bom (para o que é, onde é e tudo mais), mas mais uma vez não posso dar um parecer geral porque minha amiga, mais que desnecessariamente, não me deixou pagar meu jantar de boas vindas! Adorei, indico muito e acho o lugar super prático, todo turista passa por ali.

EAT (almoço)

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O print do começo do menu de sopa dessa semana vale né?

No dia seguinte almocei com a Victoria no EAT, cadeia que tem em toda a cidade. Estava mais friozinho e optamos por uma sopa. Foi muito prático, rápido e barato (em comparação as coisas da cidade e não convertendo, obviamente). Acho que meu almoço com bebida deu 6 pounds. A sopa não era das mais magrinhas, mas era leve e tinha sustancia, segurou perfeitamente as HORAS de compras que tive depois com a Gabi.

Eu definitivamente recomendo o EAT para quem está trabalhando ou almoçando rápido, entre comprinhas ou outras programações da cidade. Com o namorado eu estava mais relax e acabamos não comendo nesse tipo de lugar, mas em um dia com pressa eu sem dúvida voltaria lá, comida rápida, boa e com preço honesto.

Nota 9 para manter a dieta e ótimo preço.

BUSABA (jantar)

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Agora vou falar da MELHOR descoberta da viagem! Foi a melhor comida, com melhor preço, roubaram meu coração! O Busaba Eathai é uma dica da Gabi, ela já tinha falado dele aqui no Rio e ele foi tudo que eu esperava. Ambiente lindo, gente legal, mesas compartilhadas, atendimento rápido, preço muito bom e comida DELICIOSA. Eu A-M-O comida tailandesa, amo num grau que nem sei expressar.

Fomos no que fica perto da Oxford Street, atrás da estação de Bond Street, num lugar lindinho chamado St James, acho. Por lá pedi um smoothie de Jasmin (com frutas, tão maravilhoso que repeti) e o prato foi um Green Curry de vegetais, perfeito com o arroz de coco, um pouco mais de pimenta do que eu colocaria e menos de 9 pounds. As meninas pediram o Pad Thai e disseram que estava incrível. O menu e os preços estão aqui.

Eu tomei dois smoothies + o prato principal e no fim paguei uns 19 pounds, que, para mim, foi tudo MARAVILHOSO para essa experiência.

Acho que vai ser a primeira parada no dia que eu voltar com o namorado, ele vai amar também e para nossa alegria, também tem na nossa amada região de Covent Garden, que também já foi post aqui. Gabi (do Starving) arrasou na dica, ela ia sempre quando morou na cidade.

Melhor comida, melhor preço. Tem que ir!

VAPIANO

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No terceiro dia voltamos para a Oxford St. para fugir da chuva e terminar as comprinhas, aí a Gabi arrasou mais uma vez. Apresentou uma alternativa ótima, pertinho da super Topshop da Oxford Circus, o Vapiano. Lá é tipo um Spolleto, o cara faz o prato na sua frente, massa fresca, ótimas opções no cardápio e preço melhor ainda. Valeu muito a pena, nossas massas estavam uma delícia, comemos rápido e, de quebra, ainda gastamos pouco. Mais uma refeição ótima para aqueles que estão com programação intensa durante o dia.

Não é tão fácil de manter a dieta, mas escolhi um prato com molho de tomate, super leve e ideal para não atacar a intolerância à lactose, assim, deixei o prato mais “magro”.

Rápido, gostoso e barato.

SHAKE SHACK

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Ok, também achei um dos melhores hambúrgueres do mundo, com direito à batata frita com queijo. Olha, é clichê, vocês já leram em 9 de 10 blogs, mas eu amei. Não como carne vermelha quase nunca, quando como tem que ser assim, especial para valer a pena. Tenho que levar o namorado, sem mais.

Gordo, delicioso e com preço bom, pensando nos preços de lá, obviamente. Paguei algo em torno de 11 pounds com a água com gás.

ROSSOPOMODORO

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A Gabi quis me apresentar uma das pizzas mais gostosas da cidade, no ponto de vista dela, que tem um gosto para restaurante bem parecido com o meu. Ela dizia que o Rossopomodoro era uma alternativa gostosa, rápida e em conta, com uma pizza super bem feita, com ingredientes especiais e frescos. Após os primeiros compromissos da viagem encaramos uma dessa e não nos arrependemos. Escolhemos a especial com mozzarela de búfala e uns tomates compridos super diferentes, de uma região que eu esqueci. Claro que fomos no de Covent Garden, para variar.

Foi mesmo muito prático, simples, barato e GOSTOSO.

Café da manhã no BALTHAZAR

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A Farfetch Brasil nos convidou para um café da manhã no Balthazar, achei o menu bem gostosinho mesmo, os pães de lá são uma coisa de incrível. Fiquei no croissant + pain au chocolat e comi ovos mexidos. Eu diria que foi um almoço. Adorei e morri de vontade de voltar lá para jantar. Minha experiência com o namorado foi uma delícia em junho, esse também fica na minha querida região de Covent Garden.

CANTINA LAREDO

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Na penúltima noite no apartamento a Cony e eu fomos em um restaurante mexicano chamado Cantina Laredo, era dica do site Falando de Viagem e eu, que não conheço muito dessa culinária, fiquei logo curiosa. Foi uma delícia! Papeamos demais, rimos horrores e de quebra nos jogamos em vários pratos típicos do restaurante. A Constanza escondeu o jogo, ela super entendia das comidas de lá! Seguimos a dica do Jules da St Tropez e escolhemos as margaritas, tomamos uma tradicional e uma de sabor especial. Acho que o que mais gostei foi o guacamole, o ceviche e o trio de sorvete que, se não me engano, tinha um de chocolate com pimenta. A Cony contou TUDO nesse post, quem ficou interessada pode espiar o link.

Adivinhem onde fica a Cantina Laredo? Sim, mais uma vez, em Covent Garden.

WHOLE FOODS

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Eu almocei no de Piccadilly Circus, perto da Regent Street e adorei, mas acredito que minha experiência por lá deva se tornar um post isolado. Ele foi dica da minha super nutricionista Patricia Davidson Haiat e não me arrependi nem um pouco de ter conhecido. Na próxima vou fazer várias compras e voltar mais de uma vez! Como não foi uma viagem de férias e eu não parei, não consegui comprar tudo que deveria para comer, mas no café, nos lanches e sempre que dava, focava em “evitar minhas intolerâncias”, o que em vários momentos com as meninas foi mais difícil, mas controlei de tal forma que só inchei na viagem, cheguei, voltei para dieta e os dois quilos ganhos foram embora rápido. Agora, na próxima, pretendo usar e abusar do Whole.

SAPORITALIA pizza em Notting Hill

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No último dia, na minha última refeição, a Vic quis me levar num dos lugares preferidos dela. Uma cantina italiana que faz uma pizza sensacional, melhor do que algumas que comi na Itália. Adorei a companhia, o passeio de carro à noite até Notting Hill e principalmente a comida. Do pão à pizza, foi tudo sensacional, um sabor muito especial mesmo. A Vic é filha de italiano, então, pra ela dizer que é a melhor você imagina que tem que ser boa mesmo, né?

O restaurante Saporitalia fica em Portobello Road, no número 222. Fui ali pertinho com o namorado em junho, no dia da feira, e não notei a pequena cantina. Definitivamente foi um jantar gordinho, mas delicioso! A pizza é dos deuses e o preço também é ótimo. :)

Ufa! Acabou…

Ah! Fora esses eu comi um tailandês que entregou em casa, não tenho ideia do nome, a Gabi que pediu. Também fui com a St Tropez no The Delaunay, eu adoreiiii, mas como estava interessada no bate papo foquei pouca energia na experiência gastronômica e por fim, comi alguns Ben’s Cookies, que já falei aqui mas a Gabi fez um post só para eles. Meu preferido é de Dark Chocolate, mas quase todos são maravilhosos!

Então é isso, esse é o segundo post gastronômico de Londres, com dicas deliciosas e mais em conta que o meu post das férias de junho. Agora tem dica para todos os bolsos e orçamentos no futi!

Beijos

18
out
2013

Trip Tips: Tailândia

Ásia, Trip tips, tt, Viagem

O Trip Tips dessa semana conta com as dicas da Aline, Blogger do Frescura Sem Censura! Ela fez uma super viagem de Lua de Mel e aos poucos está contando tudo em seu blog, agora ela veio contar um pouco por aqui:

Quando as meninas me pediram pra falar um pouquinho sobre minha experiência na Tailândia eu tremi na base. Tremi porque falar “pouquinho” sobre um lugar tão rico culturalmente é algo quase impossível. Mas aceitei o desafio! A Tailândia foi um dos lugares que visitei na minha lua de mel, e posso afirmar que foi uma excelente pedida para a celebração em questão. É, sem dúvidas. a definição de “país paradisíaco”.

O primeiro lugar da Tailândia que conhecemos foi Bangkok e admito que foi a parte menos romântica da viagem. A cidade não é bonita, na realidade é feia e suja! Mas em meio àquela selvageria toda, a tanta pobreza, existe algo de rico e magnífico. Minha primeira dica para quem vai à Bangkok é óbvia: conheça os templos budistas. Independente da sua religião (não sou budista), você vai se surpreender, e isso não é uma hipótese!

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A cidade tem mais de 400 templos espalhados, e ainda que você se encante com muitos deles, não deixe de ir ao Grand Palace, ao Buda Reclinado e a Ayutthaya (fica fora da cidade, é a antiga capital da Tailândia, hoje, grande parte em ruínas). Opinião pessoal: curti mais Ayutthaya. Muito! Por me fazer sentir dentro de um livro de história, imaginando como devia ser o lugar antes da destruição, e o quanto aquele deve ter sido um momento doloroso para o povo. Eles são muito caprichosinhos com os deuses deles, respeitosos, sabe? Deve ser triste ver aqueles Budas sem cabeça.

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*DICA: É muito comum algumas pessoas, ao te verem com mapas e falando línguas estranhas, te sondarem nos arredores dos templos e te “oferecerem ajuda”. Eu já tinha sido instruída e me espantei como em um curto espaço, três pessoas diferentes chegaram até nós com o mesmo discurso. Eles dizem que nesse horário o templo está fechado para turistas e te “dão uma idéia bacana” de algo para fazer até o horário do templo ser reaberto. FURADA! Não caiam nessa! Tenho amigos que caíram, eles te levam a vários lugares sem graça em troca de comissão dos donos dos estabelecimentos por levarem turistas. Os templos nunca fecham “para turistas”.

*DICA2: Alguns templos tem dress code, portanto, mesmo que faça um sol de 40 graus (que provavelmente fará), leve na bolsa uma saia longa e uma blusa que tampe os braços. Se não você terá que usar o que eles tiverem lá disponível, e cá entre nós, não são ”peças muito cheirosas.

*DICA3: Contrate um guia em inglês. Os credenciados ficam dentro dos templos, na bilheteria, oferecendo seus serviços. Vale a pena! Todos os que contratamos, além de queridos, eram excelentes fotógrafos!

Outro lugar imperdível é o Mercado Flutuante. Fica há 100km ao sul da cidade, e precisa chegar cedinho! Logo de manhãzinha, todos os locais saem de suas palafitas e vão comprar e vender no mercado mais diferente que já vi na vida. É um mercado para tailandeses, em uma área bem residencial onde a população vive em palafitas à beira do canal. Não atrai muitos turistas por ser afastado do centro. Mas é lá que você sente o verdadeiro espírito do país, conhece a essência de tudo aquilo. Senhorinhas, crianças, não há idade para vender - e nem censura para seus produtos. Você encontra de tudo! Frutas, lembrancinhas, armas, Budas, animais, roupas…até cobras para fotografar (e eu nunca que deixaria passar essa experiência).

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Há duas horas do mercado, fica o meu lugar favorito de Bangkok (chamo de Bangkok apesar de também não ficar dentro da cidade): o Templo dos Tigres. Sei que muitas pessoas já tiveram experiência de tocar em tigres e leões (em Buenos Aires mesmo isso é possível), mas lá é diferente. Não digo pela interação com os tigrões (afinal, quem faz mais do que tirar uma foto com sorriso torto perto de um bichano daqueles?), mas sim com os tigrinhos. Pagamos um pacote que nos daria meia hora com filhotes, mas como nosso grupo era o último e só tinha nós dois, nos deixaram ficar mais de uma hora com os bichinhos. Nós e oito little baby tigers. O I T O. Ainda bem que tive que comprar uma camisa na entrada (eles não me deixaram entrar de alcinha), porque saí de lá imunda de tanto rolar no chão com eles. A calça foi pro lixo, eles furaram ela toda com os dentes. Agarrei os piquititos como agarro minha cachorrinha maltês cujos dentinhos nem se podem perceber. Agarrei tanto, tanto que fiquei com cheiro de tigre! Foi sem dúvidas um dos grandes momentos das nossas vidas.

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Para quem ama compras, as ruas de Bangkok são uma perdição. Pensa num Ebay a céu aberto! É isso! Todas aquelas roupas e tranqueiras que vemos nas lojinhas do Ebay estão lá, ao vivo e a cores. Os preços são bizarramente baratos, e você sempre pode baixar mais com conversa (não se envergonhe de barganhar! É da cultura deles, você deve fazer isso!)

PHUKET

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Nossa próxima parada era a tão esperada ilha de Phuket. Aí sim a viagem começou a ter cara de lua de mel. Praia, praia, sol queimando, muita praia! Em Phuket o clima é outro, é badalação! Só existe uma regra: relaxar de dia tudo o que você vai cansar de noite.

De dia, as praias de Kata (onde era nosso hotel) e Patong foram as que gastamos mais tempo, mas conhecemos bem muitas outras, já que estávamos de scooter (#pânico). Patong foi uma das praias mais devastadas com o tsunami, mas impressionantemente já está lá, linda e fabulosa como se nada tivesse acontecido.

Inclusive, os arredores da praia de Patong de noite são O LUGAR! Digo…se você tiver estômago e muito no espírito da zoação. Porque,. filha, o que tem de gente estranha, mulherada (que você não sabe se é mulher ou não) praticamente nua nas ruas se vendendo por bagatelas! A prostituição lá é assustadora, nunca vi nada igual! E eles são malas, vão andando atrás de você querendo te arrastar pro “ping-pong show deles” (dêem um Google também, não me peçam pra explicar isso aqui…blog de família! hahaha). Mas por lá também existem shoppings incríveis com restaurantes sen-sa-ci-o-nais! Só sair da meiuca, daquela rua de luzes vermelhas, que você com certeza vai gostar muito mais!

Além das praias e de todo agito, dois programas que amamos lá foram o passeio de elefantes e o pôr do sol em Promthep Cape. Fica exatamente no extremo sul da ilha de Phuket e foi o nosso maior achado. Porque de tudo que eu li, ninguém me indicou o programa, nem comentou sobre ele. E é imperdível! Você chega em um ponto lotado de turistas espremidos para ver o por do sol, e então, você começa a descer pela montanha. A montanha de rochas desce em direção ao mar, e logo, logo a multidão ficará pequenininha aos seus olhos. É uma bela caminhada, mas vale os esforços, palavra de uma sedentária! Inesquecível, paz define. Um dos maiores espetáculos naturais que já vi na vida. Pena que minhas fotos não ficaram muito boas, mas se derem um Google em “Promthep Cape sunset” vocês vão entender sobre o que estou falando.

Ah, e massagens. Muita massagem! Fazia uma todos os dias, elas eram muito baratinhas! A melhor que fiz foi a única que não fiz no jardim do meu hotel, com pedras quentes e durou uma hora e meia. Só me lembro da metade, é claro! rs

De lá também pegamos um barco para Koh Pha Ngan, meu lugar “mais favorito” de todos na Tailândia. Preciso fazer um mega post sobre isso. Você é levado por um barcão a diversas ilhas desertas formadas por pedras gigantes que “brotam” do fundo do mar e compõem o cenário com estalactites de todos os tamanhos. Visual assim, muito provavelmente, você nunca mais verá na vida.

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O barcão vai parando nos pontos específicos, e nesses pontos existem mil canoinhas te esperando para fazer os passeios mais legais. As canoinhas (que têm seus guias locais) entram em cavernas profundamente escuras (e você sabe que sobre sua cabeça vivem milhares de morcegos, mas quem se importa?), e saem em lagos e cenários indescritíveis. Algumas vezes precisávamos baixar a cabeça e até deitar para sairmos das cavernas! Em tempos de maré alta, esses passeios internos não são possíveis. Macacos ficam sentados nas pedras, observando os turistas. Muitos, muitos macacos! O ponto alto do programa é a James Bond Island, onde foi filmado um dos filmes 007 hehehe. Ah, sabe aquele babado que rolou esses dias da Rihanna com o animalzinho do Madagascar lá em Phuket (errr…não sei exatamente o nome do bicho)? Conheci o bichinho, tirei altas fotos com ele. Nunca pensei que ele um dia fosse se tornar um pop star mundialmente reconhecido!

Por fim, nossos últimos dois dias foram na famosa Phi Phi Island, e digo que ela merece a fama que tem. Como tínhamos pouco tempo, não pegamos o famoso barquinho de madeira, queríamos algo com motor mais potente. Alugamos uma lancha só para nós dois (com motorista né? rs) para o dia todo, então pudemos conhecer cada cantinho que aquele lugar mágico possui. É realmente mágico. A praia onde foi filmada “A Praia” ainda tem o cheirinho do Leo DiCaprio. O cenário, o clima quente e os mares cristalinos são completamente impossíveis de serem descritos.

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Os tailandeses (e também os balineses) são o povo mais simpático e gentil que já vi na vida. Chega a ser constrangedor. A comida lá é muito barata, mas tem temperos fortes e diferentes, então não agrada a qualquer um. Meu marido odiou tudo e só comia no Mc Donald’s, já eu experimentei tudo o que você pode imaginar, na cara e na coragem. Nunca passei mal. Milagre!

Nossos hotéis foram espetaculares, indico os três de olhos fechados!

Bangkok (mais executivo, mas muito luxuoso!)

Phuket (igual ao hotel que se destrói no filme Impossível, sobre o Tsunami. Mara!)

PhiPhi (nosso quarto tinha três andares e piscina infinita! Luxo para os newlyweds vale né?)

Essa foi nossa aventura na Tailândia, contada da forma mais resumida possível. Foram dias muito especiais, e para não perder tempo de viagem ”blogando,” fui “instagrando” (propaganda pode? @frescurasc) tudo o que podia, porque queria que todo mundo vivesse aquilo comigo!

Agradeço às minhas queridas Cá e Jô por me deixarem compartilhar aqui no Futi um pedacinho da minha lua de mel dos sonhos. Espero que inspire a muitos e que todo mundo saia correndo para fazer cotações de viagens à Tailândia. Não existe nem o mais remoto risco de se arrependerem.

Beijinhos,

Aline

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