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3
set
2014

Por um mundo que respeita as hashtags e busca etiqueta nas redes sociais!

Lifestyle, Reflexões

Hoje vou fazer uma reflexão boba, eu sei. E mais boba ainda para quem não trabalha com internet, ou mesmo para quem não curte redes sociais e afins, mas cá estou eu com vontade de dividir um incomodo virtual com vocês.

Nós fizemos o instagram do blog no ano de 2011, e 4.300 fotos depois, me sinto completamente à vontade para escrever sobre uma das coisas que mais me incomoda nesse tipo de espaço virtual: o uso indevido de hashtag (eu falei que era um assunto meio bobo! rs).

O que seria isso? Aquela pessoa que aproveita a hashtag de sucesso que alguém criou para postar algo completamente irrelevante para o “assunto” da mesma. Tipo uma lojinha online que coloca a foto de uma peça que acabou de chegar no site e usa alguma hashtag famosa, mesmo que ela não tenha nenhuma relação com o produto exposto, como #projetocarolbuffara, por exemplo.

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Por que isso me incomoda? Simples, eu acredito que a Carol Buffara (ou qualquer outra blogueira fitness) criou a hashtag para reunir fotos referentes ao seu projeto, ao universo fitness, de treino, alimentação e por ai vai. Ela criou algo de sucesso, que movimentou a interação de milhares de pessoas e aí chega um perfil caçando likes, atirando para todos os lados e “se mete” em um assunto que claramente não foi chamado. E pelo o que eu percebo, nunca é uma hashtag isolada. Tem perfis sem noção que botam hashtag de fitness, de viagem, de #icebucketchallenge e todos os “joguinhos da velha” que estão em evidência no momento.

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Sei que muita gente se incomoda com perfis que resolvem usar o espaço de comentários alheio para fazer auto propaganda, mas isso não me faz nem cosquinha se comparada ao nervoso que me dá ao navegar por alguma hashtag interessante e me deparar com fotos totalmente aleatórias. Não encontro palavras para expressar meu incomodo com tal fato, tão bobo - e acho que boa parte disso tem relação com o fato de que, se comentarem ou me marcarem, eu tenho como reverter a situação, mas não tenho controle do conteúdo com a hashtag.

O mais curioso de tudo é que essa minha falta de tolerância veio muito antes de sermos “atingidas”, até porque eu sempre me interessei pelo mundo das hashtags. Já peguei muitas dicas de lugares interessantes, de maquiagens e acho que só dei o exemplo da # de fitness porque é um dos lugares onde mais acho incentivo quando estou precisando. Fico horas navegando e curto mesmo essa história de poder dividir as fotos por temas que possam interessar a mais pessoas.

Eu entendo que quando bolamos determinadas hashtags, as criamos para o mundo, mas não seria muito mais rico para os interessados que os usuários da rede seguissem um “padrão de educação na internet”, que permitisse que essas hashtags fossem exploradas por pessoas que postassem fotos relacionadas ao tema?

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Assim, no #projetofulanadetal teríamos tudo relacionado ao tema, no #futiindica só teriam indicações de perfis legais, no #fhitsnounique só teriam fotos relacionadas ao QG, no #rioeuteamo só teriam fotos do Rio e por aí vai… É muito achar que a rede seria muito melhor assim? Sem os oportunistas?

O que a pessoa quer com isso? Angariar clientes? Vender mais? Se auto propagar?

E isso funciona? Pra mim e minha experiência de alguns anos de marketing digital, a resposta é não. Na prática, me parece anti-marketing em 80% dos casos, mas adoraria ouvir o outro lado para saber se meu pensamento tem fundamento ou eu só encaro dessa forma porque realmente tenho um bode muito grande dessa prática.

Na verdade, esse comportamento não deixa de ser mais uma fatia da falta de etiqueta na internet, que merece estudos e teses para tentar compreender o motivo de tanta gente agir de uma forma no meio virtual e de outra completamente diferente no mundo real. Claro que não é nada que tire meu sono, mas confesso que volta e meia me pego chocada com certas atitudes que vejo online!

Eu amaria um mundo ideal em que todo mundo categoriza corretamente o que posta na web, acho que muito mais dicas chegariam a mais pessoas. É uma relação de ganha-ganha, mas para isso temos que aprender a usar a rede de uma forma mais interessante.

O que vocês acham sobre tudo isso?

Beijos

27
ago
2014

As dores e as delícias de trabalhar em home office

Experiência, Lifestyle

Quando me mudei para São Paulo, há quatro anos e meio, cheguei sem saber se o que me esperava no quesito trabalho. Estava começando a minha pós, o futi ainda era um baby blog e vim para cá ainda vinculada com meu antigo emprego do Rio, só que como freela.

Nesse tempo em que eu fiquei exclusivamente como freelancer eu acabei arrumando um outro cliente além do blog (que está comigo até hoje) e, quando me vi, já estava trabalhando no esquema home office.

trabalhando em home office
Super desregrada, claro, afinal eu nunca tinha feito isso antes na vida. Apesar de eu amar essa história de não precisar sair de casa, o resultado inicial foi catastrófico. Eu trabalhava de pijama, eu esquecia de fazer as refeições (e acabava comendo qualquer besteira na hora que a fome batia), eu me distraía facilmente, o blog começou a ser chamado para eventos e eu me enrolava toda para cumprir os prazos, eu virava a noite e quando eu focava no cliente eu esquecia do blog e vice-versa.

Depois de um ano nesse oba-oba, resolvi tomar vergonha na cara e me organizar. Vamos dizer que eu melhorei 70%, mas para mim isso já é um avanço e tanto! As dicas que funcionaram para mim foram:

- Nada de trabalhar de pijama: As vezes é irresístivel, eu admito, mas me sinto melhor e mais produtiva quando eu estou vestida de uma maneira mais adequada. Meu maior obstáculo para isso era sair da cama e sentar direto no computador, e resolvi essa questão mudando meu horário da academia. Vou pela manhã, volto para casa, tomo banho, me visto e começo a trabalhar “decente” hehe.

- Arrume um canto para chamar de home office: Pode ser um pedacinho da mesa de jantar, uma escrivaninha ou um quarto arrumado só para isso. É bem provável que um dia ou outro você resolva ficar no sofá ou até mesmo na sua cama, mas saber que você tem um lugar que dá para focar é essencial!

- Organize seu tempo: Para mim, essa continua sendo a parte mais difícil de seguir, porque eu sempre fui desorganizada com meu tempo, mas eu sei que é a dica de ouro. Estabelecer uma rotina é fundamental e ver com antecedência todos os compromissos que você vai ter é a melhor forma de não deixar acumular trabalho ou fazer tudo em cima da hora. Nunca pensei que diria isso, mas a minha agenda virou minha melhor amiga!

- Não esqueça das refeições: Todo mundo sabe que é importante comer de 3 em 3 horas, mas para mim, elas são mais importantes do que isso porque acabam virando o meu momento off work. É quando eu paro o que estou fazendo e me concentro em outras coisas.

- Tente fazer com que a madrugada não vire rotina: É claro que pode acontecer de ter que trabalhar em horários atípicos. Um dia que não foi muito produtivo (principalmente se você trabalha com criatividade), um imprevisto, um atraso que foi além do esperado. Tudo isso acontece de vez em quando e a gente se vê obrigada a mudar nossa rotina e passar uma boa parte da noite em claro. Ok se for um dia aqui outro lá, mas se você trabalha para um cliente (e que costuma ter um horário normal!), não acho uma boa que a madrugada vire rotina!

- Se o trabalho empacou, descanse! - Não é algo para fazer com frequência (senão até briga com o tópico acima! rs), mas é uma das vantagens de se ter um horário mais flexível. Muitas vezes eu já me frustrei por ter perdido horas e horas em frente ao computador porque o trabalho simplesmente não estava fluindo. Quando vi, tinha gasto um tempo precioso vendo besteiras que não ajudavam em nada. Hoje, quando eu vejo que não adianta insistir, eu resolvo ver uma série (40 minutinhos de distração), fazer a unha, sair de casa e dar uma andada, etc. Dificilmente não funciona - e já reparei que eu gasto menos tempo para voltar ao trabalho do que quando eu gastava horas e horas improdutivas em frente ao computador!

Mas Carla, se eu seguir cada passo, vou conseguir trabalhar perfeitamente em home office?

Sinto informar, mas não sei. Cada pessoa é diferente da outra, mas posso dizer que o meu caso não é dos mais animadores. Mesmo sabendo disso tudo, volta e meia eu me pego super enrolada e com deadlines apertados, mas isso acontece porque eu sempre fui uma pessoa bem desorganizada e agora que estou apanhando é que estou aprendendo.

Só sei que a cada dia que passa, eu acho a minha escolha de ter optado por um home office cada vez mais acertada!!

Alguém também trabalha de casa? Quais dicas mudaram sua forma de trabalhar?

Beijos!

Carla

14
ago
2014

Acordei assim, linda! Será?

Beleza, Lifestyle, Reflexões

Eu sou muito vaidosa no quesito de maquiagem, muito mesmo. Sempre que quero dar uma melhorada na auto estima - e isso acontece com frequência - eu perco horas com corretivo, base, contorno, blush rosado e mais uma série de produtos para os olhos.

Amo sair da minha cara de abatida para minha cara de maquiada, mesmo que seja apenas aquela make saudável que quase não aparece. Sim, a maquiagem que parece sem maquiagem é uma das minhas preferidas! Mesmo nela, eu brinco com tudo de melhor que eu tenho e não faço economia.

Explicado tudo isso, eu vou comentar um tópico que ouvi ser debatido outro dia no Saia Justa, mas também já vi em filmes e tenho amigas que fazem: a maquiagem antes do namorado/peguete/etc acordar!

tumblr_n6pvtj6si81qj4315o1_500No alto dos meus 27 anos (ok, quase 28), eu nunca acordei antes de ninguém para ficar “apresentável” para quem acorda do meu lado. Ok, não tenho a maior das experiências em acordar acompanhada de desconhecidos, afinal, namoro há 5 anos e sempre fui mais na minha, mas nunca me vi numa situação em que eu tivesse que correr para o banheiro, lavar o rosto, passar corretivo, blush e uma máscara para os cílios.

Sei que muita gente opta por isso, as histórias são infinitas, mas eu só consigo ser chata e ver insegurança nessa ação. Uma das coisas mais incríveis de acordar ao lado de quem a gente gosta (ok, aqui falo mais de namorados) é você abraçar a pessoa, ser carinhosa ou receber um carinho quando acorda e, pra mim, parece que iria perder totalmente a mágica se eu fosse no banheiro dar um jeito na situação antes.

A única coisa que entra na minha cabeça é aquela situação da pessoa correr para escovar os dentes, afinal, nem todo casal começa se conhecendo bem, as vezes a intimidade vem com o tempo.

Meu medo desse costume de se arrumar para o parceiro antes mesmo dele acordar é que a gente começa a construir a imagem da mulher perfeita, da pele perfeita, de tudo perfeito. Não estou muito familiarizada com a luta feminista, sou contra extremos de todos os lados, mas acho que essa questão de “ser perfeita para o companheiro, namorado ou namorada” tem que cair.

Sou a favor de cremes, faria plástica e amo maquiagem, mas não podemos ser escravas dessas coisas para nos entregarmos numa relação amorosa. Temos que viver o amor sem roupa, sem maquiagem e de alma para alma, afinal, o sentimento não é tangível e nem concreto. Para quê concretizar uma perfeição que não existe?

Se o cara que acorda do seu lado te achar feia de manhã, me perdoem pelo radicalismo, mas ele não serve para você. Se ele nota suas gordurinhas ao invés de notar o quanto você é linda, ele segue não entendendo nada sobre você.

Sinto que cada dia mais a gente tem que se lembrar de viver uma relação com a outra pessoa pelo que somos por dentro, afinal, tudo que somos por fora pode desmoronar em um segundo. Amo cuidar da minha aparência, luto com a balança e busco melhorar e muito. Isso é parte da minha vida, isso é parte do meu trabalho, mas nem de longe isso é a minha essência, ou o que eu sou quando estou com o meu respectivo.

Eu, Joana, nunca perderia minutos preciosos do meu sono para por uma maquiagem e acordar princesa de novela ao lado do cara do meu lado. Se vocês me acharam radical, me desculpem. Não julgo quem se sente melhor fazendo isso, mas com o tempo, tendo a achar que temos que lutar para sermos mulheres mais confiantes. A meu ver, e isso é uma ideia minha e só minha, ninguém se apaixonada profundamente por uma pessoa que precisa construir uma armadura para acordar segura. Homens (e/ou mulheres) gostam de sentir segurança no outro (a).

Digo sim para a maquiagem como uma forma de me expressar melhor, me sentir mais bonita e mostrar a melhor parte de mim (para mim mesma e para o mundo), mas todas as vezes que acordei destruída por uma ressaca, me senti capaz de ser amada da mesma forma, e isso para mim é fundamental. Em geral, isso quase nunca depende do parceiro, está muito mais relacionado com o quanto nos sentimos confiantes. As vezes você fica neurótica pensando que o cara está ligando pra isso quando, na verdade, ele não está nem aí.

E vocês, o que pensam sobre acordar escondido para ir se maquiar e voltar para “acordar oficialmente” linda do lado da outra pessoa?

Beijos

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