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30
out
2014

Sexo: prazer é uma via de mão dupla (ou pelo menos deveria ser)

Lifestyle, Reflexões, Variadas (f)utilidades

Hoje o tema vai ser bem diferente do habitual. Confesso que queria muito escrever sobre ele para as leitoras de sempre, mas ao mesmo tempo tinha medo de escrevê-lo para o fantástico mundo da internet e suas tribos radicais. Os “forasteiros” não conhecem nosso perfil e nem mesmo nossos valores como você que vem sempre aqui. Como eu queria falar desse assunto para você, leitora (e leitor) deste blog, vou ignorar qualquer clima de tensão que o assunto possa trazer.

Neste post vou falar de um assunto que nunca apareceu por aqui antes: sexo. Não sou leviana e sei exatamente a faixa etária de quem lê o blog, 95% das leitoras têm mais de 18 anos e, por isso, me sinto confortável para compartilhar com vocês uma matéria muito polêmica que chamou a minha atenção.

Graças à Nuta, eu li a seguinte estatística no Bolsa de Mulher : 1 em cada 3 homens tem nojo de fazer sexo oral nas mulheres, a matéria está na integra aqui. Logo na chamada, a matéria enumera que enquanto 78% das mulheres faz sexo oral nos seus parceiros, 56% dos homens não se sentem confortáveis de fazê-lo nas suas parceiras. Pelo que posso imaginar, a pesquisa só levou em conta casais heterossexuais.

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Quando eu li o post no facebook da Nuta, escrevi que estava chocada. Dias se passaram e eu continuo chocada. Primeiro fiquei impressionada com a discrepância dos percentuais, depois fiquei embasbacada com as diferentes reações que eu não esperava ler. Alguns homens chamavam essa “turma do nojo” de gays, outros defendiam o direito de não ter vontade, só sei que ambos os polos da questão foram intensos.

Primeiramente acho que pode acontecer de MULHERES e HOMENS terem nojo de tal modalidade, não acho que seja o padrão, mas acho que sempre vão existir diferentes exceções, e vai caber a cada casal impor seu limite. Acredito que ninguém deva ser obrigado ou induzido a fazer o que não deseja, muito menos em um momento que é para ser legal, para relaxar. O que não dá é o cara abusar do amor daquela mulher para “conseguir” o que só ele quer, e vice versa.

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O que mais me chamou atenção nesse caso é a diferença entre os sexos. A margem de “pessoas que têm nojo” deveria ser a mesma, afinal, pode acontecer com os dois. Me desculpem, mas para mim essa é a chave da questão: a diferença. Como já disse, acho “ok” a pessoa não curtir algo, de verdade, mas vamos combinar que não vivemos num mundo onde pênis são feitos de chocolate e vaginas de tamarindo, não é mesmo? No fundo, tudo é meio estranho, mas um estranho que pode ser bom e pode fazer bem ao casal.

Eu já mudei de opinião sobre o que eu acho de “receber sexo oral”, hoje eu acho ótimo e, honestamente, me sinto feliz de ter um namorado que se preocupa com essa parte. Quando li o texto, fiquei com pena das mulheres que estão com caras que têm nojo de fazer isso e eu sei que pena não é um sentimento saudável. Depois me ocorreu que se o boicote vier dos dois lados, é mais fácil de entender. De um lado só me soa “sexismo” e isso não parece legal, pelo menos não do meu ponto de vista.

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Hoje tenho uma vida sexual bem resolvida. Como demorei bem mais que a média do país para começar essa vida, eu confesso que no início ela foi meio turbulenta, por isso, sempre busquei situações nas quais eu me sentisse à vontade, foram poucas mas boas em sua maioria. Há 5 anos eu venho descobrindo coisas novas com o namorado, afinal, todo casal tem diversas fases.

Justamente por me sentir bem resolvida, eu me sinto confortável de compartilhar com vocês este estranhamento. Acho que pode ser super normal uma mulher não gostar de receber essa categoria de sexo, ou mesmo em alguns casos o parceiro querer mais do que a mulher, mas ao ler os argumentos da matéria - sugiro que vocês façam o mesmo! - eu fiquei com vontade de escrever para o mundo: Amiga, se esse é seu caso, converse com ele, com seu terapeuta ou sua melhor amiga. Não se permita passar por uma situação desagradável sem dividir com alguém que você confia.

É muito importante alinhar expectativas em uma vida a dois, eu diria que é fundamental.

Todos nós precisamos falar sobre sexualidade em algum momento, é na troca que ficamos mais lúcidas (os) e nos sentimos mais à vontade para falar do que gostamos, do que queremos ou esperamos.

Cada dia que passa eu converso mais com o Gu, me dou a liberdade de perguntar certas coisas, responder outras, experimentar lingeries ou brincadeiras. Sempre respeitando o nosso universo, os meus limites e os dele, (no nosso caso) com muito amor. Sem contar as doses de bom humor e amizade, que são sempre bem vindas! Assim, aos poucos, a gente vai desmistificando esse “bicho papão” que é o sexo.

E eu só posso desejar que mais homens se aventurem para satisfazer suas parceiras, afinal, muitas delas já dão o seu melhor, nada mais honesto do que esperar o mesmo em troca. Sem falar que quanto mais empenho de ambas as partes, melhor é, em todos os sentidos.

Beijos

Obs: Acho que toda mulher deve fazer sexo quando quiser, com quem quiser, por amor, paixão ou o mais puro desejo. Se não me fiz entender assim, vocês me perdoem, fui muito auto referente na maneira que me coloquei nesse texto, sou muito nova nisso! Respeito e admiro as minhas amigas que não precisam de tanta intimidade para se divertir na cama. Acho inclusive que elas “se tornaram” bem resolvidas antes de mim. hehehe
Obs2: Sexo deve ser praticado com muita vontade e responsabilidade, você pode e deve demandar tal responsabilidade do parceiro ou parceira também. Lembrem-se que camisinha é fundamental para prevenir as pessoas de DST
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Obs3: Não me coloquei como uma mulher solteira pois não sou há mais de 5 anos, usei a dupla homem e mulher mas essas questões são válidas para todo os tipos de casal.
Obs4: Se você achou que esse assunto pode aparecer mais por aqui ou pode ser abordado de uma forma melhor deixe sua opinião nos comentários.
3
set
2014

Por um mundo que respeita as hashtags e busca etiqueta nas redes sociais!

Lifestyle, Reflexões

Hoje vou fazer uma reflexão boba, eu sei. E mais boba ainda para quem não trabalha com internet, ou mesmo para quem não curte redes sociais e afins, mas cá estou eu com vontade de dividir um incomodo virtual com vocês.

Nós fizemos o instagram do blog no ano de 2011, e 4.300 fotos depois, me sinto completamente à vontade para escrever sobre uma das coisas que mais me incomoda nesse tipo de espaço virtual: o uso indevido de hashtag (eu falei que era um assunto meio bobo! rs).

O que seria isso? Aquela pessoa que aproveita a hashtag de sucesso que alguém criou para postar algo completamente irrelevante para o “assunto” da mesma. Tipo uma lojinha online que coloca a foto de uma peça que acabou de chegar no site e usa alguma hashtag famosa, mesmo que ela não tenha nenhuma relação com o produto exposto, como #projetocarolbuffara, por exemplo.

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Por que isso me incomoda? Simples, eu acredito que a Carol Buffara (ou qualquer outra blogueira fitness) criou a hashtag para reunir fotos referentes ao seu projeto, ao universo fitness, de treino, alimentação e por ai vai. Ela criou algo de sucesso, que movimentou a interação de milhares de pessoas e aí chega um perfil caçando likes, atirando para todos os lados e “se mete” em um assunto que claramente não foi chamado. E pelo o que eu percebo, nunca é uma hashtag isolada. Tem perfis sem noção que botam hashtag de fitness, de viagem, de #icebucketchallenge e todos os “joguinhos da velha” que estão em evidência no momento.

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Sei que muita gente se incomoda com perfis que resolvem usar o espaço de comentários alheio para fazer auto propaganda, mas isso não me faz nem cosquinha se comparada ao nervoso que me dá ao navegar por alguma hashtag interessante e me deparar com fotos totalmente aleatórias. Não encontro palavras para expressar meu incomodo com tal fato, tão bobo - e acho que boa parte disso tem relação com o fato de que, se comentarem ou me marcarem, eu tenho como reverter a situação, mas não tenho controle do conteúdo com a hashtag.

O mais curioso de tudo é que essa minha falta de tolerância veio muito antes de sermos “atingidas”, até porque eu sempre me interessei pelo mundo das hashtags. Já peguei muitas dicas de lugares interessantes, de maquiagens e acho que só dei o exemplo da # de fitness porque é um dos lugares onde mais acho incentivo quando estou precisando. Fico horas navegando e curto mesmo essa história de poder dividir as fotos por temas que possam interessar a mais pessoas.

Eu entendo que quando bolamos determinadas hashtags, as criamos para o mundo, mas não seria muito mais rico para os interessados que os usuários da rede seguissem um “padrão de educação na internet”, que permitisse que essas hashtags fossem exploradas por pessoas que postassem fotos relacionadas ao tema?

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Assim, no #projetofulanadetal teríamos tudo relacionado ao tema, no #futiindica só teriam indicações de perfis legais, no #fhitsnounique só teriam fotos relacionadas ao QG, no #rioeuteamo só teriam fotos do Rio e por aí vai… É muito achar que a rede seria muito melhor assim? Sem os oportunistas?

O que a pessoa quer com isso? Angariar clientes? Vender mais? Se auto propagar?

E isso funciona? Pra mim e minha experiência de alguns anos de marketing digital, a resposta é não. Na prática, me parece anti-marketing em 80% dos casos, mas adoraria ouvir o outro lado para saber se meu pensamento tem fundamento ou eu só encaro dessa forma porque realmente tenho um bode muito grande dessa prática.

Na verdade, esse comportamento não deixa de ser mais uma fatia da falta de etiqueta na internet, que merece estudos e teses para tentar compreender o motivo de tanta gente agir de uma forma no meio virtual e de outra completamente diferente no mundo real. Claro que não é nada que tire meu sono, mas confesso que volta e meia me pego chocada com certas atitudes que vejo online!

Eu amaria um mundo ideal em que todo mundo categoriza corretamente o que posta na web, acho que muito mais dicas chegariam a mais pessoas. É uma relação de ganha-ganha, mas para isso temos que aprender a usar a rede de uma forma mais interessante.

O que vocês acham sobre tudo isso?

Beijos

27
ago
2014

As dores e as delícias de trabalhar em home office

Experiência, Lifestyle

Quando me mudei para São Paulo, há quatro anos e meio, cheguei sem saber se o que me esperava no quesito trabalho. Estava começando a minha pós, o futi ainda era um baby blog e vim para cá ainda vinculada com meu antigo emprego do Rio, só que como freela.

Nesse tempo em que eu fiquei exclusivamente como freelancer eu acabei arrumando um outro cliente além do blog (que está comigo até hoje) e, quando me vi, já estava trabalhando no esquema home office.

trabalhando em home office
Super desregrada, claro, afinal eu nunca tinha feito isso antes na vida. Apesar de eu amar essa história de não precisar sair de casa, o resultado inicial foi catastrófico. Eu trabalhava de pijama, eu esquecia de fazer as refeições (e acabava comendo qualquer besteira na hora que a fome batia), eu me distraía facilmente, o blog começou a ser chamado para eventos e eu me enrolava toda para cumprir os prazos, eu virava a noite e quando eu focava no cliente eu esquecia do blog e vice-versa.

Depois de um ano nesse oba-oba, resolvi tomar vergonha na cara e me organizar. Vamos dizer que eu melhorei 70%, mas para mim isso já é um avanço e tanto! As dicas que funcionaram para mim foram:

- Nada de trabalhar de pijama: As vezes é irresístivel, eu admito, mas me sinto melhor e mais produtiva quando eu estou vestida de uma maneira mais adequada. Meu maior obstáculo para isso era sair da cama e sentar direto no computador, e resolvi essa questão mudando meu horário da academia. Vou pela manhã, volto para casa, tomo banho, me visto e começo a trabalhar “decente” hehe.

- Arrume um canto para chamar de home office: Pode ser um pedacinho da mesa de jantar, uma escrivaninha ou um quarto arrumado só para isso. É bem provável que um dia ou outro você resolva ficar no sofá ou até mesmo na sua cama, mas saber que você tem um lugar que dá para focar é essencial!

- Organize seu tempo: Para mim, essa continua sendo a parte mais difícil de seguir, porque eu sempre fui desorganizada com meu tempo, mas eu sei que é a dica de ouro. Estabelecer uma rotina é fundamental e ver com antecedência todos os compromissos que você vai ter é a melhor forma de não deixar acumular trabalho ou fazer tudo em cima da hora. Nunca pensei que diria isso, mas a minha agenda virou minha melhor amiga!

- Não esqueça das refeições: Todo mundo sabe que é importante comer de 3 em 3 horas, mas para mim, elas são mais importantes do que isso porque acabam virando o meu momento off work. É quando eu paro o que estou fazendo e me concentro em outras coisas.

- Tente fazer com que a madrugada não vire rotina: É claro que pode acontecer de ter que trabalhar em horários atípicos. Um dia que não foi muito produtivo (principalmente se você trabalha com criatividade), um imprevisto, um atraso que foi além do esperado. Tudo isso acontece de vez em quando e a gente se vê obrigada a mudar nossa rotina e passar uma boa parte da noite em claro. Ok se for um dia aqui outro lá, mas se você trabalha para um cliente (e que costuma ter um horário normal!), não acho uma boa que a madrugada vire rotina!

- Se o trabalho empacou, descanse! - Não é algo para fazer com frequência (senão até briga com o tópico acima! rs), mas é uma das vantagens de se ter um horário mais flexível. Muitas vezes eu já me frustrei por ter perdido horas e horas em frente ao computador porque o trabalho simplesmente não estava fluindo. Quando vi, tinha gasto um tempo precioso vendo besteiras que não ajudavam em nada. Hoje, quando eu vejo que não adianta insistir, eu resolvo ver uma série (40 minutinhos de distração), fazer a unha, sair de casa e dar uma andada, etc. Dificilmente não funciona - e já reparei que eu gasto menos tempo para voltar ao trabalho do que quando eu gastava horas e horas improdutivas em frente ao computador!

Mas Carla, se eu seguir cada passo, vou conseguir trabalhar perfeitamente em home office?

Sinto informar, mas não sei. Cada pessoa é diferente da outra, mas posso dizer que o meu caso não é dos mais animadores. Mesmo sabendo disso tudo, volta e meia eu me pego super enrolada e com deadlines apertados, mas isso acontece porque eu sempre fui uma pessoa bem desorganizada e agora que estou apanhando é que estou aprendendo.

Só sei que a cada dia que passa, eu acho a minha escolha de ter optado por um home office cada vez mais acertada!!

Alguém também trabalha de casa? Quais dicas mudaram sua forma de trabalhar?

Beijos!

Carla

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